• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Dirceu ataca Henrique Meirelles

Pelo que se sabe, Henrique Meirelles permaneceu na presidência do Banco Central a pedido do Presidente Lula.
Isso foi o que os jornais publicaram e nenhum dos dois procurou desmentir.
Meirelles não tinha condições de ser vice de Dilma Rousseff e, aparentemente, a candidatura ao Senado, pelo PMDB de Goiás, não o interessou.
Lula certamente não acertou a permanência de Meirelles, no BC, num eventual governo Dilma – a não ser que a própria candidata tenha feito um aceno.
Ou quem sabe o candidato José Serra…
           * * *
O fato é que o ex-ministro José Dirceu ataca hoje em seu blog, violentamente, o presidente Henrique Meirelles, que falou em dar uma tacada – para cima óbviamente – na taxa de juros, para não ter de aumentá-la, mês a mês, até as eleições.
Veja o que diz Dirceu:
“O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, ficou no governo, não quis ser candidato, mas se comporta como se fosse. Agora dá conselhos ao próximo governo. Previne que ele não deve manipular o câmbio – é, exatamente aquele que os tucanos mantiveram fixo até o Brasil quebrar.
Além disso, dr. Meirelles deita falação sobre gastos públicos – exato, aqueles que os tucanos nunca controlaram; sobre dívida pública, que os tucanos dobraram em seus oito anos de governo; e sobre poupança, que caiu sem parar no tucanato.
Dr. Meirelles continua o de sempre, agora fazendo coro com a oposição por corte de gastos públicos e aumento da poupança. Fala como se essa elevação fosse uma questão de vontade política e como se os tucanos tivessem praticada essa política no governo FHC. Na maior parte do seu tucanato, todos se lembram, era câmbio fixo, ausência de superávits e aumento da dívida pública, que comno eu disse acima, dobrou naqueles oito anos.
Mas como reduzir a relação dívida PIB e aumentar a poupança com aumento dos juros e da taxa Selic? Sim, porque é isso que ele e seus diretores no BC passaram para o jornalista Kennedy Alencar na Folha de S.Paulo, e para outros nos diversos jornais: quer dar uma ?paulada? nos juros, taxas que chegaram a 27,5% descontada a inflação no governo de FHC sob a regência de Gustavo Franco na presidência do BC.
Só espero que não seja uma paulada no governo Lula e no Brasil”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:31

Eletronet, versão de Zé Dirceu

O ex-ministro José Dirceu postou hoje, em seu blog, uma longa explicação sobre o caso Eletronet. É a sua versão para os fatos que deveriam ser divulgados pela mídia. Até o momento, 13 horas, nenhum dos grandes sites noticiosos divulgou uma única linha sobre o assunto. Os jornais de amanhã, possivelmente publicaram 10, 15 linhas do que está dito aqui. Sem entrar no mérito da questão, eis a versão de Zé Dirceu sobre o episódio, onde discordo do título “Um ponto final”. Ele mesmo diz que “a campanha eleitoral já começou e outros ataques virão”. Portanto, estamos ainda bastante longe do fim.
Eis o seu texto:

“Em respeito a todos vocês, leitores deste blog, e desde já agradecendo o apoio e também respondendo as questões aqui levantadas, publico abaixo uma síntese dos esclarecimentos que prestei ao longo da última semana sobre o caso Eletronet/Telebrás/PNBL. Meu objetivo é que não pairem dúvidas sobre este episódio e sobre as minhas atividades profissionais. A campanha eleitoral começou. Os ataques da mídia também. Outros virão, e temos que estar preparados. Dilma já encosta em Serra. Está, segundo os critérios do Datafolha, tecnicamente empatada com ele, pois o tucano tem 32%, e a petista, 28%, sendo que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A eleição presidencial deste ano será a mais dura que o PT já enfrentou. Mas vamos superar as calúnias, vencer as eleições e continuar com os projetos do PT e do governo do presidente Lula… Em respeito a todos vocês, leitores deste blog, e desde já agradecendo o apoio e também respondendo as questões aqui levantadas, publico abaixo uma síntese dos esclarecimentos que prestei ao longo da última semana sobre o caso Eletronet/Telebrás/PNBL. Meu objetivo é que não pairem dúvidas sobre este episódio e sobre as minhas atividades profissionais.

1 ? Sobre datas, decisões do governo e minha relação com Nelson dos Santos
A consultoria que prestei à empresa Adne, do empresário Nelson dos Santos, ocorreu entre março de 2007 e setembro de 2009. Começou, portanto, dois anos após a empresa Contem Canadá  ter adquirido do grupo norte-americano AES 51% da Eletronet, por R$ 1, em troca de assumir percentual idêntico da dívida da empresa, estimada atualmente em R$ 800 milhões. Os outros 49% são da estatal Eletropar, antiga Lightpar, criada no governo FHC. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo publicada no último domingo (28/02), uma parte desses papéis foi repassada posteriormente à empresa Stars Overseas, de Nelson dos Santos, que também teria se associado à Contem. Logo, se minha consultoria (à Adne, não à Star Overseas ou à Contem) se iniciou dois anos depois de o empresário ter feito tal negócio de risco, não posso ter sido eu a sugerir-lhe que fizesse a aposta. Àquela época, 2005, eu sequer conhecia Nelson dos Santos.
Devo lembrar que, segundo reportagem do jornal O Globo publicada na quinta-feira (25/02), o governo chegou a estudar uma recuperação financeira para a Eletronet. Mas, em maio de 2007, dois meses depois do início da minha consultoria, decidiu não mais fazê-lo e buscar na Justiça a retomada dos seus ativos (16 mil km de cabeamento de fibra óptica em quase toda a faixa Leste do Brasil). A decisão do governo, contrária aos interesses dos controladores privados da Eletronet, mostrou-se a mais acertada, uma vez que em novembro do ano passado, a Justiça do Estado do Rio de Janeiro já concedeu a posse de parte deste cabeamento à empresas do grupo Eletrobrás, controlado pelo governo federal.
Se a consultoria que prestei a uma das empresas de Nelson dos Santos foi mesmo sobre a Eletronet e se eu sou de fato lobista, como me acusa parte da imprensa, gostaria de saber porque, dois meses após o início do contrato de consultoria, o governo brasileiro tomou uma decisão contrária aos interesses dos controladores privados da Eletronet?
Dou aqui minha resposta: não sou lobista, nunca fiz lobby, e a consultoria que prestei à Adne, de Nelson dos Santos – segundo ele próprio e de acordo com o contrato firmado – foi a respeito de cenários para investimentos em países da América Latina no setor elétrico; legislação e regulação nos países latino-americanos; e avaliação da situação político-econômica no continente, bem como avaliação do setor de infraestrutura na região e suas perspectivas.
Há que deixar claro também que não recebi uma bolada de R$ 620 mil, como parte da imprensa insiste em deixar no ar, mas R$ 20 mil mensais, durante 31 meses de trabalho prestado, o que demandou viagens, reuniões e muita preparação. É trabalho, não é dinheiro fácil.
O leitor há de se perguntar porque eu não disse logo isso para a reportagem da Folha, enquanto o petardo contra mim ainda era elaborado, de forma a pelo menos tentar evitar uma semana de calúnias da imprensa. Explico: porque tanto o contrato ora discutido como qualquer contrato de consultoria econômica têm uma cláusula de confidencialidade, que deve ser respeitada pelo consultor. Agora que o próprio contratante deu informações à Folha sobre esse documento, direito que lhe era assegurado e sobre o que não tenho absolutamente nada a me queixar, também me sinto à vontade para fazer os esclarecimentos aqui presentes.
Já sem ter mais o que dizer e já bastante desmentida por jornalistas menos comprometidos com os interesses dos Campos Elíseos (bairro em que se localiza a FSP na capital paulsita), a Folha passou a semana tentando manter o caso aceso. Com a já esperada ajuda da revista Veja, que novamente mirou a pena caluniosa contra mim. Os dois veículos dizem que participei ativamente da decisão sobre os rumos da Eletronet, notícia previamente desmentida em entrevista do ex-ministro Luiz Gushiken, publicada por O Globo, na 5ª feira.
Nessa reportagem, Gushiken conta que foi em sua gestão à frente da Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo que começou a se pensar no uso da rede de fibras da Eletronet.  Afirma, ainda, que não conhecia o empresário Nelson dos Santos e que meu nome está sendo envolvido injustamente no caso. ?Quem começou a tocar esse assunto fui eu. O Zé Dirceu não tem absolutamente nada a ver com esse tema ou com todos os protagonistas que estão sendo anunciados hoje, e que são os mesmos da época?, afirmou Gushiken ao repórter de O Globo.
No domingo, a Folha saiu com mais uma, “Cliente de Dirceu usou BNDES na Eletronet”, tentando manter meu nome no noticiário sobre o assunto, com insinuações e acusações caluniosas. Não tive nada a ver com as negociações da AES com o BNDES e para tanto é fácil comprovar: basta consultar o presidente do banco naquele período, economista Carlos Lessa. Muito menos eu conhecia o empresário Nelson dos Santos em 2003, como insinua o jornal.

2 ? Informações divulgadas por órgãos e empresas governamentais na semana passada
A ? Nota da AGU, divulgada na terça-feira (23/02):
?Em atenção às notícias “Nova Telebrás beneficia cliente de Dirceu” e “Dirceu recebe de empresa por trás da Telebrás”, veiculadas pelo jornal Folha de São Paulo na capa e página B1, com circulação no dia 23 de fevereiro, esclarece a Advocacia-Geral da União:
1) A União obteve, em reclamação apresentada pela AGU ao Tribunal Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em dezembro de 2009, a retomada da posse das fibras ópticas do sistema de transmissão e distribuição de energia.
2) A rede de fibras ópticas é de propriedade das empresas do sistema Eletrobrás e foi operada pela massa falida da Eletronet mediante previsão contratual.
3) Para a retomada da posse, a Eletrobrás apresentou caução conforme determinação judicial proferida em junho de 2008.
4) A caução atenderá exclusivamente eventuais direitos de credores da Eletronet e não dos seus sócios.
5) A utilização que vier a ser dada à rede de fibras ópticas não beneficiará a massa falida da Eletronet, seus sócios, seus credores ou qualquer grupo empresarial privado.
6) A retomada desse patrimônio, por via judicial, não gerou direitos aos sócios da Eletronet ou qualquer outro grupo empresarial privado.
7) Eventual reativação da Telebrás não vai gerar receitas ou direitos de crédito para a massa falida da Eletronet, seus sócios, credores, ou qualquer grupo empresarial com interesses na referida massa falida.
Advocacia-Geral da União?
B ? Trechos da nota enviada na quinta-feira (25/02) pela Eletrobrás à CVM, segundo reportagem do site TeleSintese, que tomo a liberdade de reproduzir abaixo, em minha defesa e com o devido crédito:
?A Eletrobrás veio a público se manifestar sobre as notícias que têm sido veiculadas na mídia sobre a rede de fibras ópticas da Eletronet e a possível utilização do backbone para o Plano Nacional de Banda Larga a ser implementado pelo governo. Em nota enviada hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal assegura que a rede de fibras é de sua propriedade. “A rede de fibras ópticas do sistema de transmissão da Eletrobrás pertence e sempre pertenceu, exclusivamente, a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. ? Eletrobrás”, diz a nota, esclarecendo ainda que ?o direito de utilização parcial desta rede esteve temporariamente cedido à Eletronet, por meio de contrato de Constituição de Direito de Acesso, firmado com sua subsidiária Lightpar, atual Eletropar, em agosto de 1999? e que o contrato preserva integralmente os direitos da Eletrobrás sobre a rede de fibras ópticas existente naquela ocasião, bem como sobre ampliações e extensões que viessem a ser implantadas posteriormente.
No comunicado, a Eletrobrás considera equivocadas as notícias veiculadas nos meios de comunicação, ?envolvendo seu patrimônio e de suas controladas?. De acordo com a nota, a posse da rede de fibras ópticas foi retomada pela Eletrobrás desde dezembro de 2009, por medida do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, atendendo reclamação apresentada pela Advocacia Geral da União. ?São infundadas, improcedentes e inverídicas, portanto, as notícias que apontam a massa falida da Eletronet, pessoas ou empresas que nela detenham participação, ou qualquer outras, como proprietárias ou detentoras da posse da rede de fibras ópticas da Eletrobrás?, diz a nota. (Da redação)?

3 ? O tal ?lucro de R$ 200 milhões? e as inúmeras versões da Folha para essa aberração
Há ainda uma outra questão a ser esclarecida aqui. Na primeira reportagem que publicou, na 3ª feira (22/02), a Folha de S.Paulo afirmou que o empresário Nelson dos Santos poderia receber R$ 200 milhões com a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) pelo governo federal, uma vez que o programa seria operado pela Telebrás, por meio dos 16 mil km de cabos de fibras ópticas que seriam da Eletronet. Digo ?seriam? porque a Eletrobrás e a AGU entendem que é de suas subsidiárias (veja itens acima). A questão está na Justiça e, por isso, aproveito para lembrar, nenhum cidadão – o que me inclui – consegue interferir no caso. A reportagem chegou a tal estimativa supostamente ouvindo ?advogados?. Vejam um trecho do texto da Folha na 3ª feira: ?Advogados envolvidos nesse processo estimam que, com a recuperação da Telebrás, ele ganhe cerca de R$ 200 milhões.?
Tal afirmação do jornal foi duramente questionada por mim e também por jornalistas de primeira grandeza. Em entrevista coletiva concedida na própria 3ª feira, na Assembléia Legislativa de São Paulo eu perguntei: ?De onde foi a Folha tirou esta informação??
O ?outro lado? da Folha veio em acanhada reportagem na 5ª feira, na qual o jornal dizia que a estimativa de lucro viera do próprio Nelson dos Santos. O texto até trazia aspas do empresário, mas esta informação, sobre perspectiva de ganhos de R$ 200 milhões, estava na abertura da matéria e no meio do texto, porém sem aspas. No domingo, no último parágrafo da reportagem ?Cliente de Dirceu usou BNDES na Eletronet?, o jornal diz o seguinte: ?Nelson dos Santos afirma que tem direito a receber cerca de R$ 200 milhões como indenização, caso a Eletronet não seja reativada.?
Agora, aqui nessa matéria, não é mais especulação financeira, possibilidade (remota) de ganhos em caso da recuperação da empresa. É ?indenização?.
A motivação do jornal para mudar, mais uma vez, a possível forma de ganhos do empresário é a seguinte: se a caução de R$ 270 milhões – já depositada ou a ser depositada pelo governo, por meio do grupo Eletrobrás, por força de determinação judicial – for resgatada, será em benefício dos credores Lucent-Alcatel e Furukawa (que investiram na Eletronet e agora cobram) e não do empresário. E se alguma empresa comprar os créditos, o governo não tem nada a ver com isso.
Até porque foi a gestão tucana do ex-presidente FHC que criou a Eletronet, dando de mão beijada 51% das ações para a AES e deixando os outros 49% para a União, via Ligthpar (hoje Eletropar). O governo não tem nada a ver com a venda dos 51% da AES para o empresário Nelson dos Santos. A Eletropar não fez a opção porque o governo não reconhece a ?propriedade? da Eletronet sobre a rede de 16 mil km de fibras ópticas. Para simplificar a questão: para o governo a Eletronet tem apenas uma espécie de concessão sobre essa rede. E até agora a justiça deu ganho de causa para essa tese do governo.
Pergunto de novo à Folha: de onde, realmente, veio a informação sobre perspectivas de lucros da ordem de R$ 200 milhões?
Qual será a próxima resposta do jornal?

4 ? Meus motivos para prestar consultorias e suas supostas implicações éticas
Reproduzo aqui o que eu disse a duas revistas semanais que circularam no último final de semana:
À Carta Capital: Dou consultoria a empresas, inclusive do exterior, sobre visão de negócios em países da América Latina. E não dou consultoria sobre questões que passem perto de envolver o governo brasileiro. Não faço lobby, nunca fiz. Fui obrigado a retomar minha atividade profissional de advogado e a me tornar consultor após deixar o governo, em 2005, para sobreviver.
À Época: Não há conflito ético. Dou consultoria a empresas, inclusive no exterior, sobre possibilidades de negócios em países da América Latina, não sobre questões que envolvam o governo brasileiro. Retomei minha atividade de advogado e me tornei consultor depois de deixar o governo, em 2005.
Faço um comentário final: O conhecimento que acumulei ao longo de minha trajetória política tem seu valor. Uma visão acurada do que acontece hoje no continente americano e das tendências da economia mundial interessa a quem quer investir.

5 ? Uma questão para pensarmos
O estranho é que a imprensa sabe, e não fala nada, sobre todos os ex-ministros, ex-embaixadores e ex-diretores do Banco Central que são empresários, advogados, consultores, donos de bancos, de corretoras. É engraçado que só eu seja criminalizado. Coisas da vida.

6 – Motivações da Folha
O jornal produziu um petardo maldoso e sem compromissos com a realidade e com o mercado, com pelo menos quatro objetivos:
- atingir-me, de forma a fazer com que eu fique longe da política partidária, e também, e até mesmo, de forma que nem ganhar a vida como advogado e consultor eu possa;
- atingir ao presidente Lula e à ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência a República na eleições deste ano;
- colocar na berlinda o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), do governo federal, porque considera que o acesso à internet deve ser restrito aos que podem pagar caro por isso;
- preservar seus interesses econômicos.

7 ? Motivações da mídia em geral
A mídia já está em campanha eleitoral contra Dilma, Lula e o PT, e a favor de Serra, FHC e o PSDB. Essa calúnia da Folha contra mim, e que procura também envolver a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando deixa no ar um suposto favorecimento dela à Oi/BrT pelo simples fato de Dilma ter sido republicana e comunicado à empresa que nem pensasse em lucrar com a Eletronet, uma vez que o governo estava disputando seus ativos (16 mil km de fibras ópticas) na Justiça – estratégia até aqui vitoriosa – é apenas o primeiro de muitos ataques infundados.
A prova do que eu digo é que o segundo ataque da mídia tucana veio na mesma semana, com a pseudo revelação da revista IstoÉ contra o ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos coordenadores da campanha de Dilma à presidência, Fernando Pimentel. Ele foi acusado pela reportagem de ter superfaturado contratos da prefeitura de Belo Horizonte para pagar gastos de campanha do PT. A reportagem o ligou, também, ao caso batizado pela Folha de ?mensalão?. Denúncia que não sobreviveu a um final de semana, pois a revista foi vexatoriamente desmentida pelo Ministério Público Federal. Vejam o que o procurador Patrick Salgado Martins, do MPF-MG, por meio de sua assessoria de imprensa, declarou segundo o site Terra Magazine: não há indícios ligando Pimentel ao ?mensalão? e que, ?por essa razão ele não foi denunciado?.
A campanha eleitoral começou. Os ataques da mídia também. Outros virão, e temos que estar preparados. Dilma já encosta em Serra. Está, segundo os critérios do Datafolha, tecnicamente empatada com ele, pois o tucano tem 32%, e a petista, 28%, sendo que a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A eleição presidencial deste ano será a mais dura que o PT já enfrentou. Mas vamos superar as calúnias, vencer as eleições e continuar com os projetos do PT e do governo do presidente Lula”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:09

Zé Dirceu dá um basta em Cabral

Do site do ‘Globo Online’:
“As reclamações do governador Sérgio Cabral sobre um possível apoio de Dilma também a Anthony Garotinho na corrida pelo governo do Estado (do Rio de Janeiro) renderam críticas de (José) Dirceu.
- É muito difícil rejeitar apoio. Se nem o José Serra e nem a Marina Silva não rejeitam, por que a Dilma vai rejeitar apoio de um partido da base? O Rio vai ter dois palanques e está resolvido – disse”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:05

Veríssimo e Dorinha

 De Luiz Fernando Veríssimo:
“Recebo outra carta da ravissante Dora Avante. Dorinha, como se sabe, sempre teve grande intimidade com o poder, embora negue que chamasse o Washington Luiz de Vavá. Ela reconhece que sua idade não é a que consta nos seus documentos, já que cada vez que sai da clínica do Pitanguy faz outro registro de nascimento, mas diz que as pessoas exageram. Ela deixou de frequentar os salões presidenciais durante a ditadura, em protesto não contra o poder discricionário dos militares mas contra o que suas mulheres usavam. Jurou que só voltaria ao Planalto na posse de um civil, para não sofrer outro trauma cívico com o tafetá, mas teve que ser retirada numa ambulância, desfalecida, depois de ver o jaquetão do Sarney. Mesmo com os breves intervalos Ralph Lauren com Collor e mineiro básico com Itamar, Dorinha estava convencida de que gente comme nous jamais chegaria ao poder no Brasil.
Não mudou de opinião nem com o Fernando Henrique, cujo estilo ela chamava de ?intelectual amassado?. E depois veio o… Mas vamos deixar que a própria Dorinha nos conte na sua carta, escrita, como sempre, com tinta púrpura em papel lilás cheirando a ?Ravage Moi?, um perfume condenado pela CNBB.
?Caríssimo! Beijíssimos. Escolhe um lugar decente.
Sim, tenho pensado muito no que nos aconteceu nestes últimos anos. Lembro das vezes em que eu e o Mario Amato nos encontrávamos, nos abraçávamos e chorávamos, aterrorizados, ele com o que esperava o empresariado nacional com a eleição do Lula, eu com os horrores que passaríamos a ver em matéria de moda, em Brasília. (Eu não tinha dúvida de que Lula tomaria posse de macacão.) Ambos temíamos o que nos reservava o futuro sob uma ditadura do proletariado, e não adiantava tentar pensar no gulag como um spa para emagrecimento involuntário. Meu marido na ocasião, cujo nome me escapa no momento, chegou a construir um abrigo anti-PT, onde nos refugiaríamos, com nossa prataria, alguns enlatados e águas Perrier e San Pellegrino até que chegassem os americanos. Finalmente apareceu uma força política capaz de nos salvar do PT ? o próprio PT! O governo Lula não foi nada do que a gente imaginava e nem as roupas da dona Marisa chegaram a assustar, muito. E preciso dizer uma coisa: foi bom o Fernando não propor ao Lula que comparassem guarda-roupas em vez de governos, pois o Lula, no quesito passeio completo, quem diria, venceria.
Não se tem notícia de uma transformação tão radical na política brasileira desde que o Zé Dirceu perdeu o seu ?r? de Passa Quatro.
Enfim, me preparo para o Carnaval, com vitaminas, meditação e líquidos, muitos líquidos. Não, este ano não serei madrinha de nenhuma bateria.
Tive um sonho em que meu salto ficava preso no asfalto, eu morria atropelada por trezentos ritmistas e era retirada da pista pelos garis dentro de um tonel de lixo, triste fim para uma mulher que, como disse alguém, justificou o século. Não pergunte qual! Da tua precavida Dorinha.?

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:01

Zé Dirceu perde ex-sócio

Do blog do ex-ministro José Dirceu:
 ”Em Havana onde me encontro, meu filho Zeca acaba de me telefonar para transmitir a triste notícia de que faleceu ontem durante o jogo do Santos com o São Paulo, o Wilson Bellini, meu amigo e sócio da alfaiataria Bellini, que montamos juntos em Cruzeiro do Oeste (PR) na década de 70 quando ali vivi clandestino durante a ditadura militar.
Falei por telefone agora com o irmão do Bellini, o jornalista e radialista Wanderlei Bellini. Transmiti-lhe e pedi que retransmitisse à família os meus pêsames e a minha solidariedade.
Torcedor fanático do Santos, hipertenso, Wilson não agüentou a vitória santista e morreu de um infarto fulminante, deixando saudades a nós que o conhecemos muito de perto e a todos os seus familiares e amigos. Era um excelente alfaiate, mais do que isso um verdadeiro designer.
Wilson continuou meu amigo por todos esses anos, sempre solidário e de uma lealdade ímpar. Era uma dessas pessoas com as quais você sempre sabia que podia contar sem nem mesmo consultá-lo. Lamento não estar no Brasil para ir a Umuarama (PR) dar o último adeus a um amigo que me ajudou e apoiou como poucos nesses anos todos”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:00

As entrelinhas de José Dirceu

Diz o ex-ministro José Dirceu em seu blog:
“Aviso aos navegantes, uma vez que para bom entendedor, meia palavra basta….. Vejam a nota sobre Ciro Gomes, na Folha de hoje:
Ciro critica Dilma e afirma que falta experiência à ministra. O pré-candidato do PSB à Presidência adotou ontem em Recife o discurso dos tucanos contra a presidenciável do PT, Dilma Rousseff. “Quantas eleições ela já disputou? Lamento, e pouco importa se parece com o [que diz José] Serra ou não”, disse, referindo-se ao pré-candidato do PSDB”.
O curioso é que o título da nota de Dirceu é ‘Nas Entrelinhas”.
Mas quais entrelinhas?
Dirceu queria que Ciro fosse mais claro?
Aliás, de Ciro Gomes pode-se dizer tudo, menos que ele use entrelinhas. O deputado arruma confusão justamente porque não tem papas na língua e nem entrelinhas.
Quem está usando entrelinhas, no caso, é o proprio Zé Dirceu, que critica Ciro pelo conceito que ele fez de Dilma Rousseff, mas não o enfrenta quando foi chamado de golpista e disse que o mandaria “pastar”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:59

A difícil arte de ser José Dirceu

 Deve ser duro para José Dirceu, exercer o papel de José Dirceu.
Ontem, o presidenciável Ciro Gomes disse, ao ?Estadão?, que o ex-ministro é ?golpista? e, lá atrás, quis levar o nome de Lula ao Conselho de Ética do PT, pois ?queria rifar? o então presidente do partido.
Hoje, Ciro disse, a todos os jornais, que se José Dirceu fosse procurá-lo para discutir sua candidatura à Presidência, mandaria ele  ?pastar?.
José Dirceu tem um blog diário, mas finge que não é com ele.
Hoje tem postou oito notas. E nenhuma linha sobre Ciro Gomes.

 

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

Zé Dirceu só olha pra SP

Político de São Paulo é danado. Eles só pensam neles.
Hoje, o ministro José Dirceu escreve um artigo, no seu blog, cujo título é: “Há algo errado no PT paulista”.
Mas só no PT paulista?
E no PT do Rio?
E no PT de Minas?
Isso para ficar apenas nos três maiores colégios eleitorais.
O PT do Rio, por exemplo, avacalhou-se de vez. E sempre com o apoio de seus dirigentes.
E tenham a certeza de que daqui pra frente será pior.
Vamos ver como os incompetentes de plantão resolverão, por exemplo, a questão do Senado, já que não tiveram coragem de enfrentar o governador do Rio, cuja principal obra é ter conqui$tado a imprensa.
Vejam aqui o choro do Zé:
“Algo de muito errado está acontecendo no PT paulista. Os militantes, filiados, simpatizantes e eleitores  petistas (mais de 30% dos 29 milhões de votantes do Estado, dos quais 8,2 milhões só na Capital) ficam sabendo das decisões ou indecisões de seus dirigentes, líderes e prováveis candidatos pela imprensa.
Dessa forma nunca é possível saber o que é informação, notícia, análise, previsão ou mesmo desejo seja dos envolvidos nas articulações, seja dos jornalistas. Até os informes mais simples sobre a disputa eleitoral e a coordenação da campanha de nossa pré-candidata à presidência Dilma Rousseff passaram a ser fornecidas via mídia, revistas, jornais…
Enquanto isso, no maior Estado da Federação e no mais difícil para a disputa de 2010, o PT prossegue não só sem candidato como sem estratégia. Continua incapaz de sustentar a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) a governador ou de apresentar um nome do partido.
Como o tempo voa – já estamos praticamente em fevereiro e temos pela frente a semana do carnaval – espero que quando as águas de março chegarem, o PT e seus dirigentes não se afoguem em suas próprias contradições e indecisões como vem acontecendo.
Como em função do desgoverno demotucano já sofremos a desolação de ver boa parte da população ameaçada de viver embaixo d’água – como pode a maior e mais rica cidade do país não resolver um simples problema de alagamento? – o único consolo que nos resta é que o PSDB também não vai bem.
A dupla governador José Serra (PSDB)/prefeito Gilberto Kassab (DEM-PSDB) não quer ouvir falar em candidatura Geraldo Alckmin (ex-governador tucano) e o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, o candidato do coração de ambos para o Palácio dos Bandeirantes não cresce nas pesquisas”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:47

Dirceu rifa Michel Temer

José Dirceu disse hoje, em seu blog, que iria “dar minha opinião pessoal -  em caráter total e estritamente pessoal insisto – sobre a questão do candidato a vice-presidente da República na chapa da ministra Dilma Rousseff, atendo-me particularmente à discussão relacionada ao preenchimento dessa vaga pelo PMDB”.
Depois de uma volta imensa ele acaba por rifar Michel Temer,
Veja o que ele diz:
- A indicação do companheiro de chapa de Dilma é um assunto interno da soberania do PMDB..
Até aí está tudo. Mas vejam o adendo:
… sem prejuízo da anuência do presidente Lula, da candidata ao Planalto e do PT. E mediado também, sem dúvida, pela consulta aos aliados. É o processo e roteiro mínimo a ser seguido para se manter a coalizão e vencer as eleições.
Ou seja: não precisa nem Lula, nem Dilma, nem o PT para vetar o indicado pelo PMDB.
Um PR, um PDT, um PC do B, ou outro aliado qualquer poderá fazero serviço
Isso é coisa de doido.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:15

Barretão: filme não é ato político

O ex-ministro José Dirceu entrevistou, para o seu blog, o produtor Luiz Carlos Barreto  sobre o filme ?Lula ?o Filho do Brasil?. Eis o seu texto:
- Como você avalia a polêmica em torno de “Lula, o filho do Brasil”?
- Como tudo no Brasil recentemente, as pessoas entraram numa polêmica precipitadamente. Não viram o filme e já pré-julgam, fazem uma censura prévia daquilo que ainda não conhecem. Nós fizemos apenas um filme, não um ato político. Na realidade, os que se opõem ao presidente Lula estão querendo politizar esse filme. Essa é uma postura precipitada e leviana. De qualquer forma, é o direito democrático de cada um, do livre arbítrio, de cometer atitudes como essa. Vamos em frente. Enfim, o povo brasileiro é que dará o veredicto. Nossa intenção é fazer com o que o filme chegue até ele, a um número máximo de brasileiros.
- O filme corresponde ao que vocês programaram inicialmente? Se você previsse a polêmica teria mudado o filme?
- O filme é exatamente o que nós queríamos. É o que essa história extraordinária poderia render. “Lula, o Filho do Brasil” não é nada mais do que um exemplo de vida. É uma saga, conta sobre uma família que soube mudar o destino que lhe estava reservado. O nosso objetivo é mostrar como a persistência, a luta, a obstinação resulta em superação. É disso que trata esse filme: um exemplo de vida. Portanto, tenho certeza que milhões de brasileiros – e convido a todos para que prestigiem o filme – vão se identificar com essa história.
- Por que as empresas que bancaram a produção estão sendo tão criticadas neste caso, se já participaram de projetos idênticos sem que sofressem essa patrulha?
- Se nós tivéssemos usado recursos incentivados, seríamos criticados. Buscamos uma alternativa neste caso, com as empresas, e também somos (criticados). Como nós não usamos dinheiro incentivado – aliás, havia todo um patrulhamento nesse sentido – resolveram atacar as empresas que tem relação de prestação de serviços com o governo. Ora, no Brasil, nenhuma empresa – da micro à multinacional – deixa de ter relações com o governo. Aqui e em qualquer país do mundo. Dizer que esta ou aquela, por ser empreiteira e tal… Elas são e vão continuar sendo empresas, sendo empreiteiras, existiam antes, existem agora, existirão depois do governo Lula, patrocinando, inclusive, outros filmes. Elas estarão aí.
- O presidente Lula já viu o filme?
- Não. Sua mulher, dona Marisa Letícia, já viu semana passada, naquele avant première em Brasília. O presidente disse à imprensa que ela gostou. Lula irá vê-lo pela primeira vez neste sábado [amanhã, no Pavilhão Vera Cruz] em São Bernardo. Ele fez questão aguardar para ver o filme pronto.
- E os demais brasileiros quando verão “Lula, o Filho do Brasil”?
- A partir de 1º de janeiro, nos cinemas, em circuito comercial.

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