• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

Dutra: ‘Imprensa tem má vontade”

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, é o entrevistado da ‘Veja’. Aos repórteres Otávio Cabral e Daniel Pereira, Dutra disse que acha “errado produzir uma Dilma artificial. O problema são as inevitáveis comparações com o Lula”. Mas admite que é difícil encontrar uma marca para Dilma Rousseff. Na entrevista, ele reclama da má vontade da imprensa com relação a candidata do PT.
Eis a entrevista:
“- O ex-governador José Serra propõe fazer mais, acelerar os avanços, e a ex-ministra Dilma Rousseff adota um discurso agressivo. A campanha presidencial não começou com os papéis invertidos?
- Nós, dirigentes do PT, não temos adotado nenhuma postura agressiva em relação ao candidato José Serra. As principais lideranças da oposição é que estão muito agressivas. Vêm tentando desqualificar a Dilma. É só ver as entrevistas do presidente do PSDB. Por outro lado, a oposição descrevia o governo Lula há até pouco tempo como uma tragédia para o Brasil. Como estava trombando com a realidade, seu candidato tenta agora atenuar esse discurso beligerante dizendo que vai continuar o que é bom e corrigir o que está ruim. Se o governo está tão bom, se deve ser tão elogiado, por que mudar, por que eleger alguém da oposição? Vamos eleger alguém do governo que assumidamente é a continuidade desse projeto.
- A campanha tende a ser agressiva e com baixaria?
- Espero que não, mas vamos dançar de acordo com a música. O que me preocupa é a postura das principais lideranças do PSDB, do DEM, do PPS contra a Dilma. É uma postura agressiva, desqualificadora, preconceituosa, atrasada. E isso acaba contaminando a militância. Quando um dirigente partidário chama a Dilma de terrorista, dá margem à militância e ao pessoal de baixo para radicalizar ainda mais. Nosso site já foi invadido. É claro que não foi a mando da direção do PSDB. Mas foi invadido por pessoas no mínimo simpatizantes do partido. Vamos lembrar que, em 2006, na reta final da campanha, uma eleitora do Alckmin arrancou o dedo de uma eleitora do Lula em um bar no Leblon. Preocupa-me as coisas já estarem tão acirradas, porque isso pode levar a um ponto em que você não tem mais controle.
- O PT acredita mesmo em uma conspiração da imprensa contra a ex-ministra Dilma Rousseff a ponto de fazer propaganda subliminar?
- Há uma profunda má vontade de setores da imprensa contra a Dilma. Existem articulistas que transformaram suas colunas em libelos contra a nossa candidatura. Mas há uma coisa da qual a gente não pode fugir: a Globo está fazendo 45 anos, e 45 é o número do PSDB. Quando vi a propaganda, naturalmente me veio uma associação entre a campanha da Globo e a do Serra que a própria Globo acabou admitindo, tanto é que tirou a campanha do ar para evitar maiores polêmicas. Não acho que tenha havido uma associação intencional. Com relação à imprensa, da mesma forma que somos criticados, queremos ter o direito de responder a manifestações que considerarmos preconceituosas, que nos ataquem ou sejam inadmissíveis do ponto de vista de uma relação civilizada. Não vamos fazer nenhuma ação contra a imprensa em geral, mas vamos responder aos ataques que recebermos.
- Políticos têm dito que as novas regras eleitorais, como o fim da doação oculta, tornam o caixa dois quase obrigatório.
- Não acho que as novas regras vão incentivar ou diminuir o caixa dois. Acho, inclusive, que não haverá caixa dois nas eleições presidenciais. As ações do Ministério Público e da Polícia Federal estão inibindo o caixa dois. Então, as empresas e os candidatos vão pensar cinco vezes antes de operar doações por fora. Eu posso garantir que na nossa campanha presidencial receberemos todas as doações absolutamente dentro da lei. A tesouraria do PT estima que a campanha presidencial custará entre 150 milhões e 200 milhões de reais. Ainda não tenho elementos para aferir se é isso mesmo.
- Até o episódio do mensalão, o PT se escorava no discurso da ética e do combate à corrupção. Hoje não se viu ainda a ex-ministra Dilma tocar nesse assunto.
- O mensalão foi uma grife que pegou como toda grife. Mas o mensalão, nos termos em que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, não houve. Por que cargas-dágua o ex-deputado Roberto Brant (DEM) recebeu dinheiro lá no Banco Rural se ele nunca votou com o governo? Por que o Professor Luizinho, que era líder do governo, receberia 20 000 para votar? Por que o João Paulo Cunha, que era presidente da Câmara e nunca votava, iria receber dinheiro?
- Por quê?
- Era caixa dois. É público e notório. O que houve foi crime eleitoral. Não estou atenuando, não estou tirando a gravidade de que é crime também. Agora, o mensalão, nos termos em que foi colocado, volto a repetir, não existiu.
- Mas caixa dois do quê, se todos eles já estavam eleitos?
- Não era ano eleitoral parlamentar, mas esse dinheiro foi usado para saldar dívidas das campanhas municipais do ano anterior de candidatos ligados aos deputados.
- Mas o fato é que o discurso sumiu…
- O escândalo serviu para atenuar a postura udenista do PT, de achar que a ética é um objetivo, quando na verdade tem de ser uma obrigação de toda atividade política. Serviu também para mostrar que não somos um conjunto de freiras franciscanas dentro de um bordel. A ética é uma obrigação. Deixa de ser o palanque principal. Ela tem de ser um alicerce da campanha, e não aquilo que está em cima.
- É confortável fazer uma campanha em companhia de José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho?
- Já tivemos alianças com essas pessoas em eleições anteriores. É um processo que naturalmente tem de ser levado em consideração num país como o Brasil. E que vale para nós como vale para a oposição. Até porque todos esses personagens estavam no governo do Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Para os críticos, agora, essas pessoas são ruins. Quando elas estavam do lado deles, eram boas. Tudo o que eles, da oposição, gostariam é que nós disséssemos: “Não, nós não queremos o PMDB”. Com certeza, no dia seguinte eles estariam tentando se aliar a ele.
- Ciro Gomes foi alijado da campanha presidencial e saiu atirando no PT e até elogiando José Serra.
- Depois da primeira declaração, ele já se corrigiu dizendo que o Serra seria nefasto para o Brasil. Essas declarações refletem um estado de espírito perfeitamente natural de alguém que acreditava que podia ser presidente e cujo projeto não se consolidou. A culpa não é do PT nem da Dilma. Espero que o Ciro, depois de baixar a poeira, siga as recomendações do partido e se engaje na campanha da Dilma.
- Duda Mendonça, ex-publicitário do PT, considera um erro tentar construir uma imagem diferente para Dilma. O senhor concorda?
- Nós não estamos tentando construir uma imagem diferente. Também acho errado produzir uma Dilma artificial. O problema são as inevitáveis comparações com o Lula. Qualquer que fosse o candidato, quando comparado com o Lula na comunicação e no carisma, estaria em desvantagem. A Dilma tem de ser ela mesma. O eleitor percebe quando o candidato é artificial. Por isso não temos de construir uma nova Dilma. Este período está servindo para ela pegar traquejo de candidata, não para se transformar.
- Como será para o PT disputar a primeira eleição sem o Lula?
- Não vamos disputar eleição sem o Lula. O Lula estará na campanha. Dentro da lei, será nosso principal militante e cabo eleitoral da Dilma. Nos horários de folga, fim de semana, programas de TV, ele estará presente. A partir da propaganda de TV, vamos ampliar o conhecimento da nossa candidata, o conhecimento da população de que a Dilma é a candidata do governo, é a candidata do Lula. E não há dúvida de que hoje nós contamos com o cabo eleitoral mais decisivo na eleição, que é o apoio que o governo e o Lula têm. O Lula vai eleger a Dilma.
- Qual deve ser a marca de Dilma para que ela não fique parecendo apenas um sub-Lula?
- É difícil. A marca da campanha é continuidade com avanço. Mas transformar isso em um tema legível para o eleitor comum é difícil, terá de ser construído pelos profissionais. Temos de ter claro que o eleitor vota no candidato. Mas, ao escolher, também analisa como está a vida dele. Essa é a vantagem da Dilma. Hoje a marca dela é representar o governo do Lula, que ela ajudou a construir. O Lula é o principal cabo eleitoral. Aliás, cabo não. É um general eleitoral. Isso é bom para nós. A oposição adoraria que o Lula estivesse do lado deles. Tanto é que faz um esforço danado para que esqueçam o que eles disseram sobre o Lula desde o início do governo.
- O PT critica a privatização, principalmente de serviços públicos. Existe alguma coisa estatizável no Brasil?
- Não, o estado tem de ficar do tamanho que está. Não é preciso estatizar mais nada, nem privatizar. Nós vamos fortalecer os instrumentos estatais de que dispomos, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica. São instrumentos que se revelaram essenciais na crise e na retomada do crescimento. A oposição, por seu lado, diz que esse programa é chavista e que nem na China o estado é tão grande. Não quero fazer um sofisma, mas quem é contra fortalecer os instrumentos estatais dá margem a dizer que vai enfraquecer. É a oposição que precisa explicar o que quer do estado.
- Os banqueiros já foram tratados pelos petistas como os grandes vilões da sociedade. O que mudou?
- Quando a economia cresce, os bancos também crescem. A diferença é que no governo Lula não foram só os bancos que cresceram. Outras empresas cresceram. Os trabalhadores tiveram aumentos acima da inflação. Não queremos que ninguém perca. Mas também não queremos que só um setor ganhe, como acontecia anteriormente.
- A política do MST de pregar a reforma agrária pela força ainda conta com a simpatia do PT?
- O MST teve o mérito de colocar a luta pela reforma agrária na agenda nacional. Mas o PT sempre foi crítico de ações do movimento, como ocupação de prédios públicos, de terras produtivas, de destruição de patrimônio. É a posição histórica do partido. O MST reclama do governo Lula, dizendo que podia ter avançado mais. Só que metade de tudo o que foi feito em reforma agrária na história ocorreu no governo Lula. Não há do que reclamar.
- O PT ainda se considera um partido de esquerda?
- Atualmente, o que move a esquerda é entender que o mercado não pode ser o regulador das relações entre as pessoas, instituições e países. É entender que o estado não pode ser idolatrado nem demonizado. É lutar contra a injustiça e a desigualdade social. É combater qualquer discriminação de raça, sexo ou cor. É saber que a democracia é um valor estratégico permanente, não só tático ou instrumental. São conceitos universais de posições à esquerda na política. Todos encontram abrigo no PT.
- O governo Lula abrigou todos esses conceitos?
- O governo Lula é de coalizão, de centro-esquerda. Abriga partidos de esquerda, de centro, como o PMDB, e até de centro-direita, caso do PP.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Garotinho acena para José Serra

Da ‘Folha’
“Já que ele está sem palanque no Rio e aguardamos uma decisão que não chega de Dilma [Rousseff], nosso propósito é viabilizar o palanque para ele (José Serra)”, disse o pré-candidato ao Senado na chapa de Garotinho (PR), bispo Manoel Ferreira (PR), que preside corrente da Assembleia de Deus.

Serra pede oração a evangélicos

Do repórter Graciliano Rocha, da ‘Folha’:
“O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez um discurso repleto de referências bíblicas diante de uma plateia de missionários evangélicos e foi saudado como “futuro presidente” por pastores da Assembleia de Deus, ontem à noite em Camboriú (SC).
“Orem, rezem a Deus, por mim no sentido de eu ter mais sabedoria para enfrentar as batalhas e as lutas que nós temos daqui por diante”, discursou, aludindo a uma passagem do Velho Testamento em que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para governar.
Na discurso, o católico Serra vinculou passagens da Bíblia à sua atuação como ministro da Saúde e governador. Citando trecho do Evangelho de João, sobre Cristo ter vindo à Terra para dar “vida abundante”, o tucano lembrou que propôs legislação restritiva ao cigarro em São Paulo para dar “qualidade de vida” à população.
Serra falou para um auditório lotado com cerca de 10 mil pessoas, segundo pastores da Assembleia de Deus.
Líderes da igreja pentecostal afirmaram que o discurso foi ouvido por 160 mil pessoas que participaram do encontro 28º Encontro Internacional de Missões dos Gideões Missionários, espalhados em um parque de Camboriú. A Polícia Militar não fez estimativa de público.
O palanque evangélico de Serra foi articulado pelo pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC (Partido Social Cristão), sigla aliada de Lula no Congresso e que deverá apoiar o tucano na eleição. A Assembleia de Deus é a igreja da pré-candidata Marina Silva (PV).
Pastores trataram Serra várias vezes como “futuro presidente”. Durante sua oração, o pastor Cezino Cavalcante pediu que os fieis rezassem para que o presidenciável se elegesse e conclamou o ex-governador a voltar ao encontro em 2011 como presidente. O pré-candidato disse “amém”.
O pastor Reuel Bernardino incentivou a ovação a Serra: “Esse povo não só ora como vota, haverá um rebuliço no país”.
Após ganhar uma Bíblia de Cezino, Serra concedeu uma rápida entrevista em que defendeu o trabalho missionário das igrejas e negou ter ido a Santa Catarina apenas em busca do voto evangélico.
Ao sair do ginásio, diante de uma multidão que gritava seu nome, Serra fez o V de vitória”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Será que o DEM aceita Dornelles?

Nesse episódio do senador Francisco Dornelles, do PP, ser vice nas chapa de José Serra, estão esquecendo apenas de um detalhe: será que o  DEM concorda com isso?
Pelo o que se sabe, os democratas abriram mão da vice, caso a vaga fosse ocupada por Aécio Neves, e não pelo primo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Tucanos, a USP e a PM

De Élio Gaspari:
“Se o tucanato tiver juízo, mantém a PM longe do campus da USP, cujos funcionários resolveram entrar em greve.
Há dois anos, durante o governo de José Serra, ex-presidente da UNE, a tropa de choque da PM desocupou o diretório da Faculdade de Direito, que havia sido invadido por um condomínio que incluía movimentos estranhos à escola, como o MST. Uma pancadaria semelhante à de junho do ano passado é tudo o que a militância sindical precisa. Na ocasião havia pelo menos um sargento PM armado de metralhadora”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Serão 13 candidatos à Presidência

Da repórter Maria Clara Cabral, da ‘Folha’:
“A eleição presidencial deste ano deve ter o maior número de candidatos em 21 anos. Pelo atual cenário, são 13 postulantes, quase o dobro do último pleito (sete). Só não há mais nomes do que em 1989, quando 22 concorreram ao Planalto na primeira eleição pós-redemocratização.
Na lista dos pré-candidatos, estão os três conhecidos nacionalmente -Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV)- e mais dez de pouca expressão. O quarto nome que poderia se apresentar era o de Ciro Gomes (PSB), mas sua candidatura foi sepultada na semana passada pelo seu partido.
Entre os pré-candidatos, popularmente chamados de nanicos, a maioria apresenta propostas que podem ser classificados, no mínimo, como polêmicas.
José Maria Eymael (PSDC), conhecido pelo bordão “um democrata cristão”, tem como principal tema de campanha a “difusão da felicidade”. Já Levy Fidélix (PRTB) insiste na construção do Aerotrem e propõe “o fim dos impostos de dez produtos de consumo popular”.
Outro veterano é José Maria de Almeida (PSTU), que deve manter seu lema: “Contra burguês, vote 16″.
Entre os postulantes há ainda os novatos Oscar Silva (PHS), que quer acabar com o Imposto de Renda e o IPI para substituí-los por um imposto único; Mário de Oliveira (PT do B), que se autoclassifica como conservador e quer acabar com o MST; e Américo de Souza (PSL), que defende “privatização geral”.
Além deles, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Ivan Pinheiro (PCB), Rui Pimenta (PCO) e Ciro Moura (PTC) também devem concorrer.
Os candidatos nanicos podem contribuir para levar a eleição ao segundo turno. Em 1998, somaram mais que 4% dos votos válidos.
No Datafolha divulgado no final do mês passado, só Mario de Oliveira conseguiu pontuar 1%. Todos os demais estão abaixo desse patamar.
Antonio Augusto de Queiroz, analista político do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), diz que os nanicos podem ser usados como “laranjas” de partidos maiores. “Seguramente deve haver candidatos que serão lançados como linha auxiliar de uma candidatura, só para acusar algum dos candidatos que tenham potencial de ganhar as eleições”, disse.
O número de candidatos à Presidência ainda pode mudar. Pela lei eleitoral, e as inscrições de candidaturas devem ocorrer até 5 de julho”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Gabeira aceita o que rejeitava

Dos repórteres Ludmilla de Lima e Rafael Galdo, de ‘O Globo’:
“Após idas e vindas, a união entre PV, DEM, PSDB e PPS em torno da candidatura do deputado verde Fernando Gabeira a governador será selada na próxima segunda-feira, no Rio.
Mesmo com a resistência a ter o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) como candidato ao Senado na chapa, a aliança será mantida.
? Está resolvida (a aliança).
O PSDB já foi falar com os outros partidos, e o PV foi informado ? diz Gabeira, justificando a decisão como uma forma de ter uma candidatura competitiva.
? Eu, como algumas pessoas, falava: (sozinhos) vamos perder de cabeça erguida. Então, digo: se continuarmos perdendo de cabeça erguida, vamos acabar gostando da derrota.
Com a definição de Gabeira, serão retomados os planos iniciais da coligação, com dois candidatos ao Senado ? o segundo será do PPS. Já a candidatura de Aspásia Camargo (PV) dependerá de uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade de uma chapa com mais de dois nomes a senador.
Gabeira condicionou a formalização da coligação à aceitação, por parte de todos os partidos, de não darem legenda aos chamados candidatos fichas-sujas, ainda que o projeto que restringe a candidatura de políticos com condenação na Justiça não seja aprovado a tempo para essas eleições.
O deputado repetiu também que não dividirá agendas oficiais com o pré-candidato à Presidência José Serra (PSDB). No entanto, disse que o tucano gravará para o seu programa eleitoral na TV.
Os críticos da parceria com Cesar lamentaram a manutenção da coligação com o DEM.
Para a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), a aliança com o ex-prefeito prejudica Gabeira e Serra. E avisa: passará longe dos eventos em que o político do DEM estiver.
Já o presidente regional do PV, Alfredo Sirkis, que se opôs à aliança, adotou ontem um discurso mais ameno:
? Há diferenças políticas marcantes, mas que existem em todas eleições. Essa foi uma decisão que coube a Gabeira, que tem todo o respaldo do PV”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:53

Lula chama Dornelles para conversa

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“Diante dos sinais de aproximação entre PSDB e PP, Lula decidiu chamar para uma conversa o presidente do partido, Francisco Dornelles. É com ele, e não com a bancada, que será discutido o eventual apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) – decisão que Executiva da sigla decidiu anteontem adiar para junho.
No entender do Planalto, deputados do PP alimentam a especulação de que Dornelles pode ser vice de José Serra (PSDB) para aumentar o poder de barganha na liberação de verbas. Em entrevista à rádio Gaúcha, o senador manteve o suspense: “Não há política sem histórias. E, quando elas ganham força própria, não adianta confirmar nem desmentir”.
A chance de o PSDB convidar e de Dornelles aceitar, acrescentando cerca de um minuto e meio ao tempo de TV de Serra, é hoje maior do que a campanha de Dilma gostaria de admitir.
Ainda Dornelles à rádio Gaúcha: “O PP do Rio Grande do Sul é a seção mais forte e prestigiada do partido. A Executiva Nacional não tomará nenhuma decisão com a qual não concorde o PP do Rio Grande do Sul”. Que está alinhado com os tucanos”.

                       * * *

De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O PSDB e o DEM do Rio não querem nem ouvir falar na possibilidade de o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), ser o vice de José Serra. A objeção já foi levada ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Disseram que não aceitam o PP na vice, pois Dornelles apoia o governador Sérgio Cabral (RJ), que é aliado da petista Dilma Rousseff. Um líder da oposição foi taxativo ontem, dizendo que tem quem queira, mas que Dornelles não será o vice”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:53

Aécio e a missão impossível

De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O comando da campanha de José Serra fez as contas e concluiu que, para ganhar as eleições de outubro, precisa ter 5 milhões de votos a mais que Dilma Rousseff em São Paulo e 3 milhões em Minas Gerais. Em 2006, Geraldo Alckmin ganhou com uma diferença de 3,8 milhões de votos em São Paulo, mas perdeu por 1 milhão em Minas Gerais. Esta é a missão de Aécio Neves. A estratégia tucana pressupõe uma vitória no Sul, que, em 2006, foi por 3 milhões de votos, e que o presidente Lula fracasse em sua tarefa de transferir votos para sua candidata. Sobretudo no Nordeste, onde em 2006 o PSDB perdeu por 10 milhões de votos”.
                         * * *
Se Serra tiver, em Minas, a metade mais um voto do eleitorado, será motivo mais do que suficiente para uma comemoração dos tucanos.
Agora 3 milhões de votos a mais do que Dilma, é sonho de uma noite de verão.
No caso outono.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:53

Anastasia já aceita Dilma

Do ‘Valor Econômico’:
“O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse ontem que não haverá retaliação aos prefeitos aliados de seu governo que preferirem apoiar a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em vez de José Serra (PSDB).
“A política em Minas Gerais é feita sempre com base no entendimento, do convencimento com as ideias”, afirmou Anastasia. “É claro então que é difícil falar em retaliação”, disse o governador, questionado sobre os prefeitos que optarem pelo “Dilmasia”.
A expressão “Dilmasia” – ou “Anastadilma” – foi criada com a união dos nomes de Anastasia com o de Dilma, em uma referência aos que apoiarem, ao mesmo tempo, o tucano para o governo e a petista para a Presidência. Em 2002 e 2006, houve o voto “Lulécio”, com vitória de Lula e do tucano Aécio Neves em Minas.
Anastasia afirmou que quando a campanha começar oficialmente, em julho, haverá um “esforço” em favor de Serra. “As lideranças políticas, bem como a população, vão ter condição de escolher.”
O governador reafirmou seu apoio a Serra na disputa pelo Palácio do Planalto. “O nosso grupo político, liderado pelo governador Aécio Neves, tem, no governador José Serra, o seu nome como candidato à Presidência da República.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:52

‘Ser-Ser’ quer reviver o ‘Jan-Jan’

Quando a candidatura de Jânio Quadros, à Presidência, foi lançada pelo pequenos partidos PTN e PDC, em 1960, ele foi aos poucos ganhando adesões, até que conseguiu o apoio da UDN, que viu em Jânio a possibilidade de chegar ao poder.
Na época, a eleição era totalmente descasada, e não havia vinculação nem mesmo com o candidato a vice.
Foi aí que surgiu o movimento Jan-Jan, o voto em Jânio pela UDN, e em Jango Goulart pelo PTB.
E eles foram a vitória.
                          * * *
Em Minas, nas últimas eleições, ocorreu movimento idêntico: o  Lulécio, que era o voto em Lula e em Aécio.
E tudo leva a crer que o fenômeno vai se repetir, lá nas Alterosas, com Dilma, do PT, e Anastasia, governador pelo PSDB.
Ao perguntarem a Dilma sobre a possibilidade da chapa Dilmasia, ela perguntou: “E por que não, Anastadilma?”
                          * * *
No Rio já existe um cidadão – misto de jornalista e publicitário – contratado, informalmente pelo PMDB, para dar assessoria na formação de pequenos movimentos que irão reviver o Jan-Jan de 1960.
No momento, existe uma discussão sobre o nome.
O mais provável é que seja Ser-Ser, mas há quem defenda o Serbral – o voto em Serra e Cabral.
José Serra, diga-se de passagem, nada tem a ver com isso, mas óbviamente que não irá reclamar.
Já Sergio Cabral, dizem seus companheiros, não moverá uma palha a favor de Dilma Rousseff, a não nos dias em que ela estiver ao seu lado.
Depois de tudo que Lula fez pelo Rio, o normal é que Dilma recebesse uma consagração, até mesmo porque Lula teve, em 2006,  mais votos que Cabral, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O lógico seria Dilma somar mais votos do que Lula.
Quanto a esperteza de Cabral, existem dúvidas se o PT do Rio irá denunciá-lo.
O jogo só ficará claro, de verdade, depois da Copa, na segunda quinzena de julho.

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