• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:42

Lindinho é risco grave para Cabral

Lindberg Farias, o Lindinho, chateado com o PT que não lhe garante legenda para o Senado, pois tem acordo antigo com Benedita da Silva, ameaça concorrer ao governo do Rio.
Como é homem de altos e baixos, Lindinho se comporta como a máxima de Tim Maia, quando dizia que “tudo é tudo, e nada é nada”.
Mas se ele, realmente, disputar o governo do Rio, e confirmadas as candidaturas de Sergio Cabral, Anthony Garotinho e Fernando Gabeira, o atual governador corre o sério risco de não chegar ao segundo turno.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:42

Gabeira já pensa no Governo

Da repórter Cátia Seabra, na ‘Folha’:
“Apontado como o candidato ideal do governador José Serra (PSDB) ao governo do Rio de Janeiro, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) admitiu ontem a possibilidade de entrar na disputa estadual.
Em reunião com tucanos do Estado, Gabeira condicionou sua candidatura à consolidação de uma aliança entre PSDB e PV do Rio. “Se todos se sentirem confortáveis, eu topo”, disse o deputado à Folha.
A operação conta com o aval da pré-candidata do PV, Marina Silva (AC). Grife da sigla, Gabeira ameaçava desistir até do Senado se o partido insistisse no lançamento de uma chapa “puro-sangue” no Estado.
A candidatura de Gabeira é crucial para Serra por oferecer um palanque forte ao PSDB no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país.
Em conversas com o PV, o PSDB concordou que Gabeira defenda o nome de Marina na TV. Sozinho, o PV tem direito a 1 minuto e 20 por dia no horário eleitoral. A coligação garantirá 8 minutos diários, incluindo a candidatura do ex-prefeito Cesar Maia para o Senado.
Presidente estadual do PV do Rio, o vereador Alfredo Sirkis afirma que a aliança – que reunirá também DEM e PPS – abre caminho para “uma campanha competitiva no Rio”.
Segundo Gabeira, a decisão deverá ser oficializada depois do Carnaval. O arremate dependerá da costura de detalhes com o comando do PV. O partido chegou a defender candidaturas isoladas nos principais Estados. Mas, diante do risco de Gabeira de desistir até da corrida ao Senado, Marina acenou com a possibilidade de exceções na semana passada.
“No Acre, por exemplo, não teremos nem candidato próprio”, admitiu Marina.
Gabeira se reuniu com o comando do PSDB do Rio no sábado, um dia depois de conversar com o presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PE), e com o ex-deputado Márcio Fortes. Na conversa, eles alegaram que Gabeira tem chances de ir ao segundo turno.
Mas, segundo tucanos, mesmo derrotado, Gabeira pode ser recompensado caso o PSDB chegue à Presidência. Cogita-se que ele poderia ocupar, por exemplo, a Embaixada do Brasil na França.
Outro pré-candidato, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) já disse a interlocutores que torcia pela candidatura de Gabeira por forçar um segundo turno no Estado”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:38

Sacrifício de Bené não será em vão

 Benedita da Silva já emagreceu 10 quilos, fez um tratamento a laser para rejuvenescer, quer perder mais 12 quilos até o Carnaval, e disse claramente:
- O outro não é lindinho? Tenho de me cuidar.
Bené não fará todo esse sacrifício em vão.
E mesmo que o PT lance os dois ao Senado, não será Lindberg Farias que terá a máquina do partido e do governo a seu favor.
Ou alguém acredita que Lula seria capaz de trair uma ?negra?, ?evangélica? e ?favelada??

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:37

Gabeira continua na mesma praia

Com o título “Gabeira recua e complica PSDB”, Pedro Venceslau escreveu no ‘Estadão’:
“A insistência do PV do Rio de Janeiro em lançar candidato próprio à sucessão do governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), levou o deputado Fernando Gabeira, principal nome da sigla no Estado, a desistir de disputar uma cadeira no Senado.
“As decisões de lançar candidato próprio e não fazer coligação no campo estadual limitaram demais minhas chances ao Senado. Eu teria 30 segundo de TV e rádio. Para quem não tem recursos, isso não basta. Muito provavelmente, disputarei uma vaga na Câmara. É a velha questão de querer ser puro-sangue”, disse.
Até a definição da candidatura de Marina Silva ao Planalto, havia uma forte articulação para que Gabeira encabeçasse uma chapa formada por PSDB e PPS. “Com Marina, ficou bem claro que eu não poderia ter apoio de dois candidatos a presidente. Isso levaria muita ambiguidade ao eleitor.” E frisou que a apoiaria, mas “todos em torno” ficaram com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB)”.
Gabeira só vai na boa.
Ia ser governador, ia ser senador, agora será deputado.
O palanque do Rio é um dos principais problemas de Serra. Sem nomes fortes, o PSDB tem negociado com o PPS, que pode lançar a ex-juíza Denise Frossard ou o vereador e ator Stepan Nercessian, e com o DEM, que pode contar com o ex-prefeito Cesar Maia.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:34

O quadro do Rio

Cesar Maia insiste em dizer que é candidato ao Senado, e não ao governo do Rio.
Estarão em disputa duas vagas para o Senado. E apesar da eleição ser majoritária, não é necessário ter a maioria dos votos, e sim estar entre os dois mais votados.
Hoje são candidatos ao Senado, os seguintes políticos:
1.Marcello Crivela, candidato a reeleição. Tem o apoio da Igreja Universal e é o candidato de Lula.
2.Cesar Maia, ex-prefeito do Rio. Em todas as pesquisas aparece bem posicionado. É o político que encara hoje o anti-lulismo no Rio de Janeiro.
3.Fernando Gabeira, deputado, quase foi eleito prefeito do Rio, e por isso teria grande força na Capital.
4.Jorge Picciani, é o mais fraco deles. Mas preside a Assembléia Legislativa e contará com os recursos e a máquina eleitoral do governador Sergio Cabral.
5.Benedita da Silva, ex-deputada, ex-senadora, ex-governadora do Rio, deixou de disputar duas eleições para concorrer ao Senado. Não conseguiu eleger o  marido vereador do Rio, mas pode ser candidata forte se conseguir legenda do PT.
6.Pastor Manoel Ferreira, deputado, já foi candidato ao Senado e foi bem votado. Será apoiado pelo candidato Garotinho.
7.Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu, quer ser eleito pela Baixada. Desmoralizou-se um pouco quando atacou Cabral e agora aliou-se a ele em troca de R$ 100 milhões para obras em seu reduto eleitoral.
Se todo o eleitorado do Rio se dividisse entre esses sete principais candidatos, os dois novos senadores seriam eleitos com pouco mais de 15% dos votos.
Como não precisam da maioria, todos acreditam na vitória.
Mas em certos casos – Cesar Maia e Fernando Gabeira são dois bons exemplos -  uma candidatura ao governo do Estado talvez fosse mais confortável. Qualquer dos dois disputando um segundo turno contra Sergio Cabral, levaria fácil o governo.
Se os dois fossem candidatos à Governador, é possível que Cabral não chegasse nem ao segundo turno.
Até março muita água ainda vai rolar.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:33

Pirotecnia de Gabeira

Sonia Racy no ‘Estadão’:
“Fernando Gabeira decidiu: melhor brigar sozinho do que mal acompanhado. Consultou o TSE sobre a possibilidade de sair para o Senado… sem suplente”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:31

Gabeira e a dupla traição

O deputado Fernando Gabeira que foi do PT, está no PV, foi apoiado pelo DEM e pelo PPS, e sonha em ter o apoio do PSDB, disse ao ?Globo? que vai mesmo para o Senado.
Ele explica que, o que influenciou a sua decisão, foi a candidatura de Marina Silva, de seu partido, a Presidência da República.
O deputado Gabeira é um tipo interessante: antes ele estava disposto a concorrer ao governo do Rio, e oferecia seu palanque ao candidato José Serra, do PSDB. Agora que seu partido tem uma candidata, ele prefere não correr maiores riscos. E por isso tentará o Senado.
Ou seja: trai Marina e Serra de uma só vez.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:30

Lindberg é traidor e boçal

Ninguém tinha dúvidas de que o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, era fraco eleitoralmente.
As pesquisas sempre indicaram isso.
Que ele gostava de uma boquinha era sabido. Basta ver as pessoas que o cercaram na prefeitura de Nova Iguaçu.
Quando ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados, Lindberg se mostrou um fanfarrão e um valentão de araque, que fingia enfrentar os seguranças da Casa que, ao contrário dele, não tinham imunidade parlamentar.
Rapaz vistoso e, aparentemente corajoso, acabou conseguindo legenda para candidatar-se a prefeitura de Nova Iguaçu. Sua campanha foi digna de um astro de telenovela global. Daí o apelido de Lindinho.
Desde o ano passado, Lindinho iniciou uma campanha para tentar candidatar-se, no Rio, à sucessão do governador Sergio Cabral, de quem sempre disse horrores. E vice-versa. Cabral chegou a reclamar de uma vaia, em um ato que Lula presidia, e falou grosso com Lindinho para que todos do palanque ouvissem: ?Isso vai dar merda! Vai dar merda!?.
Lindinho, na época, colocou o rabo entre as pernas e garantiu que nada tinha ver com as vaias.
Continuou sua campanha, gastou uma fortuna em out-doors na Baixada e, agora, diz que, em uma conversa com Lula, desistiu da candidatura;
Logo o Presidente que, pelo menos até o momento,  não pediu ao deputado Ciro Gomes, que desistisse de sua candidatura a Presidente.
Ao contrário. Lula já disse que não tem como pedir isso a Ciro, pois ele mesmo só consquistou a Presidencia, porque insistiu em sua candidatura por quatro vezes seguidas.
Segundo informa hoje ?O Globo?, Lindinho esteve com Cabral, que lhe garantiu apoio a sua candidatura para o Senado.
Em primeiro lugar, Lindinho fez acordo com o santo errado.
Quem é Cabral para dizer quem será o candidato do PT ao Senado?
Essa é atribuição única e exclusiva dos petistas,  e não do governador fanfarrão.
Mas caso seja verdadeira a reportagem publicada pelo ‘O Globo’, Lindinho exibe uma dupla face: a de traidor e a de boçal.
Traidor porque ele sabe que o PT tem, em Benedita da Silva, a sua candidata preferencial ao Senado.
E boçal porque não sabe fazer citações, nem mesmo entre aspas.
Ao citar Vladimir Ilitch Lenin, Lindinho disse aos repórteres Jorge Bastos Moreno e Camila Nobrega, que ?darei dois passos atrás para dar um passo adiante – disse o prefeito de Nova Iguaçu, citando Lênin e já pensando em sua candidatura a governador em 2014?.
Lenin nunca disse isso.
O líder do Partido Comunista, e primeiro presidente do Conselho dos Comissários do Povo da União Soviética, dizia que as vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois para frente.
Como ele se mostra um traidor e, mais do que isso, um boçal, a conversa com Sergio Cabral faz todo o sentido.
Eles se merecem.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:07

Funcionários fantasmas

    O Senado anunciou que processará 18 funcionários fantasmas.
Pura perda de tempo. Bastaria demiti-los.
Processo merece quem os empregou.
Mas isso a Casa não fará.

 

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:04

O otimisto do vice Alencar

O vice-Presidente José Alencar está animado.
Com a cura do câncer e o seu futuro.
“Antes eu aceitava a idéia da morte, hoje penso na expectativa da cura”.
E mais: “Se o eleitor permitir, volto ao Senado”.
A ‘Folha’ publica hoje uma entrevista de Alencar, que ele concedeu no Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo, a repórter Ana Flor.
Eis o seu texto:

- Como vai seu tratamento? Os médicos falam em redução de 30% dos tumores. 
- Os exames mostraram uma redução muito grande nos tumores. Era uma coisa que até não era esperada. Estou passando muito bem, não tive problema algum, trabalhando normal como se não tivesse nada.
Além disso, há, e muita gente não acredita, uma verdadeira corrente no Brasil inteiro de pessoas que me mandam cartas, mensagens, remédios, ervas, uma coisa nunca vista. O que eu tenho recebido, o que chega, não tem gabinete que consiga catalogar. As manifestações são fantásticas.
Acho que Deus está nos ouvindo, porque parece uma vontade Dele de me curar. Hoje já penso em expectativa de cura, quando antes estava aceitando a ideia de que ia morrer mesmo. Mas as coisas mudaram. 
- O senhor havia dito que, se chegasse aos 78 anos, seria como renascer. Seu aniversário foi no mês passado. Dá para fazer planos? 
- Eu tenho que planejar tudo de novo. Passei por uma operação em janeiro em que não morri porque Deus não quis, a coisa foi feia.
Sigo a orientação de Santo Agostinho: “O homem deve viver preparado para morrer a qualquer instante e proceder como se não fosse morrer nunca”. Sempre achei que a morte é algo natural, nós todos vamos morrer. Se Deus quiser me levar, ele não precisa de câncer.
Se ele não quiser que eu vá, não há câncer que me leve. E isso está acontecendo, porque estamos lutando contra o tumor há bastante tempo, um tumor difícil. A gente fala “um tumor”, mas são vários. Hoje estou quase dizendo “eram vários”. 
- E os planos políticos? 
- Termina meu mandato no ano que vem, tenho pensado sobre isso. Posso ser muito útil na vida pública, mas acho mais adequado para mim um cargo no Legislativo, porque esse eu posso enfrentar e dar uma grande contribuição. Ao passo que no Executivo, na minha idade, provavelmente não fosse recomendado, porque a agenda é muito pesada. Se Deus me curar, eu terei todas as condições de ser candidato.
Se você perguntar “o que você gostaria de fazer”, [a resposta é] eu gostaria de me candidatar ao Senado. Vai depender do resultado dos exames. Se eu tiver bem, eu posso levar meu nome. Se os eleitores quiserem, eu volto para o Senado. 
- Como o senhor acha que serão as eleições de 2010? 
- Todas as eleições são difíceis. Eleição tem sempre adversário. Há umas que são menos penosas, mas difíceis todas são. Há três anos, nós fomos ao segundo turno. Tudo indicava que devíamos ganhar no primeiro turno, mas não ganhamos. Então, eleição não é brincadeira. 
- Acha que chegou a hora de Minas voltar a ter um presidente? 
- Eu sinto que o Brasil está com saudade de Minas. Ainda que tenha na presidência o Lula, e não tem nenhum outro presidente que obteve maior sucesso do que ele no exercício da Presidência. 
- Dilma [Rousseff, ministra da Casa Civil] seria uma presidente à altura do que Minas pode oferecer? 
- Ela saiu de Minas há muito tempo e vive no Rio Grande do Sul, o que até contribui para que chegue ao governo influência de dois Estados da importância de Minas e do Rio Grande do Sul no campo político. Esses dois Estados sempre foram muito bem referendados. Tivemos o presidente Getúlio Vargas e tivemos o presidente Juscelino [Kubitschek], que foram grandes presidentes.
A Dilma é mineira, porque nasceu em Minas, o umbigo dela está enterrado em Minas. Então ela é mineira, e isso é bom. Mas ela é também gaúcha, e isso é bom também. 
- Tem um outro pré-candidato mineiro… 
- Eu respeito e admiro o Aécio [Neves, PSDB, governador de Minas] desde antes de ele nascer. Seus avô paterno, Tristão Ferreira da Cunha, foi um político admirável. E seu avô materno, então [Tancredo Neves], dispensa comentários. Mas ele tem um problema para resolver dentro do partido primeiro. Ele é jovem, tem muito tempo pela frente [para ser presidente]… 
- A população vai ouvir o conselho de Lula ao votar? 
- A gente vê que hoje o eleitor esclarecido, inteligente, quer ouvir o presidente antes de votar. Porque ele acha que o Brasil merece mais tempo de bons governos. O que eu sinto é que as pessoas desejam uma continuidade desse trabalho admirável que o Lula vem fazendo. E ele indica a Dilma. Como ministra da Casa Civil, ela é uma espécie de superintendente, tudo passa pela Casa Civil.
Ela tem demonstrado grande eficiência à frente do trabalho que executa. Além disso, todo mundo sabe que a Dilma é uma mulher brava, não é braba, é brava, em todos os sentidos. Ela reúne condições para realizar um excelente trabalho. 
- O senhor acha que os empresários estão com a Dilma? 
- Ainda é muito cedo para falar, tem um ano pela frente. Mas quem a conhece fica bem impressionado. 
- Quais os méritos do seu trabalho no governo? 
- O presidente é o Lula. O mérito é dele. O trabalho do vice é não atrapalhar. 
- Mas o senhor já ficou mais de 400 dias no exercício da Presidência da República. 
- Até o final do mandato, devo passar de um ano e meio no exercício do cargo. Jânio [Quadros, que renunciou em 1961] ficou sete meses na Presidência. Eu já fui presidente mais tempo do que ele.
[Na campanha de 2002] Eu viajava pelo Nordeste e dizia que eu podia me mudar para aquela cidade, porque não adiantaria ficar em Brasília, que o Lula só ia viajar pelo Brasil, eu nunca ia precisar assumir a Presidência. Quem ia imaginar que ele fosse viajar tanto? 
- O senhor é empresário. Acha que o Brasil já saiu da crise? 
- O Brasil está crescendo, saiu da crise, está forte. E isso apesar da política monetária. Essa política monetária é…que adjetivo eu uso…um despropósito. É uma política equivocada, não a econômica, mas a monetária. Mais de 8% ao mês, em algumas áreas mais de 10%, enquanto o setor produtivo ganha muito menos.Controlar os juros serve para conter a inflação de demanda, coisa que o Brasil não precisa fazer. O Brasil precisa estimular o consumo. Mas o Brasil está crescendo apesar disso. Mostra como o Brasil é grande, é um colosso. Eu sempre falei isso nas reuniões internas. O presidente sabe das minhas opiniões. 
- Corrigir isso fica para o próximo governo? 
- Sempre há como reverter e mudar agora. 
- O mensalão mineiro do PSDB e o que envolve o PT estão no STF. O senhor acha que uma decisão deve ficar para depois das eleições? 
- Eu falo em tese, sem me referir a esses casos específicos. É preciso haver investigações rigorosas e detalhadas, não importa quem é o investigado. Sempre defendi isso. Eu acredito que todos são inocentes até se prove o contrário, mas o Brasil se tornou o país da impunidade. Isso é sério e precisa mudar. Não se pune a corrupção. Eu não vejo que isso está mudando. 
- O senhor é a favor da entrada da Venezuela no Mercosul? 
- Sou a favor. A Venezuela é um país importante. Atrás dela, abre-se espaço para a Colômbia, Equador. É natural que o Brasil defenda a ampliação do Mercosul, isso aumenta nossa influência regional. A Venezuela é um país, apesar de seu presidente, tem que ser vista como tal. Presidentes passam. 
- Sua vida mudou com o tratamento? Sente dor? Come de tudo? 
- Como até torresmo, só que não me dão para comer! O que me derem, eu como. Não sinto nada, essa é uma doença silenciosa. A quimioterapia traz efeitos colaterais, mas eu tenho sentido muito pouco.
Quase nada. Isso aí nós já temos experiência. E há também os antídotos para os efeitos colaterais. Eu não parei em nenhum momento em todo esse tempo. Normal. Hoje mesmo volto para Brasília para participar de uma agenda, despachar [como presidente em exercício], tem coisas para assinar. 
- A superexposição de sua doença incomoda? 
- O câncer do José Alencar não interessa a ninguém a não ser a ele, à família, aos amigos. Mas a doença do vice-presidente, essa sim, interessa, é pública. Por isso sempre fui muito transparente e não escondo nada. Até mesmo agora, com a boa notícia de que o tratamento está funcionando e que estamos indo bem.

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