• Segunda-feira, 19 Julho 2010 / 10:51

Índio do Demo é pior do que se imaginava

 Se José Serra tivesse juízo – e ele o tem – já estaria arrependido de ter como companheiro de chapa o Índio do Demo.
A essa altura todos tem a certeza de que o vice de Serra é pessoa do mal.
Nesse final de semana, o Índio  – que emprega em seu gabinete um vagabundo que ganha sem trabalhar – deu uma entrevista ao site Mobiliza PSDB, onde acusou o PT de estar ligado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico.
Vamos as reações:
Da candidata do PV, Marina Silva:
- As acusações de Índio da Costa ao PT são desrespeitosas. Aprendi com os índios da Amazônia que é muito importante estar bem preparado politicamente e tecnicamente, inclusive emocionalmente, para poder pretender o lugar de cacique. É preciso muita maturidade. Acho que talvez o deputado Indio ainda não esteja suficientemente preparado para ser cacique do Brasil.
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Do presidente do PT, José Eduardo Dutra
- São declarações de um desqualificado. A que ponto chega a política. Quando se coloca uma pessoa sem capacidade para concorrer, ela se deslumbra e fala bobagens. É a mesma coisa que pegar um jogador da terceira divisão e botar para jogar no Maracanã. Estamos pensando em processar. O problema é que ele (Indio) não vale o custo do papel necessário para a petição.
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Do líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza.
- Esse índio é um babaquara.
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Do ex-secretário Aloyzio Nunes Ferreira, candidato ao Senado pelo PSDB de São Paulo:
- Eu não vejo ligação, e não há nada que me faça ter uma análise dessas. Minhas críticas ao PT são outras. Não acho que Serra pense dessa maneira.
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Do presidente do PPS, deputado Roberto Freire:
- Não acredito que ele tenha feito essa ligação. Não se tem nenhuma notícia disso (da suposta ligação do PT com as Farc).
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O Índio do Demo é muito pior do que se imaginava.

  • Quarta-feira, 14 Julho 2010 / 15:40

OAB suspende Índio do Demo

  Do jornalista Ilimar Franco, no ‘Panorama Político’:
“Candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra (PSDB), o deputado Indio da Costa (DEM-RJ) está com seu registro da OAB suspenso por falta de pagamento. Se quiser voltar a advogar, terá de quitar a dívida”.

  • Quarta-feira, 14 Julho 2010 / 15:14

Índio do Demo emprega fantasma

 Do repórter Breno Costa, da ‘Folha’:
“O deputado federal licenciado e candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência da República, Indio da Costa (DEM-RJ), emprega em seu gabinete na Câmara dos Deputados um parceiro de voos de ultraleve num aeroclube do Rio.
Paul Zachhau é membro da Abul (Associação Brasileira de Ultraleves) e acompanha Indio em voos de lazer. Ele não trabalha nem no gabinete de Indio, em Brasília, nem no seu escritório político no Rio de Janeiro.
Por meio de sua assessoria, Indio afirmou apenas que Zachhau o acompanha “em agendas no Rio, inclusive em viagens que faço ao interior do Estado, cumprindo atividades de deputado”.
Indio não possui jatinho ou helicóptero, somente o ultraleve, que, segundo sua assessoria, é usado apenas por hobby. Os traslados entre Brasília e Rio são feitos em voos comerciais, conforme o detalhamento de suas contas no site da Câmara.
Zachhau foi nomeado secretário parlamentar por Indio em novembro de 2008. Segundo a assessoria do deputado, ele recebe R$ 540 mensais, sem gratificações.
Por telefone, Zachhau disse que faz voos junto com Indio e que o vice de Serra é “ótimo piloto”. Questionado, em seguida, sobre sua função como secretário parlamentar, limitou-se a informar à Folha o telefone da secretária do deputado “para mais informações”.
Formado em direito, Indio da Costa, 39, foi escolhido vice de Serra no último dia 30, após muita negociação entre PSDB e DEM. Serra preferia um vice tucano, mas acabou recuando após pressões do Democratas.
O nome de Indio, afilhado político do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), jamais havia sido cogitado para o posto. Ele foi escolhido, no limite do prazo legal, por três fatores centrais: ser jovem, do Rio de Janeiro e pela imagem associada ao projeto Ficha Limpa, do qual foi relator na Câmara”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:53

Lula chama Dornelles para conversa

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“Diante dos sinais de aproximação entre PSDB e PP, Lula decidiu chamar para uma conversa o presidente do partido, Francisco Dornelles. É com ele, e não com a bancada, que será discutido o eventual apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) – decisão que Executiva da sigla decidiu anteontem adiar para junho.
No entender do Planalto, deputados do PP alimentam a especulação de que Dornelles pode ser vice de José Serra (PSDB) para aumentar o poder de barganha na liberação de verbas. Em entrevista à rádio Gaúcha, o senador manteve o suspense: “Não há política sem histórias. E, quando elas ganham força própria, não adianta confirmar nem desmentir”.
A chance de o PSDB convidar e de Dornelles aceitar, acrescentando cerca de um minuto e meio ao tempo de TV de Serra, é hoje maior do que a campanha de Dilma gostaria de admitir.
Ainda Dornelles à rádio Gaúcha: “O PP do Rio Grande do Sul é a seção mais forte e prestigiada do partido. A Executiva Nacional não tomará nenhuma decisão com a qual não concorde o PP do Rio Grande do Sul”. Que está alinhado com os tucanos”.

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De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O PSDB e o DEM do Rio não querem nem ouvir falar na possibilidade de o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), ser o vice de José Serra. A objeção já foi levada ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Disseram que não aceitam o PP na vice, pois Dornelles apoia o governador Sérgio Cabral (RJ), que é aliado da petista Dilma Rousseff. Um líder da oposição foi taxativo ontem, dizendo que tem quem queira, mas que Dornelles não será o vice”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

Dornelles só aceita a vitória

Francisco Dornelles não é homem de aventuras.
Mais do que a vice-presidência da República, o que ele sonha, de verdade, é com o ministério da Defesa.
Como vice de Serra ele não tem, em princípio, nada a perder, já que seu mandato vai até 2015.
Mas ele não acha a menor graça em perder eleição.
Se Serra o convidar, Dornelles só terá um motivo para aceitar: se ele tiver a certeza da vitória.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

PP consegue rachar em 3 partes

O PP, de Francisco Dornelles, dá nó em pingo d’água. Eles conseguiram dividir o partido em três partes exatamente iguais. Por isso adiaram para junho sua decisão sobre a sucessão presidencial. Veja a reportagem da repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’:
“A candidata petista Dilma Rousseff teve apenas uma voz em sua defesa na primeira reunião que a Executiva Nacional do PP promoveu ontem, com a bancada federal do partido, para discutir a sucessão de 2010. O único pepista que defendeu a tese do “apoio já” ao PT na corrida presidencial foi o ex-líder na Câmara Mário Negromonte (BA).
Apesar do entusiasmo geral com o aceno do PSDB ao presidente do partido, senador Francisco Dornelles (RJ), cotado para vice na chapa presidencial de José Serra, ninguém defendeu o atrelamento imediato à candidatura tucana.
A Bahia de Negromonte e o Rio de Janeiro de Dornelles são dois dos nove Estados em que as regionais do PP apoiam a candidatura Dilma, segundo levantamento da direção partidária.
O mapa do PP na corrida eleitoral revela que o partido que comanda o poderoso Ministério das Cidades está rachado em três grupos rigorosamente do mesmo tamanho. Pepistas de outros nove Estados defendem o atrelamento à candidatura Serra e os nove restantes preferem a independência.
O partido definiu como prioridade ampliar a bancada da Câmara e a do Senado, que tem no senador Dornelles seu único representante.
Neste cenário de racha partidário, a executiva do PP tomou três decisões ontem, anunciadas ao final da reunião pelo próprio Dornelles.
Os Estados têm independência total para fazer alianças com quem bem entenderem. A Executiva Nacional pede apenas que todas as regionais se posicionem sobre a disputa presidencial até o fim de maio e informem à direção partidária.
Todos os militantes do PP têm o direito de conversar e discutir com quem bem entenderem sobre a disputa nacional, desde que deixem claro que a posição partidária será definida pela executiva nacional, em junho.
O PP é objeto de desejo do PT e do PSDB porque pode render ao presidenciável do partido mais 2 minutos e 40 segundos diários ao longo dos 45 dias de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É isso que, na avaliação do tucanato, vale a vice para o PP. “O convite do PSDB ao partido para ser ator principal na sucessão empolga, mas a decisão só será tomada lá na frente, e o partido cumprirá o compromisso de dar sustentação ao governo até o final”, disse o líder na Câmara, deputado João Pizzolatti (PR).

PARTIDO DIVIDIDO NOS ESTADOS

Levantamento interno feito pela direção do PP mostra que neste momento partido está rachado em três, o que reforçaria a tese da independência na disputa presidencial
Apoio a Dilma Rousseff
Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro
Apoio a José Serra
Rondônia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Onde apoio ainda está indefinido
Amazonas, Amapá, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Mato Grosso e São Paulo”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:39

Guerra: “Eleição será plebiscitária”

 Os repórteres Gerson Camarotti e Maria Lima, de ‘O Globo’, entrevistaram o presidente nacional do PSDB, senador Sergio Guerra (PE):
“- Quais foram o principal acerto e o principal erro do pré-candidato tucano José Serra até agora?
- O principal acerto foi o encontro dos partidos em Brasília, em que ele fez o melhor discurso dos últimos tempos. Muitas perguntas que estavam no ar foram integralmente respondidas por ele. E vamos, de fato, iniciar a précampanha em Minas.
- Minas é uma forma de neutralizar a tentativa da pré-candidata Dilma Rousseff de conquistar o mineiro?
- Tudo que a Dilma está fazendo não está dando certo. Pode ser que, no futuro, ela acerte.
- Tucanos e aliados reclamaram da demora de Serra em se lançar. Foi o principal erro?
- Se antes estava errado, terminou dando tudo certo. Então, prefiro não discutir este assunto. Acho que começamos com pé direito essa précampanha. Olhar para trás para saber se deveríamos ter começado antes? Eu não consigo responder a essa pergunta.
- Mas essa demora de Serra não permitiu a Dilma crescer nas pesquisas?
- Eu não conheço qualquer eleitor de Dilma. Conheço gente que vota nela porque é a candidata do Lula.
- E quais o acerto e o erro da campanha de Dilma?
- Não posso dizer que o PT é incapaz de desenvolver campanha. Pelo contrário. O PT é extremamente competente na realização de campanhas. O presidente da República é um comunicador de primeiríssima qualidade. Agora, na primeira volta sem Lula, ela não ajudou. Como disse Roberto Jefferson, agora que tiraram as rodinhas da bicicleta dela, Dilma não consegue andar direito. A ministra foi muito orientada. Imagino que a orientação foi boa, e a execução da tarefa foi ruim. Porque o resultado é péssimo.
- Como assim?
- Ela não tem liderança. O tom agressivo da ministra não foi inventado agora. As pessoas que trabalharam junto com ela sabem que Dilma é autoritária. Ela não consegue disfarçar. Quando se tem natureza autoritária, é difícil alterar esse comportamento. Ao primeiro gesto de democracia, ela fica irritada. Eleita presidente, será alguém com vocação autoritária e governo fraco.
- O PSDB vai ter caixa para fazer campanha milionária?
- Campanhas de presidente não se resolvem com mais ou menos dinheiro. A logística de campanha custa caro. Mas é preferível gastar menos. Porque a população não gosta da exuberância, do exagero. A notícia de que o PT tem duas, três, quatro casas alugadas no Lago Sul guarda distância imensa de uma campanha que quer ser a dos pobres. É uma ostentação exagerada.
- O PSDB tem enfrentado muitas dificuldades nos palanques regionais, no Ceará, no Amazonas, no Rio…
- Os palanques têm a própria lógica dos estados. Temos problemas que qualquer partido tem. O PT tem uma aliança muito ampla, o que deve dificultar as alianças locais. O PT tem condições de resolver as confusões dele porque tem o poder, o governo. As nossas, temos que resolver com cabeça, trabalho e esforço.
- A eleição será plebiscitária?
- Há sinais de que a campanha está caminhando para ser plebiscitária. A candidatura Marina Silva não tem crescido. Ciro não tem apoio partidário. A maioria dos votos de Ciro já está com Dilma. E os votos residuais dele podem ir para Serra. Por enquanto, a disputa é entre Serra e sua biografia e Lula com sua candidata. Quando começar a disputa, a eleição será entre Dilma e Serra.
- Qual o desafio de uma campanha plebiscitária?
- Eleição entre dois candidatos simplifica o julgamento. A população terá que considerar duas propostas e duas hipóteses de governo. Nessa comparação, nós levamos imensa vantagem.
- Mas o PT quer comparar o governo Lula com o governo Fernando Henrique…
- Isso é conversa de elefante. Essa é a agenda deles, não a agenda da população. As pessoas vão pensar no Brasil que está pela frente.
- Um vice errado pode derrubar uma candidatura?
- Seguramente, um vice errado prejudica e derruba uma candidatura. Agora, não é certo dizer que o vice elege um candidato. Defendo que não devemos alimentar a expectativa de Aécio Neves como vice. A gente não pode pendurar a candidatura do Serra nessa dependência. Se Aécio for o vice, melhor. Se não for, vai ser bom também”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:42

Tasso oficializa o não a Serra

?O Globo? de hoje confirma o que esse blog publicou dia 1º: Tasso Jereisatti não aceitou o convite para ser vice de José Serra. O que o senador não diz, é que ele não pode tentar ajudar Serra a ser presidente, pois seu principal aliado chama-se Ciro Gomes ? o mesmo que ocorre com Aécio Neves.
Eis a reportagem assinada por Isabela Martin:
? Lembrado como alternativa para a vaga de vice na chapa encabeçada pelo também tucano José Serra na disputa pela Presidência da República, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou ontem não estar convencido de que é boa a estratégia do governador de São Paulo de adiar ainda mais o anúncio de sua candidatura e que seu nome ?não está à disposição? do partido.
Para Tasso, não bastou a declaração pública de Serra da semana passada dizendo nunca ter abandonado a ideia de ser candidato e cobrou que o governador de São Paulo ?caia na vida?. Numa referência indireta ao ritmo acelerado da ministrachefe da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, o senador afirmou que o atraso na campanha do PSDB na corrida pelo Palácio do Planalto é mais grave do que perder um bonde.
? O nosso trem está atrasado, disse ele. ? Quando falo em ser candidato, é cair na rua, cair na vida. Articular, fazer visitas, chamar os estados, dar entrevistas e garantir na imprensa o mesmo espaço dado ao adversário.
Fugindo ao estilo cauteloso ?até pelas divergências passadas que deixaram marcas na relação com Serra, quando apoiou Ciro Gomes para presidente da República em 2002 ?, Tasso elevou o tom das críticas.
Atribuiu a estratégia de Serra de adiar para abril o anúncio de sua candidatura ?aos amigos dele?: ? É uma estratégia que ninguém está entendendo. Acho isso uma loucura, sem sentido.
Para o senador, ainda há tempo para definir vice Sobre a especulação em torno do seu nome para compor como vice numa eventual chapa puro-sangue, Tasso disse que a hora dessa discussão ainda não chegou.
? Primeiro a gente tem que ter um candidato na rua. O vice, tem tempo (para encontrar).
A gente não tem mais tempo é de ficar sem candidato ? afirmou o tucano.
O boato em torno de seu nome ganhou ênfase há cerca de dez dias quando pesquisa Datafolha mostrou que a diferença entre Serra e Dilma caiu para quatro pontos percentuais.
Tasso silenciou por mais de uma semana sobre o assunto.
Nesse meio tempo, irritou os adversários do PT com o projeto de lei de sua autoria aprovado na Comissão de Educação do Senado que cria um benefício adicional ao Bolsa Família para os alunos que tiverem bom desempenho escolar.
Na última sexta-feira, em Sobral, município da região norte do Ceará, terra natal do presidenciável Ciro Gomes (PSB), ele tocou no tema vice publicamente pela primeira vez. E foi enfático ao responder se seu nome estava à disposição do partido.
? Não. Meu nome não está à disposição, não. Hoje eu estou aqui no Ceará dedicado a fortalecer o meu partido ? afirmou.
Tasso afirma que seu plano é continuar senador Já ontem, Tasso afirmou que seu plano é continuar senador.
Sobre a possibilidade de aceitar a vaga de vice caso Serra saia candidato, disse que não era ?turrão? e encerrou a entrevista.
Em Sobral, onde foi receber uma comenda da Universidade Federal do Ceará, Tasso chegou ao local da solenidade de carona num carro dirigido pelo governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, e aliado do PT. A cena dos dois ? que trocaram elogios mútuos durante entrevista ? reacendeu o temor de petistas de que a aliança entre Tasso e os Ferreira Gomes seja reeditada em nível estadual.
No plano nacional, o senador tem reafirmado que mesmo que Ciro seja candidato, Serra terá apoio incondicional do PSDB no Ceará?.
Só mais um detalhe que faltou a reportagem: Tasso é candidato à reeleição e, para isso, conta com o apoio do governador do Estado, Cid Gomes, irmão de Ciro.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:29

Plano B de FHC deve falhar

Fernando Henrique Cardoso surgiu com um plano B para a vice de José Serra.
A bola da vez é Tasso Jereissati, senador pelo Ceará.
Tasso terá uma reeleição difícil para o Senado, mas certamente não aceitará o desafio de ser vice de Serra, pela mesma razão de Aécio: ele não pode ajudar a eleger um desafeto de Ciro Gomes, seu grande amigo.
E FHC acredita que Tasso aceitaria, justamente para neutralizar os ataques de Ciro.
O ex-presidente não está preocupado, na verdade, com as críticas de Ciro a Serra, mas sim com as críticas que ele próprior recebe do, cada dia menos, pré-candidato do PSB.

  • Domingo, 11 Julho 2010 / 4:42

Índio do Demo sonha com Prefeitura

A repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’, fez uma entrevista com o vice de Serra, o Índio do Demo.
Vale a pena ler pelo menos duas respostas do paspalhão.
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Primeiro sobre o perigo dele ter de assumir a Presidência:
“Além de ser um excelente professor, o Serra tem uma tremenda estrutura. Há quase 50 anos ele monta equipes, e boas equipes. Se o Serra for ficar um mês na China, continuará como se estivesse sentado na cadeira de presidente, igualzinho. Vai despachar por telefone, por e-mail e não vai ter nem problema de fuso horário”.
Gostaram?
                 * * *
Mais uma:
“O grande trunfo do Serra – e modéstia à parte meu também – é saber lidar com a máquina pública para oferecer mais por menos. Em 2003 eu descobri que tinha um aneurisma e operei minha cabeça. Ainda no hospital, resolvi desenvolver um instituto que pudesse pensar maneiras novas de desenvolver políticas públicas. Eu geoprocessei a cidade do Rio inteira. Sei quantas matrículas foram realizadas por escola, qual foi a demanda não atendida, o porcentual de repetência. Ali, pude aproveitar a oportunidade de estar secretário de Administração e testar modelos gerenciais que, não tenho dúvida, ajudarão demais no governo federal”.
Índio do Demo é candidato à vice, mas sonha em ser candidato à prefeito do Rio.

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