Serristas e aécistas não se entendem

    Deu no ‘Globo’:
     “A última reunião da Executiva Nacional do PSDB, pouco antes do Natal, acabou em um ríspido diálogo entre o ex-governador José Serra e o secretário-geral do partido, o deputado Rodrigo Castro (MG), aliado do
senador Aécio Neves. Indignado com a publicação do livro “Privataria tucana”, do qual é um dos principais alvos, Serra cobrou a solidariedade do partido aos ataques recebidos e insinuou indiretamente que tucanos mineiros estavam por trás da publicação. Castro reagiu de maneira dura, assim como o deputado Eduardo Azeredo (MG).
Essa brigalhada sem fim entre mineiros e paulistas tem atrapalhado também o plano dos tucanos de reestruturar o partido, sobretudo na área de comunicação. A pesquisa encomendada ao cientista político Antonio Lavareda, que concluiu que o PSDB vem perdendo a guerra da comunicação para os petistas, foi recebida com críticas à ala paulista do partido.
- É equivocada a avaliação de que não avançamos na reestruturação do partido. Sob o comando do presidente Sérgio Guerra começamos a resgatar o legado deixado pelo governo Fernando Henrique Cardoso e já começamos a reorganizar setores fundamentais do partido. Promovemos um encontro de jovens e agora vamos fazer um de trabalhadores. Além disso, já começamos a nos preparar para a realização de prévias – rebate o deputado Rodrigo Castro.
A falta de clareza sobre quem será o candidato do PSDB à sucessão da presidente Dilma Rousseff é o maior complicador no ninho tucano. Embora Aécio seja apontado por grande parte do partido como o nome natural para 2014, seu comportamento discreto no Senado tem deixado muitos aliados na dúvida sobre suas intenções e condições políticas, além de abrir espaço para ambições de outros possíveis candidatos.
Até mesmo aliados do senador mineiro já admitem que Aécio terá de se posicionar de maneira mais clara nos próximos meses. Se não for mesmo disputar a prefeitura paulista, Serra poderá ser o principal adversário de Aécio nas prévias. O líder da bancada no Senado, senador Álvaro Dias (PR), propõe que o partido realize uma espécie de primária, a exemplo do que acontece nos EUA, e não descarta a possibilidade de entrar nesta disputa.
- Esse modelo de impor um nome de cima para baixo já se esgotou. As eleições primárias seriam o caminho para a construção da unidade partidária – defendeu Álvaro Dias”.