• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Ibope será o tira-teima

O Ibope tem pronta uma pesquisa sobre a sucessão presidencial.
Ela poderá por um fim a disputa entre os números do Sensus e do Datafolha.
No primeira, Serra e Dilma estão empatados.
No segunda, Serra tem 10 pontos na frente.
Noves fora,  o tucano poderia aparecer com à frente da petista.
E os dois institutos acabariam tendo razão.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:32

PSDB processa o Sensus

  Do repórter Breno Costa, da ‘Folha’:
“O PSDB entrou ontem com representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a pesquisa do Instituto Sensus divulgada anteontem que apontou empate entre os pré-candidatos José Serra (32,7%), do PSDB, e Dilma Rousseff (32,4%), do PT.
Os advogados do PSDB, que pedem multa de R$ 100 mi ao Sensus, argumentam que o instituto não respeitou o prazo legal de cinco dias entre o registro da pesquisa no TSE e a divulgação dos resultados.
A Folha revelou que o sindicato que aparecia como responsável pelo registro não solicitara a pesquisa -só depois o Sintrapav passou a figurar como registrante”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:16

As pesquisas brasileiras

Do sociólogo Marcos Coimba, presidente do Vox Populi, para o ‘Correio Braziliense’:
 ”Até agora, as eleições presidenciais de 2010 já bateram dois recordes: a) são as que mais cedo começaram em nossa história política e b) são, de todas as que fizemos, aquelas onde mais tivemos pesquisas. Desde sua largada, há mais de três anos, não deve ter havido um só mês em que pelo menos uma não tenha sido divulgada.
Daqui para frente, esse ritmo só tende a aumentar. De abril a junho, quando serão realizadas as convenções dos partidos, a frequência se intensificará, com periodicidade cada vez menor. Depois de julho e, especialmente, do dia 18 de agosto em diante, quando se inicia a propaganda eleitoral na televisão e no rádio, uma verdadeira enxurrada de números vai desabar sobre o eleitorado. Sem contar que as eleições nos estados também estarão quentes e merecerão as próprias pesquisas.
A maior parte das pessoas fica confusa com tantas porcentagens, tabelas, análises por segmento e cruzamentos de dados. O que parece claro a um estatístico ou especialista chega a ser incompreensível para o cidadão comum, a quem, em última instância, as pesquisas de divulgação pública se destinam.
Como são normais as variações entre as pesquisas, o quadro se complica. Os resultados do mesmo instituto podem variar de um levantamento para outro, nem sempre em sentido igual. Entre institutos, as oscilações de resultados são ainda mais comuns.
Quem torce por um candidato olha qualquer pesquisa em que ele não aparece bem como se tivesse sido deliberadamente falsificada. Assim, ora acha que um instituto é ótimo, ora péssimo, em função de como seu preferido se sai. Volta e meia, vê-se alguém tecer uma longa argumentação para provar que um instituto foi ?comprado? e ser desmentido a seguir, quando uma nova divulgação põe por terra sua hipótese conspiratória.
Parte dos problemas decorre do modo como algumas pesquisas são apresentadas. É o caso, tipicamente, das que são feitas por institutos ligados a veículos. Por interesse comercial ou solidariedade da redação com os colegas do departamento de pesquisa, seus levantamentos são divulgados pela empresa patrocinadora como se fossem melhores, mais verdadeiros que outros. Não o são, e o pior é que fingir que só um é ?bom? prejudica a credibilidade de todos.
Um dos mais importantes pesquisadores das pesquisas políticas no Brasil (senão o maior), o professor Marcus Figueiredo, do IUPERJ, do Rio de Janeiro, vem avaliando o desempenho do setor nos anos após a redemocratização. Seus estudos nos ajudam a visualizar melhor o que é o trabalho dos institutos e o que a opinião pública pode esperar deles.
A primeira coisa é que, de 1989 até agora, o desempenho médio dos principais institutos que se dedicam ao tema (Ibope, Vox Populi e Datafolha, até 2002, junto com a Sensus, daí em diante), nas eleições presidenciais, é melhor que dos congêneres americanos, entre 1956 e 1996. Nossa margem de acerto é significativamente melhor que a deles. A média das diferenças entre as intenções de voto estimadas pelos institutos para os candidatos e os resultados oficiais foi, no Brasil, nas cinco eleições que fizemos, de 1,4 ponto percentual, enquanto lá foi de 1,9. Eles foram bem, mas nós fomos muito bem.
Em segundo, que as variações de desempenho entre os institutos, nesse período, nas eleições para presidente, foram irrelevantes. Em 1989, a média das diferenças entre o que os três institutos previam, candidato a candidato, e o que aconteceu na urna foi de 1,6 ponto, sendo que nenhum dos três se afastou dessa média em mais que 0,8 ponto. Ou seja, todos previram a mesma coisa e todos tiveram o mesmo nível de acerto. Em 1994, a discrepância média foi ainda menos relevante, situando-se em 0,9 ponto percentual, com números quase idênticos para os três. E assim em 1998 (diferença média de 1,6 ponto), 2002 (de 1,1) e 2006 (de 1,9).
Não é fácil convencer pessoas apaixonadas de que o trabalho dos institutos é desapaixonado. Mas é certo que a opinião pública pode esperar deles, nas eleições de 2010, o mesmo que mostraram nas últimas: um trabalho bem feito, que ajuda o cidadão a saber como andam as intenções de voto a cada momento.
Serão muitos números, nenhum mais correto que outro, alguns até incoerentes. Mas todos pintando o mesmo quadro, o longo processo através do qual 135 milhões de pessoas formam suas escolhas a respeito de quem querem que governe o Brasil nos próximos anos”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:28

Problemas de Serra são Rio e MG

Para o ex-prefeito Cesar Maia, especialista em pesquisas eleitorais, o maior problema hoje de José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da República é Rio e Minas. Veja a sua análise:
“1. Todos os cruzamentos e projeções em 2009 mostravam que Dilma cresceria na base da superexposição e companhia de Lula, e que chegaria, no início de 2010, aos 30%, de onde partiria a polarização com Serra. A pesquisa Datafolha sugere que o PSB não vai dar sustentação a Ciro Gomes, e que esse não será candidato. E que Marina (com programa de TV recente) será paisagem nessa campanha, que tende a ser decidida no primeiro turno.         
2. O DataFolha (24-25/02) dá a Serra 38% das intenções de voto, a Dilma 31%, e a Marina 10%. O Ibope (6-7/02) deu a Serra 41%, Dilma 28% e Marina 10%. O Sensus (25-29/01) deu a Serra 41%, Dilma 29% e Marina 10%.  O Vox-Populi (14-17/01) deu a Serra 38%, Dilma 29% e Marina 8%. Portanto, tudo dentro rigorosamente da dita margem de erro. O óbvio e esperado crescimento de Dilma em pesquisas se deu no correr de 2009, pela superexposição e transferência possível de Lula.             
3. Em 2010, o quadro está estabilizado. Elas por elas com Serra 40%, Dilma 30% e Marina 10%. O fato de Ciro e Dilma -quando se inclui Ciro- ficarem estacionados, é mais uma prova disso.      
4. Curiosamente, o DataFolha diz que cresceu o percentual de eleitores indecisos na pergunta não estimulada: eles são hoje 58%, contra 47% no Datafolha anterior. E informa que a vantagem de Serra no Sudeste teria caído de 22 para 14 pontos. Isso ainda há que se comprovar na série, pois a margem de erro por região é pelo menos o dobro da nacional. Mas esse deve ser um alerta para Serra em Minas+Rio, que respondem por 20% do eleitorado.        
5. A aproximação no segundo turno da pesquisa DF só corrobora que a eleição será mesmo plebiscitária e tende a ser decidida no primeiro turno, sem Ciro, claro. Quando o eleitor se aperceber disso, fará o voto útil ainda no primeiro turno, minimizando a intenção de voto em Marina”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:12

Serra x Dilma

 Há dois domingos, Élio Gaspari dizia que quem entende de pesquisa garante que, em janeiro, Dilma e Serra estarão empatados.
E olha que Gaspari estava comentando a pesquisa da Vox Populi.
Pelos últimos dados do Sensus, esse empate poderá vir já na pesquisa de dezembro.

  • Terça-feira, 29 Junho 2010 / 4:29

Para onde apontam os números

                                                      Marcos Coimbra*

  Saiu uma nova pesquisa nacional do Ibope, que confirma as que foram feitas recentemente pela Vox Populi e pela Sensus. Os dois institutos já antecipavam o que agora indica o Ibope, talvez por utilizarem amostras mais sensíveis.
Nessa pesquisa, a vantagem de Dilma sobre Serra ? ela com 40% das intenções de voto, ele com 35% ? é ainda pequena, perto da margem de erro de 2 pontos percentuais, se raciocinarmos com o pior cenário para a candidata do PT (no qual ela teria 38%) e o melhor para o do PSDB (em que ele ficaria com 37%). Como essa conjugação é pouco provável, o mais certo é afirmar que ela assume a dianteira, mas sem se distanciar do adversário.
Se fosse só isso, caberia apenas dizer que a pesquisa é boa para Dilma. Na verdade, porém, ela é melhor do que parece à primeira vista, o que permite dizer que é muito favorável à petista.
De um lado, ela mostra que Dilma continua a crescer tirando votos de Serra, em um processo análogo ao que a matemática chama ?jogo de soma-zero?.
Nele, o ganho de um é idêntico ao prejuízo do outro, o que produz um saldo sempre nulo: mais cinco menos cinco é igual a zero.
Na política, isso acontece quando só existem dois candidatos de direito (por exemplo, no segundo turno) ou de fato (como está ocorrendo agora, quando perto de 80% dos eleitores ficam entre Dilma e Serra).
Somente 20% ainda não sabem o que farão ou pensam fazer diferente: votar em outros nomes, anular ou deixar em branco.
Como quase não há alterações nos nulos e brancos e Marina não se mexe, permanecendo estacionada nas pesquisas de todos os institutos há algum tempo, as únicas mudanças se dão entre as pessoas que saem de Serra e vão para Dilma (ou vice-versa, mas em proporção muito menor). Quanto à pequena indecisão residual no voto estimulado, ela decorre da dificuldade que as campanhas têm de atingir algumas faixas do eleitorado refratárias à comunicação política, formadas por eleitores que podem, em muitos casos, continuar tão indecisos até o final que sequer comparecerão para votar.
Para Dilma, o bom, nesse processo, é que, a cada deslocamento de eleitores de Serra para ela, os números dobram. Por exemplo: se Serra perder outros três pontos e ela os receber, a distância entre os dois subirá seis pontos.
Se, então, estiver em curso (como parece) essa tendência, a perspectiva de vitória da candidata do PT no primeiro turno se torna concreta, mesmo imaginando que Marina não mingue e até cresça um pouco. Quanto aos nanicos, alguns respeitáveis, tudo indica que a possibilidade de crescimento é remota.
A segunda razão da nova pesquisa do Ibope ser tão favorável a Dilma é o período de realização. Seu campo foi iniciado no dia seguinte à veiculação do programa do PSDB em rede nacional e prosseguiu enquanto estavam no ar suas inserções, logo após a propaganda do DEM e do PPS, igualmente dedicadas a Serra. O fato de toda essa mídia não ter conseguido, ao que parece, provocar o aumento de suas intenções de voto, era previsível, mas veio como ducha de água fria naqueles que torciam para que melhorassem.
Não havia, no entanto, maiores motivos para imaginar que Serra iria crescer. Como acontecera no fim de 2009 em situação semelhante (quando ele coestrelou com Aécio a propaganda tucana, sem subir), voltamos a ver que seu nível de conhecimento é tão elevado que ele não ganha quando seu tempo de televisão aumenta. Em linguagem publicitária: sua imagem parece ter atingido o ponto de saturação, a partir do qual novos investimentos em propaganda apresentam retorno decrescente ou, quem sabe, negativo (quando há risco de perda de imagem com mais exposição).
Na interpretação amiga de quem deseja que ele vença, houve quem dissesse que foi a Copa do Mundo que o prejudicou, como se o interesse por ela fizesse com que a opinião pública ficasse indiferente à comunicação política enquanto a bola rola. A tese seria admissível se não fosse contrariada por tudo o que conhecemos de eleições passadas, como a de 2002, quando Ciro Gomes cresceu mais de 15 pontos em plena Copa, impulsionado pela propaganda partidária que, desta feita, não ajudou Serra.
Com a perspectiva de encerramento da fase de pré-campanha com Dilma em clara dianteira, a eleição pode se encaminhar para uma definição antecipada: talvez comecemos a etapa final, da propaganda na televisão e no rádio, com a eleição resolvida na cabeça da maioria dos eleitores. Para que isso se confirme, falta pouco.

* Marcos Coimbra, sociólogo, é presidente do Instituto Voz Populi e escreve para o ‘Correio Brasiliense’

  • Sábado, 22 Maio 2010 / 4:14

Datafolha: Dilma e Serra 37%

A Oposição agora não tem do que reclamar.
Dessa vez não é nem o Sensus, nem o Vox Populi. É o Datalhafolha.
Dilma Rousseff e José Serra estão empatados com 37%, segundo pesquisa realizada na quinta e sexta-feira. Na pesquisa anterior, feita em 15 e 16 de abril, Dilma tinha 30% – ou seja, a intenção de voto na petista subiu sete pontos. E Serra perdeu cinco pontos.
Veja a reportagem de Fernando Rodrigues, da ‘Folha’:
“A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, atingiu sua melhor marca até hoje numa pesquisa Datafolha e está empatada com José Serra (PSDB). Ambos estão com 37%. O levantamento foi realizado ontem e anteontem com 2.660 entrevistas.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Marina Silva (PV) aparece com 12%. Os que votam em branco, nulo ou em nenhum somam 5%. Indecisos são 9%. Na comparação com a última pesquisa Datafolha, realizada em 15 e 16 de abril, Dilma teve uma alta de sete pontos percentuais -de 30% para 37%. Já Serra caiu cinco pontos, saindo de 42% para os mesmos 37%.
Essa é a primeira vez que ambos aparecem empatados no Datafolha, que traz outros números positivos para a petista.
“O principal fato que pode ser apontado como responsável por essa alta da candidata é o programa partidário de TV que o PT apresentou recentemente”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. Na semana passada, o PT foi à TV com vários comerciais de 30 segundos e com seu programa mais longo, de dez minutos. A estrela dessa investida de marketing foi Dilma Rousseff, com Lula como cabo eleitoral. Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não são apresentados a uma lista com os nomes dos candidatos, a curva da intenção de voto de Dilma continuou a descrever uma sólida curva ascendente. Ela tinha 8% em dezembro.
Em abril, estava com 13%. Agora, foi a 19% e está isolada em primeiro lugar. José Serra pontuou 14% -ele também vem subindo nesse quesito, mas em ritmo mais lento. Ainda na pesquisa espontânea, há também 5% que dizem ter intenção de votar em Lula , que não pode ser candidato. Outros 3% declarar querer votar no “candidato do Lula”.
E 1% respondem “no PT” ou no “candidato do PT”. Em tese, portanto, o potencial de voto espontâneo em Dilma pode ser de 28% -os seus 19% e mais outros 9% dos que desejam votar em Lula, em quem ele indicar ou em um nome apresentado pelo PT.
Quando são colocados na lista de candidatos os concorrentes de partidos pequenos, o cenário não se altera muito. Dilma e Serra continuam empatados, cada um com 36%. Marina tem 10%.
E só dois nanicos pontuam: José Maria Eymael (PSDC) e Zé Maria (PSTU). Dilma também colheu bom resultado na rejeição: seu índice caiu de 24% para 20% enquanto o de Serra subiu de 24% para 27%.
Marina também teve um resultado positivo, pois sua rejeição caiu de 20% para 14%. Na projeção de segundo turno, os dois estão tecnicamente empatados: a petista tem 46% contra 45% do tucano. Em abril, Serra aparecia dez pontos à frente da petista nesse quesito, com 50% a 40%”.
                        * * *
Se a popularidade da candidata do PT continuar subindo nessa velocidade. é possivel que a eleição seja resolvida mesmo, como se previa, no primeiro turno.
Só que a vencedora será Dilma Rousseff.

  • Quarta-feira, 19 Maio 2010 / 4:11

Surpresa anunciada

Do sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Vox Populi, para o ‘Correio Brasiliense’:
“Aconteceu. Depois de meses de expectativa, finalmente Dilma Rousseff apareceu à frente de José Serra em uma pesquisa de intenção de voto. Na verdade, em duas.
Uma foi feita pela Vox Populi e divulgada no fim de semana. A outra, de responsabilidade da Sensus, saiu na segunda-feira. Com intervalo de dias, elas mostraram a mesma coisa.
Os resultados chegam a ser, em muitos casos, idênticos. No voto espontâneo, a Vox aponta 19% para Dilma e 15% para Serra, ficando Marina com 2%. Na Sensus, Dilma tem 19,8%, Serra 14,4% e Marina 2%. No estimulado, segundo a Vox, na lista com 11 pré-candidatos, Dilma tem 37%, Serra 34% e Marina 7%. Em cenário análogo da Sensus, a ex-ministra fica com 35,7%, o ex-governador com 33,2% e a senadora com 7,3%.
Há uma única discrepância relevante entre as pesquisas, que ocorre quando a pergunta estimulada é feita utilizando lista reduzida, com apenas as três candidaturas principais. Na Vox, Dilma mantém a dianteira, com 38%, contra 35% para Serra, enquanto que, na Sensus, o tucano passa a ter 37,7% e Dilma 37%. As duas são iguais, levando em conta as margens de erro, mas a diferença deve ser considerada.
A rigor, ambas indicam que o quadro de ?empate técnico? entre as candidaturas do PSDB e do PT está mantido. Desde o fim de março, as pesquisas dos dois institutos vêm dizendo a mesma coisa, no que se assemelham às do Ibope. Agora, o empate permanece, mas com posições invertidas. O que quer dizer muito na política, pois liderar, mesmo que com vantagem pequena, é liderar. E estar em segundo lugar é sempre pior que em primeiro.
Foram resultados inteiramente previsíveis para quem acompanha as pesquisas e procura entendê-las. Não há nada de abrupto ou surpreendente neles.
Estas eleições começaram cedo no meio político e entre pessoas muito politizadas, mas só chegaram à opinião pública mais ampla no fim de 2009, início de 2010. Nas pesquisas da Vox Populi, por exemplo, Serra tinha 6% de intenção espontânea em maio de 2008, há dois anos, e ficou com 7% em novembro de 2009, o que quer dizer que permaneceu no mesmo lugar durante um ano meio. Nesse período, Dilma foi de 2% a 5%. Nos três meses de janeiro para cá, no entanto, ele passou de 9% a 15% e ela de 5% a 19%. A soma do voto espontâneo dos dois, que era de 12 pontos em novembro, quase triplicou nos seis meses seguintes, alcançando 34% agora.
Essa intensificação do ritmo de formação de intenções de voto tem sido mais favorável a Dilma. Nos dados da Vox para o voto estimulado, Serra tinha 42% em novembro e 35% agora. Enquanto isso, Dilma foi de 26% a 38%. Ou seja, houve uma mexida de 19 pontos (entre o que ele perdeu e ela ganhou) em favor da candidata do PT.
Se considerarmos os resultados de todos os institutos, não vemos, de janeiro a meados de maio, nenhum dos fenômenos de sobe e desce que marcaram eleições como a de 2002. Sequer a saída de Ciro Gomes, que muitos imaginavam que poderia causar impacto maior, provocou terremotos, por pequenos que fossem.
As coisas estão indo, devagar e sempre, no andar que um general de antigamente chamava lento, gradual e seguro: Dilma crescendo aos poucos, Serra caindo aos poucos, Marina no mesmo lugar.
Engana-se quem pensa que tudo está parado, aguardando a Copa do Mundo. Assim como quem acha que Dilma ?deu a virada? com a mídia partidária do PT e que Serra devolverá a ultrapassagem quando tiver a do PSDB. O que houve foi apenas mais um passo no caminho que o eleitorado está percorrendo faz tempo.
É o que as eleições marcadas pelo desejo de continuidade sempre trilham. Menos sobressaltado, menos cheio de emoções. Nelas, à medida que a ideia vai encontrando seu rosto, a decisão vai se tornando mais fácil para a maioria dos eleitores”.

  • Segunda-feira, 17 Maio 2010 / 4:09

Sensus: Dilma passa Serra

Na pesquisa Sensus divulgada há pouco a candidata Dilma Rousseff passa o candidato José Serra, embora estejam em empate técnico.
Dilma – 35,7%
Serra – 33,2%
Marina-  7,3%
O Sensus considerou o poder de transferencia de votos.
Lula – 27,1% votariam em quem o presidente indicar
FHC  -  5,7% acompanhariam o voto do ex-presidente
Num 2º turno, Dilma venceria Serra por 41,8% a 40,5%.
A margem de erro é de 2,2%.

  • Sexta-feira, 14 Maio 2010 / 4:10

Ibope confirma Vox e Sensus

De Monica Bergamo, na ‘Folha’:
“O PSDB contratou pesquisa do Ibope que mostra Dilma Rousseff crescendo e encostando em José Serra. A diferença entre os candidatos, na última pesquisa do instituto, em abril, era de sete pontos. E agora recuou para um empate técnico – com Serra pouco à frente. A sondagem, feita na semana passada para consumo interno, não será divulgada.
O resultado explica a cautela do PSDB em relação às pesquisas dos institutos Vox Populi e Sensus, divulgadas nos últimos dias, que também mostraram empate, com ligeira vantagem para Dilma”.

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