• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Cabral faz viagem alucinante

Ainda de Jorge Bastos Moreno, no ‘Nhenhenhém’:
“Cabral, impedido de viajar para a Europa, por causa da legislação eleitoral e não pelo vulcão, faz de tudo para tentar superar a crise de abstinência aérea.
Neste feriadão, por exemplo, foi visto perto de um templo do Santo Daime, lá em Araçatuba, no interior de SP.
Vai ver foi em busca de uma viagem psicodélica”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:31

Vagabundagem legalizada

Informe o Portal do Governo do Rio: “O governador Sérgio Cabral decretou ponto facultativo nas repartições públicas estaduais no próximo dia 22, quinta-feira. O expediente será normal, entretanto, sob a responsabilidade dos respectivos chefes, nas repartições cujas atividades não possam ser suspensas em virtude de exigências técnicas ou por motivos de interesse público”.
A propósito de que?
O feriado é dia 21, quarta-feira.
Quinta-feira será ponto facultativo. Ou seja, nunguém trabalha.
E na sexta todos matarão o expediente para emendar com o sábado e domingo.
O que o governador fez nesses três anos de mandato – não comparecer ao local de trabalho – ele agora extende a todo o funcionalismo.
Só falta mandar todos para Paris.

Correção
Esqueci que há, dois anos, o dia 23 de abril, dia de São Jorge, passou a ser feriado estadual.
Como nem Tiradentes, nem o Santo mudarão seus dias, o dia 22 ficará sendo, para o todo e sempre, ponto facultativo.
Com exceção dos dias em que ele cair num domingo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:15

Sergio Cabral ‘preso’ no Rio

De Jorge Bastos Moreno, no seu Nhenhenhém, do ‘Globo’:
“Sérgio Cabral teve de retornar ontem ao país porque, a partir de hoje e até o fim das eleições, não poderá mais viajar ao exterior, a não ser que seja substituído pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, já que os outros nomes da linha sucessória, por serem candidatos a cargos eletivos, não poderão substituí-lo.
Por motivos totalmente diferentes, é claro, Cabral é o segundo governador a ser preso no exercício do cargo.
Pior, nem prisão domiciliar é. O cara está preso em território estrangeiro.
Mãe é mãe! Magaly, ontem mesmo, já levou uma marmitinha para o filho só de comidas
caseiras compradas numa delicatessen do Leblon.
Cabral está se sentindo o próprio refém das Farc.
É o preço da reeleição.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:08

Gabeira ataca Cabral na Baixada

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em ritmo de campanha, o deputado federal Fernando Gabeira lançou ontem, em Nova Iguaçu, a sua pré-candidatura ao governo do Rio pelo PV na Baixada Fluminense, região composta por 13 cidades e com cerca de 3,5 milhões de eleitores. No evento organizado por aliados da coligação PV/DEM/PPS/PSDB , Gabeira atacou o adversário e governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorrerá à reeleição em outubro.
Há um governador que vai para Paris e que não vem à Baixada Fluminense.Eu não preciso ir para Paris, já vivi muito por lá. Eu vou estar na Baixada, com vocês prometeu o deputado, que esteve na capital francesa durante a ditadura militar.
O encontro foi realizado no estacionamento de uma casa de festas e contou com a presença de pelo menos 500 pessoas, que exibiam camisetas e bandeiras com as inscrições Vem ser Gabeira. Movimento Nova Iguaçu abraça Gabeira.
No discurso, o pré-candidato destacou que a Baixada será decisiva para eleger o novo governador fluminense.
Estamos iniciando um momento de campanha eleitoral em que o poder vai ser julgado.
E qual é o fiel da balança? Onde vão se ganhar e perder as eleições? Na Baixada Fluminense. Quem conseguir a admiração, o apoio e a confiança da Baixada vence as eleições. Mas não se conquista isso para depois dar as costas.
Tem que ter compromisso com esse povo afirmou.
Gabeira lembrou a polêmica envolvendo a Emenda Ibsen, que retira do Rio uma arrecadação, oriunda da exploração do petróleo, de R$ 7 bilhões: O governo do estado está lutando, e eu também, mas queremos transparência. Queremos saber onde está sendo gasto (os royalties).
Deputado fará reunião hoje para minimizar crise. Participaram do ato os deputados estaduais do PSDB, Luiz Paulo Correa da Rocha e Mario Marques, e o deputado federal Otávio Leite, do mesmo partido, além dedirigentes do PV e do PPS da Baixada e do interior do estado.
O evento contou ainda com aliados do deputado federal e ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, do PMDB de Sergio Cabral, entre eles o ex-vice-prefeito Eduardo Gonçalves.
No fim, a jornalistas, Gabeira disse que terá hoje um encontro com integrantes da coligação que resistem a sua aproximação com o ex-prefeito do Rio Cesar Maia(DEM), pré-candidato ao Senado. O objetivo da reunião será tentar minimizar a crise”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:46

Gabeira leva Cabral ao ridículo

Dos repórteres Cássio Bruno e Juliana Castro, de ‘O Globo’:
“O pré-candidato ao governo do Rio pelo PV, deputado Fernando Gabeira, foi a estrela principal ontem do encontro do diretório regional do DEM, na Barra da Tijuca, onde estreou em eventos deste porte ao lado do ex-prefeito Cesar Maia (DEM), agora seu aliado oficial. Gabeira atacou seu adversário do PMDB, o governador Sérgio Cabral, que disputará a reeleição, e rasgou elogios a Cesar Maia, indicado pelo partido para disputar uma vaga ao Senado pela coligação PV/PSDB/DEM/PPS. Os verdes, porém, lançarão a vereadora Aspásia Camargo para o cargo.
No twitter, Cesar Maia reproduziu o discurso de Gabeira: Se (o governador) fosse presidente do Chile ou do Haiti, enroscaria em posição fetal e gritaria mamãe contou ele sobre o discurso de Gabeira, referindo-se ao fato de Cabral, na semana passada, ter chorado ao lamentar a aprovação da emenda Ibsen Pinheiro, que faz uma nova divisão dos royalties do petróleo e pode levar o Rio a uma perda anual de R$ 7 bilhões em arrecadação.
Mais tarde, o deputado minimizou: Disse apenas que, se o Cabral fosse presidente do Haiti ou do Chile, ele estaria numa situação crítica.
Cabral preferiu não comentar.
Gabeira também ironizou as viagens do governador para o exterior: Ele fica mais tempo em Paris do que em municípios do estado. Como fui muito ao exterior, não fico deslumbrado.
No encontro com o DEM, Gabeira enalteceu Cesar Maia: Cesar Maia é o melhor candidato para o Senado. É o que tem a maior experiência administrativa.
É o que tem a maior experiência política. É o que tem a maior experiência eleitoral entre todos os candidatos.
Os verdes resistem ao exprefeito e, por isso, não farão parte da aliança para o Senado.
Na divisão acertada, Gabeira encabeçará a chapa com o ex-deputado Márcio Fortes (PSDB), indicado para vice. Com isso, PPS e DEM vão escolher os candidatos para o Senado.
O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, evitou mais polêmica: A aliança está montada. O problema já está totalmente superado.
O presidente regional do PV, Alfredo Sirkis, não participou do encontro, mas reafirmou não abrir mão de Aspásia.
A posição do PV é de não fazer coligação para o Senado disse Sirkis.
Pelo menos 400 pessoas estiveram na reunião, entre prefeitos, vereadores, deputados e pré-candidatos às eleições. Participaram ainda os deputados Índio da Costa e Solange Amaral, do DEM, e os tucanos Marcelo Itagiba, Luiz Paulo Corrêa da Rocha e Ronaldo Cezar Coelho”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:45

Governador, vá para Paris!

Esse ‘blog’ esteve fora do ar, nos últimos quatro dias, deixando de comentar fatos importantes, principalmente os que dizem respeito a derrota do Rio de Janeiro no episódio dos royaltes do petróleo.
Quem acompanha esse espaço sabe que a derrota não foi surpresa, depois que Sergio Cabral esteve em Brasília, e saiu de uma  reunião com líderes na Câmara afirmando que o Rio estava sendo roubado. Cabral decidiu, naquele momento, brigar com todos, inclusive com os líderes de seu próprio partido, o PMDB.  Ele acreditou que, com sua gritaria, ele inibiria quem quer que fosse. Como ele é tolo.
Cabral está próximo de conquistar a unanimidade: todos contra ele. As recentes declarações, de importantes líderes políticos, mostra o pouco caso que eles passaram a ter pelo governador.
Do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra: “É uma loucura atribuir ao governo e a ministra Dilma a responsabilidade pelo o que ocorreu. Cabral foi quem acirrou esse clima de beligerância ao ser pouco habilidoso”.
Do deputado Cândido Vaccarezza, líder do PT: “O Presidente Lula tem mais voto que Cabral até mesmo no Estado do Rio. E o grande cabo eleitoral de Dilma é o presidente da República, não o Cabral”.
Do deputado Ciro Gomes:”Paciência, Serginho, muda de ramo. Na minha terra ninguém pega galinha gritando “xô”. É preciso construir uma saída, e ela é perfeitamente viável no Senado. Mas se for na base do protesto, da confusão, esculhanbando a Câmara, o Senado e os politicos, o Rio vai perder, porque Lula não vai vetá-la. Ele não vai ficar contra o resto do país, que tem problemas tão ou mais graves do que o Rio. Tem muito político do Rio de conversa fiada e fazendo teatro”.
Do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), aliado de Cabral:”Não adianta levar uma mensagem de guerra, precisamos de uma mensagem de paz e discutir a dosagem da mudança”.

                     * * *
Depois das mais diversas manifestações contra o comportamento de Cabral, o governador poderia fazer um enorme favor ao Rio de Janeiro, à sua tradição, à sua economia e à sua gente.
Vá para Paris, governador.
Fique por lá uns 60, 90 dias.
Volte depois que o Senado decidir o que fazer com a emenda Ibsen Pinheiro.
Deixe que os políticos encontrem uma saída.
Todos eles amam o Rio de Janeiro e, certamente, não insitirão na idéia de prejudicá-lo.
Mas eles não estão dispostos a continuar ouvindo seus desaforos.
Vá para Paris, governador!
Faça uma reserva no George V.  Passeie. Faça compras. Tanto faz se essas despesas sejam pagas pelo governo do Rio, ou por um de seus amigos.
A essa altura, nada disso mais importa.
O Rio promete não fazer cobranças, desde que nesse período o senhor cale a boca.
Não elogie nem critique ninguém.
Não dê opinião sobre absolutamente nada.
Fuja da imprensa. Não atenda telefonemas.
Fique mudo.
Política é coisa para profissional.
Para exercê-la é preciso, antes de mais nada, equilíbrio emocional.
É pena que, nos quatro anos que o senhor esteve em Brasília, como senador, não tenha apreendido nada.
É exatamente por isso que seu mandato foi apagado.
Não existe, nos anais, um único discurso de importância média, e nem mesmo uma entrevista.
Agora entende-se porque Paulo Duque é seu suplente.
Os senhores são iguais: despreparados, trapalhões, arrogantes.
Por favor, não vá a passeata de amanhã.
Sei que o senhor tem um problema no joelho. Utilize a doença para justificar sua ausência.
Não faça discurso na Cinelândia. Pelo amor de Deus.
Como disse Ciro Gomes, esse não é o seu ramo.
Tudo se encaminha para um entendimento.
Não ponha isso a perder.
Cale a boca.
Governador: pelo amor ao Rio de Janeiro, vá para Paris!!!

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:37

Paris deixa Cabral doente

De Fernando Molica, em ‘O Dia’, com o título ‘Saudades de Paris’:
“Para um gaiato, Sergio Cabral passou mal na quinta ao lembrar que, a partir de abril, ficará seis meses sem poder ir a Paris. Pezão e Jorge Picciani, seus subsitutos imediatos, são candidatos às eleições e ficarão impedidos de assumir o governo”.
Tenham a certeza de que ele dará um jeito. Nem que seja para passar o poder ao presidente do Tribunal de Justiça.
Seis meses longe de Paris… nem pensar.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:04

Cabral e Arruda, grandes amigos

 O governador Sergio Cabral ficou sinceramente abalado com a prisão do amigo José Roberto Arruda.
De todos os governadores do país, Arruda sempre foi o mais íntimo de Cabral, depois de Aécio Neves óbviamente.
A amizade surgiu quando os dois ainda eram tucanos. Cabral depois trocou o PSDB pelo PMDB, e Arruda foi para o DEM.
No primeiro ano de governo, Cabral e Arruda fizeram, juntos,  pelo menos duas viagens ao exterior.
A primeira foi para a Colômbia, onde eles foram conhecer o programa do governo que diminuiu os índices de criminalidade, em Bogotá. Nessa viagem, o governador do Rio levou o seu secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. Tudo em vão: a criminalidade no Rio só fez aumentar.
No mesmo ano, eles foram a Londres assistir a inauguração do novo estádio de Wembley, onde a Seleção Brasileira enfrentou a da Inglaterra. O jogo não passou de 1 a 1.
A última vez que estiveram juntos, em publico, foi no dia 14 de janeiro, durante a solenidade que Lula promoveu em Brasília, com a presença dos 12 governadores cujos estados servirão de sede para a Copa do Mundo.
Na edição do dia 15, ‘O Globo’ noticiou assim o encontro de Cabral e Arruda:
“Alguns governadores, como o de São Paulo, José Serra (PSDB), e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que ficaram na mesma fileira que Arruda, passaram perto e não o cumprimentaram.(…) Percebendo que teria que se sentar a duas cadeiras de Arruda, Cabral voltou e o cumprimentou, colocando as mãos sobre o ombro dele, tentando disfarçar o constrangimento”.
Se Arruda não estivesse preso, possívelmente eles se encontrariam de novo na madrugada de domingo para segunda-feira, durante o desfile das Escolas de Samba.
É que o governo do Distrito Federal financiou a Beija-Flor, última escola que desfilará no primeiro dia, com o enredo “Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança”, em comemoração aos 50 anos da Capital, no próximo dia 21 de abril.
Dessa Cabral escapou.
E deve estar dando graças a Deus por livrar-se de mais um constrangimento.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:02

Eike Batista destrói o Aterro

 Elio Gaspari faz hoje um Raio X, sobre o dono da letra: Eike Batista.
Para vocês entenderem como Eike consegue esses privilégios, como o que Gaspari relata hoje, basta dizer que ele é atualmente um dos melhores ? senão o melhor amigo de Sergio Cabral. O governador acompanhou uma viagem de Eike a China, e levou com ele uma comitiva de mais de 15 pessoas, todos viajando, comendo e se hospedando por conta do governo do Rio.
Durante a semana que passou por lá, Sergio Cabral serviu de avalista de Eike junto aos chineses. Só que a principal parceira que o empresário buscava em Pequim, não era para o Rio de Janeiro, mas sim para Santa Catarina. E Cabral sabia disso.
O contribuinte que paga seus impostos no Rio, foi quem arcou com essa gracinha do governador. Em compensação, Mister X será, nas eleições de outubro, o principal e mais portentoso cabo eleitoral de Sergio Cabral.
Vejam a tramóia que Eike conseguiu implantar no Aterro, com o apoio das chamadas autoridades constituídas, sem que o Ministério Público faça absolutamente nada para impedir um absurdo dessa ordem.
O artigo de Gaspari:
?No final do ano passado, o empresário Eike Batista, que gosta de botar um X no final dos nomes de suas empresas, comprou a concessão da marina do Aterro do Flamengo e prometeu melhorá-la, informando que respeitaria as normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Como se trata de área tombada, tem mais é que respeitar. Podia-se supor que Batista apresentasse ao público um projeto arquitetônico para uma obra simples, harmoniosa, com a lembrança do objetivo daquele pedaço de maravilha: atender a quem tem barco mas não tem dinheiro para ser sócio do Iate Clube. Como disse o doutor: ?Adoro o conceito americano de você ter que devolver tudo para a sociedade.? Infelizmente, começou a acontecer justo o contrário. Eike Batista quer tomar para si algo que pertence à sociedade: 100 mil metros quadrados do Aterro. Um projeto temporário, para uma competição náutica de março, prevê a construção de uma arquibancada VIP (chô, choldra), lojas e restaurantes. O mafuá funcionará durante três semanas e será desmontado. Nada impede que ainda neste ano ele reapareça.
Nessas, e em ocasiões semelhantes, quem quiser entrar na área da marina terá que comprar ingresso.
Suprema humilhação para o carioca: pagar para pisar num pedaço de chão do Aterro.
Eike Batista já é dono do Hotel Glória, que fica em frente. Ele pode anexar a marina de forma elegante.
Os seus hóspedes usarão o Parque com o conforto que o hotel lhes ofereça, mas ele não pode ser uma extensão do Glória à custa do lazer e do movimento de quem já pagou pelo Aterro.
Desde que a audácia do governador Carlos Lacerda e a obstinação de Lota Macedo Soares criaram o Parque do Flamengo, todos os espertalhões da política da cidade procuraram bicá-lo. Há anos a marina sofre a degradação de um regime de mafuá. Em 2006 tentaram impor aos cariocas uma monstruosa garagem de barcos. Foi derrubada pela Justiça. (A privataria de 1997 anunciava um empreendimento com shopping center, restaurantes, clube e, sobretudo, um centro de convenções, um Riocentro no Aterro.) O Parque, como a praia, é o pulmão social do Rio. Grátis como o ar e bonito como uma tarde de maio, ele ajuda a fazer do Rio o Rio. Santa Lota blindou-o e em 1965 conseguiu o seu tombamento. Nada pode ser construído ali sem a licença do Iphan e o respeito ao espírito do tombamento.
Em 2006, os privatas alegavam que a obra era essencial para as provas náuticas do Pan e para o prestígio internacional do Rio. Era mentira. Felizmente o Ministério Público defendeu o patrimônio da Viúva e desmascarou a patranha. Agora, a EBX diz que tem pressa. Se tem pressa, o problema é só dela. A montagem e desmontagem de mafuás é um truque vulgar. Projeto arquitetônico? Nada. Concurso público, como se fez com o Museu da Imagem e do Som? Nada. Até agora, o que se conhece é uma pífia montagem de divulgação da vila temporária da EBX. Ela ilustra um conjunto de estruturas que está mais para Buchenwald do que para Baía de Guanabara.
Caso o grupo dos X esteja em busca de novos negócios no ramo da privataria de bens culturais, aqui vai uma ideia: TajX Mall, uma marina, com lojas e restaurantes na margem esquerda do Rio Yamuna, com um acesso para os XClients pelos fundos do Taj Mahal?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:57

Cabral agrada os patrões

O site do governo do Rio informou diversas vezes, durante a semana,  que o governador Sergio Cabral iria a Madri participar de um seminário da Secretaria Geral Ibero-Americana, onde ele seria o orador principal.
Quem teve o trabalho de visitar o site da tal entidade, viu logo que Cabral era um dos 15 oradores e cinco falariam antes dele.
O fato é que o governador deve ter  falado no máximo uns 10 minutos.
Nenhum jornal hoje deu uma única linha sobre a sua palestra. Mas o curioso é que o portal do governo do Rio também não publicou nada sobre essa importante reunião.
Em Madri, segundo sua assessoria, Cabral só falou de Bilhete Único. Vejam só o discurso do fanfarrão:
“É a primeira vez na História do Brasil que um governo de estado realiza o Bilhete Único intermunicipal. Nós estamos inovando. Vamos acabar com o sofrimento de milhares de pessoas que não conseguem emprego, porque o patrão não contrata por causa do preço da passagem, que é alto e não dá para pagar o vale-transporte. Agora, não tem mais desculpa – afirmou o governador?.
Logo vi:  Cabral lançou o bilhete único para aliviar o bolso dos patrões.
O Rio bem que merecia um governador um pouco mais articulado.

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