• Quarta-feira, 29 Fevereiro 2012 / 8:20

Notas paulistas

       Deu na ‘Folha’:
       “A senadora petista Marta Suplicy criticou ontem a maneira como o PT vem conduzindo o “processo eleitoral de São Paulo” e afirmou que o partido errou ao iniciar negociações com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) para as eleições municipais de outubro.
“É preciso reconhecer que erramos. Fomos precipitados”, afirmou em sua página no Twitter. Sem citar Kassab, a senadora condenou o fato de o PT ter ficado “flertando com adversário enquanto nossos tradicionais aliados migraram para o lado deles”.
Marta, que se colocava como pré-candidata do PT à prefeitura até o final do ano passado, desistiu da candidatura em favor de Fernando Haddad, após ser pressionada pelo ex-presidente Lula”.
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“Disposto a sobreviver à polarização PT versus PSDB, o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, deputado Gabriel Chalita, fez ontem duros ataques ao tucano José Serra e prometeu uma campanha crítica ao governo Kassab.
Chalita tocou numa ferida de Serra: lembrou que, na eleição de 2004, o tucano prometeu concluir o mandato, mas deixou o cargo menos de dois anos depois.
“Não muda nada a candidatura Serra. Até porque sempre trabalhei com a hipótese de que seria candidato. Serra faz exatamente oposto do que diz. Ele disse que não sairia da prefeitura e saiu”, alfinetou Chalita.
Ex-tucano, ele acusou Serra de adotar “a política de subsolo” na disputa contra Dilma Rousseff. “O que Serra fez na campanha [de 2010] foi muito sujo [...] Se ele persistir nesse estilo de política, do subsolo e da intriga, vai ser ruim para ele”, atacou”.
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“Adversários na corrida pela prefeitura paulistana, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) se encontraram pela primeira vez na pré-campanha anteontem à noite.
Durante jantar de aniversário do presidente do PC do B, Renato Rabelo, em um restaurante na capital, o tucano e o petista falaram de futebol e posaram para fotos.
Palmeirense, Serra previu que o São Paulo, de Haddad, será o principal rival de seu time na atual temporada. O ex-governador foi levado ao evento por Gilberto Kassab (PSD), a convite do ministro Aldo Rebelo (Esporte). O ex-ministro José Dirceu observou a conversa à distância”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:09

PCdoB não tem opinião sobre Blair

Quem acompanha esse blog sabe que, no dia 1º de fevereiro, enviei oito perguntas ao ministro do Esporte, Orlando Silva, referentes ao encontro que ele teve com Tony Blair, em Londres, quando assistiu ao convite feito pelo governador Sergio Cabral para que o ex-primeiro-ministro britânico fosse consultor das Olimpíadas do Rio.
O blog nunca obteve resposta.

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No dia 7 de fevereiro, um email foi enviado ao presidente do PCdoB, Renato Rabelo.
Nele, foi dito que ?na segunda-feira passada, dia 1º, publiquei uma relação de oito perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, filiado ao PCdoB.
O tema central da entrevista era o convite feito pelo governador do Rio, Sergio Cabral, a Tony Blair, para que ele desse uma consultoria as Olimpíadas de 2016.
Orlando Silva esteve presente a esse encontro, mas até hoje não houve resposta.
Gostaria de saber, por gentileza:
1 – O ministro Orlando Silva comunicou, com antecedência, a direção do PCdoB, de que participaria de uma reunião com Tony Blair?
2 – O partido está de acordo com comportamento do ministro, que apoiou, com a sua presença, o convite feito pelo governador do Rio para que Blair desse uma consultoria aos organizadores das Olimpíadas de 2016?
3 – Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair??.
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O PCdoB teve toda a semana, anterior ao Carnaval, para responder a esse blog. Mas preferiu não fazê-lo.
No dia 18, finalmente  – 11 dias após a primeira mensagem ? esse blog recebeu, do presidente do PCdoB, às 14h18m,  o seguinte email:
?O Ministro Orlando Silva Júnior dispõe de assessoria de imprensa que poderá resolver esta sua solicitação. Ao mesmo tempo, desejo lhe informar que o Ministro tem plena autonomia ao exercício de suas funções de Estado.
Do ponto de vista da Presidência do Partido, coloco-me à disposição para eventuais solicitações.
Grato.
Renato Rabelo?
Ás 14h37m, respondi:
 ?Sr. Presidente,
 Certamente devido ao enorme volume de trabalho que ocorre em anos eleitorais, a resposta ao meu email demorou 11 dias.
Entendo que “o Ministro tem plena autonomia ao exercício de suas funções de Estado”, e isso invalida duas das três perguntas que enviei a essa presidência.
Mas a terceira indagação nada tem a ver com o Ministro, e sim com a direção do PCdoB. Por isso insisto nela.
“Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair?”
Fico grato por sua resposta.
Cordialmente?
Ás 17h45m, nova mensagem do presidente nacional do PCdoB:
?Caro Dacio Malta,
 Como jornalista experiente que é – torna-se necessário contextualizar a pergunta ou pelo menos colocá-la no plano histórico concreto.
 A questão que me colocas a respeito de Tony Blair só tem sentido prático se está relacionada a algum fato objetivo. Já me pronunciei a respeito de encontros realizados pelo Ministro do Esporte no exercício de suas funções de Estado.
Agora se a pergunta se coloca em um contexto mais amplo sobre a situação política na Inglaterra de hoje — com a proximidade de eleições gerais marcadas para o dia 3 de junho próximo ? aí então a pergunta ganha sentido.
Coloco-me sempre à sua disposição.
Renato Rabelo?.
Às 18h13m, encaminhei ao PCdoB:
?Presidente,
 A pergunta que enviei foi muito simples:
“Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair?”
Apenas isso.
Já entendi a posição do partido com relação ao ministro Orlando Silva.
Acredito que não seja necessário contextualizar absolutamente nada.
Nem sobre o passado de Blair, nem sobre a situação atual da Inglaterra e, muito menos, sobre a posição de Blair diante das eleições marcadas para o dia 3 de junho, quando, a seu juízo, “a pergunta ganha sentido”.
Insisto que a pergunta é simples. Ou, talvez, simplória ao extremo para os senhores.
Mas fique essa presidência à vontade para não respondê-la, se acreditar que é necessário, de fato, contextualizá-la para que eu possa obter uma resposta.
Muito obrigado por sua atenção?.
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Hoje é dia 1º de março.
O email inicial ao ministro completa um mês sem resposta, embora o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, acredite que o ministro de seu partido “dispõe de assessoria de imprensa que poderá resolver essa sua solicitação”.
É verdade que ele dispõe, mas é pena que ela não resolva.
A troca de emails entre esse blog e o presidente do PCdoB foi no dia 18 de fevereiro. Passados onze dias, pode-se afirmar, com absoluta segurança, que o Partido Comunista do Brasil não sabe, ou melhor, não tem opinião sobre o ex-primeiro-ministro Tony Blair.
Já não se fazem comunistas como antigamente.

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