• Domingo, 19 Setembro 2010 / 18:12

Vox: Dilma volta a subir

    Do Portal iG:
“Após cinco dias de queda e estabilidade, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresceu dois pontos no tracking Vox Populi/Band/iG deste domingo (19) e alcançou 53% das intenções de voto. Seu principal adversário, José Serra (PSDB), manteve os 24% registrados na medição de ontem. A candidata do PV, Marina Silva, permanece com o mesmo desempenho e tem 9% da preferência do eleitorado. Brancos e nulos somam 4% e indecisos, 9%.
Com o resultado de hoje, a petista venceria as eleições no primeiro turno. No entanto, a oscilação de Dilma permanece dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais.
Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado, Dilma lidera com 44% das intenções no tracking Vox Populi/Band/iG. Serra tem 20% e Marina, 7%. O presidente Lula também é citado por 2% dos eleitores”.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 9:11

Datafolha: empate de Serra e Dilma

    Do jornalista Fernando Rodrigues, da ‘Folha’:
“Na terceira semana oficial da campanha, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) seguem empatados na corrida presidencial. O tucano está com 37% contra 36% de Dilma, mostra o Datafolha. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23, com 10.905 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.
Na última pesquisa, de 30 de junho e 1º de julho, Serra havia registrado 39%, contra 37% de Dilma. Ambos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro. Marina Silva (PV) tinha 9% e agora foi a 10%.
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) pontuou pela primeira vez nesta eleição, marcando 1%. Zé Maria (PSTU) também tem 1%. Outros quatro candidatos de partidos pequenos que concorrem a presidente foram incluídos na pesquisa, mas não atingiram 1%.
O Datafolha continua a captar uma estabilidade no número de eleitores indecisos ou que votam em branco ou nulo: 4%, o mesmo percentual do último levantamento. Os indecisos são 10%, contra 9% no levantamento anterior.
Numa simulação de segundo turno, o cenário repete o de maio, com Dilma numericamente à frente de Serra, mas dentro da margem de erro: a petista tem 46% contra 45% do tucano.
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado responde em quem pretende votar sem ver a lista de candidatos, o resultado é favorável a Dilma Rousseff. Ela tem 21% e se manteve estável em relação aos 22% da outra pesquisa. Já Serra tinha 19% e recuou para 16%.
A petista também tem potencialmente a seu favor as respostas dos 4% que declaram querer votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros 3% respondem ter intenção de escolher o “candidato do Lula” e 1% quer um “candidato do PT”. Na sondagem sobre intenção de voto espontânea, os indecisos são 46%, contra 42% no início do mês. Marina Silva (PV) tem melhorado sua marca lentamente: 2% em abril, 3% em maio e junho, e, agora, foi a 4%.
Há também um quadro de poucas mudanças na rejeição dos candidatos. Os que não votariam no ex-governador “de jeito nenhum” são 26% (eram 24% da última pesquisa).
Dilma tem 19% (antes o percentual era 20%). Entre os candidatos mais competitivos, Marina é a menos rejeitada apenas 13%). Na divisão do voto por regiões do país, não houve também inversão de posições. O tucano lidera no Sul e no Sudeste. Dilma ganha no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste”.

  • Sexta-feira, 23 Julho 2010 / 2:34

Dilma tem 43% x 36% de Serra

  Conforme esse blog anunciou ontem, Dilma Rousseff abriu uma vantagem de 7% a frente de José Serra, segundo pesquisa realizada pelo Vox Populi. Agora são 43% para a petista e 36% para o tucano, enquanto Marina Silva continua com 8%.
A pesquisa foi feita com 3 mil pessoas em 214 cidades, de 10 a 13 de julho.
Em todos os estados do Nordeste, Serra vence apenas em Alagoas, com 38% contra 35% de Dilma.
Veja nos demais:
                                               DILMA    SERRA
Maranhão                                  62%      21%
Piauí                                             58%      24%
Rio Grande do Norte             56%      31%
Paraíba                                        58%      28%
Pernambuco                             61%      24%
Bahia                                            54%      25%
No Sudeste, Dilma vence no Rio e em Minas:
Rio de janeiro                            41%      25%
Minas Gerais                              40%      35%
Nos estados do sul a vitória é de Serra:
São Paulo                                    32%      41%
Paraná                                          37%      45%
Santa Catarina                           33%      44%
Rio Grande do Sul                     37%      42%

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:02

Cabral comanda ato pró-Dilma

Dos repórteres Cássio Bruno e Natanael Damasceno, de ‘O Globo’:
“Acompanhada de dois ministros Márcio Fortes (Cidades) e Carlos Lupi (Trabalho), a pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, reuniu-se ontem com 86 dos 92 prefeitos do Estado do Rio, incluindo os de oposição, como DEM e PSDB. No discurso, a petista prometeu compromisso e continuidade, mesmo admitindo ser inexperiente em disputas eleitorais. Dilma também criticou adversários, dizendo que o Brasil estava de joelhos diante dos credores no governo Fernando Henrique.
O almoço foi numa churrascaria em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para 400 convidados, entre prefeitos, deputados e vereadores. A maioria usou carros oficiais. A festa, que custou pelo menos R$ 24 mil, foi paga por PT e PMDB, e funcionou como demonstração de força política do governador Sérgio Cabral, pré-candidato à reeleição pelo PMDB. A imprensa não pôde acompanhar.
- Quero agradecer ao governador Sergio Cabral porque sei que a liderança dele foi decisiva para essa reunião disse Dilma.
A petista não quis falar sobre as negociações de apoio do ex-governador Anthony Garotinho (PR), pré-candidato ao governo e adversário de Cabral. E afirmou:
- De fato nunca disputei uma eleição. Mas tenho longa trajetória de serviço ao Brasil. Comecei minha vida pública como secretária de Fazenda de Porto Alegre. Conheço os dramas e tragédias da falta de recursos.
Dilma ressaltou que as prefeituras foram estratégicas durante o governo Lula nas parcerias com os estados em obras de infraestrutura.
Ao falar sobre investimentos, a petista fez duras críticas ao governo FH:
- O Brasil não é mais aquele país de joelhos diante dos credores internacionais. Pagamos a dívida com o FMI, e, hoje, o Brasil é credor. Todas as vezes que falarem que o governo Lula só deu continuidade ao governo anterior, é mentira. No governo anterior, o Brasil precisava pedir licença ao FMI para aumentar o salário mínimo. Hoje, aumentamos porque queremos.
Não compareceram ao evento os prefeitos Rosinha Garotinho (Campos), do PMDB; José Camilo Zito (Duque de Caxias), do PSDB; Jorge Roberto Silveira (Niterói), do PDT; Heródoto Bento de Mello (Nova Friburgo), do PSC; Luiz Carlos Fernandes Fratani (São Fidélis), do PMDB; e Jorge Serfiotis (Porto Real), do DEM”.
                                                         * * *
1. Nenhuma linha sobre a ilegalidade do ato político, com a presença do governador-candidato durante horário do expediente.
2. A manchete da página 9 é a seguinte: ‘Cabral leva prefeitos até Dilma, em almoço fechado’. Se foi fechado, como os repórteres de ‘O Globo’ tiveram acesso? Foi fechado pra quem? Lá está a foto de Dilma discursando e o texto do jornal reproduz trechos do discurso da candidata.
3. Cabral disse que o povo do Rio é grato a ministra, mas ela também falou de sua gratidão: “Quero agradecer ao governador Sergio Cabral porque sei que a liderança dele foi decisiva para essa reunião”.

 

Cabral: ”Lula escolheu Dilma pois quer o melhor para o povo” 
 

Essa é a versão da repórter Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’ para o mesmo ato:
“Em evento numa churrascaria da Baixada Fluminense, a candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, atraiu gregos e troianos. Organizado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e pelo candidato ao Senado Lindberg Farias (PT), a reunião com prefeitos do Rio teve a participação de governantes dos partidos da aliança PMDB-PT, mas também da oposição, como DEM, PSDB e PP.
Dos 92 prefeitos do Rio, 86 compareceram ao evento que teoricamente era de agradecimento ao governo Lula e à Dilma, chamada de mãe do PAC, pelos investimentos no Estado. Do DEM havia pelo menos três governantes, José Rechuan Júnior, de Resende, José Luiz Mandiocão, de Rio Bonito, e Adilson Faracao, de São José do Vale do Rio Preto. Do PSDB, pelo menos dois: Darci dos Anjos Lopes, de Seropédica, e Ivaldo Barbosa dos Santos, o Timor.
Outro partido que ainda não faz parte da coligação nem do candidato pelo PSDB à presidência da República, José Serra, nem de Dilma, mas também mandou muitos representantes foi o PP do senador Francisco Dornelles. Pelo menos oito deles compareceram ao evento: Rafael Miranda, de Cachoeiras de Macacu, Guga de Paula, de Cantagalo, Sérgio Soares, de Itaboraí, Carlos Pereira, de Tanguá, Gilson Siqueira, de Cardoso Moreira, Luis Carlos Ypê, de Itatiaia, Antonio Jogaib, de Porciúncula, e Roberto de Almeida, de Miguel Pereira.
Segundo o Lindberg Farias, o próprio Dornelles prometera se empenhar para que os prefeitos do interior fossem ao evento. Apesar da presença oposição e da tentativa de agradecimento, o almoço parecia mais uma festa de apoio à candidata Dilma Rousseff. Cerca de 400 pessoas se amontoavam na churrascaria a ponto de alguns dos prefeitos, como o de Búzios, Mirinho Braga (PDT), e de Itaboraí, Sérgio Soares (PP), saírem antes dos discursos. A principal reclamação era de que havia gente demais e o acordo era que apenas prefeitos compareceriam.
Do lado de fora, foi possível ouvir, pelo menos por três vezes, os gritos “Olê, olê, olá, Dilma, Dilma”. Em seu discurso, o governador Sérgio Cabral disse que o Brasil nunca teve o que tem hoje e que o Rio saiu de uma situação crítica com parceria do governo federal. No fim, afirmou “Lula escolheu Dilma porque quer o melhor para o povo brasileiro”.
A candidata retribuiu e dizendo que o Rio é um exemplo com suas UPAs e UPPs. E para agradar a platéia, lembrou que começou sua vida como secretária de Fazenda de Porto Alegre e que sabe como é gerenciar um município sem verba, porque, segundo ela, em 1989, não havia dinheiro disponível para os municípios.
Dilma ainda lembrou das críticas do PSDB. “Quando eles falarem que conseguimos tudo o que fizemos porque somos continuidade do governo deles, é mentira. O Brasil estava de joelhos para o FMI, tinha que pedir permissão para aumentar o salário-mínimo, para aplicar em saneamento. E se tivesse um sopro de crise, quebrava”.
Depois do evento a ministra foi para Porto Alegre. Da última vez que esteve no Rio, Dilma se encontrou com o candidato a governador, Anthony Garotinho, do PR, opositor a Cabral. Desta vez, o encontro não foi cogitado porque, segundo Garotinho publicou ontem em seu blog, o PR e o PT ainda não resolveram questões sobre o palanque duplo da ex-ministra”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:59

TVs acertam debate de candidatos

“Os comandos dos partidos e emissoras de televisão já fecharam as datas em que serão promovidos os debates dos presidenciáveis na TV aberta.
A Band abre a rodada de confrontos entre José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) no dia 5 de agosto. Em caso de segundo turno, novo confronto será realizado em 10 de outubro.
“Os internautas participarão dos debates, o que será uma novidade para os candidatos”, afirmou Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Band.
Na Rede TV!, o debate do primeiro turno irá ao ar no dia 12 de setembro e, em caso de segundo turno, novo programa irá ar no dia 17 de outubro. O jornalista Kennedy Alencar, repórter da Folha, comandará os dois eventos.
A Rede Globo fechará a rodada de debates do primeiro turno, levando os presidenciáveis a seus estúdios no dia 28 de setembro. Em caso de segundo turno, haverá nova rodada no dia 28 de outubro.
A Record foi procurada pela reportagem, mas disse não ter oficializado as datas dos programas”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: escolha a sua versão

 Da ‘Folha’:
“No dia em que foi anunciado oficialmente como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) virou alvo de críticas de aliados por declarar apoio a José Serra (PSDB) num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Ele disse ao Blog do Noblat que votaria no tucano após apoiar Marina Silva (PV) no primeiro turno. A declaração gerou incômodo entre aliados da senadora. O ex-deputado Luciano Zica classificou a fala como “lamentável”.
“Foi uma declaração infeliz. Causa estranheza, porque Gabeira é um cara experiente. Não temos o direito de escorregar agora”, disse à Folha. “Não perguntamos ao Gabeira quem ele vai apoiar no segundo turno do Rio. E se a disputa for entre Serra e Marina, ele também vota no Serra?”, provocou Zica.
Obrigado a se explicar, Gabeira disse ter respondido a uma pergunta “bem específica”: “Faz parte de um acordo meu com ele [Serra]. Eles [PSDB] me apoiam aqui no Rio, e eu apoio a candidatura da Marina. Caso haja um segundo turno em que ela não esteja presente, eu o apoio”.
O presidente do PV, José Luiz Penna, tentou contemporizar: “Estamos trabalhando para vencer. Temos que ser generosos com quem escorrega nas cascas de banana”.
Segundo Gabeira, Marina e Serra participarão de seu programa de TV. “Vou fazer a campanha da Marina. Eventualmente posso me encontrar com o Serra, dependendo das circunstâncias”, disse.
A chapa ao governo do Rio foi confirmada ontem, em aliança com PSDB, DEM e PPS. O ex-deputado tucano Márcio Fortes, tesoureiro de Serra na eleição de 2002, deve ser o vice.
O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) tentará ao Senado, e a outra vaga deve ser de Marcelo Cerqueira, do PPS. O PV ainda tenta emplacar a vereadora Aspásia Camargo”.

                          * * *

De Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Após seis meses de impasse, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem sua candidatura ao governo do Estado do Rio e oficializou a aliança com PSDB, DEM e PPS. O acordo, sacramentado depois de três horas de reunião, também prevê a participação do parlamentar em atos de campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra.
Até o encontro de ontem, Gabeira e lideranças do PV do Rio mantinham firme a posição de que só fariam campanha para Marina Silva, nome do partido à sucessão do presidente Lula. Os compromissos de Serra no Rio seriam acompanhados apenas pelos candidatos a vice e ao Senado da coligação – indicados pelos demais partidos. O pré-candidato do PV ao governo do Rio confirmou que Serra e Marina participarão da convenção que oficializará seu nome, em junho.
“Pretendemos lançar no dia 23, de manhã. Vamos começar a mobilização. Não será ainda com a presença dos candidatos à Presidência porque nós preferimos que eles venham na convenção”, explicou Gabeira.
Indicado como candidato a vice na chapa de Gabeira, o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB) confirmou que o acordo possibilitará a elaboração de uma agenda de pré-campanha de Serra no Rio. Fortes confirmou a presença de Gabeira nos eventos de Serra no Estado.
“O Gabeira anda com ele”, disse Fortes. “O Serra tem um palanque. A Marina também tem. Mas o Serra tem um palanque bom, uma candidatura vitoriosa, que pode ganhar a eleição e não terá limites. Nossa coligação é adotada por todos universalmente e fará uma bela campanha à Presidência da República. Tanto para o Serra quanto para Marina”, avaliou o tucano.
Pivô da crise que se instaurou entre os partidos, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) teve sua candidatura ao Senado confirmada na reunião de ontem. O PV do Rio resistia em formalizar a aliança tendo ele como representante dos Democratas. Apesar do acordo, os verdes também confirmaram que a vereadora Aspásia Camargo concorrerá ao Senado.
Caso a Justiça Eleitoral se manifeste contrariamente ao lançamento desse tipo de candidatura independente, o partido não criará embaraços para a coligação – de acordo com o presidente da legenda no Rio, Alfredo Sirkis. O outro nome da aliança ao Senado será o advogado Marcelo Cerqueira, do PPS.
“Gabeira já disse que o melhor candidato ao Senado é o Cesar Maia e confirmou que fará campanha para ele”, disse a deputada federal Solange Amaral (DEM), representante do partido e do ex-prefeito na reunião.
Apesar do acordo, Gabeira terá de lidar com resistências veladas. O próprio presidente regional do PSDB, o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, saiu da reunião logo no início. Com ar contrariado, confirmou a aliança, mas disse que a prioridade era a eleição de Serra”.
               
                    * * *

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em encontro ontem, na sede do PPS no Rio, para formalizar a coligação PV-PPS-DEM-PSDB, os partidos anunciaram que o pré-candidato ao governo fluminense pelo PV, deputado federal Fernando Gabeira, apoiará, no primeiro turno, dois pré-candidatos à Presidência: Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB). Os dois participarão juntos, em junho, da convenção da aliança no estado. Foi anunciada ainda a chapa de Gabeira para o Senado, que terá o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira (PPS).
- O Serra tem agora um palanque bom, forte, no Rio. A Marina também tem. Nossa coligação está montada. Foi adotada por todos universalmente e vai fazer uma bela campanha para presidente da República. Tanto do Serra, quanto da Marina. O Gabeira não é mais candidato do PV. Ele é candidato da coligação – afirmou Márcio Fortes, um dos coordenadores da campanha de Serra no Rio e provável vice na chapa de Gabeira.
Coordenador da campanha de Marina, o presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, lembrou da atual situação no Acre:
- Existe uma situação similar no Acre. A Marina apoia a candidatura do (senador) Tião Viana (PT) ao governo. É claro que ele tem todo o interesse de recebê-la (Marina), embora a sua candidata não seja ela. Mas Gabeira vota na Marina.
O lançamento da candidatura de Gabeira deverá ocorrer em 23 de maio. O pré-candidato, no entanto, disse que Serra e Marina só estarão juntos na convenção:
- Os dois (Serra e Marina) estão convidados e estarão presentes. Isso foi conversado aqui (na reunião).
Mesmo com resistência, os partidos confirmaram Cesar Maia para concorrer a uma das duas vagas ao Senado. O PV, que lançou a vereadora Aspásia Camargo como pré-candidata ao Senado, dependerá de uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade da chapa com mais de dois nomes a senador. O ex-prefeito não foi à reunião.
- Qualquer problema no caminho não comprometerá a coligação – disse Gabeira, referindo-se a uma suposta negativa à consulta do PV para lançar Aspásia.
Participaram ainda do encontro o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o ex-governador Marcello Alencar e a vereadora Lucinha, pelo PSDB, e os deputados federais Solange Amaral e Índio da Costa, pelo DEM. O presidente regional do PSDB, José Camilo Zito, deixou a reunião logo no início”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: devagar, quase parando

Do deputado Fernando Gabeira em seu blog:
“Alguns jornais on line afirmam que  apoiarei  as candidaturas de Marina e Serra no primeiro turno e se equivocam.
O acordo feito em nível nacional e estadual era de que apoiaria Marina e a coligação dos três partidos apoiaria Serra .
Isto foi mencionado algumas vezes em reportagens anteriores.
Sou candidato da coligação no sentido de que não farei distinção entre candidatos a cargos proporcionais do  PV e dos partidos aliados.
De repente, algo que foi sempre claro ficou obscuro.
Espero que fique claro de novo”.
               * * *
E mais não disse.
               * * *
Se alguém utilizasse um único vocábulo para resumir a figura do candidato Fernando Gabeira, talvez a melhor palavra fosse ‘moderno’.
E há anos Gabeira vem sendo assim: moderno.
Não está em discussão suas opiniões sobre a vida em si, mas sim os instrumentos que hoje ele utiliza.
Gabeira tem um portal, tem um blog, está ligado no Twitter, no YouTube, no Orkut, no Facebook, no Flickr e no Ning.
Mas a única menção que existe, no blog, referente a sua candidatura, são essas 86 palavras na abertura da nota.
Nas três notas anteriores – publicadas dias 29 e 30 de abril, e ontem – o candidato mostra sua preocupação com o desastre ecológico nos Estados Unidos.
A mancha de óleo mereceu 810 palavras.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: vivendo nova experiência

O Deputado Fernando Gabeira, do PV, escolhido como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, viverá a partir de hoje uma experiência inédita: participará de uma campanha majoritária sem o apoio das Organizações Globo.
Apesar de ter, na sua coligação, o apoio do PSDB e do DEM, a Globo será a incentivadora número 1 da chapa Ser-Ser ou Serbal – Serra e Cabral.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

PMDB mineiro perde a paciência

De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“Depois de ter esperado pacientemente pela prévia do PT em Minas, que o Planalto prometeu ser “de mentirinha”, o PMDB dá sinais de que não está disposto a aguentar por mais tempo a procrastinação do aliado, que em público ainda mantém o discurso da candidatura própria ao governo. Para pressionar o PT a anunciar de vez o apoio a Hélio Costa, a cúpula peemedebista discute até mesmo a possibilidade de adiar o encontro do partido, marcado para o próximo dia 15, que consagraria Michel Temer como vice de Dilma Rousseff, à espera do desfecho da novela mineira.
Embora os pleitos do PMDB sejam muitos, só dois são pré-condição para a aliança nacional: Temer na vice e Costa como único candidato lulista em Minas.
Enquanto o casamento mineiro não sai, nos bastidores a discussão da chapa está acelerada. O deputado petista Virgílio Guimarães larga na frente entre os cotados para vice de Costa.
No Planalto, no entanto, há quem veja com simpatia a idéia de convencer Patrus Ananias, o derrotado nas prévias do PT, a aceitar a vaga. Existe ainda uma terceira ala no PT a sugerir que a vice fique com outro partido, como o PR, já que o petista Fernando Pimentel já estaria na chapa majoritária como candidato ao Senado.
Seja qual for o desenho da chapa em Minas, Guimarães não tentará renovar o mandato na Câmara. Em seu lugar lançará candidato o filho Gabriel, 26.
Desabafo do presidente do PT, José Eduardo Dutra, ouvido por correligionários às vésperas da prévia mineira: “É preferível um fim horroroso do que um horror sem fim”.
                                    * * *
Os dois pleitos do PMDB, considerados pré-condição para a aliança nacional – Temer na vice e Costa em Minas – tem um mesmo coordenador: o deputado Eduardo Cunha.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

A campanha no tapetão

De ‘O Globo’:
“O PT anunciou ontem que pretende ir à Justiça contra o evento do pré-candidato tucano ao Planalto, José Serra, em Santa Catarina, ocorrido em um congresso evangélico parcialmente custeado por recursos do governo do estado e da prefeitura de Camboriú. As duas são gestões do PSDB, que doaram R$540 mil para patrocinar os eventos dos evangélicos com Serra no sábado à noite.
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, usou o Twitter para reclamar: “Estatal patrocinar o 1º de Maio é dinheiro público. Governo do estado e prefeitura em SC patrocinarem evento religioso é dinheiro do PSDB”, afirmou. Outras duas ações do PT reclamam do site tucano “Gente que mente” e seu coordenador, Eduardo Graeff.
A aplicação de dinheiro público pelo governo de Santa Catarina (R$300 mil) e pela prefeitura de Camboriú (R$240 mil) na infraestrutura do 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários, vinculado à Assembleia de Deus e que contou com a presença de Serra, foi classificado como investimento em turismo religioso tanto pela prefeita, Luzia Coppi Mathias (PSDB), como pelo governo catarinense. O uso do dinheiro público no evento foi denunciado em reportagem da “Folha de S.Paulo” de ontem.
Segundo a prefeita, a prefeitura de Camboriú não liberou recursos para os evangélicos, mas contratou serviços para o evento, como aluguel de banheiros e som. Para ela, o retorno aos cofres da prefeitura justifica o uso da verba, pois são mais de 160 mil pessoas que participam do encontro religioso.
- Só com a cobrança de alvarás para funcionamento de barracas e ambulantes ao redor do evento arrecadamos mais do que esse valor. Ainda tem os impostos do comércio por vender mais. Esse gasto existe há algum tempo, está previsto em lei aprovada pela Câmara de Vereadores e se enquadra como turismo religioso. Não há nada de irregular – disse Luzia Mathias.
Outra parte de recursos para o evento foi aplicada pelo governador do estado, Leonel Pavan (PSDB), que liberou R$300 mil do Fundo de Incentivo ao Turismo, neste caso, religioso.
Segundo o governo de Santa Catarina, o valor foi o mesmo destinado ao mesmo evento em 2009, sem ser ano eleitoral. Em dois anos anteriores, o congresso também recebera recursos públicos. “Convites aos eventuais candidatos nas próximas eleições são de responsabilidade dos organizadores do evento, já que não se trata de ação de Estado. Vale destacar que todos os pré-candidatos às eleições estaduais de outubro próximo estiveram no encontro”, diz a nota do governo catarinense.
Para driblar a lei, já que o estado não pode passar recursos diretamente para igrejas, o valor do governo foi depositado na conta da Associação Movimento Comunitário Paz no Vale, vinculada à Assembleia de Deus. Segundo um dos representantes da Gideões Missionários da Última Hora, Hueslei dos Santos, a associação organiza o evento:
- A lei federal não permite repassar o dinheiro à igreja, então vai para a associação, que fez o projeto do evento, os contratos e o procedimentos para viabilizar o congresso.
Também as festas de 1º de Maio das centrais sindicais em São Paulo, parcialmente patrocinadas por empresas estatais e verbas sindicais, provocaram três novas representações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente Lula, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e dirigentes sindicais por campanha eleitoral antecipada. A assessoria jurídica do DEM, que impetrou as representações, argumenta que Lula promoveu Dilma nos três eventos, onde também foram feitos discursos de contrapropaganda contra o tucano José Serra.
A primeira representação do DEM, protocolada na manhã de ontem, pede punição e multa a Lula, Dilma e Artur Henrique, presidente da CUT, pelo ato político de sábado à noite, quando o presidente fez pelo menos três alusões à sucessão e levantou gritos de “Dilma! Dilma!” do público. De acordo com o advogado do partido, Fabrício Mendes Medeiros, a propaganda subliminar é tão “devastadora” quanto a campanha explícita:
- O presidente Lula não é inocente, vai sempre usar metáforas e expressões para fugir de punição. Mas aos poucos vai incutindo a ideia de que Dilma é a pessoa mais apta.
O advogado cita como exemplo os momentos em que Lula, na festa da CUT, fala sobre a necessidade de ter “sequenciamento” de seu governo. Na festa da Força Sindical, Lula disse “vocês sabem quem eu quero”.
A representação sobre o evento de UGT, CTB e Nova Força segue a mesma argumentação. No caso do ato do 1º de Maio da Força Sindical, haverá queixa sobre a contrapropaganda eleitoral, devido a ataques do deputado Paulo Pereira (PDT-SP) contra Serra. Ele declarou diversas vezes que o tucano “não gosta de trabalhador” e tentou entoar o coro “olé, olá, Dilma, Dilma”.
O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), propôs que o novo presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, convoque os presidentes de partidos para estabelecer limites da pré-campanha eleitoral.
- Seria importante que o ministro Lewandowski estabelecesse claramente o que pode e o que não pode. O presidente Lula está numa escalada para testar limites. É muito ruim que ele já tenha sido multado, pior ainda que tenha debochado dessas multas – advertiu Virgílio.
O secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), – que também atua na equipe de advogados eleitorais da campanha petista – manifestou preocupação com a judicialização da campanha:
- Não queremos judicializar a campanha, mas parece ser essa a estratégia dos que têm medo do adversário e não querem enfrentá-lo no debate. Não vamos usar mecanismos judiciais para criar fatos políticos. Seremos comedidos. Só vamos usá-los quando a lei for clara e indubitavelmente desrespeitada”.

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