• Sexta-feira, 17 Setembro 2010 / 11:55

Deni de Lima – 1961 – 2010

    Deni de Lima, um dos maiores partideiros de sua geração, morreu no início da semana, no Rio, aos 49 anos.
Ele foi um dos participantes, no final dos anos 70, do Pagode da tia Noca, em Madureira, e um dos primeiros frequentadores do ‘Pagode da Tamarineira’, do Cacique de Ramos, onde despontou, entre outros, Zeca Pagodinho, Grupo Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto e outros.
No primeiro disco do Zeca, em 1986, ele interpreta, em dueto com o anfitrião, um pot-pourri com “Hei de guardar teu nome”, “Vou lhe deixar no sereno” e “Macumba da nega”.
Em 2002, participou mais uma vez como convidado de Zeca Pagodinho do disco ‘Deixa a Vida me Levar’,  interpretando com o anfitrião o samba ‘Faixa Amarela’.

  • Terça-feira, 03 Agosto 2010 / 13:24

Zeca: ‘Vida da Minha Vida’

   O compositor Moacyr Luz está rindo à toa.
Zeca Pagodinho gravou mais um samba do Moa, desta vez com Sereno, do grupo Fundo de Quintal.
E ainda fez dele o título de seu CD: ‘Vida da Minha Vida’.
                  * * *
Seu produtor Rildo Hora resume o disco em uma frase:
- O Zeca é como o Frank Sinatra: você ainda nem ouviu e já sabe o que vai encontrar.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Deixa a Dilma me levar…

De Monica Bergamo, na ‘Folha’:
“O publicitário Duda Mendonça já informou a coordenadores da campanha de Dilma Rousseff (PT-RS): o jingle que ele compôs para a candidata, “Dilma, Leva Eu”, adaptação do sucesso cantado por Zeca Pagodinho, deve ser usado nas eleições estaduais que comandará -como a de Roseana Sarney (PMDB-MA) no Maranhão. O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), por sinal, vive cantarolando a musiquinha”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:30

Osório vai ralar 200 mil cocos

Não são apenas os 160 mil buracos que o secretário de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura, Carlos Roberto Osório, promete tapar nos proximos 60 dias.
Ele relaciona ainda o seguinte:
* Limpeza em 150 mil ralos.
* Desobstrução de 100 quilômetros de galeriais pluviais.
* Compra emergencial de 20 mil toneladas de massa asfáltica.
* Recuperação de 74 mil metros quadrados de pavimentos de paralelepípedos.
* Reparo em 36 mil pontos de luz.
                        * * *
É pena que eu não tenha encontrado, no YouTube, a gravação de ‘Moqueca de Fato’, samba de Ney Lopes, gravado por ele e Zeca Pagodinho.
Tanto uma obra, quanto a outra são muito semelhantes.
Leiam só um trecho do samba é vejam se ele não é a cara do Secretário:
“Cem quilos de fato,
E só de cebola umas 400
200 limões
900 pimentas
E uma tonelada de amendoim
E achando isso pouco,
Idalina botou o compadre Tinoco
No maior sufoco
Ralando no toco
200 mil cocos pra fazer quindim”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

Cesar Maia, bateu levou

Os vereadores Alfredo Sirkis e Aspásia Camargo gostam de brincar com fogo.
Eles estão inviabilizando a candidatura de Fernando Gabeira a governador, pois não querem Cesar Maia, na coligação,  como candidato ao Senado.
O ex-prefeito passou a semana calado.
Hoje, ele decidiu mostrar parte das contradições do PV.
E elas são bem maiores do que Cesar apresenta.
O PV tem um ministério no governo Lula, e seu titular diz que apóia Dilma.
Marina, candidata à Presidência, saiu do PT por discordar de Dilma.
No Rio, o PV quer se coligar com o PSDB, o DEM e o PPS, de José Serra.
E mais: um de seus principais caciques, atende pelo nome de Zequinha Sarney.
Antigamente, o antigo MDB tinha duas aulas: autênticos e moderados.
Os tucanos estavam divididos, até há pouco,  entre Serra e Aécio; os demos entre os pró-Arruda e os anti-Arruda.
O curioso é que, no Brasil, quanto menor o partido, mas alas eles abrigam.
Para se ter uma idéia, o pequeno Psol tem 18 correntes, sendo que a ala da presidente nacional do partido, Heloísa Helena, não é a majoritária.
O ex-prefeito se sente hoje, como Zeca Pagodinho disse no seu primeiro DVD para a MTV.
Antes de começar a gravação, o sambista confessou:  “Estou calmo, mas estou nervoso”.
Vejam o que Cesar diz:
“1. O Partido Verde (PV) tenta resolver um delicado problema relativo aos palanques nacional e regionais que deverá ocupar. Com candidata própria à presidência da república -a senadora Marina Silva-, o PV ocupa um ministério do governo Lula do PT.
2. O Ministro da Cultura de Lula, Juca Ferreira, do PV, foi indicado pelo ex-ministro Gilberto Gil, do PV. Juca Ferreira tem afirmado que está com Dilma e não abre. No dia 20/08/2009, O Globo Online destacou: “O ministro da Cultura, Juca Ferreira, principal nome do PV no governo federal, disse que o partido não está preparado para uma candidatura presidencial, e que, por isso, defende a aliança com o PT em 2010 por tudo o que o presidente Lula representa.”
3. Juca foi vereador duas vezes em Salvador. Gilberto Gil o trouxe para o ministério da cultura em 2003. Os deputados do PV, com a exceção de Fernando Gabeira, têm feito parte da base aliada que dá sustentação ao governo Lula.
4. Na ONG Onda Azul presidida por Gilberto Gil (http://ondazul.org.br/sec_quem_conselho.php) está a Petrobrás que faz parte do Conselho Azul (http://ondazul.org.br/sec_conselho.php).
5. Nem para o segundo turno esta questão está clara, conforme informou à agência estado (20) a coordenação da campanha da senadora Marina Silva: A questão do palanque duplo – para Marina Silva e para o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra (SP) – ainda não foi resolvida. Há dúvidas, porém, até sobre a situação se houver segundo turno. “É a executiva nacional que vai resolver”, afirmou”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:20

Zeca Pagodinho na festa do pré-sal

 A festa que o governo promove hoje no Centro de Convenções Ulysses Guimarães terá 3 mil convidados.
Para assistir Lula apresentar a proposta do novo marco regulatório para a exploração e produção do petróleo na camada pré-sal foram convidados políticos, atletas, dirigentes sindicais, artistas e até o sambista Zeca Pagodinho.
O modelo a ser apresentado foi discutido, por mais de um ano, em uma comissão coordenada pela ministra Dilma Rousseff.
Ontem à noite ele sofreu poucas mudanças.
Mas do que mudanças, o projeto passou a ser omisso em alguns pontos, deixando a discussão para o Congresso, que poderá inclusive adotar a proposta feita inicialmente por Dilma – o que é o mais provável.
Talvez isso explique a presença na solenidade do compositor e cantor Zeca Pagodinho, responsável pelo sucesso do “Deixa a Vida me Levar”.
Quem viver verá.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:16

Que crise?

Blog de político, sem mandato, é como o samba de Zeca Pagodinho, ?Ta Ruim, Mas Tá Bom?.
Por um lado é bom, porque com o blog, transformado em tribuna, é possível saber o que eles pensam, diariamente, sobre os temas da atualidade, sendo que alguns deles são até noticiosos.
E é ruim, porque só falam o que querem.
Assim, o blog de Zé Dirceu, até hoje, não fez um único comentário sobre a crise do Senado e a do seu presidente José Sarney.
É como se o ministro não tivesse opinião sobre o assunto.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 19:43

Paulo Duque será o espetáculo

  O senador Paulo Duque (PMDB-RJ) tem hoje uma cadeira no Parlamento graças a Sergio Cabral, que em 2002 elegeu-se Senador e escolheu o velho político para ser o segundo suplente.
Quatro anos mais tarde, Cabral foi eleito governador do Rio, levou para trabalhar ao seu lado o primeiro suplente Regis Fitchner, e Duque ganhou um mandato de quatro anos sem ter um único voto.
Reclama-se muito que o Senado tenha hoje quase 20 das 81 cadeiras ocupadas por primeiros suplentes.  Pois Paulo Duque é o único segundo suplente.
Falar do senador não é fácil. Embora tenha mais de 80 anos, ele não dá grande importância a sua memória, ao seu mandato, a sua militância. Ao lado da senadora Rosalba Ciarlini, Duque também não tem uma página na internet, como seus colegas.
Quem quiser saber alguma coisa sobre ele procure a página do Senado.
É como no samba de Zeca Pagodinho: ?Tá ruim, mas tá gostoso?. Ruim, porque não vai se achar uma única linha interessante: nem discurso, nem projeto, nem relatoria, nem nada. Gostoso porque não tomará muito tempo.
Hoje, será instalada a CPI da Petrobras e Paulo Duque será um de seus integrantes. Ele foi indicado pelo líder Renan Calheiros a pedido de Sergio Cabral.
Renan e Cabral são unha e carne.
Desde que Duque assumiu, Cabral lhe fez algumas poucas humilhações.  Primeiro, Paulo Duque não pode nomear nenhum dos mais de 30 funcionários do gabinete. Cabral lhe deu o mandato, mas ficou com os funcionários.  Mas isso foi resolvido. Duque contentou-se mais tarde com uma meia dúzia de pessoas. Ou menos.  Depois, para provar fidelidade a Renan que em 2007 concorreu a presidência do Senado, Cabral deixou Duque sem mandato por três dias e mandou Regis voltar ao Senado para garantir o voto a Renan. Duque ficou magoado com a desconfiança, mas acabou entendendo.
A partir de hoje, as sessões da CPI  serão transmitidas pela TV Senado.
E esse será um programaço. Só a participação de Paulo Duque nesse enredo vale a audiência. Quem assistir as intervenções e as perguntas que serão formuladas pelo senador, assistirá a algo inacreditável.
Ao final, o leitor/telespectador descobrirá se Paulo Duque é hoje senador pois tem absoluta identidade intelectual com Sergio Cabral, ou se é porque o Governador do Rio gosta de se cercar desse tipo de político.
Quem viver, verá

  • Segunda-feira, 05 Julho 2010 / 4:37

Serra precisa reinstalar o sistema

  O bagulho entupiu.
Assim, plagiando o sambista Zeca Pagodinho, esse blog resumiu, há dias, a campanha de José Serra à Presidência. Era impressionante a quantidade de erros cometidos pelo comando tucano, culminando com a escolha do vice, Índio do Demo.
Hoje, o jornalista Élio Gaspari faz nova comparação, obviamente de maneira mais sofisticada. Vamos a ela.
   “José Serra está na situação do sujeito que digita um texto em “Times New Roman” e ele aparece na fonte “Arial”. (Numa entrevista, indagado pela jornalista Miriam Leitão sobre a autonomia do Banco Central, destratou-a.) Depois, o cidadão decide salvar uma planilha, e ela some. (Forma uma chapa puro-sangue com um vice que noutra encarnação foi expulso do PSDB.) Finalmente, no meio de uma palestra com PowerPoint, suas tabelas travam. (Diante da insurreição do DEM, fecha a chapa com um candidato com quem nunca conversou por mais de cinco minutos.)
O freguês do computador achou que o problema estava no programa Word (Jornalistas perguntando o que não devem). Depois a suspeita migrou para o Excel. (O PSDB é muito volúvel). Finalmente, o culpado é o PowerPoint (É preciso reformular a estrutura da campanha).
Se os problemas fossem esses, seriam pequenos, mas, levando-se as queixas a quem sabe mexer com as máquinas, a resposta é dura: na melhor das hipóteses é o seu sistema operacional que está corrompido. O bug não está nos diversos programas que acompanham a candidatura, mas na sua essência. É preciso reinstalar o sistema. Na pior das hipóteses, a encrenca não está no software, mas na própria máquina. Por ser a alternativa catastrófica, letal, convém desprezá-la.
Problemas na escolha dos vices são mais comuns do que resfriados. Geraldo Alckmin jogou ao mar Henrique Alves; Fernando Henrique Cardoso sacrificou Guilherme Palmeira. Tancredo Neves, reunido com o senador Pedro Simon numa suíte do Hotel Nacional, ouviu um veto desprimoroso a José Sarney, que se retirou da sala, tomou o avião e foi para o Rio. Tancredo disse a Simon que o vice de seu projeto era Sarney e acabou com a divergência. Quando o ministro do Exército, general Lyra Tavares, disse ao general Médici que o almirante Rademaker não podia ser seu vice, o então comandante da guarnição do Sul pegou o quepe e voltou para Porto Alegre, onde foram buscá-lo, com Rademaker na vice.
Serra detonou a proposta de prévias de Aécio Neves, que poderia expor o PSDB a uma saudável exposição de contraditórios. Fez isso insistindo em postergar o lançamento de sua candidatura. Há um ano, quando a nação petista começou a mover a candidatura de Dilma Rousseff, o governador de São Paulo estava 30 pontos à frente da chefe da Casa Civil. Assumindo a candidatura, acreditou demais na possibilidade de atrair Aécio Neves e cultivou a ideia de dispensar o DEM. Serra temia, e continua temendo, a exibição dos vídeos do democrata José Roberto Arruda e de sua quadrilha embolsando dinheiro em malas, bolsas e meias.
Há um mês, Serra poderia escolher o vice que bem entendesse. Não queria buscá-lo no DEM, mas não disse isso a ninguém. Fez uma escolha oportunista, calculou mal o equilíbrio da política paranaense e acordou na quarta-feira sem plano B, C ou Z. Aceitou um companheiro de chapa produzido muito mais pela marquetagem do que pelos Maia do Rio de Janeiro. Todas as decisões e indecisões saíram do seu sistema operacional e deu no que deu.
Há três meses, Serra lembrou que “a boa equipe necessita de um norte claro, sempre claro, de quem está no comando” e lançou-se na campanha presidencial dizendo que “o Brasil pode mais”. Depois disso, o “Times Roman” virou “Arial”, a planilha sumiu e o “PowerPoint” travou. Como a campanha mal começou, poderá reinstalar o sistema”.

  • Domingo, 27 Junho 2010 / 4:29

Serra, o bagulho entupiu

Se quizessem saber o que está ocorrendo, de verdade, na campanha de José Serra, bastaria uma conversa rápida com o sambista Zeca Pagodinho.
Com a sua simplicidade, ele resumiria a confusão tucana em apenas três palavras:
- O bagulho entupiu.

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