• Segunda-feira, 05 Março 2012 / 10:45

Eliana Calmon, um perfil

     Das colunistas Sonia Racy e Débora Bergamasco, do ‘Estadão’:
     “Mesmo com horário marcado, a fila no gabinete para falar com Eliana Calmon chega a durar três horas, como na tarde em que ela recebeu a coluna, semana passada, em Brasília. É um entra e sai vertiginoso de gente com denúncias contra magistrados. E as queixas vão muito além da corrupção. Dia desses, chegou pedido vindo de uma pequena cidade do Amazonas. Queriam o afastamento de uma juíza porque ela amava dois coronéis da comarca ao mesmo tempo e o caso assanhava a população…
Na sala de espera de seu QG, no prédio do STF, há leituras variadas: Anuário da Justiça, Vogue e o livro Resp – Receitas Especiais, de autoria da própria ministra. Na capa da obra está colado um aviso: “não levar”. Se um fã de culinária se interessar, um funcionário do gabinete logo avisa como adquirir um exemplar: “Aqui mesmo, por R$ 30, com direito a dedicatória”. Aqui, os principais trechos da conversa:
- Sua personalidade forte assusta as pessoas?
- Assusta. E isso é ruim porque as pessoas não me veem como uma pessoa que tem fragilidades, elas me veem sempre como alguém que pode dar guarida, mas não pode fraquejar.
- Tem muitas fragilidades?
- Ah, lógico. Todo mundo tem. No final do ano fiquei muito mal quando vi as associações todas reunidas entrarem com uma representação criminal contra mim, duas liminares no Supremo, barrando minha atividade, dizendo que eu era criminosa e que eu estava infringindo a Constituição, estava quebrando sigilo, vazando informações. O dia da votação (que ratificou os poderes de investigação do CNJ) foi igual a final de Copa do Mundo. Todo mundo tenso. Fui tomada por uma enxaqueca tão grande que corri para a casa, tomei remédio e fiquei no quarto escuro, com o olho miudinho.
- Anda com segurança?
- Não. E eu vou acreditar nessa segurança? Sou mais meu salto de sapato. Gosto de dirigir meu próprio carro. Muitas vezes um juiz quer um segurança para ser diferente. Quer uma mordomia para mostrar aos outros que ele é importante. Quem é autoridade e tem o poder de dar e tirar a liberdade tem que ser simples. Isso tudo termina sendo um pouco de doença profissional, porque quem dá a última palavra sempre fica prepotente. Por isso que digo que nós, da magistratura, tínhamos de investir na formação adequada dos juízes. Precisamos ver essa vaidade como uma doença profissional, onde você tem que se cuidar no dia a dia.
- Mas quando você decide ser juiz, você já se dá a autoridade do certo e do errado. Já é complicado a princípio, não?
- Então você tem que ter uma boa formação psicológica. Uma pessoa que não é analisada não deveria ser juiz.
- Qual é o maior inimigo do Brasil?
- A corrupção. As elites estão de mãos dadas com a corrupção, alguns porque realmente fazem parte de uma sociedade corrupta. Outros porque nem têm noção de que estão contribuindo para a corrupção, como o corporativismo.
- Conversou com Dilma na época do quase esvaziamento dos poderes do CNJ?
- Nunca. Não temos relação nenhuma. Eu a conheço de fotografia, nunca a vi pessoalmente. Ela deu declarações intramuros, nunca a mim.
- Sentiu falta de respaldo?
- Não. Sou um animal jurídico.
- Já disse ser um colibri.
- Digo brincando. Não sou um colibri, porque seria uma pessoa delicada. Não passo isso. Sou muito mais uma loba (risos).
- Gostaria de ter sido indicada ao STF se sua idade permitisse?
- Não, não seria feliz lá. É uma Casa muito política, contida, onde se fala pouco. É uma Casa de muitas vaidades. Não tenho o perfil. Sou como sou.
- Falava-se muito que o ACM mandava na Justiça da Bahia. Tem fundamento?
- Total. Ele mandava em tudo na Bahia, inclusive nos desembargadores, menos da Justiça Federal. O presidente do Tribunal Eleitoral chegava a dizer: “O cabeça branca mandou decidir dessa forma”. Isso eu vivi, briguei e fiquei isolada.
- Como sobreviveu?
- Como tenho sobrevivido até hoje. Sou a marca dos desafios, né? Riam de mim. Mas sempre fui “brigona”.
- De onde vem esse jeito?
- Meu pai nunca baixou a cabeça e me criou absolutamente independente. Com 13 anos eu tinha a chave de casa. Com 16, ganhei um carro. Tinha motorista e eu dava umas “direçõezinhas”.
- Como era quando criança?
- Estudiosa, recitava poesia. Meu pai era um pequeno empresário, minha mãe, dona de casa, mas de uma família boa. Para ela, eu deveria ser vaidosa, coquete, tinha que namorar mais, me vestir bem. Sou a “antifilha”. Para fazer festa de 15 anos foi um inferno. Achava uma porcaria. Valsa? Um horror. Eu era bandeirante e, às vésperas da festa, fui acampar. Voltei cheia de picada de mosquito, breada de sol. Foi a festa da minha mãe. Por mim, nem estaria presente.
- E o casamento?
- Outro inferno para convencer minha mãe, que queria um casamento maravilhoso. Cogitou até aquele cruzamento de espadas. Mas nunca, jamais, em tempo algum iria me submeter a esse ridículo. Casei numa terça, com almoço simples. Tinha 24 anos, já formada. Meu marido era oficial de Marinha. Era intelectual.
- Foi uma criança insubordinada?
- Meus pais sofreram, eu era ousada, desaforada, voluntariosa, só fazia o que queria. Fui uma adolescente à frente da época. Isso me ajudou, pois não virei uma moça medíocre. Tinha tudo para ser casadoura. Esse meu jeito fez com que eu desabrochasse, enfrentasse uma mãe coquete, uma sociedade restritiva. E fez com que eu repensasse um casamento.
- Casada com militar, quem mandava em casa?
- Ele. Ah, não há quem consiga mandar mais que um militar (risos). Fiquei casada por 20 anos e tinha uma enxaqueca terrível. Fiz diversos tratamentos. Hoje eu digo que fiquei boa, mas não posso receitar o remédio: quando eu me separei, a enxaqueca foi embora. Impressionante. Depois do marido, só quem conseguiu me deixar com enxaqueca foi o Supremo Tribunal Federal. Mas meu ex foi um grande amigo. Sempre me entendeu, deixou que eu estudasse e trabalhasse. Eu fiquei casada por dez anos sem ter filho. Até que ele disse: “Você pensa que casamento é bolsa de estudos? Não é, quero meu filho”. Eu não queria, sou da geração de Simone de Beauvoir. Ela dizia que a servidão da mulher é a maternidade e eu acreditava. Hoje tenho uma gratidão a ele, pois me tornei completa.
- Foi dura como mãe?
- Duríssima. Por exemplo, ele nunca usou grife, só C&A. Eu queria uma atitude classe média. Cresceu gente de bem. Brincávamos muito, ele se sentava junto de mim e enfiava o dedo no meu braço, brincando de dar injeção. Aí eu disse: “No dia em que você passar no vestibular, vou ficar de calcinha e sutiã para você me dar injeção” (risos). O danado passou em primeiro lugar.
- Como é a sogra, Eliana?
- Extremamente contida. Porque tenho gênio muito forte e ela também tem – aliás ela foi o maior tributo que meu filho podia pagar a mim. Ele escolheu uma mulher igualzinha.
- E como avó?
- É uma perdição, aí é outra Eliana. Meu neto tem dois anos e meio. Meu filho comentou: “Minha mãe, estou preocupado, imagina que ele está se jogando no chão”. Eu disse: “Tem que pôr limites, façam isso rapidamente. E não esperem minha ajuda, porque estou aqui para fazer todas as vontades dele”(risos). Ele fica: “Vovó, vovó”. Vai no meu closet, bota todas as minhas pulseiras, os colares. Entra para tomar banho de banheira e eu entro junto, boto sais de banho e ele fica assim (passando sais pelo corpo). Adora. Quando estou cozinhando, ele me ajuda, deixo ele mexer.
- A senhora é uma mulher à frente da sua época. Cozinhar já não teve um significado muito ligado à dona de casa?
- Pensei nisso. Por que as mulheres resistem tanto? Acho que é até uma forma atávica de querer se libertar. Elas só tinham vez na procriação e na cozinha. Lá eram as donas do pedaço, onde o homem não apitava. Então quem se libertou não quer mais isso. Mas quando a cozinha deixou de ser um subjugo? Quando os homens chegaram neste cômodo. Cozinhar é uma química. Fala-se que, quando um começa a mexer a panela, o outro não pode pôr a mão. Já tive essa experiência, e não pode mesmo. Quando desanda, não há força humana que faça voltar ao ponto.
- Em termos de religião…
- Agnóstica. Eu acredito na energia, porque acho que isso não é metafísico, é físico e depois acabou. Sem crise existencial. Eu sou uma mulher analisada. Fiz terapia uns cinco anos.
- Depois que separou?
- Não, foi para separar (risos).
- Não casou mais?
- Não. Tenho uma amiga desembargadora que me disse: “Pare com essa cafonice de dizer “meu ex-marido”, pois significa que só teve um. Tem que dizer “meu primeiro, meu segundo…” Mas não casaria de novo.
- Namora?
- Pouco. Para uma mulher como eu é difícil. Tenho uma personalidade muito forte, aí os homens que também têm não admiram, e homem fraco também não quero. Outro dia apareceu um advogado bem sucedido e disse ao meu motorista: “O senhor sabe que vou casar com sua chefe?”. Quando o motorista me contou, perguntei: “Eu quero saber, sr. Ferreira, o que o senhor acha?”. Ele disse: “Ele não aguenta, não” (gargalhadas). Eu achei ótimo. Outro dia eu fui a um tarólogo, de tanto meu chefe de gabinete me atentar, chegou a pagar a consulta, disse que era o meu presente de aniversário. Aí, perguntei: “Senhor Paulo, eu quero ver aí se vou me casar novamente”. Ele botou as cartas e disse: “Ah, ministra, vai aparecer um homem bem corajoso” (gargalhadas). Eu brinco com o pessoal: “Cadê o homem corajoso que até agora não apareceu?”.

  • Quarta-feira, 01 Dezembro 2010 / 9:59

Cabral mente para ‘Estadão’

     Da colunista Sonia Racy, do ‘Estadão’:
“Dilma “gastou” saliva em convencer Sérgio Cabral para liberar seu secretário Sérgio Cortês que assume o cargo de ministro da Saúde. A amigos, o governador contou ontem que chegou a pensar em mantê-lo de tanta falta que fará”.
                    * * *
Cabral é mesmo um fanfarrão.
Como não teve coragem de plantar tal mentira no Rio, enganou uma jornalista de São Paulo.
Era só o que faltava.
“Dilma teve de convencer Cabral a abrir mão de Sergio ‘Erenice’ Côrtes.

  • Terça-feira, 24 Agosto 2010 / 7:05

Herchcovitch vai vestir Dilma

     Da repórter Ana Flor, da ‘Folha’:
“Criticada até poucos meses atrás pelo excesso de babados, cores fortes e tecidos sintéticos, a candidata ao Planalto Dilma Rousseff (PT) passou a ter a consultoria de um dos maiores nomes da moda no Brasil para remodelar seu guarda-roupas.
Alexandre Herchcovitch, estilista que desfila coleções no Brasil e no exterior (e criador de casaco polêmico usado por Dunga na Copa), assinou contrato com a campanha na última sexta-feira para ser o “personal stylist” de Dilma. Sua missão será burilar o guarda-roupas da candidata com peças suas inéditas e de outro estilistas.
As roupas de Dilma começaram a mudar na pré-campanha, em abril, quando blusas de mangas muito curtas e babados passaram a ser alvo de críticas até da campanha.
Nas últimas semanas, entretanto, a mudança se acentuou: com as gravações de TV, a candidata passou a usar cores neutras e terninhos, mantendo um estilo mais clássico.
Transformações já haviam sido feitas no penteado e na maquiagem, realizadas pelo cabeleireiro Celso Kamura, amigo de Herchcovitch.
O estilista, que teve o primeiro contato com a candidata na sexta-feira, terá as tarefas de identificar no guarda-roupas de Dilma o que deve ficar, encontrar modelos de outros estilistas e criar peças exclusivas.
“É um trabalho parte de consultor e parte de estilista”, diz. Segundo ele, a preferência, a pedido de Dilma, será por marcas brasileiras.
Ele fez um estudo da imagem de Dilma para identificar as cores que a privilegiam. Concluiu que o melhor são cores claras e tons naturais. Uma das primeiras instruções que ele deu a sua equipe foi a de encontrar tecidos naturais em tom vermelho, que a petista precisa ter no armário.
“Meu trabalho é fazer com que a roupa seja um coadjuvante à altura”, diz ele.
Hoje, o estilista irá a Brasília para fazer uma primeira seleção no armário de Dilma, que, a partir do fim da semana, começará a receber novas peças -ele também selecionará sapatos e acessórios.
É a primeira vez que Herchcovitch faz uma consultoria particular. Nem ele nem a campanha quiseram informar o valor cobrado pelo trabalho”.
                   * * *
Segundo Sonia Racy informa no ‘Estadão’, o estilista foi quem “se ofereceu para vesti-la. A candidata (Dilma) adorou”.

  • Terça-feira, 03 Agosto 2010 / 10:52

Sonhar… não custa nada – 2

   De Sonia Racy, do seu “Direto da Fonte”:
“Sergio Guerra se reuniu domingo à noite com Andrea Matarazzo, José Henrique Reis Lobo, Marcio Fortes, Eduardo Jorge e Cícero Lucena para avaliar o resultado das pesquisas eleitorais. Não chegaram a uma conclusão sobre o que pode ter mudado em dez dias, entre a primeira e a segunda pesquisa do Ibope, impactando Serra negativamente.
A decisão foi focar no segundo turno que se mostra sempre uma nova eleição.
Falaram também sobre arrecadação de recursos. Acreditam que vai melhorar a partir da segunda quinzena de agosto”.

  • Quinta-feira, 29 Julho 2010 / 10:12

Copa: cada um puxa sua sardinha

A manchete de hoje do ‘Estado de Minas’ é:  “BH é favorita para abrir a Copa de 2014″.
Seu texto:
“Presidente da CBF vistoria obras do Mineirão e põe capital mineira à frente de São Paulo e Brasília na disputa pelo jogo de abertura do Mundial. “Pelo fato de ter iniciado na frente dos outros, vocês hão de convir que (BH) está em vantagem”, afirmou Ricardo Teixeira”.

                                                               * * *
A colunista Sonia Racy, no seu ‘Direto da Fonte’, do ‘Estadão’:
“No almoço de ontem, que reuniu em BH Aécio Neves, Anastasia, Ricardo Teixeira e Ricardo Trade, do comitê organizador da Copa, a conversa girou entre dois temas: o Mineirão como candidato a sediar a abertura do Mundial e os impasses em São Paulo.
Aécio insistiu em saber se a resolução do imbróglio sobre a capital paulista sediar ou não a estreia da Copa ficaria para depois das eleições.
O presidente da CBF negou de forma contundente: “As eleições não fazem parte do calendário da Fifa”. E reiterou que o comitê riscará ou não São Paulo da lista antes de outubro. Teixeira disse ainda estar cansado de discutir o assunto pela imprensa. E afirmou: “Trata-se de uma questão técnica. Não política”.
                                                                * * *
Todos estão blefando.
São Paulo não perderá a abertura da Copa. Mas não dá para conversar com Alberto Goldman, em fim de mandato.
Conversa pra valer será com Geraldo Alckmin ou Aloízio Mercadante.
Mas o quadro eleitoral precisa ficar mais claro para que a conversa tenha consequencia.
O mesmo vale para Minas.
Não adianta bater o martelo com o governador Anastasia, se hoje Hélio Costa tem mais de 20 pontos de vantagem.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:01

Dilma irá a festa de Meirelles

De Sonia Racy, do ‘Estadão’:
“Dilma dá demonstração explícita de apreço ao presidente do BC. Ela faz parte do grupo de brasileiros que vai a NY participar da homenagem a Henrique Meirelles, vencedor do prêmio Homem do Ano da Câmara Brasil-Estados Unidos.
Bem como Antonio Palocci e Marta Suplicy”.
                  * * *
José Serra ficará mesmo por aqui.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:48

Mensagem em camiseta

 De Sonia Racy, do ‘Estadão’:
“Lido em camiseta no fim de semana paulistano:
“Dilmas com quem andas… e te Dirceu quem és”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:39

Havard estuda Olimpíadas

De Sonia Racy, no ‘Estadão’:
“Joaquim Levy voltou dos EUA entusiasmado com o que Judith Long, professora de Harvard, vem fazendo a respeito da Olimpíada do Rio. Ela criou, este semestre, um “Brazil Studio” para estudar os projetos para 2016 e avaliar o legado dos jogos.
“Achei sensacional ver umas 30 pessoas estudando todo o pacote de propostas com aquela seriedade de universidade americana”, diz o secretário de Finanças do Rio, que lá estava para outro seminário.
No grupo, ele discutiu os jogos “como parte de uma estratégia mais ampla”, que incluía segurança (as UPPs), transporte (trens mudando de patamar de qualidade), saúde e redesenho urbano”.

                                                        * * *

Pena que Joaquim Levy não será mais secretário da Fazenda quando os alunos de Harvard concluirem seus estudos. Vai saber ótimo conhecer as conclusões do pessoal de Harvard.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:21

Lula respeita o luto do Rio

De Sonia Racy, na coluna ‘Direto da fonte’:
“Lula suspendeu a festa surpresa que faria para o níver de D. Marisa anteontem.
Motivo: as chuvas no Rio”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:04

Dilma: Minas, primeira escala

De Sonia Racy, no ‘Estadão’:
“O que era intenção virou plano concreto. Dilma, já fora da Casa Civil, desembarca em BH no dia 6, por 48 horas. Começa a campanha “pelas origens” visitando a casa onde viveu, o “seu” Colégio Estadual Central e é recebida na Câmara.
Está confirmada a ida a Ouro Preto, onde verá o prefeito e velho amigo Angelo Oswaldo.
A meta é chegar, em Minas, aos 4 milhões de votos. Para compensar, no segundo maior colégio eleitoral do País, a vantagem que Serra tem em São Paulo”.

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