• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:42

Brasília sem ter o que comemorar

 Brasília, humilhada, comemora hoje 50 anos.
É pena que o Supremo não tenha examinado o pedido de intervenção federal, antes que ela festejasse o cinquentenário.
Mais do que o seu aniversário, Brasília hoje lembra Tiradentes.
Por isso comemora a forca.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:29

Costa: “Brincam com o meu pescoço”

Da repórter Adriana Vasconcellos, de ‘O Globo’:
“O PT está enfrentando dificuldades com o principal aliado, o PMDB, em pelo menos dez estados ? entre eles Minas Gerais, Rio, Pará, Bahia, Santa Catarina, Maranhão e Paraíba ?, criando mais dificuldades para a aliança nacional em favor da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Em Minas, o clima voltou a ficar ruim. Após se irritar com a fala de Dilma em que ela não descartou uma associação informal com o candidato do PSDB ao governo mineiro, Antonio Anastasia, o senador Hélio Costa (PMDBMG) expôs ontem sua surpresa e insatisfação com a decisão do PT mineiro de realizar prévias para a escolha de seu candidato na disputa estadual. Estão na briga pela vaga o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias.
? Estávamos trabalhando pelo entendimento em Minas. Mas, a cinco meses da eleição, quando achávamos que estávamos caminhando para esse entendimento, o PT anuncia que vai realizar prévias.
Se elas acontecerem, vai ser difícil haver um acordo. Com o racha da base governista, será mais difícil derrotar o candidato do exgovernador Aécio Neves, além de colocar em risco a campanha de Dilma no estado ? advertiu Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações, que deixou o cargo para disputar o governo mineiro.
Hélio Costa demonstrou que está se sentindo traído, mas não quis adiantar como isso poderá refletir na decisão do diretório estadual na convenção nacional para oficializar a aliança com o PT.
? Minas não tem mar, mas assistimos a uma tsunami. Acho que estão tentando brincar de Tiradentes com o meu pescoço ? desabafou Costa.
Inconformado, o ex-ministro anunciou que já começou a conversar com os demais partidos da base governista no estado, para tentar viabilizar sua candidatura.
Entre eles estariam PR, PDT, PMN e PCdoB: ? O PMDB não pode ficar refém de uma disputa interna (no PT). Estou procurando todos os partidos governistas. Só não conversei com o PSDB, onde tenho uma excelente relação com o ex-governador Aécio Neves, e o DEM.
?O PT quer nos estraçalhar nos estados?, diz peemedebista As queixas de Hélio Costa são repetidas por outros peemedebistas nos bastidores. Um deles perguntou ontem: ? Qual a vantagem de ficarmos com a Dilma, se o PT está querendo nos estraçalhar nos estados? Daqui a pouco vamos propor Hélio Costa para vice do Serra.
Já no campo governista, o presidente em exercício, José Alencar, está otimista e ainda acredita em um acordo entre aliados em Minas.
Alencar disse ontem que, se for chamado, vai ajudar na formação de um palanque governista em Minas, unindo PMDB, PT, PCdoB e PRB.
Para José Alencar ? que ontem se encontrou com Hélio Costa ?, mesmo com a prévia no PT entre Fernando Pimentel e Patrus Ananias, ainda é possível construir uma aliança e um palanque único para Dilma Rousseff.
? Se me chamarem para ajudar, vou ajudar (nas negociações), mas até agora não me chamaram. (Com a decisão dele de não concorrer) Facilitaramse as coisas, hoje as coisas estão menos difíceis. (A prévia) É briga em casa, no próprio PT ? afirmou Alencar”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:19

Dilma, mais mineira que nunca

Do repórter Cesar Felício, do ‘Valor Econômico’:
“No primeiro ato do que, na prática, já é a campanha presidencial, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) testou o que poderá ser um palanque duplo para a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao visitar ontem Ouro Preto e São João Del Rei (MG), onde reverenciou dois ícones mineiros: o mártir da independência Tiradentes e o presidente Tancredo Neves (1910-1985).
Na primeira etapa da viagem, Dilma estava acompanhada pelos dois pré-candidatos do PT ao governo, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e do pré-candidato do PMDB, o senador Hélio Costa (MG).
“Sempre temos falado em palanque único, mas ninguém pode impor nada a ninguém. Eu apelo pelo palanque único, mas, se não tiver palanque único, o que fazer?”, afirmou Dilma, ao encerrar uma rápida entrevista coletiva na Câmara dos Vereadores de Ouro Preto, onde chegou com duas horas de atraso.
A ex-ministra, nascida em Belo Horizonte, mas atuando fora de Minas Gerais desde o início da década de 70, procurou fazer uma profissão de fé da mineiridade. Depositou flores na estátua em homenagem a Tiradentes e no túmulo de Tancredo Neves e , contrita, rezou diante da imagem de Cristo ressuscitado, no altar da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, a matriz de Ouro Preto.
“Quem nasce em Minas Gerais, tem Minas dentro de si. A gente sai de Minas, mas Minas não sai dentro da gente. Não é possível que alguém perca a força dessas raízes. Ouro Preto é o berço de uma nação, o berço de um povo, porque aqui se lutou pela primeira vez contra a metrópole. Vou partir desta cidade para uma nova jornada, cheia de desafios”, disse a ex-ministra em seu discurso. Eleitora em Porto Alegre (RS), Dilma mudou de tom desde que foi colocada como pré-candidata. Há alguns anos, em palestra na Federação das Indústrias de Minas Gerais, onde estará na manhã de hoje, a então ministra das Minas e Energia reagiu ao ser chamada de “mineira” por um dos empresários presentes e disse que se considerava gaúcha.
Dilma também escolheu Minas Gerais para iniciar a sua virtual campanha presidencial como uma forma de explorar o que poderá ser um flanco do principal adversário, o ex-governador paulista José Serra (PSDB), nas regiões sul e sudeste. Serra sobrepujou dentro do partido o ex-governador mineiro Aécio Neves, neto de Tancredo , na luta pela candidatura presidencial. Na entrevista coletiva, Dilma procurou caracterizar Serra como um candidato contra Lula e tudo que o presidente construiu durante seu governo, ainda que para isso tenha recorrido a uma sucessão de frases negativas para formular um único conceito: o de que ela é a única sucessora das propostas do atual governo.
“Quem, da oposição, passar por sucessor de Lula não sendo, é um lobo em pele de cordeiro”, disse. Segundo a ex-ministra, “não está certo dizer que todo mundo hoje é igual. Até ontem havia uma oposição clara, que não pode aparecer agora como não sendo oposição. Será estranho uma eleição transformada em um silêncio constrangedor. Nós queremos debater e não é possível fazer uma discussão sobre programas sem que fique claro quais são os outros projetos “, disse.
Na visita a Ouro Preto, Dilma se deparou com reivindicações de cor regional. Do prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB), ouviu um pedido para que coloque em sua agenda a revisão da política de distribuição municipal dos royalties da mineração, um tema que foi retirado da proposta de novo Código Mineral elaborada pelo governo federal. “Dilma conhece mineração. Sabe do nosso problema do marco regulatório e da contribuição financeira pela mineração (Cfem). Precisamos de uma política justa. O que vemos hoje nos municípios da região petrolífera é o que queremos para os municípios mineradores”, afirmou Oswaldo, que foi colega de classe de Dilma no curso clássico do Colégio Estadual de Belo Horizonte, no começo dos anos 60.
Ao receber a bênção na Igreja, Dilma ouviu do pároco Marcelo Santiago um pedido de ajuda para recuperar objetos de arte roubados em 1973. Segundo o padre, o inquérito desapareceu na Polícia Federal. “Fazemos um apelo às autoridades para que não se cansem de dar provimento às medidas necessárias”, disse o padre, esquecendo-se que ninguém, na comitiva de Dilma, era mais autoridade federal.
A visita a Minas serviu ainda para Dilma dar um breve mergulho na política municipal. A ex-ministra almoçou com 22 prefeitos da região de Ouro Preto, entre eles dois da base de apoio de Aécio: o de Lamim, do DEM e o de Moeda, do PSDB. No almoço, o prefeito de Ouro Preto, aliado de Hélio Costa na disputa estadual, convidou os três pré-candidatos a discursarem. Segundo seu relato, Patrus procurou desviar do nó eleitoral com um discurso em torno da mineiridade. Pimentel fez uma convocação à base municipal trabalhar por Dilma. Hélio Costa foi o único a apelar pela necessidade de um palanque único no Estado para derrotar o PSDB no Estado e no país”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:15

Os 50 anos de Brasília

Da jornalista Tereza Cruvinel, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no ‘Correio Braziliense’:
?Abril, o mais cruel dos meses.? Escrevi algumas colunas valendo-me desse verso de T. S. Eliot para comentar crises políticas recorrentes neste quarto mês do ano. Nele acontecia, até há poucos anos, a fixação do novo salário mínimo, hoje antecipada para primeiro de janeiro, e isso produzia grande conturbação no Congresso. Nele, como ocorreu agora, ministros deixam os cargos para disputar cargos eletivos em anos eleitorais, e isso traz fervura política. Nele, os movimentos sociais, hoje mais pacificados, sempre fizeram marchas e agitações diversas. Em abril, Tiradentes foi enforcado e, no mesmo dia, séculos depois, Tancredo Neves morreu e o Brasil chorou. Mas foi também em abril, no mesmo dia 21, que Juscelino Kubitscheck inaugurou Brasília há 50 anos.
O cinquentenário da capital, já escrevi aqui, deve ser festejado por todo o Brasil, pois a obra tida como impossível cumpriu o objetivo de modernizar o país, interiorizar o desenvolvimento e assegurar plenamente a soberania sobre o território nacional, incorporando definitivamente o Centro-Oeste e a Amazônia. Essa obra, pela ousadia, foi comparada ao desatino do faraó Amenófis IV, ou Akhenaton, que, por motivos político-religiosos, transferiu a capital do império egípcio da resplandecente Tebas para a longínqua Akhetaton, que hoje é ruína. Mas, aqui, nem JK negligenciou o reino, como o faraó, nem a cidade fracassou como projeto. Aos 50, é símbolo da capacidade realizadora dos brasileiros, tanto dos geniais, como Lucio Costa e Niemeyer, como dos anônimos candangos que armaram o concreto ou plantaram o verde.
Mas não foi no comício de Jataí, em 1955, quando Juscelino prometeu num lampejo construir a nova capital no Planalto Central, que tudo começou. Os inconfidentes mineiros, sonhando com independência e República, imaginaram uma capital no interior do país. José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da independência, também incorporou a ideia. Francisco Adolfo de Varnhagen, historiador, diplomata, um dos mais completos intelectuais que o Brasil já teve, trocou os salões europeus por peregrinação ao sertão goiano, chegando a sugerir que a nova capital ficasse entre as três lagoas: a Formosa, a Feia e a Mestre D`Armas.
Brasília acabou ficando próxima, porém mais ao sul. Proclamada a República, a previsão foi inscrita na Primeira Constituição, a de 1891. Para cumpri-la, foi instituída a Missão Cruls, que percorreu novamente o sertão, identificando o quadrilátero ideal. Nada aconteceu na República Velha e no Estado Novo, mas a ideia foi ressuscitada pela Constituinte de 1946, que determinou a demarcação do local. Nova comissão demarcadora foi nomeada em 1953, optando pelo chamado ?sítio castanho?, entre outros quatro aventados. JK e seus pares só puderam construir a cidade no prazo recorde de três anos porque encontraram a previsão inscrita na Constituição e o local já demarcado.
Mas Brasília só foi possível também porque muito antes os bandeirantes cortaram o sertão, plantando vilas e fazendas. Anhanguera já havia passado, fincando bandeiras. Então, aqui havia uma espécie de Idade Média, mas não o vazio absoluto. Todas essas passagens inscrevem Brasília no roteiro da civilização brasileira que estamos construindo. É com essa perspectiva histórica que a TV Brasil homenageia os 50 anos de Brasília, exibindo conteúdos como Os anos JK, de Silvio Tendler, os interprogramas Bem te vi, Brasília, de Tânia Quaresma, A vida é um sopro, confissões de Niemeyer, e a inédita série documental coproduzida com o cineasta Pedro Jorge de Castro, Brasília, um sonho de três séculos. Viva Brasília e o povo brasileiro!” .

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:59

Federais precisam cumprir o cronograma

Policiais que trabalham na operação Caixa de Pandora garantem que o contato entre Antônio Bento da Silva e Edson Sombra foi uma tentativa de suborno comandada pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que escreveu essde bilhete.

Policiais que trabalham na operação Caixa de Pandora garantem que o contato entre Antônio Bento da Silva e Edson Sombra foi uma tentativa de suborno comandada pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que escreveu essde bilhete.

 O importante é que tudo se processe conforme o cronograma.
Em 21 de abril, quando se celebra a data em que Tiradentes morreu na forca, se comemora também o aniversário de Brasília.
A festa dos 50 anos do Distrito Feederal tem tudo para ser inesquecível.
Para isso, Arruda precisa estar preso até lá.
Vamos cumprir o cronograma!!!

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 18:55

Um governador perdulário

O blog ?Diário do Rio de Janeiro ? um blog carioca a favor do Rio de Janeiro? diz hoje que ?viajar faz parte do trabalho de um Chefe do Executivo mas há o limite. E a verdade é que Sergio Cabral há muito tempo ultrapassou esse limite, no feriadão faltou eventos importantes como a posse do novo Arcebispo do Rio de Janeiro, eventos do Dia de Tiradentes, sem contar que ele visitou mais Paris que a maioria das cidades do interior do Rio de Janeiro?.
Ao comentar a notícia de que “Cabral passou o feriadão, de férias, no Hotel George V, onde a diária mais econômica é de 780 Euros?, ele faz uma conta e calcula que o governador gastou ?uns 2000 euros, arrendondando para baixo, por dia, isso sem alimentação?.
E conclui: ?O salário de Cabral é de R$ 12.760, pelo menos até este mês. Um euro equivale a mais ou menos R$ 2,80, ou seja, ele ia gastar 5.600,00 por dia, em dois todo o salário dele de um mês teria ido embora? Perdulário esse governador?.
O post na íntegra você pode ler aqui.

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