• Segunda-feira, 05 Março 2012 / 10:51

A saúde segundo o Prefeito e o seu ex

     O ex-Prefeito Cesar Maia aponta hoje em seu blog o que seriam as mentiras do Prefeito Eduardo Paes, administrador da cidade que tem o pior serviço de saúde do  páis, segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde:
Disse Eduardo Paes:
- Aplico 4 bilhões de reais em Saúde.(Globo, 03/03 e RJ-TV, 02/03)
Diz Cesar Maia:
- O Diário Oficial do Município do Rio de 30 de janeiro de 2012, página 64. Execução orçamentária de 2011. Gasto em Saúde: 1 bilhão e 875 milhões de reais. Menos da metade do que foi declarado.
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Disse Eduardo Paes:
- Aplico 25% em Saúde.
Diz Cesar Maia:
- O Diário Oficial do Município do Rio de 30 de janeiro de 2012, página 64. Execução orçamentária de 2011. Aplicações em Saúde: 19,69%.
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Disse Eduardo Paes:
- Estou construindo 5 hospitais. (RJ-TV 02)
Diz Cesar Maia:
- Está sendo reformado o tradicional Hospital Pedro II em Santa Cruz e construído um pequeno hospital na entrada da Ilha do Governador.
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Disse Eduardo Paes
- A cobertura do programa saúde da família passou para 27,4%. (RJ-TV 02)
Diz Cesar Maia:
- Como não há visita domiciliar de médicos e equipes, não é programa saúde da família, mas um posto médico com 3 especialidades no lugar das 12 especialidades dos postos de saúde, reduzindo a diversidade da atenção básica. E a conta de multiplicar o número de pequenos postos médicos adaptados ou construídos (clínicas da família) pela área de referência é falsa. São pontos fixos.
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Disse Eduardo Paes:
- Sobre Convênios com a Prefeitura do Rio, dados do Ministério da Saúde apontam que em 2008 foram repassados R$ 855 milhões, em 2009 repassados R$ 544 milhões, em 2010 foram R$ 764 milhões e em 2011 R$ 488 milhões. (O Globo 03)
Diz Cesar Maia:
- Então a história que a prefeitura anterior não interagia com o governo federal é mentira. Os números (sem incluir a inflação) mostram que a prefeitura anterior recebia mais em Convênios com Ministério da Saúde que a atual.

  • Sexta-feira, 02 Março 2012 / 14:20

Saúde do Rio é a pior do país

    Do repórter André de Souza, do ‘Globo’:
    “A saúde pública no Rio de Janeiro obteve a pior avaliação entre as maiores cidades do país medidas pelo novo indicador de qualidade criado pelo Ministério da Saúde. Numa escala que vai de 0 a 10, o Rio tirou nota 4,33, no Índice de Desempenho do Sistema Único do Saúde (IDSUS), abaixo da média do país, que ficou com 5,47. No estado do Rio, a situação também é preocupante: recebeu nota 4,58, a terceira pior, à frente apenas de Rondônia e Pará. Outras cidades do Rio aparecem na lista de mais baixo desempenho: São Gonçalo (4,18), Niterói (4,24), Nova Iguaçu (4,41) e Duque de Caxias (4,57).
No extremo oposto, Vitória obteve a maior nota entre as principais cidades. O ministério dividiu os municípios em seis grupos de acordo com o porte da cidade e os serviços que presta via SUS. A capital do Espírito Santo foi a campeã do grupo 1, o mesmo em que o Rio ficou em último lugar. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, que calculou o IDSUS de todas as cidades e estados do país.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o que mais pesou para a avaliação do Rio foi o baixo acesso à atenção básica. Os dados usados para calcular o índice são de 2008 a 2010. Mas, de acordo com Padilha, houve uma melhora em 2011. Ele diz que, se contados os dados do ano passado, o Rio de Janeiro estaria acima da média nacional. O ministro informou que, em 2008, o acesso à atenção básica só chegava a 3% da população carioca, mas que até o fim de 2012 deverá chegar a 50%.
Padilha também acredita que o alto número de usuários de planos de saúde no Rio também contribuiu para o resultado, uma vez que eles não são excluídos da avaliação. Por exemplo: se houver baixo uso do SUS para exames de mamografia, porque parte das mulheres prefere usar o plano privado, o indicador terá uma nota baixa.
- Outra coisa que pesa muito na cidade do Rio é que a proporção de pessoas que têm acesso à saúde suplementar é muito maior que em outras capitais do Brasil. Como o cálculo do IDSUS é pensando no conjunto da população da cidade, porque o SUS pretende ser universal e, na prática, muita gente que tem plano usa bastante o SUS, você tem que pensar o índice a partir do conjunto da população. Então, o sentimento de não acesso no Rio de Janeiro pode ser menor do que o sentimento de não acesso em outras cidades – avaliou Padilha.
De acordo com o diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS, Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, não é possível responsabilizar apenas o município pela nota que tirou, uma vez que o SUS é formado pelas várias esferas de governo:
Não estamos fazendo avaliação da gestão estadual ou municipal. É uma avaliação que tem que ser vista e assumida pelas três esferas de governo.
No estado do Rio, a cidade de Piraí, do grupo 3, teve a maior nota: 7,14. A nota mais baixa no estado ficou com Guapimirim: 3,53, a oitava pior do grupo 4 no país”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

Gabeira confirma hoje candidatura

O pré-candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira, do PV, deu ontem, no final da tarde, uma entrevista ao jornalista Ricardo Noblat pelo Twitter. Por limitações da ferramenta utilizada, nenhuma pergunta e nenhuma resposta, tem mais de 140 toques. Veja a entrevista:
“- Boa tarde, deputado Fernando Gabeira. Depois de idas e vindas, o senhor será mesmo candidato ao governo do Rio?
- Boa tarde. Depois de idas e vindas, sou candidato ao governo do Rio.
- O que lhe faz achar que merece ser eleito governador?
- Creio que adquiri experiência política e conhecimento para responder aos desafios do Rio.
- O senhor se acha mais capaz do que Sérgio Cabral e Garotinho, por exemplo?
- Pelo governo que fizeram, creio que tenho condições de realizar muito mais e com outra concepção política.
- Por que o senhor não queria o ex-prefeito Cesar Maia em sua chapa para o Senado e agora quer?
- Fizemos ampla consulta aos apoiadores capital e interior. Preferem união para termos chances de vitoria.
- Mas antes o senhor imaginou que sem união com o DEM de Cesar Maia poderia vencer?
- Antes estava disposto a seguir caminho sem grandes conflitos. Não há resposta científica sobre a fórmula vencedora.
- Que conflitos o senhor pensa que enfrentará por se juntar com o DEM?
- Conflitos na coligação e com parte dos eleitores. Só aceito coligar se todos se sentirem confortáveis. Creio que haverá paz.
- “Só aceito coligar se todos…” Quer dizer que ainda não se bateu o martelo sobre a coligação com o DEM?
- Creio que isso será feito amanhã. O critério para coligar é a aceitação do projeto ficha limpa.
- E quem ainda resiste a aceitar o projeto ficha limpa? O DEM? O PSDB? Quem?
- Todos os partidos da coligação aceitam, com base no projeto original. Vamos oficializar essa decisão amanhã.
- Quem mudou para que se possa imaginar o senhor e Cesar Maia juntos? Mudou o senhor ou Cesar Maia?
- O que muda é a situação do país e do estado. O sistema de dominação do PMDB é profundo e muito forte. Só a união vencerá.
- Quem mudou? Gabeira ou o PT, partido ao qual o senhor já pertenceu?
- Nós todos mudamos no caminho. O PT mudou de uma forma que nos separou. Consegui crescer sozinho, fora de um governo popular.
- O senhor acha possível fazer um governo popular junto com o DEM e o PSDB? Ou esse não é o seu objetivo?
- O objetivo é um governo com a sociedade. O governo popular tem boa políticas econômica e social, mas loteou cargos com partidos.
- O senhor não dará cargos a pessoas indicadas pelos partidos que o apóiam caso se eleja?
- Sim, desde que sejam pessoas honradas e com competência especifica para os cargos.
- Acho que Lula teria respondido da mesma forma antes de lotear cargos com os partidos que o apoiam…
- Isto não é uma pergunta. Quando Lula descumpriu o prometido, sai do PT.
- Para quem o senhor pedirá votos – Marina ou Serra?
- Pedirei votos para Marina, mas tenho admiração pelo Serra. Ambos me apoiam.
- Haverá lugar para Serra no seu programa de propaganda no rádio e na televisão?
- Está combinado que Serra aparece me dando apoio.O vice, do PSDB, vai apoiá-lo.
- Quando Serra for ao Rio fazer comícios o senhor estará ao lado dele?
- De um modo geral não faço mais comícios. Posso encontrá-lo na rua, pois nela encontro até adversários.
- Por que o senhor acha Marina e Serra mais preparados para governar do que Dilma?
- Ambos passaram por crivos eleitorais, Marina venceu a pobreza e eleições, Serra governou São Paulo.
- Em um eventual segundo turno entre Serra e Dilma, o senhor então irá de Serra?
- Sim, num eventual segundo turno apoio Serra.
- Existe alguma chance de composição entre Serra e Marina ainda no primeiro turno?
- Não creio. Marina quer falar de sustentabilidade e acha que seu papel é singular.
- Que lição (ou lições) extraiu de sua derrota para prefeito do Rio?
- Estou nisso desde 82 e cometo erros até hoje. Meu principal erro foi não deter o feriado na Justiça.
(De O Globo: A ausência de 927.250 eleitores cariocas (20,24% do total), em meio ao feriado prolongado decretado pelo governador Sérgio Cabral, pode ter influenciado o resultado da eleição, na opinião de cientistas políticos.
As maiores abstenções registradas foram nas zonas eleitorais do Centro (26,34%), da Zona Sul (26,11%) e da Grande Tijuca (22,14%), três regiões que registraram o melhor desempenho do candidato derrotado , Fernando Gabeira (PV).
Os números são superiores aos registrados no primeiro turno, que teve 17,91% de abstenção, e acima da média nacional, que ficou em 18,09%, bem próximo dos 17,29% registrados no segundo turno de 2004. Na ponta do lápis, isso representou uma perda de mais 107.157 votos em relação ao primeiro turno.
Na Zona Sul faltaram 143.714 eleitores, justamente onde Gabeira teve seu melhor desempenho. O fato reforça a polêmica sobre o feriadão decretado pelo governador Sérgio Cabral, que antecipou de terça-feira para esta segunda o Dia do Servidor Público).

- De 0 a 10, que nota dá à administração do prefeito Eduardo Paes?
- Não dou notas, mas aprecio a decisão de recuperar o porto do Rio, um dos projetos centrais de minha campanha.
- O que o governador Sérgio Cabral está fazendo que o senhor não faria?
- Proponho plano de segurança para todo o estado, saúde não apenas para emergência, e romper com a cumplicidade com empresas transporte.
- Em um eventual segundo turno contra Cabral o senhor pediria o apoio de Garotinho?
- Meu grande esforço é ir para o segundo turno. Quando estiver lá, tomarei as decisões do momento.
- O que acha da política de segurança pública de Cabral? E mais especificamente das UPPs?
- Defendi esta politica em 2008. Sou beneficiado por ela, mas pergunto sempre: e os outros? É preciso pensar Rio como estado.
- Qual será o papel do RJ na discussão da partilha de royalties caso o senhor se eleja?
- O Rio tem de lutar pelos royalties. Veja o desastre agora em Lousiana. São riscos ambientais e encargos sociais com o petróleo.
- Últimas perguntas. Qual é exatamente sua posição sobre o comércio de drogas consideradas ilícitas?
- Minha proposta é reformar a polícia. Sem boa polícia não há politica de repressão ou discriminação. É uma ponte entre extremos.
- O que pensa da concessão do titulo de propriedade definitivo aos atuais moradores de favelas?
- Sou favorável, desde que em áreas seguras. Com o título, as pessoas têm emprestimos, há dinamismo econômico.
- Última pergunta: O que fará para impedir a edificação em áreas de risco? E a ocupação ilegal de terra pública?
- De um modo geral é tarefa de prefeito. Poderei ajudar [fazendo] convênio com Google, monitorando on line”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Saúde do Rio tem roubalheira

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“Objeto de investigação do Ministério Público, o contrato da Secretaria de Saúde do Rio com a empresa Toesa Service fixa em R$ 5 milhões a despesa anual de manutenção de 122 carros usados no combate à dengue (R$ 41 mil por unidade, valor superior ao dos próprios automóveis). Em São Paulo, o governo gasta R$ 740 mil para manter 450 carros.
A secretaria de Saúde do governo Sérgio Cabral (PMDB) é hoje um dos órgãos públicos mais escrutinados do país, sob exame de promotores, procuradores e policiais. Suspeitas pairam sobre quase tudo: da manutenção dos carros da dengue ao superfaturamento de remédios, passando por contratos de gerenciamento de estoques”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:30

Perguntas para os que perguntam

Pedindo, ao final, que “espalhe essa nota”, o deputado Fernando Gabeira postou, há pouco, em seu blog, o seguinte texto:
“É possível romper a dominação política do PMDB e seus aliados sem o concurso dos partidos de oposição para criar uma candidatura competitiva?
É possível melhorar o transporte coletivo no Rio sem romper a cumplicidade política com as empresas de ônibus e os concessionários de trem e metrô?
É possível ter um plano de segurança para todo estado sem nos limitarmos ao sucesso apenas em comunidades da Zona Sul?
É possível melhorar as condições da polícia (salário,equipamento e treinamento) isolando e afastando os setores comprometidos com o crime e a contravenção?
É possível uma política de prevenção de desastres e a criação de uma defesa civil  que responda às mudanças climáticas que já começam a nos afetar?
É possivel defender os royalties do petróleo e ao mesmo tempo a transparência no uso desses recursos?
É possivel canalizar os frutos dessa riqueza que é finita para nos libertamos dessa dependência no futuro, usando a educação, o conhecimento, a ciencia e a tecnologia como instrumentos dessa passagem para o futuro?
É possível um governo que não corrompa os parlamentares e trabalhe construtivamente para atender às aspirações de suas bases eleitorais?
É possível um sistema de saúde que racionalize seus gastos para prestar um melhor serviço, uma liderança que conduza os funcionários do setor a uma política de respeito e compaixão pelos que adoecem e sofrem?
São algumas perguntas que faço e, em contrapartida, só querem saber da candidatura ao Senado, espeficamente a de César Maia.
Espero que os partidos políticos respondam a todas as perguntas e não apenas a preferida dos jornalistas. Gostariamos muito de atender aqueles que pedem uma derrota de cabeça erguida. Lembramos apenas que, nas circunstâncias da degradada política do Rio, esta opção nos leva a dois perigos: passarmos a vida sendo derrotados e, o que é pior, começarmos a gostar da derrota”.
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Da parte desse blog está atendido o pedido de Gabeira.

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