• Terça-feira, 24 Abril 2012 / 13:41

Aldo exonera protegido do Tapioca

    Da colunista Vera Magalhães, no Painel da ‘Folha’:
    “O ministro Aldo Rebelo (Esporte) exonerou discretamente na semana passada o ex-secretário-executivo na gestão Orlando Silva, Waldemar de Souza, que tinha sido encostado em outra função na pasta”.
                            * * *
É óbvio que o ministro Aldo Rebelo teve motivos suficientes para exonerar o protegido de Orlando Silva, o ministro da Tapioca.
Quem for investigar, certamente encontrará.
E Tapioca saiu, mas continua devendo.

  • Sexta-feira, 30 Março 2012 / 3:02

Demóstenes, suplente, Cachoeira e mulher

      Da colunista Vera Magalhães, do Painel da ‘Folha’:
       “O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é sócio, desde 2008, do empresário Marcelo Limírio na Nova Faculdade, instituição de ensino superior em Contagem (MG). Limírio possui 60%, e Demóstenes, 20% das participações no negócio, que tem uma terceira cotista.
Em um outro empreendimento, Limírio é sócio de Andrea Aprigio de Souza, ex-mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, cujas conexões com Demóstenes vieram à tona na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. A empresa é o Instituto de Ciências Farmacêuticas (ICF), que existe desde 2002. Limírio se tornou parceiro da empresa em 2006, dois anos após Andrea.
Primeiro suplente de Demóstenes Torres, o empresário Wilder Pedro de Morais – cuja ex-mulher, Andressa, hoje é casada com Carlinhos Cachoeira- afirmou ter R$ 2,2 milhões em espécie na declaração de bens ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2010.

  • Segunda-feira, 26 Março 2012 / 9:33

Ex-ministro defende Cachoeira

     De Vera Magalhães, do Painel da ‘Folha’:
     “O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos assumiu a defesa do empresário de jogos Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo sob acusação de liderar organização que explorava caça-níqueis em Goiás. O criminalista montou equipe para estudar o processo e protocolou memorial em habeas corpus a ser apreciado hoje no Tribunal Regional Federal.
A entrada de Bastos no caso ocorre no momento em que crescia em Brasília o temor de que Cachoeira, pivô do escândalo Waldomiro Diniz, o primeiro do governo Lula, revelasse extensa lista de contatos com políticos, inclusive petistas, documentados em áudio.
Por ora, as investigações da PF demonstraram conexões mais próximas de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), de quem é amigo. Foram gravados 300 telefonemas entre os dois”.

  • Quinta-feira, 01 Março 2012 / 11:49

Editor propõe reedição contra Serra

   De Vera Magalhães, do Painel da ‘Folha’:
   ”O editor Luiz Fernando Emediato propôs ao jornalista Amaury Ribeiro Jr. o relançamento do livro “A Privataria Tucana”, com denúncias contra a filha e amigos de José Serra (PSDB), que acaba de se lançar pré-candidato a prefeito de SP. “Vamos corrigir erros de pequena monta e acrescentar dados que ficaram de fora”, diz ele.
Verônica Serra, filha do candidato, nega as acusações de que tem negócios ilegais no exterior.
E José Serra já classificou o livro como “lixo”.

  • Sexta-feira, 20 Agosto 2010 / 10:54

Serra dizia ter uma só cara

                                                          Vera Magalhães

      “A pior coisa é querer ser o que você não é. Tenho que ser como sou. Prefiro ter uma cara só.” A frase foi dita pelo então pré-candidato à Presidência, José Serra, em entrevista à Folha em abril. Com variações, esteve presente no discurso de lançamento do candidato e tem sido repetida ao longo da campanha.
Pois o que se viu desde a estreia da propaganda eleitoral no rádio e na TV foi um Serra que ora soa oposicionista, ora quer ter sua trajetória associada à de Lula.
Em apenas dois dias, a propaganda tucana mudou da água para o vinho. Depois de
uma estreia em que Serra se fixou só na experiência no Ministério da Saúde e praticamente escondeu o resto de sua trajetória política e administrativa, o programa do rádio ontem tratou de reforçar outros pontos de sua biografia e partiu para a desconstrução do propalado protagonismo de Dilma Rousseff no governo Lula.
Paralelamente à propaganda, Serra subiu em muitos decibéis o tom dos ataques à
adversária e ao governo que a apoia, tanto no debate Folha/UOL quanto em participação no congresso da ANJ, ontem, quando acusou o governo de tentar cercear a liberdade de imprensa e financiar “blogs sujos”.
Tudo levava a crer que Serra reforçaria, a partir de agora, seu papel de candidato de oposição, ainda que não atacando diretamente Lula.
Qual não é a surpresa, então, quando o programa do PSDB, à noite, abre com imagens de encontros cordiais entre o tucano e o presidente, associando suas trajetórias. “Serra e Lula. Dois homens de história. Dois líderes experientes”, diz a peça.
A guinada abrupta -logo no segundo dia do horário eleitoral- surpreendeu aliados, entre atônitos e constrangidos. Muitos se furtaram a comentar. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, antes apenas escondido, e agora relegado pelo candidato de seu partido, já manifestou sua contrariedade a correligionários.
Antes mesmo do início da propaganda já havia na campanha de Serra a ideia de
tentar mostrar que ele tem origem humilde, mais próxima à de Lula que a de Dilma, nascida em uma família rica em Belo Horizonte.
Mas o fato é que tal estratégia soa a desespero, uma vez que o próprio Lula tem reiterado quem é sua candidata e aparece até em “primeira pessoa” num jingle, dizendo que “entrega” “seu povo” a Dilma, numa mostra de que não haverá limites ao uso do messianismo e do paternalismo para tentar elegê-la. É difícil entender o que a campanha do PSDB espera conseguir tentando uma forçada ligação entre o “Zé” e o “Lula da Silva”. Ainda mais quando essa colagem vem acompanhada de críticas da gravidade das feitas pelo candidato nos últimos dias.
*Vera Magalhães é jornalista e editora da ‘Folha’.

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