• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:20

“A cada 20 minutos tudo pode mudar”

 Há tempos não surgia um apelido tão perfeito para um político, do que o de BandNews para Paulo Octávio – “a cada 20 minutos tudo pode mudar”.
A entrevista que o ex-governador deu ao repórter Rui Nogueira, do ‘Estadão’, é um belo exemplo.
No dia em que ele assinou duas cartas de renuncia – ao DEM e ao governo do DF – ele falou na possibilidade de se candidatar ao governo de Brasília em 2014. Só mesmo um bobalhão como ele seria capaz de declarar tamanha asneira.
Vejam a matéria:
“Paulo Octávio admite que pode ter batido um recorde político ao assinar duas cartas de renúncia em um só dia, mas não descarta voltar à disputa do governo do DF. Disse que renunciou porque, sem apoio político, daria um “governo fraco”. Avalia que a intervenção federal no DF está descartada. Ele falou com o Estado minutos antes de a assessoria dele confirmar a renúncia ao governo.
- O senhor, em um único dia, enterrou a possibilidade de ser governador do DF e deixou o partido que ajudou a fundar. Definitivamente, tem algo de errado com os 20 anos de autonomia política de Brasília e com a forma como o poder é exercido na capital. Certo?
- Fiz duas cartas de renúncia em um dia. Jamais imaginei que isso pudesse acontecer na minha vida. Não encontrei condições mínimas de governabilidade para assumir o Distrito Federal. Apesar de tudo, ainda acho que o tempo mostrará que estávamos fazendo o melhor governo de Brasília. Nestes 20 anos, Brasília cresceu muito e se consolidou como capital.
- Como é que o sr. pode dizer que um governo é bom, pedindo que a população aplauda as obras e esqueça as imagens de secretários e políticos flagrados embolsando pacotes de dinheiro de caixa um, caixa dois, caixa três?
- Essa é uma questão eleitoral. É preciso fazer reformas políticas, é preciso refazer as campanhas eleitorais. 
- Na essência, por que o sr. não quis assumir o governo do DF?
- Faria um governo enfraquecido. Não quis ser um governador fraco, sem força. Não ter o apoio do meu partido (DEM) foi crucial. E tem o processo do STJ (Operação Caixa de Pandora), tem os problemas na Câmara Distrital (pedido de impeachment). Na essência, quando o DEM pediu para os seus filiados deixarem o governo, eu já assumi enfraquecido. Além disso, o governador Arruda, que está na prisão, pode voltar.Sim, Arruda se licenciou. Dependendo dos desdobramentos jurídicos, ele pode voltar, o que me deixava ainda mais fraco, se assumisse o governo. Não é possível governar sem apoio político e sangrando em praça pública.
- Por que parte das lideranças do DEM assumiram a posição de não respaldar o sucessor do Arruda?
- Não sei.
- E o futuro do DF?
- Assume o presidente da Câmara, o deputado Wilson Lima (PR), que é um homem bom, é um homem simples. E vamos aguardar.
- Mas a Câmara também está contaminada.
- Quero lembrar que as imagens exibidas pela mídia referem-se à campanha eleitoral. O governo assumiu em 2007, e não há vídeos sobre nada desde que o governo começou.
- Mas o governo que assumiu é o que foi eleito na campanha em que foram gravados os vídeos.
- O governo não está nos vídeos. Repito, temos uma questão eleitoral a resolver na legislação.
- O sr. acha que afastou a intervenção federal no DF?
- Sim. Ninguém, da classe política, deseja essa intervenção.
- Com a renúncia, o sr. também preserva a sua condição de empresário, certo?
- Não penso nisso agora.
- O sr. admitiu que queria assumir, fazer um governo de coalizão e, depois, se afastar da vida pública. Como o sr. não assumiu o DF, isso quer dizer que pode voltar a pleitear o governo do DF?
- Não tenha dúvida. Mas agora vou refletir, dar um tempo. Hoje (ontem) já recebi três convites de filiação a partidos novos. Tenho uns quatro anos para pensar no futuro”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:19

PO renuncia: já vai tarde!!!

E o bobalhão se foi.
Disse que ficaria no DEM e, ameaçado de expulsão, anunciou que sairia do partido amanhã, quarta-feira.
Desfiliou-se hoje.
Disse que ficaria a frente do governo do Distrito Federal até 31 de dezembro.
Já anunciou que entregará, ainda hoje, a sua carta renunciando ao cargo.
Se não for preso nos próximo dias, deverá dar graças a Deus.
Agora é a intervenção, e depois fechar o cerco contra Joaquim Roriz.
E o Congresso que cumpra o seu papel, e faça a revisão da autonomia política do Distrito Federal. Está mais do que provado que a cidade não produziu quadros a altura do país. Aquilo é um bando de aventureiros e bandalheiros que não merecerem um mandato popular.
Não deveria ter governador, mas sim um prefeito nomeado pelo Poder Central, que é quem paga todas as contas do Distrito Federal.
E uma Câmara de Vereadores para controlar o Executivo.
E só.
Nada de representação federal na Câmara e no Senado.
Quem quiser ajudar a cidade, vá ser vereador.
Quem não estiver contente com isso, dispute um mandato eletivo em seu Estado de origem.

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