• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:47

O futuro de Garotinho

O PT e Dilma Rousseff estão enganados com Anthony Garotinho.
Ele não tem porque fazer a campanha da candidata do PT se ela o  repele.
Quando os dois apareceram, juntos, na convenção do PR, em Brasília, os jornais cariocas a atacaram.
Mas ela acredita que a mídia lhe dará melhor tratamento caso fique exclusivamente com Sergio Cabral?
Só se a candidata for muito infantil.
Não existe a possibilidade do ex-governador ficar isolado.
Senão vejamos.
Será que sua candidatura não interessa ao ex-prefeito Cesar Maia, rejeitado pelo deputado Fernando Gabeira?  Afinal o candidato do PR só tem, até agora, um único candidato ao Senado, o Pastor Manoel Ferreira. A segunda vaga continua em aberto, assim como a candidatura a vice-governador.
É óbvio que Cesar Maia só se aliaria a Garotinho, se esse apoiasse José Serra. E porque não ele não o apoiaria? Na última eleição Garotinho pediu votos para Geraldo Alckmin, do mesmo PSDB.
Nesse caso, como se posicionarão os jornais cariocas? Qual deles condenará José Serra? Eles ficarão contra a candidatura do ex-governador de São Paulo? 
            * * *
Em política não existe o impossível, mas é cada dia mais improvável o apoio de Garotinho a Dilma.
Ele já sinalizou isso no encontro do PR, e ela fez o mesmo ontem no Rio.
O noivado pode acabar em rompimento, embora tanto para ela, quanto para o PT,  o interessante é que os dois continuassem noivos até outubro. Mas sem casamento.
Seria uma espécie do que antes era chamado de amizade colorida.
O candidato do PR é evangélico, e tem a família como uma de suas bandeiras. Por isso não quer ‘ficar’. Ele prefere compromisso sério.
            * * *
Garotinho tem hoje dois caminhos.
1 – Aderir a Serra, desde que Serra também o apoie. O namoro não é de todo estapafúrdio. A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, esteve, no ano passado, pelo menos duas vezes com Serra, no Palácio dos Bandeirantes, sempre a convite do então governador de São Paulo. E certamente Serra não o chamou para uma conversa sobre o pré-sal. O fato é que o candidato do PSDB não tem palanque, no Rio,  para o primeiro turno. Na melhor das hipóteses, seu candidato preferencial, Fernando Gabeira, ficará com Marina Silva e , no segundo turno, trabalhará para Serra. E se não houver segundo turno para Presidente? Para que servirá o palanque de Gabeira? E mais: e se Gabeira não for para o segundo turno? Qual será sua contribuição?
2 – Garotinho pode assumir o discurso de que a prioridade é derrotar Sergio Cabral e companhia, já que o Rio  precisa de diversos choques: de moralidade, de administração e de carinho com o Estado. Tipo “prefiro o Rio à Paris”. No discurso, Garotinho diria que o país está resolvido, e em boas mãos, seja quem for o eleito: Dilma, Serra ou Marina, assim como também estaria bem nas mãos de Ciro Gomes, caso ele fosse candidato. Como são pessoas honradas – e Garotinho se dá bem com todos -  ele não precisaria canalizar esforços nessa disputa. Por isso cuidaria apenas do combate a Sergio Cabral, independentemente de quem o eleitor votar para Presidente. E se transformaria no único anti-Cabral, já que Gabeira tem que atender também a outros interesses.
Até o início da próxima semana, o quadro deverá ficar mais claro.
O DEM deu um prazo a Fernando Gabeira para que ele se defina até o dia 30 desse mês.
Até lá, continuarão, aparentemente, empurrando os impasses com a barriga.
Mas todos continuarão conversando.
Quem tiver o que conversar. E a oferecer.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:40

A Imprensa do Rio e as eleições

O ex-governador Anthony Garotinho lançou ontem sua candidatura, pelo PR, ao Governo do Rio de Janeiro, em ato realizado na casa de espetáculos Vivo-Rio, ocasião em que fez um discurso com dois pontos que merecem destaque:
1. Um ataque violento ao atual governador Sergio Cabral, não só no aspecto administrativo, mas também no aspecto pessoal. Ele desafiou o atual governador a provar com quem renda ele adquiriu os dois apartamentos que utiliza no Leblon e mais a casa de praia em Mangaratiba.
2. O candidato apresentou um elenco de promessas, como a construção de 100 mil casas populares, e a redução para R$ 2,50 do Bilhete Único, além da ampliação de duas para três horas para a sua utilização.
Garotinho é ex-governador, ao disputar a Presidência da República, em 2002, obteve mais de 20 milhões de votos, e hoje é o segundo colocado em todas as pesquisas feitas para a sucessão de Sergio Cabral. Mesmo que não tivesse todas essas credenciais, o lançamento de sua candidatura, por si só, já  mereceria um espaço mais generoso da imprensa do Rio.
Pois o maior e mais importante jornal da cidade, ?O Globo?, publicou uma notícia de pé de página,  que mereceu apenas 459 palavras, sendo que 159 eram contra o candidato, e outras 87 foram dedicadas ao líder do PT, que explicou a posição do partido quanto a participação de Dilma Rousseff em Estados onde existe mais de um palanque em apoio a seu nome.
Para Garotinho sobraram 213 palavras ? menos da metade da reportagem.
O jornal não pode alegar que não se interessa pelos assuntos políticos do Rio. Na mesma edição, a notícia de que a Assembléia poderá aprovar, essa semana, a criação do 93º município fluminense, ganhou manchete de página e 1.031 palavras, ocupando mais de uma meia página da edição de hoje. Isso é quase cinco vezes mais do que o noticiário sobre o lançamento de Garotinho.
Três vezes mais do que o congresso do PR, é o artigo assinado pelo  líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen, a favor da abertura dos bingos e cassinos. São 213 palavras de Garotinho, contra 616 pró jogatina.
?O Dia? também não ficou atrás: dedicou apenas 217 palavras. Já a notícia de que os comandantes das UPPs receberão uma gratificação mensal no valor de R$ 1 mil, mereceu  287.
Bem ou mal, os jornais de São Paulo deram mais espaço a Garotinho do que os jornais do Rio: a ?Folha? tem 304 palavras, o ?Estadão? 397 e o ?Valor Econômico? que, como o próprio nome diz, dedica-se prioritariamente a outros temas, publicou 539 palavras.
Pelo andar da carruagem, o pobre do (e)leitor do Rio terá de se contentar, mesmo, com o horário gratuito de radio e TV para que possa saber o que pensam os candidatos, quais suas críticas aos adversários e quais seus programas de governo.
Uma ultima curiosidade: com exceção de Moreira Franco – que teve na sua eleição o apoio do chamado ?arco da sociedade? -  desde que foi instituído o voto direto para escolha dos governadores, todos os candidatos apoiados pelo ?Globo? foram derrotados. Contra a opinião do jornal foram vencedores Leonel Brizola (em 1982 e, depois, em 1990), Marcelo Alencar (1994), Anthony Garotinho (1998), Rosinha Garotinho (2002), e o próprio Sergio Cabral (2006).
Será que esse ano será diferente?  
Quem viver verá…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:29

Garotinho vai a culto e condena aborto

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“O que deveria ser só um culto religioso, com cerca de cinco mil evangélicos, na Assembleia de Deus de Madureira, transformou-se ontem em palanque eleitoral liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato do PR ao governo. Ao lado da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, e do pastor Manoel Ferreira, que disputará o Senado pelo PR, Garotinho, em seu discurso, pregou: ?Vai ser eleito governador de tudo que é tipo e senador de tudo que é estado do Brasil. Mas só vai ser eleito um governador crente, um senador crente?.
O evento marcou o lançamento do ?Manual Feminino da Cidadania?, que reproduz trechos polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos do governo Lula ? como o apoio ao projeto de lei que defende a união civil de pessoas do mesmo sexo, criticado por Garotinho.
O manual distribuído ao fiéis destaca as ?22 razões para não fazer aborto?, ao lado de imagens de fetos mortos. São listadas ainda as ?22 razões para orar por Garotinho?. Na contracapa, ele aparece com Rosinha e os filhos, com o título: ?Quem tem família, defende família?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:49

A revolta de Rosinha

Da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho – inconformada com a despolitização da manifestação – para a repórter Luciana Nunes Leal, do ‘Estadão’:
- Não vim aqui ouvir música, o ato é político. Tem que explicar para as pessoas que estão lá na rua sem entender nada.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:48

Covardia ou bom senso?

Deve ter sido duro para a prefeita Rosinha Garotinho ter de segurar a mão de Sergio Cabral. E vice-versa.

Deve ter sido duro para a prefeita Rosinha Garotinho ter de segurar a mão de Sergio Cabral. E vice-versa.

Na cidade mais politizada do país, os políticos decidiram  que,  na manifestação em favor do Rio de Janeiro, não haveriam discursos.
Eles participaram da passeata , da Candelária a Cinelândia, molharam a camisa com a chuva forte que caiu, principalmente quando a caminhada chegava ao final,  subiram no palanque armado em frente a Câmara dos Vereadores, deram-se  as mãos ? Cabral entre Rosinha Garotinho e  Paulo Hartung  ?  e ponto final.
Um grupo musical atacou com ?Do Leme ao Pontal?, e o único discurso foi do prefeito Eduardo Paes, que pediu a palavra para avisar que não haveria discursos.
- Nosso protesto já foi feito na  passeata.  Como estamos no Rio de Janeiro, agora é só festa.
O locutor anunciou uma série de atrações e os políticos se foram.
Sem discursos, ninguém foi vaiado. Nem aplaudido.
?Covardia? era a palavra de ordem contra a emenda que subtraiu os royaltes, que certamente voltarão.
Teriam  os políticos se acovardado, ou o bom senso falou mais alto?
Cada um adote a tese que bem entender.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:48

Consequências imprevisíveis

 A passeata de hoje, no Rio, tem todos os ingredientes para que  termine em uma enorme confusão.
Esse é um ano eleitoral e lá estarão os três candidatos ao governo.
Se forem 150 mil pessoas, conforme  prevê o vice Pezão,  não haverá como impedir que partidários de um ou outro candidato resolva aproveitar o ato para tratar de outros assuntos, que não os royaltes do petróleo.
A passeata foi convocada pela prefeita  Rosinha Garotinho, que estará acompanhada do marido. O governador Sergio Cabral tomou pra si a iniciativa de organizar o protesto. O deputado Fernando Gabeira disse que estará no meio do povão.
Se for realmente um ato em favor do Rio de Janeiro, o normal é que os três discursem.
O palanque na Cinelândia foi construído pelo governo do Estado. Mas será que todos os  políticos terão acesso a ele? Os artistas convidados irão marchar da Candelária a Cinelândia, ou ficarão apenas no palanque ao lado de quem mandou construi-lo? Isso seria abusar da boa fé de quem vai lá defender o Rio. 
É óbvio que os que irão a passeata são todas pessoas politizadas e, por isso mesmo, com claras preferências eleitorais.
Se o palanque for aberto a todas as tendências, haverá vaias e aplausos para os que forem discursar. Se ele for utilizado apenas para os aliados do governador, aí será pancadaria na certa.
Não existe liderança política capaz de comandar 3 mil pessoas que sejam, quanto mais 150 mil.
A torcida para que esse blog esteja errado é imensa. Nessa torcida, inclui-se o próprio autor da nota.
Mas a verdade, repito, é que o ato tem tudo para acabar mal.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:44

Cabral tenta humilhar Rosinha

Do repórter Gustavo Paul, de ‘O Globo’:
“Adversários políticos, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, também presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), e o governador Sergio Cabral cumpriram ontem agenda lado a lado no Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa da manutenção da receita de petróleo do Rio. Mas, apesar do objetivo comum, o encontro foi marcado pelo constrangimento.
Os dois não se falaram e o governador ainda submeteu sua antecessora a um chá de cadeira de quase uma hora.
Rosinha foi a primeira a chegar à ante-sala do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, com antecedência de 20 minutos, para a audiência marcada para as 12h30. A ex-governadora e outros sete prefeitos ficaram aguardando em pé a chegada de Cabral. Alegando atrasos em compromissos no Rio, Cabral chegou ao STF com 45 minutos de atraso.
Às 13h15, sem cumprimentar Rosinha e os demais prefeitos, Cabral entrou apressadamente no gabinete de Gilmar Mendes.
Durante quase 10 minutos, Rosinha ficou em pé aguardando ser chamada para a audiência.
Visivelmente constrangida, a prefeita reclamou com assessores o fato de Cabral ter chegado atrasado e ainda ser atendido primeiro. Assessores lembraram que a audiência foi pedida pela Ompetro e que Cabral era um convidado.
Questionada por jornalistas se achava estranho estar esperando em pé, enquanto o governador falava primeiro com Mendes, ela simplesmente respondeu: “Essa é uma constatação sua” –  afirmou Rosinha, visivelmente sem graça.
Mas a deferência a Cabral tinha uma justificativa. Pelo protocolo do Supremo, em audiências públicas, o presidente da Casa recebe inicialmente a maior autoridade presente, no caso o governador. Os prefeitos só são chamados posteriormente.
De acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Campos, governada por Rosinha, é a cidade mais afetada, em valores, pela emenda Ibsen, que perderia R$ 1,188 bilhão do R$ 1,193 bilhão que hoje recebe em participações governamentais sobre a exploração de petróleo. Macaé (perdas de R$ 515 milhões), Rio das Ostras (R$ 342 milhões) e Cabo Frio (R$ 201 milhões) são os municípios que vêm a seguir.
O encontro com Gilmar Mendes ontem teve como motivação pedir ao presidente do Supremo a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo deputado fluminense Geraldo Pudim (PMDB) requesitando que a apreciação da emenda Ibsen na Câmara fosse proibida ontem em plenário.
Isso não ocorreu. O pedido de liminar já havia sido negado pela ministra Ellen Gracie”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:35

Quem do PR acha o que?

 Do ‘Informe do Dia’:
“A denuncia do Ministério Público contra Anthony e Rosinha Garotinho repercutiu com força no PR, novo partido do ex-governador. Alguns caciques (do PMDB, com gabinetes no Palácio Guanabara) acham que, diante das acusações, Garotinho deveria desistir da candidatura ao governo e tentar um mandato de deputado federal”.
Esse Garotinho dá uma dor de cabeça dos diabos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:33

Reunião com Cabral é mistério

O site do ex-governador Garotinho informa que “a prefeita Rosinha Garotinho, presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), conquistou importantes adesões nesta terça-feira para a campanha ?Justiça para quem produz?, durante encontro com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, em Vitória, e mais 17 prefeitos capixabas. De Vitória, ela seguiu para o Rio, onde nesta quarta-feira, às 10h, se reúne com representantes do Fecomércio e, às 15h, estará com o governador Sérgio Cabral, que receberá os prefeitos que fazem parte da Ompetro”.
Esse encontro não faz parte da agenda do governador do Rio. Portanto existem três opções:
1 – Ele receberá a comissão, mas não quer dar publicidade a reunião.
2 – Ele não receberá a comissão, por isso não agendou o encontro.
3 – Ele encarregará o Vice Pezão ou outro secretário de Estado para estar com os prefeitos, já que entre eles está Rosinha Garotinho, e Cabral não quer ser fotografa ao lado de sua antecessora.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:52

Cabral já gastou R$ 250 milhões em propaganda

Do repórter Raphael Gomide, da ‘Folha’:
“O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), abriu uma nova licitação no valor de R$ 180 milhões para contratar seis agências de publicidade por um ano. O valor é 80% superior ao da última licitação, de 2008, de R$ 100 milhões anuais para cinco agências.
O governo Sérgio Cabral já gastou R$ 250 milhões em “Serviços de Comunicação de Divulgação” em seus primeiros três anos, de acordo com o Siafem (Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios). Foram R$ 81,4 milhões em 2007, R$ 82 milhões em 2008 e R$ 86,5 milhões no ano passado.
A sua antecessora, Rosinha Garotinho, gastou R$ 223,7 milhões (em valor corrigido pelo IGP-M, da Fundação Getulio Vargas), em período equivalente, ou menos R$ 26,3 milhões.
A licitação deve acontecer em março e pretende substituir as atuais agências de publicidade, cujos contratos se encerram em setembro. O novo contrato vale por um ano, mas o governo não pode gastar mais do que R$ 83,3 milhões em 2010, ano eleitoral -quando, por lei, os gastos do gênero são limitados à média dos três anos anteriores.
Atualmente prestam serviço ao governo a Agência 3 Comunicação Integrada Ltda., Agnelo Pacheco Criação Com. e Prop. Ltda. -que já atuavam na gestão Rosinha- , PPR Profissionais de Pub. Reunidos Ltda., a Artplan Comunicação S/A e a 3P Comunicação Ltda.
As cinco venceram a licitação de 2008 e tiveram o contrato renovado. Uma cláusula permitia renovações por até cinco anos. O acordo previa R$ 100 milhões de gastos anuais e a possibilidade de aditivos de até 25%, ou R$ 25 milhões.
O secretário do Gabinete Civil, Régis Fitchner, afirmou que o valor de R$ 100 milhões vigorava havia anos e precisava de reajuste. Com o novo montante, R$ 180 milhões, diz, não será necessário haver aditamentos.
“Com a realização da Copa e da Olimpíada, nós também prevemos um aumento dos gastos nessa área”, disse Fitchner. De acordo com ele, o Estado do Rio centraliza todos os gastos de publicidade da administração direta e indireta nessas contas.
Em 2007 e 2008, Cabral manobrou com o orçamento inicial para serviços de publicidade, multiplicando-o por até quatro vezes. Em 2007, a dotação prevista de R$ 20 milhões se transformou em despesa de R$ 81,4 milhões, superior aos Estados de SP (R$ 77 milhões) e MG (80,7 milhões).
No ano seguinte, os R$ 22,9 milhões viraram R$ 82 milhões liquidados ao fim do ano. Em 2009, o valor de partida foi o triplo dos anos anteriores, R$ 66,9 milhões, e as despesas também aumentaram para R$ 86,5 milhões”.

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