• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:02

Azeredo pagará por Expedito

Embora a situação do senador Eduardo Azeredo, do PSDB mineiro, acusado de ser o precursor do valerioduto, nunca tenha sido das mais tranqüilas, ele tem tudo para complicar-se de vez.
Independentemente de sua culpabilidade, é óbvio que os ministros do Supremo têm agora a possibilidade de vingar-se do Senado. Por isso acompanharão o voto do relator.
Tudo por culpa dos senadores que querem salvar a pele do colega Expedito Júnior, desacatando uma decisão do STF ? fato inédito na história do país.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:34

O óbvio ululante

Os jornais insistem em dizer que cinco senadores do PT querem Sarney fora da presidência do Senado.
São mais de cinco, com certeza.
Se  Aloísio Mercadante disse a Lula, na presença dos outros 11 senadores do PT,  que a maioria era favorável a licença, ele estava falando pelo menos por sete senadores ? a metade mais um.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:33

Tião vê Senado “em chamas”

O Senador Tião Viana (PT-AC) disse a revista ‘Veja’ que está nas bancas que “o Senado está em chamas”. Para ele, ao contrário do pensa Lula, “Sarney deve ser tratado como uma pessoa comum. Acontece que o Presidente Lula é muito generoso com quem está em dificuldades”.
Em entrevista a repórter Sandra Brasil, Tião Viana diz que não quer mais presidir o Senado, e acusa o fisiologismo do PMDB e Lula que “nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso. Os partidos estão mais fracos e deteriorados do que antes de sua posse. E é papel do chefe de estado fazer com que as instituições como o Parlamento sejam vigorosas”.
Eis a entrevista:
- Como o Senado chegou a um nível tão baixo?
Até 2002, ainda havia no Senado um debate conceitual, ideológico. No início do governo Lula, ainda votamos a Reforma da Previdência. Mas logo o mensalão substituiu esses projetos na agenda da Casa. Daí em diante, nada mais andou, e perdemos a conexão com os interesses do cidadão.
- O Senado ainda faz algo relevante?
A Casa está em chamas. Perde 80% do tempo em debates vazios e gasta os 20% restantes numa disputa entre governo e oposição que não leva a lugar nenhum. No Senado, o governo tem uma maioria apertada e vive no fio da navalha. Negocia voto a voto. Na Câmara dos Deputados, é mais fácil porque lá o fisiologismo impera.
- Poderia explicar melhor?
É da cultura política brasileira. O governo controla a Câmara atendendo aos pedidos dos deputados com emendas parlamentares e com nomeações para cargos no Executivo.
- A forma como o presidente Lula negocia com o Senado é adequada?
Lula é o melhor presidente que o Brasil já elegeu. Os resultados econômicos e sociais do seu governo nos orgulham. No entanto, ele deixa uma grande frustração no que se pensava ser uma de suas maiores habilidades: a política partidária. Lula nada fez para evitar a desconstrução e a perda de autoridade moral do Congresso. Os partidos estão mais fracos e deteriorados do que antes de sua posse. E é papel do chefe de estado fazer com que as instituições como o Parlamento sejam vigorosas.
- O que explica a omissão dele?
Dá para entender as razões do presidente Lula. Ele sofreu muito com as ofensas pessoais durante o mensalão. Depois disso, com 82% de aprovação popular, adotou o pragmatismo para manter a maioria no Parlamento e resolveu que não precisava do Congresso. Tanto que José Dirceu foi o último ministro [da Casa Civil até 2005] que dialogou com o Senado.
- Lula defende um tratamento privilegiado ao senador Sarney. E o senhor?
Sarney deve ser tratado como uma pessoa comum. Acontece que o presidente Lula é muito generoso com quem está em dificuldade. Marcou a vida dele o fato de Sarney tê-lo defendido na eleição de 2002, quando enfrentou o [governador paulista] José Serra, e de ter sido solidário no episódio do mensalão. Por isso, Lula foi até onde pôde com a minha candidatura à presidência do Senado. Depois, olhou com pragmatismo para as eleições de 2010, que são fundamentais para o seu projeto de nação.
- O presidente Lula o traiu na eleição do Senado?
Ele levou em conta que o PMDB é essencial para 2010. Decidiu respeitar as forças que impuseram a candidatura Sarney, porque privilegiou a candidatura Dilma Rousseff e a necessidade de coalizão. Não guardo mágoas, mas é uma tragédia um partido dirigir as duas casas do Congresso. Ainda mais quando esse partido é o PMDB.
- Por quê?
O PMDB é a essência do fisiologismo. Tem bons quadros, mas vive de troca de favores. Ignora concepção programática, visão doutrinária, tudo para acomodar os interesses dos seus parlamentares, que só querem assegurar suas reeleições.
- O senhor ainda quer ser presidente do Senado?
Se me oferecessem o cargo hoje, a cadeira ficaria vazia. Eu não romperia com meus ideais por um ato de vaidade. Nós, idealistas, achamos que o Legislativo não sobreviverá se continuar funcionando apenas na base do beija-mão do governo. O Senado deveria cuidar da regulação e da proteção do estado sem ultrapassar o limite de revisor das leis. Não dá para presidir a Casa hoje sem forças para fazer o resgate desse papel. Aliás, Sarney deveria tomar consciência de que, sozinho, ele é insuficiente para mudar o Senado. Por uma razão: foi eleito com o apoio daquela casta de servidores para manter a estrutura atual. Ele deveria radicalizar na transparência e adotar medidas moralizadoras.
- O senhor fala em idealismo, mas confundiu o bem público com o privado ao emprestar um celular do Senado para sua filha usar em uma viagem de férias ao México.
Eu errei. Foi um ato irrefletido de um pai superprotetor. A minha filha ia para um lugar estranho e, para encontrá-la a qualquer momento, entreguei o celular. Mas, um mês e meio antes da chegada da conta, que é trimestral, acessaram minha fatura e me denunciaram. Isso me causou uma dor profunda, comprometeu toda uma vida baseada na humildade e na coerência. Paguei a conta antes que o Senado gastasse um centavo.
- De onde o senhor tirou dinheiro para pagar a conta de R$ 14 mil se recebe um salário líquido de R$ 12 mil?
Fiz um empréstimo bancário para pagar em 72 vezes. A minha filha levou o celular só para receber ligações minhas ou da sua mãe. Tomei um susto com a conta, que chegou a essa soma por uma fatalidade. A mãe do namorado dela teve ruptura de um aneurisma cerebral no dia seguinte à viagem e passou dez dias em coma. Ela se descontrolou com as ligações.
- O senhor lhe deu uma bronca?
Não, fiquei com pena. Ela sofreu tanto pelo namorado e, depois, por mim. Mas quem não erra na vida na condição de pai? Esse caso me fez refletir sobre o tênue limite entre o público e o privado. Tenho uma cota mensal de 250 reais para telefone fixo em casa, mas não posso proibir que um filho faça um interurbano para o avô no Acre. É difícil separar o público do privado nessas pequenas coisas.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:32

A derrota anunciada

O PT tem duas prioridades para 2010: eleger o sucessor de Lula e aumentar a sua bancada no Senado.
Hoje o partido tem 12 senadores, sendo que nove deles em final de mandato.
Não será dando apoio a Sarney que a bancada aumentará.
Ao contrário: corre o sério risco de diminuir.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:23

Sarney está tecnicamente fora

Sarney já está no chão.
Só falta largar a cadeira.
O Senado tem 81 membros, portanto basta ele perder o apoio de 41 Senadores.
O DEM e o PDT já fecharam questão. Os dois somam 19 votos.
O PSDB anunciará sua decisão dentro de instantes: serão mais 13 votos.
O PT, na pior das hipóteses, racha: outros seis votos.
Só aí já somam 38 senadores.
Dois do PSB e um do PSOL, chegam aos 41.
Pode ser que no DEM, o antigo PFL, onde Sarney tem amigos, surja alguma dissidência.
Se por acaso forem duas as dissidências, Jarbas Vasconcellos e Pedro Simon, do PMDB, cobrirão a diferença.
Isso sem falar no PR e do PRB ? que são da base do governo, mas não da base de Sarney, que só conta mesmo com a maioria do PMDB e do PTB.
Os dois senadores avulsos, Francisco Dornelles, do PP, e Inácio Arruda, do PC do B, devem ir um para cada lado.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:04

Faltam 24 nomes

O ‘Estadão’ de hoje revela que os atos secretos envolvem 37 senadores e outros 24 ex-parlamentares, desde 1995. Eles foram beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou assinaram atos secretos como integrantes da Mesa.
Os 37 senadores já são conhecidos.
É preciso que o ?Estadão? divulgue quem são os 24 ex-senadores.
Caso contrário, todos os parlamentares daquele época ficarão entre os suspeitos.
Da 50ª Legislatura, a de 1995, participaram entre outros:
Albano Franco
Amazonino Mendes
Benedita da Silva
Bernardo Cabral
Esperidião Amin
Hugo Napoleão
Jader Barbalho
José Serra
Roberto Requião
Sergio Machado
Teotônio Vilela Filho
Na 51ª, a de 1999, estavam:
Almir Lando
Antero Paes de Barros
Heloisa Helena
Iris Rezende
Jorge Bornhausen
José Eduardo Dutra
José Jorge
Luiz Estevão
Ney Suassuna
Roberto Freire
Roberto Requião
Waldeck Ornellas
Finalmente na 52ª Legislatura, a de 2003:
José Alencar
Paulo Octavio
Sergio Cabral
Quem quiser pode fazer suas apostas.
Aqui não estão todos os senadores da época. Foram relacionados apenas os mais conhecidos.
E os mortos não estão aqui citados.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 21:49

Daspu quer distância do Senado

Joaquim Ferreira dos Santos publica hoje, no seu ?Gente Boa?, uma frase da ex-prostituta Gabriela Leite, fundadora da Daspu, sobre a afirmação de Evandro Mesquita de que os políticos ?são todos filhos-da-puta?;
?Mais respeito ? disse ela. Elas trabalham, não roubam. Não conheço puta assumida que tenha filhos no Senado. Os senadores são filhos das suas próprias mães?.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 18:45

A farra das viagens

Diz o site ?Congresso em Foco? que Miami, Nova York, Buenos Aires, Paris e Milão são as cidades preferidas dos  parlamentares, em suas viagens ao exterior, com passagens pagas pelas duas Casas do Congresso.
Não é bem assim.
Na verdade, eles podem ter outras preferências como Roma e Los Angeles, ou mesmo ilhas paradisíacas do Caribe.
Mas sabem por que essas cidades não aparecem? Porque a cota de passagens só pode ser trocada em empresas aéreas brasileiras. Como nem a Tam, nem a Gol/Varig  voam para essas cidades, elas não aparecem no levantamento feito pelo  ?Congresso em Foco?.
Mais uma coisa: para que a cota se multiplique, as passagens são sempre de classe econômica. Como cada Casa Legislativa tem funcionários que trabalham nos aeroportos de Brasília, Galeão e Guarulhos,  são eles que se encarregam de  levar o parlamentar para a sala vip das empresas aéreas, enquanto é providenciado  o upgrade para a classe executiva.
No desembarque dos deputados e senadores, esses funcionários cuidam do desembaraço  das bagagens de Suas Excelências junto a Receita Federal.

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.