• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:53

Transportes não se entendem no Rio

Do repórter Natanael Damasceno, de ‘O Globo’:
“A dificuldade de entendimento entre o governo do estado e a prefeitura do Rio no que diz respeito às soluções para o trânsito da cidade pode prejudicar os projetos apresentados para a área de transportes visando às Olimpíadas de 2016. Quem afirma é o arquiteto Jaime Lerner, que acaba de ser incluído na lista dos 25 pensadores mais influentes do mundo, elaborada pela revista ?Time?, por seus trabalhos como urbanista.
Ontem, em entrevista à Rádio CBN, Lerner ? que assessorou a equipe que elaborou o projeto olímpico ? disse que tenta, sem sucesso, obter uma visão conjunta sobre o problema entre os dois níveis de governo: ? Adoro o Rio, já fiz várias propostas.
A última foi a solução de transporte para as Olimpíadas. O Rio nunca esteve tão próximo de uma grande transformação e nunca esteve tão distante. Tão próximo porque tudo está a favor: governo, prefeitura e iniciativa privada. E nunca esteve tão distante (e eu quero dizer isso ao governador e ao prefeito do Rio) porque eles não se encontram, eles não pensam junto o problema dos transportes. Está aí um recado: tem seis meses que eu estou tentando conseguir com que haja uma visão conjunta do sistema de transportes que nós projetamos para as Olimpíadas, mas até agora nada aconteceu ? afirmou Lerner.
O arquiteto disse ainda que qualquer cidade no mundo pode melhorar sua qualidade de vida em menos de três anos.
Apesar das críticas, nem o prefeito Eduardo Paes, nem o governador Sérgio Cabral quis comentar as declarações do urbanista. Já o secretário estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues Pinto Neto, afirmou que a parceria entre o governo e a prefeitura para tratar do tema nunca esteve tão boa.
? Não acredito que ele (Lerner) realmente pense dessa forma. A sintonia entre nós e a prefeitura tem sido muito boa. Inclusive para os projetos que dizem respeito às Olimpíadas.De qualquer forma, estamos à disposição do Jaime Lerner, cujos projetos e ideias têm sido muito importantes para o estado ? disse o secretário.
Já a secretaria municipal de transportes afirmou, através de sua assessoria, que não daria informações sobre outros projetos apresentados por Lerner para a cidade porque estes foram propostos na gestão de Cesar Maia”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:40

Nuzman e ministro da Tapioca fogem do Senado

Do repórter Afonso Moraes para o site ‘Congresso em Foco’:
“Há quase três mil anos, quando os gregos inventaram os Jogos Olímpicos, expressões como Olimpíadas e espírito olímpico foram incorporadas à cultura ocidental. Mais ainda depois que o Barão de Coubertin criou as Olimpíadas da Era Moderna em 1896. Desde então, disputar medalhas em olimpíadas ? de matemática, de xadrez, nas escolas ? tornou-se algo comum. No Brasil, que sediará os jogos de 2016, porém, as pessoas correm agora sério risco de ser impedidas de usar tais expressões. A utilização desses termos está ameaçada de ficar sujeita à autorização expressa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (CORio 2016) que, caso queira, só a liberará mediante o pagamento de royalties.
Isso é o que acontecerá se for aprovada a proposta do presidente das duas entidades, Carlos Arthur Nuzman. No final do ano passado, de forma discreta, ele enviou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sugestões para alterar duas leis que regularão os jogos para assegurar direitos de exclusividade para todas as expressões diretamente relacionadas com as Olimpíadas de 2016.
Se as autorizações sugeridas por Nuzman forem acatadas, será necessária autorização dele para utilizar, até o encerramento dos Jogos de 2016, expressões que estão incorporadas à cultura ocidental há milênios, como ?Olimpíadas?, ?Jogos?, ?Olímpicos?, ?medalhas?. A restrição vai além. Atinge até o numeral ?2016?. Mais do que isso: poderá ser necessária a aprovação de Nuzman para usar o nome da cidade do Rio de Janeiro ? sob pena de responder a processo judicial por perdas e danos e concorrência desleal ?, já que a palavra ?Rio? também consta na lista de restrições do COB. Até mesmo o termo ?patrocinador?, usado por um sem número de diferentes atividades comerciais, está na lista.
Na surdina, em carta enviada ao presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), a oito dias do fim do ano legislativo de 2009, o cartola propõe a inclusão de novos termos no Ato Olímpico (Lei 12.035/09), lei que regula a realização dos jogos. Em sua versão original, que se encontra em tramitação no Senado, já é proibido o uso comercial das expressões ?Olimpíada?, ?Olimpíadas? e ?Olímpico?. Mas está aí a primeira diferença entre o que já está proposto e o que Nuzman sugere. A Lei Pelé (9.615/8) ressalva uma exceção: as palavras e os símbolos olímpicos estão liberados por ela para utilizações não comerciais, culturais e educativas. Nuzman quer suprimir essa ressalva.
A supressão na Lei Pelé é a primeira sugestão de Nuzman. A segunda é a ampliação da lista de termos que seriam protegidos. O Ato Olímpico é uma lei decretada pelo governo federal para estabelecer normas e regras para a realização dos ?Jogos de Verão? (aliás, outro termo relacionado às Olimpíadas incluído na lista negra do COB). E tem validade até o encerramento dos eventos. Ou seja, as restrições sugeridas valeriam pelos próximos seis anos.
Entre outros pontos, o Ato Olímpico garante a utilização comercial exclusiva pelos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e protege a marca e os símbolos olímpicos de empresas oportunistas que usam o marketing de emboscada ? assim denominada a ação de empresas não licenciadas para tirar proveito da exposição e potencial faturamento dos jogos ? para burlar a lei e faturar sem pagar pelos direitos de exclusividade. Especialistas concordam com alguns dos dispositivos legais de proteção que o Ato Olímpico propõe. Mas as sugestões de Nuzman podem extrapolar essa necessidade de proteção e gerar mecanismos que vão ferir a liberdade de expressão e a propriedade intelectual.
No ofício (2890/09) expedido em caráter de urgência pelo CORio 2016, no último dia 14 de dezembro, Nuzman justifica o seu pedido para ampliar as exigências do Ato Olímpico para ?melhor proteger as marcas, símbolos e as designações relativas aos Jogos Rio 2016?. Em março deste ano, em outra carta-ofício (550/2010), o dirigente esportivo reitera que o pedido é urgente. As alterações sugeridas pelo cartola demonstram o aparente intuito de controlar a produção acadêmica e cultural de pesquisadores, escritores e especialistas dedicados ao movimento olímpico. E aí se encontra outro ponto controverso.
Nas cartas, Nuzman solicita a Sarney a supressão da parte final do parágrafo segundo do artigo 15 da Lei Pelé, ?de modo que nenhuma entidade em território nacional possa fazer uso das expressões ?Olímpica? e ?Olimpíada? e suas variações, ainda quando se tratar de eventos vinculados ao desporto educacional e de participação?. E a recente derrota sofrida por Carlos Nuzman na Justiça pode ajudar a entender sua atitude.
O risco de que Nuzman possa se valer das restrições que deseja mesmo para evitar que aconteçam as Olimpíadas de Matemática ou as Olimpíadas do SESI não parece ser exagerado por conta de um episódio. Em janeiro, ele já tentou tirar das prateleiras das livrarias, por meio de notificação extrajudicial, o livro ?Esporte, Educação e Valores Olímpicos?, da escritora e professora Katia Rubio, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, alegando o uso indevido dos símbolos olímpicos, apenas porque o título da publicação trazia a palavra ?Olímpicos?. Autora de 15 obras dedicadas ao esporte e ao olimpismo, a pesquisadora não cedeu e contratou o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro do COB e desafeto de Nuzman.
E o argumento invocado pela defesa da docente foi justamente o trecho da Lei Pelé que Nuzman agora pede para extrair e que faculta o uso dos símbolos e das palavras relacionadas ao movimento olímpico para fins educacionais, pedagógicos e acadêmicos. Para Murray Neto, há uma relação direta entre a derrota sofrida por Nuzman no caso do livro e sua sugestão de alterar a Lei Pelé. ?É condenável a atitude do COB em não divulgar à sociedade o conteúdo da carta enviada ao senador José Sarney, uma vez que se trata de alterações de leis federais. O comitê insiste em agir às escondidas?, critica o advogado.
Para Murray Neto, a intenção é alterar o Código da Propriedade Intelectual de maneira autoritária. ?Juridicamente, os argumentos contidos na carta do COB são infundados. A atual legislação não ameaça o contrato assinado entre as cidades sede e o Comitê Olímpico Internacional. O que está por trás disso é a intenção do COB de controlar as publicações científicas, o livre pensamento e a literatura olímpica como fez com a professora Katia Rubio?, ataca.
Há quem desconfie de que Nuzman utilizou-se do expediente de enviar uma carta diretamente a Sarney próximo ao fim do ano legislativo com a intenção de, talvez, conseguir aprovar as restrições sem alarde. Mas a polêmica não passou despercebida e, para debater os efeitos da sugestão controversa do dirigente, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) organizou audiência pública, amanhã (20), às 10h, para ouvir o presidente do COB, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e um especialista em marcas e propriedade intelectual. Vale ressaltar que Nuzman mantém ótima relação com alguns parlamentares e pode, assim, aprovar as sugestões que fez.
Mas, para a senadora Marisa Serrano (PSDB), autora, com o senador Flávio Arns (PSDB-PR), do requerimento de audiência pública, as propostas de Nuzman precisam ser avaliadas com cuidado. ?A atitude de Nuzman de enviar a proposta num documento endereçado ao próprio Sarney é incomum?, analisa ela. Para a senadora, o mais adequado teria sido Nuzman encaminhar a sugestão à comissão referente ao tema, no caso, a Comissão de Educação e Desporto. ?A maneira usada pelo presidente do COB foi draconiana e pode engessar o processo democrático. Não é possível cercear o direito de usar determinadas expressões. Vamos debater com cautela cada ponto da proposta e clarear todas as questões?, promete Marisa Serrano.
Se a intenção de Nuzman era evitar os holofotes, não deu certo. Mas ele conseguiu evitar a exposição direta. Antes, ele e o ministro Orlando Silva tentaram remarcar a reunião na semana passada alegando compromissos inadiáveis. Como não conseguiram, enviarão ao Senado representantes. Para substituir Nuzman, participará o diretor de marketing do COB, Leonardo Gryner. E o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, será o representante do Ministério do Esporte.
Procurado pelo Congresso em Foco, o COB não retornou os pedidos de entrevista, nem respondeu a um questionário sobre o tema que foi enviado por e-mail”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:20

Chiquinho tá com a bola toda…

De Fernando Molica, do ‘Informe do Dia’:
Eduardo Paes quer extinguir a Secretaria Rio 2016, e Ruy Cesar, responsável pela área seria deslocado para a Secretaria de Esportes.
“Mas respaldado pelo governador Sergio Cabral, Chiquinho da Mangueira conseguiu impor um nome de sua confiança para cuidar da área esportiva da prefeitura”.
          * * *
O governo tem tanta vergonha desse Chiquinho que, na luta pela Rio2016, ele nunca apareceu.
Quem viajava sempre era a secretaria estadual de Esportes, que nada tem a ver com a questão.
Mas o tal do Chiquinho manda muito.
E manda muito até mesmo no governador.F

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:50

As lágrimas de Cabral

Esse é o título do editorial, de hoje, do ‘Jornal do Commercio’, do Recife. Eis o seu texto:
“Impressionante o desempenho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, diante das câmeras. Ele afirmou, se derramando em lágrimas, que o seu Estado vai parar se for feita a divisão igualitária dos recursos do pré-sal, que lá não haverá nem Copa do Mundo nem Olimpíadas. Significa dizer a partir da simplificação dramática daquele governador que o Rio de Janeiro é um espaço humano e geográfico hipotético, que só existirá dentro de mais duas décadas, quando se espera que o petróleo tirado das camadas profundas do Atlântico comece a jorrar. Não ficou explicado como o Estado existiu até agora, ocupando um dos mais importantes lugares da Federação, perdendo quase sempre apenas para São Paulo.
A encenação do governador deve se estender por estes dias, com a conclamação do povo a atos de protesto e até de desobediência civil, como se de fato como apregoa Sérgio Cabral o resto do País estivesse roubando o que é do Rio. Simplificadamente, seria interessante esclarecer o povo brasileiro e em especial aos que estão contra uma distribuição mais equitativa do que vier de benéfico através da exploração do pré-sal, que as jazidas são da União, que os Estados não gastam recursos próprios na prospecção e produção do petróleo, que o sistema federativo implica em políticas públicas nacionais, tendo por foco que estamos em uma República brasileira, e não de Estado tal ou qual.
Nesse sentido, será sempre oportuno acompanhar todo o processo de discussão decorrente dessa dádiva da natureza a nosso País, a partir da abordagem feita pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, desde o primeiro instante defensor de uma redistribuição dos royalties do pré-sal levando em consideração a necessidade de tratar desigualmente os desiguais, como deve ser feito em qualquer política pública que tenha por meta a redução e até eliminação das desigualdades entre pessoas e regiões.
A posição do governador pernambucano sempre foi a de diálogo, de debate, e mesmo depois de a Câmara Federal dar um ganho de causa tão expressivo com 369 votos favoráveis , aos defensores de uma melhor distribuição dos royalties, mesmo agora, quando deveria estar se exaltando pela vitória parcial mas importantíssima de sua tese, Eduardo Campos defende a construção, no Senado, de uma visão com maior equilíbrio, de forma a o Rio de Janeiro não perder essa fatia que o seu colega dá como motivo de lágrimas.
A generosidade pernambucana não pode, contudo, ir além da defesa intransigente de uma redistribuição de um bem que poderá contribuir para eliminar as profundas diferenças entre as regiões. Até porque aí está a lição histórica do êxodo dos excluídos para os grandes centros mais privilegiados como Rio e São Paulo em busca das condições que lhes são negadas em suas regiões de origem. Norte e Nordeste são, neste aspecto, as partes da Federação que precisaram no passado de políticas públicas diferenciadas, com a criação de tratamento fiscal distinto e, mesmo assim, continuamos exportando cérebros e mão de obra para o Sudeste, exatamente pelo aprofundamento das diferenças que podem ser atenuadas através de emendas como a que a Câmara aprovou.
Há vários aspectos delicados nesse confronto entre Estados, alimentado em parte pelas características muito próprias de um ano eleitoral, quando candidatos tendem a dramatizar para arrecadar votos. Um desses aspectos é a pressão para o presidente da República vetar o projeto, o que seria feito supostamente em nome da garantia de um colégio eleitoral poderoso, como é o Rio de Janeiro. Entretanto, sempre será oportuno lembrar que o Nordeste, Norte e Centro-Oeste são, também, colégios eleitorais respeitáveis, o que implica em trocar barganhas e lágrimas pelo diálogo e bom senso”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:49

Orlando Silva brinca com fogo

Dois ministros de Lula estiveram na passeata dos royaltes: Carlos Lupi e Carlos Minc. Mas ambos são cariocas.
Já Orlando Silva, do Esporte, embora anunciado pelos assessores do governador, não apareceu.
Se continuar faltando as festas promovidas por Sergio Cabral, Orlando acabará perdendo a boquinha das Olimpíadas.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:46

Nuzman agora adere a lorota

A proximidade com o governador Sergio Cabral dá nisso.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, disse no sábado que a perda dos royaltes do petróleo, em nada afetaria a organização das Olimpíadas do Rio, e nem mesmo da Copa do Mundo, pois o “Governo Federal irá garantir o dinheiro para a realização dos dois eventos”.
Ontem, Nuzman divulgou uma nota afirmando que a “emenda Ibsen, que altera a divisão dos royalties do petróleo, deixará o Estado do Rio sem condições de fazer as obras necessárias para os Jogos Rio 2016 e que, se a situação não for remediada, representará uma quebra de contrato”.
Vamos ver qual o discurso de Nuzman amanhã…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:36

Senador Netinho

O vereador paulista Netinho de Paula, do PCdoB, eleito com 84.406 votos, está feliz da vida.
Cantor do grupo ‘Negritude Júnior’ e apresentador do quadro ‘Um Dia de Princesa’, no SBT, ele teve quatro projetos aprovados em menos de 10 dias:
1. Em primeira votação, o plenário aprovou a inclusão da Feira Cultura Preta, ja na sua nona edição, entre os eventos e festividades da capital paulista.
2. Aguarda a sanção do prefeito na lei que estabelece parâmetros para a criação de Centros de Referencia da Juventude. 
3. Espera a promulgação no projeto de resolução que institui a Frente Parlamentar em Defesa da Educação Integral nas Escolas da Cidade de São Paulo.
4. Se prepara para a segunda votação da lei que incluiu o Dia da Conscientização sobre Transtornos de Apredizagem, a ser realizada sempre na terceira semana de março.
Com esse sucesso, o PCdoB decidiu lançar Netinho como candidato ao Senado, por São Paulo.
Que bom!
A presidente estadual do PCdoB, Nádia Campeão, disse que “trata-se de uma decisão unânime e irreversível da direção do partido. Queremos que ele seja o candidato da frente em São Paulo. O bloco precisa se manter unido?, segundo ela informou ao jornalista Claudio Humberto.
O PCdoB tem vários filiados mais ilustres em São Paulo, como é o caso do ministro do Esporte, Orlando Silva.
Mas esse não quer saber de eleição.
Abadonou suas bases em São Paulo – se é que ele as tinha - e torce pelo fim do governo para ganhar logo sua boquinha nas Olimpíadas, que lhe dará paz até o ano de 2016.
Melhor que isso, só isso mesmo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:10

Planalto está irritado com Cabral

De Fernanda Krakovics, no Panorama Político do ‘Globo’: 
“O governo federal não deve trabalhar para implodir a candidatura de Anthony Garotinho (PR), como quer o governador Sérgio Cabral (PMDB).
?Candidato a presidente não recusa apoio. O ideal sempre é ter um candidato único da base aliada, mas, em alguns estados, isso não é possível, devido à realidade local?, diz o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) sobre o Rio.
O Palácio do Planalto ficou irritado com as cobranças públicas feitas por Cabral. Integrantes do governo afirmam que o governador não está em condição de fazer exigências.
Dizem que, sem a ajuda do governo federal, ele não teria conseguido levar as Olimpíadas para o Rio e que ainda está sendo beneficiado com investimentos, sobretudo em obras do PAC. Só na urbanização do Complexo do Alemão são R$ 800 milhões. E o apoio do PT já é um indicativo de que esse é o palanque preferencial. Cabral disse a Dilma, no domingo, em conversa reservada, que era muito ruim ter dois palanques. A ministra não respondeu”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:09

PCdoB não tem opinião sobre Blair

Quem acompanha esse blog sabe que, no dia 1º de fevereiro, enviei oito perguntas ao ministro do Esporte, Orlando Silva, referentes ao encontro que ele teve com Tony Blair, em Londres, quando assistiu ao convite feito pelo governador Sergio Cabral para que o ex-primeiro-ministro britânico fosse consultor das Olimpíadas do Rio.
O blog nunca obteve resposta.

                                   * * *
No dia 7 de fevereiro, um email foi enviado ao presidente do PCdoB, Renato Rabelo.
Nele, foi dito que ?na segunda-feira passada, dia 1º, publiquei uma relação de oito perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, filiado ao PCdoB.
O tema central da entrevista era o convite feito pelo governador do Rio, Sergio Cabral, a Tony Blair, para que ele desse uma consultoria as Olimpíadas de 2016.
Orlando Silva esteve presente a esse encontro, mas até hoje não houve resposta.
Gostaria de saber, por gentileza:
1 – O ministro Orlando Silva comunicou, com antecedência, a direção do PCdoB, de que participaria de uma reunião com Tony Blair?
2 – O partido está de acordo com comportamento do ministro, que apoiou, com a sua presença, o convite feito pelo governador do Rio para que Blair desse uma consultoria aos organizadores das Olimpíadas de 2016?
3 – Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair??.
                                     * * *
O PCdoB teve toda a semana, anterior ao Carnaval, para responder a esse blog. Mas preferiu não fazê-lo.
No dia 18, finalmente  – 11 dias após a primeira mensagem ? esse blog recebeu, do presidente do PCdoB, às 14h18m,  o seguinte email:
?O Ministro Orlando Silva Júnior dispõe de assessoria de imprensa que poderá resolver esta sua solicitação. Ao mesmo tempo, desejo lhe informar que o Ministro tem plena autonomia ao exercício de suas funções de Estado.
Do ponto de vista da Presidência do Partido, coloco-me à disposição para eventuais solicitações.
Grato.
Renato Rabelo?
Ás 14h37m, respondi:
 ?Sr. Presidente,
 Certamente devido ao enorme volume de trabalho que ocorre em anos eleitorais, a resposta ao meu email demorou 11 dias.
Entendo que “o Ministro tem plena autonomia ao exercício de suas funções de Estado”, e isso invalida duas das três perguntas que enviei a essa presidência.
Mas a terceira indagação nada tem a ver com o Ministro, e sim com a direção do PCdoB. Por isso insisto nela.
“Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair?”
Fico grato por sua resposta.
Cordialmente?
Ás 17h45m, nova mensagem do presidente nacional do PCdoB:
?Caro Dacio Malta,
 Como jornalista experiente que é – torna-se necessário contextualizar a pergunta ou pelo menos colocá-la no plano histórico concreto.
 A questão que me colocas a respeito de Tony Blair só tem sentido prático se está relacionada a algum fato objetivo. Já me pronunciei a respeito de encontros realizados pelo Ministro do Esporte no exercício de suas funções de Estado.
Agora se a pergunta se coloca em um contexto mais amplo sobre a situação política na Inglaterra de hoje — com a proximidade de eleições gerais marcadas para o dia 3 de junho próximo ? aí então a pergunta ganha sentido.
Coloco-me sempre à sua disposição.
Renato Rabelo?.
Às 18h13m, encaminhei ao PCdoB:
?Presidente,
 A pergunta que enviei foi muito simples:
“Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair?”
Apenas isso.
Já entendi a posição do partido com relação ao ministro Orlando Silva.
Acredito que não seja necessário contextualizar absolutamente nada.
Nem sobre o passado de Blair, nem sobre a situação atual da Inglaterra e, muito menos, sobre a posição de Blair diante das eleições marcadas para o dia 3 de junho, quando, a seu juízo, “a pergunta ganha sentido”.
Insisto que a pergunta é simples. Ou, talvez, simplória ao extremo para os senhores.
Mas fique essa presidência à vontade para não respondê-la, se acreditar que é necessário, de fato, contextualizá-la para que eu possa obter uma resposta.
Muito obrigado por sua atenção?.
                                   * * *
Hoje é dia 1º de março.
O email inicial ao ministro completa um mês sem resposta, embora o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, acredite que o ministro de seu partido “dispõe de assessoria de imprensa que poderá resolver essa sua solicitação”.
É verdade que ele dispõe, mas é pena que ela não resolva.
A troca de emails entre esse blog e o presidente do PCdoB foi no dia 18 de fevereiro. Passados onze dias, pode-se afirmar, com absoluta segurança, que o Partido Comunista do Brasil não sabe, ou melhor, não tem opinião sobre o ex-primeiro-ministro Tony Blair.
Já não se fazem comunistas como antigamente.
  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:58

Fanfarrão faz mais uma trapalhada

Como esse blog anunciou há dias, o anuncio do governador fanfarrão Sergio Cabral, de que o Palácio Gustavo Capanema iria servir de sede para o Comitê das Olimpíadas de 2016, pegou todos de surpresa.
E ele não atropelou apenas o prefeito Eduardo Paes, mas também o ministro Orlando Silva e o presidente do COB, Carlos Nuzman. Ontem, se soube que o usuário do prédio, Fernando Haddad, leu a notícia nos jornais.
Aqui foi dito que o prédio, ao contrário do que afirmara o trapalhão Cabral, não estava ocioso. Para que todos vejam a enorme confusão armada por ele, veja a matéria de hoje, em ‘O Globo’, assinada por Luiz Ernesto Guimarães:
“O anúncio feito na semana passada em Londres, pelo governador Sérgio Cabral, de que o Palácio Gustavo Capanema, no Centro, servirá como sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016 (CO-Rio) e da Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão que vai gerenciar os preparativos do evento, se transformou em polêmica.
Referência da arquitetura modernista, o prédio tem hoje a maior parte de seus andares ocupados pelos ministérios da Educação e da Cultura, que não foram informados previamente da decisão. Como informou ontem Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, entre os que foram apanhados de surpresa, está o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Os Jogos Olímpicos não estavam previstos num projeto desenvolvido há dois anos em parceria entre o governo federal e a Unesco. Na época, uma concorrência pública selecionou um grupo de pesquisadores para, com recursos da União repassados pela Unesco, trabalhar na proposta de transformar o Palácio Gustavo Capanema no Centro de Memória da Educação Brasileira.
? Nós já estávamos nos preparando para lançar um programa de visitas guiadas às obras de arte do imóvel e planejando uma série de atividades que ajudem no aprimoramento de professores.
Nunca tratamos de Olimpíadas. E o CO-Rio 2016 pode ter dificuldades para se estabelecer.
Ao contrário do que se falou, o imóvel não se encontra subutilizado. O prédio está inteiramente ocupado ? disse a professora Jandira Motta, coordenadora da pesquisa.
O representante do MEC no Rio, Cícero Fialho Rodrigues, aguarda agora uma orientação de Brasília. Segundo ele, cerca de R$ 900 mil já foram investidos no projeto. A Unesco preferiu não se pronunciar.
? Para nós, a vinda da Rio 2016 é uma surpresa, mas aguardo orientações superiores.
A história da educação e da cultura brasileira passam por este prédio ? afirmou Cícero.
Ontem, o prefeito Eduardo Paes, que chegou a anunciar o desejo de as entidades olímpicas se instalarem na Zona Portuária, voltou a afirmar que a escolha do Capanema teve seu apoio. Já o presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, reconheceu não saber ainda se o prédio atenderá às suas necessidades.
Ele disse que não partiu do CO-Rio 2016 a divulgação do plano para o palácio: ? Não fui eu quem anunciou.
No dia em que visitarmos o local, poderei responder. Primeiro, tenho que ver o espaço”.

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