• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: escolha a sua versão

 Da ‘Folha’:
“No dia em que foi anunciado oficialmente como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) virou alvo de críticas de aliados por declarar apoio a José Serra (PSDB) num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Ele disse ao Blog do Noblat que votaria no tucano após apoiar Marina Silva (PV) no primeiro turno. A declaração gerou incômodo entre aliados da senadora. O ex-deputado Luciano Zica classificou a fala como “lamentável”.
“Foi uma declaração infeliz. Causa estranheza, porque Gabeira é um cara experiente. Não temos o direito de escorregar agora”, disse à Folha. “Não perguntamos ao Gabeira quem ele vai apoiar no segundo turno do Rio. E se a disputa for entre Serra e Marina, ele também vota no Serra?”, provocou Zica.
Obrigado a se explicar, Gabeira disse ter respondido a uma pergunta “bem específica”: “Faz parte de um acordo meu com ele [Serra]. Eles [PSDB] me apoiam aqui no Rio, e eu apoio a candidatura da Marina. Caso haja um segundo turno em que ela não esteja presente, eu o apoio”.
O presidente do PV, José Luiz Penna, tentou contemporizar: “Estamos trabalhando para vencer. Temos que ser generosos com quem escorrega nas cascas de banana”.
Segundo Gabeira, Marina e Serra participarão de seu programa de TV. “Vou fazer a campanha da Marina. Eventualmente posso me encontrar com o Serra, dependendo das circunstâncias”, disse.
A chapa ao governo do Rio foi confirmada ontem, em aliança com PSDB, DEM e PPS. O ex-deputado tucano Márcio Fortes, tesoureiro de Serra na eleição de 2002, deve ser o vice.
O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) tentará ao Senado, e a outra vaga deve ser de Marcelo Cerqueira, do PPS. O PV ainda tenta emplacar a vereadora Aspásia Camargo”.

                          * * *

De Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Após seis meses de impasse, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem sua candidatura ao governo do Estado do Rio e oficializou a aliança com PSDB, DEM e PPS. O acordo, sacramentado depois de três horas de reunião, também prevê a participação do parlamentar em atos de campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra.
Até o encontro de ontem, Gabeira e lideranças do PV do Rio mantinham firme a posição de que só fariam campanha para Marina Silva, nome do partido à sucessão do presidente Lula. Os compromissos de Serra no Rio seriam acompanhados apenas pelos candidatos a vice e ao Senado da coligação – indicados pelos demais partidos. O pré-candidato do PV ao governo do Rio confirmou que Serra e Marina participarão da convenção que oficializará seu nome, em junho.
“Pretendemos lançar no dia 23, de manhã. Vamos começar a mobilização. Não será ainda com a presença dos candidatos à Presidência porque nós preferimos que eles venham na convenção”, explicou Gabeira.
Indicado como candidato a vice na chapa de Gabeira, o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB) confirmou que o acordo possibilitará a elaboração de uma agenda de pré-campanha de Serra no Rio. Fortes confirmou a presença de Gabeira nos eventos de Serra no Estado.
“O Gabeira anda com ele”, disse Fortes. “O Serra tem um palanque. A Marina também tem. Mas o Serra tem um palanque bom, uma candidatura vitoriosa, que pode ganhar a eleição e não terá limites. Nossa coligação é adotada por todos universalmente e fará uma bela campanha à Presidência da República. Tanto para o Serra quanto para Marina”, avaliou o tucano.
Pivô da crise que se instaurou entre os partidos, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) teve sua candidatura ao Senado confirmada na reunião de ontem. O PV do Rio resistia em formalizar a aliança tendo ele como representante dos Democratas. Apesar do acordo, os verdes também confirmaram que a vereadora Aspásia Camargo concorrerá ao Senado.
Caso a Justiça Eleitoral se manifeste contrariamente ao lançamento desse tipo de candidatura independente, o partido não criará embaraços para a coligação – de acordo com o presidente da legenda no Rio, Alfredo Sirkis. O outro nome da aliança ao Senado será o advogado Marcelo Cerqueira, do PPS.
“Gabeira já disse que o melhor candidato ao Senado é o Cesar Maia e confirmou que fará campanha para ele”, disse a deputada federal Solange Amaral (DEM), representante do partido e do ex-prefeito na reunião.
Apesar do acordo, Gabeira terá de lidar com resistências veladas. O próprio presidente regional do PSDB, o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, saiu da reunião logo no início. Com ar contrariado, confirmou a aliança, mas disse que a prioridade era a eleição de Serra”.
               
                    * * *

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em encontro ontem, na sede do PPS no Rio, para formalizar a coligação PV-PPS-DEM-PSDB, os partidos anunciaram que o pré-candidato ao governo fluminense pelo PV, deputado federal Fernando Gabeira, apoiará, no primeiro turno, dois pré-candidatos à Presidência: Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB). Os dois participarão juntos, em junho, da convenção da aliança no estado. Foi anunciada ainda a chapa de Gabeira para o Senado, que terá o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira (PPS).
- O Serra tem agora um palanque bom, forte, no Rio. A Marina também tem. Nossa coligação está montada. Foi adotada por todos universalmente e vai fazer uma bela campanha para presidente da República. Tanto do Serra, quanto da Marina. O Gabeira não é mais candidato do PV. Ele é candidato da coligação – afirmou Márcio Fortes, um dos coordenadores da campanha de Serra no Rio e provável vice na chapa de Gabeira.
Coordenador da campanha de Marina, o presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, lembrou da atual situação no Acre:
- Existe uma situação similar no Acre. A Marina apoia a candidatura do (senador) Tião Viana (PT) ao governo. É claro que ele tem todo o interesse de recebê-la (Marina), embora a sua candidata não seja ela. Mas Gabeira vota na Marina.
O lançamento da candidatura de Gabeira deverá ocorrer em 23 de maio. O pré-candidato, no entanto, disse que Serra e Marina só estarão juntos na convenção:
- Os dois (Serra e Marina) estão convidados e estarão presentes. Isso foi conversado aqui (na reunião).
Mesmo com resistência, os partidos confirmaram Cesar Maia para concorrer a uma das duas vagas ao Senado. O PV, que lançou a vereadora Aspásia Camargo como pré-candidata ao Senado, dependerá de uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade da chapa com mais de dois nomes a senador. O ex-prefeito não foi à reunião.
- Qualquer problema no caminho não comprometerá a coligação – disse Gabeira, referindo-se a uma suposta negativa à consulta do PV para lançar Aspásia.
Participaram ainda do encontro o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o ex-governador Marcello Alencar e a vereadora Lucinha, pelo PSDB, e os deputados federais Solange Amaral e Índio da Costa, pelo DEM. O presidente regional do PSDB, José Camilo Zito, deixou a reunião logo no início”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:37

Marina Silva: “Nós, do PT…”

De Chico Siqueira, do ‘Estadão’:
“Pré-candidata do PV à Presidência, a senadora Marina Silva cometeu ato falho ontem, quando foi questionada sobre a possibilidade de contrapor sua estratégia eleitoral à dos adversários – José Serra, do PSDB, e a petista Dilma Rousseff – e demonstrou que ainda não esqueceu o PT.
“Nós, do PT…”, disse a senadora, que saiu do partido em agosto de 2009 para ingressar no PV. Ao perceber a gafe, ela consertou: “Digo isso porque fui do PT durante 30 anos. Eu sempre brinco: estou fazendo luto. É um processo doloroso, mas ao mesmo tempo animador, por estar com os companheiros do PV.”
A senadora contou ao Estado que ainda sente saudades dos antigos aliados petistas e classificou sua saída do PT de “processo doloroso”, ainda não concluído.
A senadora afirmou que tem antigos amigos no partido, com os quais espera contar nesta campanha, referindo-se ao senador Jorge Viana (PT-AC) e o governador do Acre, Tião Viana (PT). “Ainda tenho o Jorge e o Tião, que ainda bem vamos estar juntos. O (ministro Luiz) Dulci (da Secretaria-Geral da Presidência) é meu amigo.”
Ela acrescentou: “É um processo doloroso, todos meus amigos e meus companheiros vêm dessa relação de 30 anos.” Não foi fácil, segundo Marina, tomar a decisão de sair do PT. “As pessoas, que são minhas amigas e considero meus companheiros, continuo com o mesmo respeito e com o mesmo carinho.”
A senadora também citou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que ameaça deixar de ser candidato ao governo do Rio. “Tenho a alegria de estar com Gabeira, com o Fabio Feldmann”, disse, citando o candidato do PV ao governo de São Paulo.
Após dizer que não carrega mágoas do antigo partido, Marina apontou as causas que causaram o rompimento, destacando que as “diferenças” se tornarão visíveis durante a campanha. “Na disputa eleitoral vamos defender ideias que o PT não foi capaz de integrar, como a questão da sustentabilidade”, afirmou. “Foi por isso que saí do PT, porque não foi capaz de atualizar a visão de mundo. O PV está se dispondo a esse projeto. O PV não tem as respostas, ninguém no mundo tem, mas infelizmente os outros partidos não estão sequer considerando ter algo estratégico para o desenvolvimento econômico e social do País.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:04

Frase do dia

De Marina Silva sobre o acordo PV-PT no Acre:
“Lá eu apoio o Tião Viana para governador, ele apoia a Dilma, e o povo me apoia”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:07

Marchinhas imortais para a 3ª feira Gorda de Carnaval

De Sergio Cabral para Dilma Rousseff:
Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
Que a chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo perdendo a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar ladeira abaixo
Acho que a chuva ajuda a gente a se ver
Venha veja deixa beija seja
O que Deus quiser
A gente se embala se embola se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha se beija se molha
De chuva suor e cerveja

Ainda para Sergio Cabral cantar, em breve,  para Dilma Rousseff:
Covarde eu sei que me podem chamar,
Porque não calo no peito esta dor,
Atire a primeira pedra , ai, ai, ai,
Aquele que não sofreu por amor.(Covarde não sou)
Eu sei que vão censurar, o meu proceder,
Eu sei mulher, que você mesma vai dizer,
Que eu voltei pra me humilhar,
Mas não faz mal,
Você pode até sorrir,
Perdão, foi feito pra gente pedir.

Do vice do Rio, Luiz Fernando Pezão, o único do governo Cabral fiel a Dilma Rousseff:
Não quero broto, não quero,
Não quero não,
Não sou garoto
Pra viver mais de ilusão,
Sete dias da semana,
Eu preciso ver,
Minha balzaqueana.

Do deputado Fernando Gabeira ao se decidir pela candidatura ao governo do Rio:
Lá em casa tem um bigorrilho,
Bigorrilho fazia mingau,
Bigorrilho foi quem me ensinou,
A tirar o cavaco do pau,
Trepa Antonio, siri tá pau,Par
Eu também sei tirar,
O cavaco do pau.

Melô do ministro Carlos Minc:
Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é
Será que ele é
Será que ele é bossa nova
Será que ele é Maomé
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

Melô de Paris Hilton no camarote da Cerveja Devassa:
Chiquita bacana lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica
Não usa vestido, não usa calção
Inverno pra ela é pleno verãoPaulo
Existencialista com toda razão
Só faz o que manda o seu coração.

Do  governador de Brasília, em exercício, Paulo Octavio, para a Polícia Federal:
Bandeira branca amor
Não posso mais
Pela saudade que me invade
Eu peço paz
Saudade mal de amor de amor
Saudade dor que dói demais
Vem meu amor
Bandeira branca eu peço paz
 
Ó Abre-Alas, por José Serra
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Eu sou da lira não posso negar
Eu sou da lira não posso negar
Ó Abre-Alas por Dilma Rousseff
Ó abre alas que eu quero passar
Ó abre alas que eu quero passar
Rosa de ouro é que vai ganhar
Rosa de ouro é que vai ganhar

Brasileiros nesse verão:
Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O sol estava quente
Queimou a nossa cara

Para Cabral cantar na última semana de dezembro:
Ai, ai, ai ai, ai ai ai,está chegando a hora
O dia já vem raiando, meu bem, eu tenho que ir embora

Da candidata Marina Silva:
Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer
Lá no Bananal mulher de branco
Levou pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar
Índio quer apito

Sergio Cabral e Eduardo Paes, de mãos dadas.
SC – Joujoux, joujoux?
EP – Que é meu balagandã?
SC – Aqui estou eu
EP – Aí estás tu
SC – Minha joujoux
EP – Meu balagandã
SC – Nós dois, depois
EP – O sol do amor que manhãs
SC – De braços dados
EP – Dois namorados
SC – Já sei Joujoux
EP – Balagandãs
SC – Seja em Paris
EP – Ou nos Brasis
SC – Mesmo distantesA
EP – Somos constantes
SC – Tudo nos une
EP – Que coisa rara
SC e EP – No amor nada nos separa

Do presidente da Cedae, Wagner Victer:
Lata d’água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria
Sobe o morro e não se cansa
Pela mão leva a criança
Lá vai Maria
De Ancelmo Góes e Wagner Victer:
Branca é branca preta é preta
Mas a mulata é a tal, é a tal!
Branca é branca, preta é preta
Mas a mulata é a tal, é a tal!
Quando ela passa todo mundo grita:
“Eu tô aí nessa marmita!”
Quando ela bole com os seus quadris
Eu bato palmas e peço bis
Ai mulata, cor de canela!
Salve salve salve salve salve ela!

A melô do Chávez:
Daqui não saio
Daqui ninguém me tira
Onde é que eu vou morar
O senhor tem paciência de esperar
Inda mais com quatro filhos
Onde é que vou parar

De deputado Michel Temer para a ministra Dilma Rousseff:
Eu perguntei a um mal-me-quer
Se meu bem ainda me quer
Ela então me respondeu que não
Chorei,
Mas depois eu me lembrei
Que a flor também é uma mulher
Que nunca teve coração…
A flor mulher, iludiu meu coração
Mas, meu amor
É uma flor ainda em botão
O seu olhar
Diz que ela me quer bem
O seu amor
É só meu de mais ninguém,

Do trio ?Os Espertalhões?:  Wilson Carlos, Julio Lopes e Sergio Côrtes:
Mamãe eu quero, mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta, dá a chupeta, ai, dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!

Da subsecretária do Cerimonial do Palácio Guanabara, Adriana Novis, campeã de diárias no exterior:

Maria Candelária
É alta funcionária
Saltou de páraquedas
Caiu na letra “O”, oh, oh, oh, oh
Começa ao meio-dia
Coitada da Maria
Trabalha, trabalha, trabalha de fazer dó oh, oh, oh, oh
A uma vai ao dentista
As duas vai ao café
Às três vai à modista
Às quatro assina o ponto e dá no pé
Que grande vigarista que ela é.

Melô de Sergio Cabral sempre que encontra alguém da área federal:
Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!
Me dá um dinheiro aí!
Não vai dar?
Não vai dar não?
Você vai ver a grande confusão
Que eu vou fazer bebendo até cair
Me dá me dá me dá, ô!
Me dá um dinheiro aí!

Do governador José Serra. No Carnaval passado, esse marchinha foi cantada pelo ex-governador Arruda:
Nós, nós os carecas
Com as mulheres somos maiorais
Pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais.

Também da dupla Ancelmo Gois e Wagner Victer:
Mulata bossa nova
Caiu no hully gully
E só dá ela
Ê ê ê ê ê ê ê ê
Na passarela
A boneca está
Cheia de fiufiu
Esnobando as louras
E as morenas do Brasil.

Esse samba mais parece um samba-enredo, devido a infinidade de compositores associados a ele.  Mas à frente vai o ministro do Esporte, Orlando Silva:
Lá vem o cordão dos puxa-saco
Dando viva aos seus maiorais
Quem está na frente é passado para trás
E o cordão dos puxa-saco
Cada vez aumenta mais

De boa parte dos moradores do Rio de Janeiro para o presidente da Cedae:
Tomara que chova,
Três dias sem parar,
Tomara que chova,
Três dias sem parar.
A minha grande mágoa,
É lá em casa
Não ter água,
E eu preciso me lavar.

Sergio Cabral, Eduardo Paes e José Gomes Temporão – os três de mãozinhas dadas:
UPA, UPA, UPA,
Cavalinho alazão
ê ê ê
Não faça assim comigo não
Lá vai o meu trolinho
Vai rodando de mansinho
Pela estrada além
Vai levando pro seu ninho
Meu amor, o meu carinho
Que eu não troco por ninguém
UPA, UPA, UPA
Cavalinho alazão…

Marchinha que FHC adorava cantar no exterior:
Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina tem vitamina
Banana engorda e faz crescer
Vai para a França o café, pois é
Para o Japão o algodão, pois não
Pro mundo inteiro, homem ou mulher
Bananas para quem quiser.

De Cabral para Madonna:
Garota você é uma gostosura
Foi proibida
Pela censura
Sai de perto de mim
Olhar pra você eu não posso
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço
Me segura que eu vou ter um troço.

Do candidato José Serra para o deputado Fernando Gabeira:
Meu periquitinho verde
Tire a sorte por favor
Eu quero resolver
Este caso de amor
Pois se eu não caso
Neste caso eu vou morrer

Do milionário Eike Batista:
Lá vem o seu China
Na ponta do pé
Lig lig lig lig lig lig lé!
Dez tões, vinte pratos
Banana e café
Lig lig lig lig lig lig lé!
Chinês
Come somente uma vez por mês
Não vai
Mais à Xangai
Buscar a Butterfly
Aqui, com a morena
Fez a sua fé
Lig lig lig lé!

Do ex-governador Garotinho para a secretária Benedita da Silva:
Esta mulher
Há muito tempo me provoca
Dá nela! Dá nela!
É perigosa
Fala mais que pata choca
Dá nela! Dá nela!
Fala, língua de trapo
Pois da tua boca
Eu não escapo
Agora deu para falar abertamente
Dá nela! Dá nela!
É intrigante
Tem veneno e mata a gente
Dá nela! Dá nela!

Da presidente do PSOL, Heloisa Helena, para o deputado Chico Alencar:

Encontrei o meu pedaço na Avenida
De camisa amarela
Cantando a Florisbela, oi, a Florisbela
Convidei-o a voltar pra casa
Em minha companhia
Exibiu-me um sorriso de ironia
Desapareceu no turbilhão da Galeria
Não estava nada bom
O meu pedaço na verdade
Estava bem mamado
Bem chumbado, atravessado
Foi por aí cambaleando
Se acabando num cordão
Com um reco-reco na mão
Mais tarde o encontrei
Num café zurrapa
Do Largo da Lapa
Folião de raça
Bebendo o quinto copo de cachaça
Isto não é chalaça

De Ciro Gomes para Lula:
Eu não sou água,
Pra me tratares assim,
Só na hora da sede,
É que procuras por mim,
A fonte secou,
Quero dizer que entre nós,
Tudo acabou.
Seu egoísmo me libertou,
Não deves mais me procurar,
A fonte do nosso amor secou,
Mas os seus olhos,
Nunca mais hão de secar.

Do senador Tião Viana para José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, etc, etc, etc
A coroa do Rei,
Não é de ouro nem de prata,
Eu também já usei,
E sei que ela é de lata.
Não é ouro nem nunca foi,
A coroa que o Rei usou,
É de lata barata,
E olhe lá… borocochô
Na cabeça do Rei andou,
E na minha andou também,
É por isso que eu digo,
Que não vale um vintém.

Para Sergio Cabral cantar em breve para Jorge Picciani. Ou vice-versa:
Você partiu,
Saudades me deixou,
Eu chorei,
O nosso amor, foi uma chama,
O sopro do passado desfaz,
Agora é cinza,
Tudo acabado e nada mais!
Você,
Partiu de madrugada,
E não me disse nada,
Isso não se faz,
Me deixou cheio de saudade,
E paixão,
Não me conformo,
Com a sua ingratidão.

Criação coletiva começando com o ex-ministro José Dirceu:
Agora vou mudar minha conduta
Eu vou pra luta
Pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com força bruta
Pra poder me reabilitar
Pois esta vida não está sopa
E eu pergunto com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

Prossegue com o ex-governador José Roberto Arruda:
Agora eu não ando mais fagueiro
Pois o dinheiro
Não é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapaceiro
Não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa
Mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

Finaliza com o prefeito Lindberg Farias, o Lindinho:
Eu hoje estou pulando como sapo
Pra ver se escapo
Desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo
Eu vou acabar ficando nu
Meu paletó virou estopa
Eu nem sei mais com que roupa?
Com que roupa que eu vou?
Pro samba que você me convidou
Com que roupa eu vou?
Pro samba que você me convidou

De Sergio Cabral para Madonna:
Lourinha, lourinha
Dos olhos claros de cristal
Desta vez em vez da moreninha
Serás a rainha do meu carnaval
Loura boneca
Que vens de outra terra
Que vens da Inglaterra
Ou que vens de Paris
Quero te dar
O meu amor mais quente
Do que o sol ardente
Deste meu país

Melô do xerife Rodrigo Betlhem, do Choque de Ordem:
Vém cá “seu” guarda
Bota pra fora esse moço
Que está no salão brincando
Com pó-de-mico no bolso.
Foi ele, foi ele sim,
Foi ele que jogo o pó em mim.

Do ex-prefeito Cesar Maia:
Tristeza
Por favor vai embora
A minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração
A sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar aquela
Vida de alegria
Quero de novo cantar
la ra rara, la ra rara
la ra rara, rara
Quero de novo cantar

Marchinha que Michel Temer adoraria cantar para Henrique Meirelles:
Oh jardineira
Porque estás tão triste
Mas o que foi que te aconteceu?
Foi a camélia
Que caiu do galho
Deu dois suspiros
E depois morreu
Vem jardineira
Vem meu amor
Não fique triste
Que este mundo é todo teu
Tu és muito mais bonita
Que a camélia que morreu.

Da ex… deixa pra lá:
Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

A melô do blog:
Quem é você que não sabe o que diz
Meu Deus do céu, que palpite infeliz…

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:33

Tião vê Senado “em chamas”

O Senador Tião Viana (PT-AC) disse a revista ‘Veja’ que está nas bancas que “o Senado está em chamas”. Para ele, ao contrário do pensa Lula, “Sarney deve ser tratado como uma pessoa comum. Acontece que o Presidente Lula é muito generoso com quem está em dificuldades”.
Em entrevista a repórter Sandra Brasil, Tião Viana diz que não quer mais presidir o Senado, e acusa o fisiologismo do PMDB e Lula que “nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso. Os partidos estão mais fracos e deteriorados do que antes de sua posse. E é papel do chefe de estado fazer com que as instituições como o Parlamento sejam vigorosas”.
Eis a entrevista:
- Como o Senado chegou a um nível tão baixo?
Até 2002, ainda havia no Senado um debate conceitual, ideológico. No início do governo Lula, ainda votamos a Reforma da Previdência. Mas logo o mensalão substituiu esses projetos na agenda da Casa. Daí em diante, nada mais andou, e perdemos a conexão com os interesses do cidadão.
- O Senado ainda faz algo relevante?
A Casa está em chamas. Perde 80% do tempo em debates vazios e gasta os 20% restantes numa disputa entre governo e oposição que não leva a lugar nenhum. No Senado, o governo tem uma maioria apertada e vive no fio da navalha. Negocia voto a voto. Na Câmara dos Deputados, é mais fácil porque lá o fisiologismo impera.
- Poderia explicar melhor?
É da cultura política brasileira. O governo controla a Câmara atendendo aos pedidos dos deputados com emendas parlamentares e com nomeações para cargos no Executivo.
- A forma como o presidente Lula negocia com o Senado é adequada?
Lula é o melhor presidente que o Brasil já elegeu. Os resultados econômicos e sociais do seu governo nos orgulham. No entanto, ele deixa uma grande frustração no que se pensava ser uma de suas maiores habilidades: a política partidária. Lula nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso. Os partidos estão mais fracos e deteriorados do que antes de sua posse. E é papel do chefe de estado fazer com que as instituições como o Parlamento sejam vigorosas.
- O que explica a omissão dele?
Dá para entender as razões do presidente Lula. Ele sofreu muito com as ofensas pessoais durante o mensalão. Depois disso, com 82% de aprovação popular, adotou o pragmatismo para manter a maioria no Parlamento e resolveu que não precisava do Congresso. Tanto que José Dirceu foi o último ministro [da Casa Civil até 2005] que dialogou com o Senado.
- Lula defende um tratamento privilegiado ao senador Sarney. E o senhor?
Sarney deve ser tratado como uma pessoa comum. Acontece que o presidente Lula é muito generoso com quem está em dificuldade. Marcou a vida dele o fato de Sarney tê-lo defendido na eleição de 2002, quando enfrentou o [governador paulista] José Serra, e de ter sido solidário no episódio do mensalão. Por isso, Lula foi até onde pôde com a minha candidatura à presidência do Senado. Depois, olhou com pragmatismo para as eleições de 2010, que são fundamentais para o seu projeto de nação.
- O presidente Lula o traiu na eleição do Senado?
Ele levou em conta que o PMDB é essencial para 2010. Decidiu respeitar as forças que impuseram a candidatura Sarney, porque privilegiou a candidatura Dilma Rousseff e a necessidade de coalizão. Não guardo mágoas, mas é uma tragédia um partido dirigir as duas casas do Congresso. Ainda mais quando esse partido é o PMDB.
- Por quê?
O PMDB é a essência do fisiologismo. Tem bons quadros, mas vive de troca de favores. Ignora concepção programática, visão doutrinária, tudo para acomodar os interesses dos seus parlamentares, que só querem assegurar suas reeleições.
- O senhor ainda quer ser presidente do Senado?
Se me oferecessem o cargo hoje, a cadeira ficaria vazia. Eu não romperia com meus ideais por um ato de vaidade. Nós, idealistas, achamos que o Legislativo não sobreviverá se continuar funcionando apenas na base do beija-mão do governo. O Senado deveria cuidar da regulação e da proteção do estado sem ultrapassar o limite de revisor das leis. Não dá para presidir a Casa hoje sem forças para fazer o resgate desse papel. Aliás, Sarney deveria tomar consciência de que, sozinho, ele é insuficiente para mudar o Senado. Por uma razão: foi eleito com o apoio daquela casta de servidores para manter a estrutura atual. Ele deveria radicalizar na transparência e adotar medidas moralizadoras.
- O senhor fala em idealismo, mas confundiu o bem público com o privado ao emprestar um celular do Senado para sua filha usar em uma viagem de férias ao México.
Eu errei. Foi um ato irrefletido de um pai superprotetor. A minha filha ia para um lugar estranho e, para encontrá-la a qualquer momento, entreguei o celular. Mas, um mês e meio antes da chegada da conta, que é trimestral, acessaram minha fatura e me denunciaram. Isso me causou uma dor profunda, comprometeu toda uma vida baseada na humildade e na coerência. Paguei a conta antes que o Senado gastasse um centavo.
- De onde o senhor tirou dinheiro para pagar a conta de R$ 14 mil se recebe um salário líquido de R$ 12 mil?
Fiz um empréstimo bancário para pagar em 72 vezes. A minha filha levou o celular só para receber ligações minhas ou da sua mãe. Tomei um susto com a conta, que chegou a essa soma por uma fatalidade. A mãe do namorado dela teve ruptura de um aneurisma cerebral no dia seguinte à viagem e passou dez dias em coma. Ela se descontrolou com as ligações.
- O senhor lhe deu uma bronca?
Não, fiquei com pena. Ela sofreu tanto pelo namorado e, depois, por mim. Mas quem não erra na vida na condição de pai? Esse caso me fez refletir sobre o tênue limite entre o público e o privado. Tenho uma cota mensal de 250 reais para telefone fixo em casa, mas não posso proibir que um filho faça um interurbano para o avô no Acre. É difícil separar o público do privado nessas pequenas coisas.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:27

Tião, Jarbas ou Pedro Simon

 José Sarney está convencido de que se pedir licença da presidência do Senado, ele não voltará ao cargo.
E pior:no período de licença, a pressão contra ele e seus familiares, nas investigações que estão por vir, será tão ou mais insuportável do que atualmente.
O melhor seria a renuncia.
E a Casa elegeria um novo presidente.
Se ele fôr fora dos quadros do PMDB, que tem a maioria no Senado, o eleito poderá ser Tião Viana, do PT.
Se a maioria peemedebista ? leia-se Renan e Cia. – optar por um dos 17 senadores que assinaram a nota em favor de Sarney, é possível que a oposição busque, dentro do próprio PMDB, a candidatura de Jarbas Vasconcellos ou de Pedro Simon.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:22

Um sonho impossível

Lula está pedindo o impossível aos senadores de seu partido: o apoio incondicional ao presidente José Sarney.
O PT tem 12 senadores, sendo que nove deles disputarão a reeleição no próximo ano.
Um apoio aberto e descarado a Sarney, poderá significar derrota na certa nas urnas em 2010.
Apenas  três parlamentares tem mandato até 2015 mas, para azar de Lula, dois deles são Eduardo Suplicy e Tião Viana.
Resta o senador João Pedro, suplente do ministro Alfredo Nascimento, candidato ao governo do Amazonas.
Vai ser difícil conseguir a solidariedade da bancada.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 21:57

Como diz o ditado

Da série “Há males que vem para o bem”.
A eleição de José Sarney para a presidência do Senado é uma prova disso.
É provável que, se o eleito fosse o senador Tião Viana, do PT, o Senado estaria hoje nadando em um mar de tranquilidade, e com a roubalheira comendo solta.

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