• Sexta-feira, 17 Setembro 2010 / 9:54

Erenice quis partir pra briga

     De Renata Lo Prete, no ‘Painel’ da ‘Folha’:
“As horas finais de Erenice Guerra na Casa Civil evidenciaram as resistências que a ministra, elevada ao cargo a pedido da antecessora, Dilma Rousseff, despertava em quadros do governo historicamente próximos ao presidente. Vários lulistas instalados no Planalto colecionaram atritos com Erenice. Agora, nos bastidores, sentem-se à vontade para relatá-los.
Ao longo da jornada eleitoral, a “turma” de Lula tem prevalecido sobre a de Dilma. Depois do afastamento de Fernando Pimentel, o comando da campanha ficou nas mãos de pessoas ligadas ao presidente, ainda que bem relacionadas com a candidata.
A breve Romero Jucá (PMDB-RR), derrubado da Previdência com 122 dias de cargo, foi o único a durar menos do que Erenice no ministério de Lula. Ela caiu após 170 dias na Casa Civil.
O chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, esteve com o ministro Franklin Martins na casa de Erenice pela manhã, na reunião “preparatória” do pedido de demissão levado mais tarde ao Planalto.
Quando os dois chegaram à residência oficial, ela estava com o filho Israel, protagonista das denúncias que a derrubaram, e com o marido, José Roberto Camargo Campos.
Além da sucessão de notícias negativas, a paciência de Lula com Erenice foi se esgotando porque ela, no dizer de um auxiliar do presidente, “queria ir pra briga”.
Gilberto Carvalho chegou a conversar com Miriam Belchior sobre a perspectiva de ela herdar a pasta. Foi a ele que a petista, ex-mulher de Celso Daniel, disse temer se tornar alvo.
                       * * *
José Dirceu, cuja loquacidade preocupa o comando da campanha de Dilma, tinha marcado entrevista coletiva ontem em Foz do Iguaçu (PR). Desmarcou”.
                       * * *
Aliás, Zé Dirceu não fez ontem nenhum comentário sobre o caso Erenice.
Quem sabe, ele fala hoje…

  • Quarta-feira, 15 Setembro 2010 / 10:09

Lula, o pescador

     Está na coluna da Renata Lo Prete, na ‘Folha’:
“Em recente manhã de sábado, Lula pescava no Paranoá, um de seus passatempos favoritos, em companhia de Marisa. A sorte, porém, não estava ao lado do presidente:  decorrido algum tempo, a primeira-dama havia retirado do lago sete tucunarés; ele, nada.
Depois de muito reclamar, Lula concluiu que o problema era a vara. Solícita, Marisa ofereceu a dela ao marido e ficou com a “ruim”. Resultado: ela pegou mais quatro tucunarés, e ele continuou zerado.
Lula achou que era hora de desistir. Em casa, Marisa fez questão de contar a todos que ganhara de 11 x 0″.
                       * * *
Imagina se a maré estivesse pra peixe…

  • Sábado, 21 Agosto 2010 / 7:51

O efeito cascata

     De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“Ao consolidar a perspectiva de desfecho da eleição no primeiro turno, os 17 pontos abertos por Dilma Rousseff (PT) no novo Datafolha tendem a impactar de imediato a arrecadação de recursos para a campanha de José Serra (PSDB) e dificultar ainda mais sua exposição na propaganda eleitoral nos Estados, além de engrossar o coro dos aliados que já recriminam publicamente o candidato e a condução da campanha.
Mas é incerto que essas queixas resultem em mudança radical no discurso do candidato ou na propaganda. Mais até do que na campanha de Geraldo Alckmin em 2006, o conteúdo da TV não é assunto sobre o qual os aliados tenham poder de decisão”.

  • Quinta-feira, 19 Agosto 2010 / 7:24

Ilusões perdidas da oposição

                               Renata Lo Prete*

      Uma das últimas cartas de que a oposição acredita dispor é lembrar ao povo
brasileiro, com a força repetidora da propaganda de TV e rádio, que no próximo
31 de dezembro Lula “irá embora”, deixando em seu lugar, a depender do
resultado das urnas, “uma mulher que ninguém conhece”. Esse é o assunto de
várias vinhetas musicais preparadas pela campanha de José Serra.
Lula, porém, embaralhou os planos do adversário logo no primeiro dia do
horário eleitoral, afirmando que não pretende ir embora, mas sim “viajar este
país inteiro”, e, “se tiver alguma coisa errada, pegar o telefone e ligar para
minha presidenta”.
Ontem, no debate Folha/ UOL, a própria Dilma Rousseff se encarregou de dizer
que o presidente lhe “prometeu” se dedicar à construção do ambiente para uma
reforma política, a ser feita possivelmente por meio de Constituinte
exclusiva.
No governo, ouve-se que Lula funcionaria, em caso de vitória de sua candidata,
como uma espécie de “articulador político informal”.
Na vida real, ex-presidentes da República dificilmente se encaixam na cena da
maneira desenhada pelas palavras de Lula e Dilma, mas o que importa neste
momento é a vacina. A ideia de alertar o eleitor para o “risco Dilma” ameaça
entrar para uma longa lista de ilusões perdidas pela oposição.
Muito tempo atrás, imaginou-se que o PT não assimilaria bem a candidatura
postiça, sendo Dilma um corpo estranho no partido. Mas o temor de perder a
máquina federal facilitou a concertação interna e apagou qualquer fogo amigo.
Depois veio a aposta de que Dilma, por falta de traquejo, afugentaria os
partidos aliados. Disso Lula tomou conta. Tratorou o próprio PT para assegurar
oportunidades de crescimento a todos -e ao PMDB em especial- nos Estados.
Houve ainda a crença nos deslizes verbais, mas eles acabaram concentrados em
abril, quando Dilma trocou a redoma do ministério pela vitrine da campanha.
De lá para cá foram relativamente poucos, seja porque Dilma não é Ciro Gomes,
seja porque o comando da campanha passou a controlar suas aparições com rigor,
expondo-a de forma a não ser confrontada por microfones incômodos.
Por fim, Dilma até agora sobreviveu ao mano a mano -vide a entrevista na
bancada do “JN”- e aos tão esperados “embates diretos”.
No evento Folha/UOL, demonstrou menos nervosismo que no da Band, duas semanas
antes. E, se ainda lê suas considerações finais, também é verdade que foi
capaz de morder de volta quando mordida por Serra.
Para desgosto da oposição, uma fatia ampla do eleitorado parece achar que
“governar na garupa” não chega a ser uma má ideia.
*Renata Lo Prete, jornalista, é editora do Painel da ‘Folha’.

  • Quarta-feira, 04 Agosto 2010 / 16:53

Peluso quer enquadrar Barbosa

     De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“O presidente do STF, Cezar Peluso, disse a colegas que estuda a possibilidade de pedir uma perícia a respeito do estado de saúde de Joaquim Barbosa. O relator do mensalão, que sofre de problema crônico de coluna, está afastado desde abril. Agora, no retorno das férias do tribunal, pediu mais 60 dias de licença.
Sem Barbosa e com a aposentadoria de Eros Grau, o Supremo funciona no momento com apenas nove ministros, situação que produz sobrecarga de trabalho e atraso nos julgamentos. A perícia é um recurso previsto no artigo 70 da Lei Orgânica da Magistratura em casos de ausência prolongada. Em novembro passado, Barbosa renunciou à sua cadeira no TSE.
Diz o artigo 70: “A licença para tratamento de saúde por prazo superior a 30 dias, bem como as prorrogações que importem em licença por período ininterrupto, dependem de inspeção por junta médica”.
                    * * *
A ingócnita é  o que Peluso fará com o laudo, se é que ele será feito. Alguém acredita que o  ministro Joaquim Barbosa possa se  submeter a uma junta médica?
Aposentar o ministro?  É difícil.
O STF poderia ter um ministro substituto? É impossível.
O que o presidente do Supremo deseja é que o noticiário sobre a doença de Barbosa, o deixe contrangido a ponto dele pedir a sua aposentadoria. Pode ser até que ele o faça. Mas aí surge uma nova incógnita: isso seria antes ou depois do julgamento do que ficou conhecido como mensalão – processo do qual Joaquim Barbosa  é o relator?

  • Terça-feira, 20 Julho 2010 / 11:52

De boba Dilma não tem nada

  Depois dizem que Dilma não é do ramo.
De boba,  ela não tem nada.
Veja o que diz a nota de Renata Lo Prete, no ‘Painel’:
“Em discurso no sábado em Jales (SP), Dilma Rousseff (PT) resolveu brincar com o aliado Netinho de Paula (PC do B), candidato ao Senado, que tinha um quadro num programa de TV chamado “Dia de Princesa”, destinado a oferecer tratamento de beleza para garotas da periferia. Como Netinho havia chamado de “mano” o petista Aloizio Mercadante, a candidata não perdeu o embalo:
-Princesa eu não quero ser, mas “mana” eu quero!
Netinho concordou, e a plateia foi ao delírio”.

  • Sábado, 17 Julho 2010 / 11:06

Outra do candidato bem trapalhão

“Em campanha para retornar ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin participava na segunda-feira de caminhada no município de Araras, leste do Estado. Nem bem havia percorrido uns poucos metros na companhia de aliados, o tucano foi abordado por um vendedor ambulante que carregava um cesto de rosas:
-Leve uma para dona Lu, candidato!
Alckmin agradeceu, mas achou melhor recusar:
-É complicado… Eu nunca apareço com flores. Se aparecer hoje, ela é capaz de ficar desconfiada…”
                   * * *
Alckmin perdeu o voto do vendedor.
E também o de centenas de mulheres que, hoje, leram essa nota no Painel, de Renata Lo Prete, da ‘Folha’.

  • Quarta-feira, 14 Julho 2010 / 15:18

Serra, candidato bem trapalhão

Está no Painel, de Renata Lo Prete:
“O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, discutia com lideranças tucanas e de partidos aliados as próximas agendas de José Serra. Um participante opinou:
-Ele tem que dançar mais forró! Fez sucesso lá no Ceará- disse, referindo-se à recente visita de Serra.
Novas sugestões foram surgindo, até que José Thomaz Nonô (DEM-AL), candidato a vice na chapa do governador tucano Teo Vilela, interrompeu:
-Olha, eu só tenho um reparo. Ele tem que parar de procurar palmeirense até em shopping no Nordeste…”
                 * * *
Essa história de Serra, no Nordeste, parece cachorro em caminhão de mudanças. Ele está perdidinho.
E lembra uma outra de Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência da República.
Em 2006, Alckmin estava no calçadão da Praia de Copacabana ao lado de Denise Frossard.
Orlando Brito, fotógrafo que trabalhava para a campanha, sugeriu que ele bebesse uma água de coco. Nada mais carioca do que aquele gesto.
Alckmin topou na hora, e Brito teve a certeza que aquela seria a foto do dia.
Como estava ao lado de uma dessas barracas de praia, Alckmin pediu logo a água de coco ao vendedor.
Mas de caixinha…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

PMDB mineiro perde a paciência

De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“Depois de ter esperado pacientemente pela prévia do PT em Minas, que o Planalto prometeu ser “de mentirinha”, o PMDB dá sinais de que não está disposto a aguentar por mais tempo a procrastinação do aliado, que em público ainda mantém o discurso da candidatura própria ao governo. Para pressionar o PT a anunciar de vez o apoio a Hélio Costa, a cúpula peemedebista discute até mesmo a possibilidade de adiar o encontro do partido, marcado para o próximo dia 15, que consagraria Michel Temer como vice de Dilma Rousseff, à espera do desfecho da novela mineira.
Embora os pleitos do PMDB sejam muitos, só dois são pré-condição para a aliança nacional: Temer na vice e Costa como único candidato lulista em Minas.
Enquanto o casamento mineiro não sai, nos bastidores a discussão da chapa está acelerada. O deputado petista Virgílio Guimarães larga na frente entre os cotados para vice de Costa.
No Planalto, no entanto, há quem veja com simpatia a idéia de convencer Patrus Ananias, o derrotado nas prévias do PT, a aceitar a vaga. Existe ainda uma terceira ala no PT a sugerir que a vice fique com outro partido, como o PR, já que o petista Fernando Pimentel já estaria na chapa majoritária como candidato ao Senado.
Seja qual for o desenho da chapa em Minas, Guimarães não tentará renovar o mandato na Câmara. Em seu lugar lançará candidato o filho Gabriel, 26.
Desabafo do presidente do PT, José Eduardo Dutra, ouvido por correligionários às vésperas da prévia mineira: “É preferível um fim horroroso do que um horror sem fim”.
                                    * * *
Os dois pleitos do PMDB, considerados pré-condição para a aliança nacional – Temer na vice e Costa em Minas – tem um mesmo coordenador: o deputado Eduardo Cunha.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

Partidos querem 3º candidato

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“Políticos do governo e da oposição aguardam ansiosos a resposta do TSE a três consultas sobre a possibilidade de incluir candidatos a senador numa chapa sem necessidade de coligação nacional entre os partidos que a integram. Na prática, trata-se de decidir se um candidato a governador pode “carregar” mais de dois candidatos ao Senado. Em busca de argumentação jurídica que sustente o voto dos ministros, técnicos do tribunal apelidaram sua obra de “emenda Rio”. Nesse Estado, se a resposta do TSE for favorável, Sérgio Cabral (PMDB) -e por tabela Dilma Rousseff (PT)- poderá contar com a trinca Lindberg Farias (PT), Jorge Picciani (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) -este último hoje sem lugar na chapa.
No campo adversário, a brecha permitiria a Fernando Gabeira (PV), que terá um tucano como vice, compor a chapa para o Senado com Cesar Maia (DEM), um nome do PPS e mais a “verde” Aspásia Camargo.
Os efeitos da eventual licença do TSE vão além do Rio. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já tem como candidatos ao Senado Orestes Quércia (PMDB) e um tucano a ser definido, finalmente encontraria um lugarzinho para acomodar Romeu Tuma (PTB)”.
                       * * *
E serve também para a Oposição paulista,
Na chapa de Mercadante, a candidata ao Senado será Marta Suplicy, do PT.
A segunda vaga está sendo disputada pelo vereador-pagodeiro Netinho de Paula, do PCdoB, e pelo ex-secretário Gabriel Chalita, do PSB.

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