• Quarta-feira, 25 Agosto 2010 / 8:58

Serra contraria tucanos de todo o país

     Dos repórteres Silvio Navarro e Catia Seabra, da Folha’:
“A decisão da oposição de priorizar a disputa em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná, na esteira da queda de José Serra (PSDB) nas pesquisas, gerou uma profusão de críticas de aliados que enfrentam eleições duras ou que embarcaram nelas para dar palanque ao tucano.
A principal queixa é pela falta de recursos. A primeira remessa de material só chegou ao Norte e ao Nordeste no final de semana.
A campanha tem um problema para administrar em Pernambuco, onde o PSDB abandonou Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ele entrou na disputa para ajudar Serra no Estado natal de Lula.
“Tive problemas com o PSDB. De 17 prefeitos, 14 apoiam o governador”, disse Jarbas. “Aqui eles [tucanos] só têm criado dificuldade.”
Vice de Raimundo Colombo (DEM) na chapa ao governo de SC, Eduardo Moreira Pinho (PMDB) protestou no Twitter. “Estão provocando demais nossa paciência. Se Serra despencar também em Santa Catarina, será tarde.”
A estratégia contraria até o vice de Serra. Indio da Costa (DEM) está entre os que mais reivindicam verbas para o RJ.
Candidato a senador, Antero Paes de Barros (MT) afirma que é preciso ampliar o alvo, incluindo Rio e Bahia.
“Para mim, a prioridade é o Espírito Santo”, limitou-se a dizer Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que concorre ao governo capixaba.
“O Pará é muito grande. Estamos levando o nome de Serra às cidades. Mas não podemos deixar material lá. Temos que levar material e trazer de volta”, disse Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que tenta a reeleição ao Senado.
Líder na corrida pela reeleição em Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) aproveitou a agenda de Dilma ontem no Estado para enviar um emissário oferecendo apoio -ele estava com Serra.
Houve reclamação também no Tocantins, onde Siqueira Campos (PSDB) está em empate técnico com Carlos Gaguim (PMDB).
Segundo tucanos, os protestos incomodam Serra, também contrariado ao saber de reunião hoje entre Sérgio Guerra, Aécio Neves (MG) e o ex-presidente FHC”.

  • Segunda-feira, 16 Agosto 2010 / 9:38

Dilma ameaça Serra em SP

     Dos repórteres Silvio Navarro e Catia Seabra, da ‘Folha’:
“A queda de José Serra (PSDB) em seis das sete capitais onde o Datafolha realizou a última pesquisa ajuda a explicar a virada de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência. As sete capitais concentram 15% do eleitorado, ou 20,3 milhões de eleitores. Nos últimos 20 dias, o tucano passou a ter a dianteira ameaçada até em São Paulo, seu reduto eleitoral e onde o PSDB exerce forte influência na gestão municipal.
Dilma subiu três pontos na capital paulista em relação ao levantamento anterior, passando de 34% para 37%. Ele oscilou um ponto positivamente -tem 40%.
Os índices apontam que, hoje, os dois estão tecnicamente empatados na cidade, no limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A queda mais acentuada de Serra ocorreu em Belo Horizonte, onde perdeu nove pontos -tem 32%. A capital mineira também registrou virada de Dilma, com 34%. Em Salvador, o tucano tem seu pior índice -16%, ante 48% da petista.
No Estado de São Paulo, Serra perdeu três pontos nas últimas semanas -tem 41%-, sinal de que a queda ocorreu no interior, onde o PT faz forte campanha contra o preço dos pedágios. Dilma ganhou quatro pontos no maior colégio eleitoral do país e marca 34%.
O comando da campanha de Serra diagnosticou risco de queda na capital há 20 dias. Desde então, o candidato concentra a agenda em bairros da periferia, como Heliópolis, onde visitou programa habitacional. A campanha avalia que foi essa a faixa em que Dilma cresceu, na esteira da popularidade de Lula. “O que ela tem agora não é por ela”, diz o governador Alberto Goldman.
Ontem, em visita à Bienal do Livro, Serra negou que vá intensificar agenda em SP ou fazer qualquer alteração em sua estratégia”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:51

Lula preocupado com Crivella

Diz Silvio Navarro, no Painel da ‘Folha”:
“Na passagem anteontem pelo Rio, Lula comentou que busca um palanque para Marcelo Crivella (PRB), candidato ao Senado e adversário de Sérgio Cabral (PMDB). A intenção é tentar evitar o assédio da oposição”.
O palanque natural de Crivella seria o de Lindberg.
Mas Lula fez de tudo para que Lindinho se avacalhasse.
Um segundo palanque poderia ser o de Garotinho, que ainda apoia a candidatura de Dilma Rousseff.
Mas para isso, o Presidente precisa parar de criticar o ex-governador.

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