• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:08

Cabral está alucinando Fichtner

O chefe da Casa Civil do Rio, Regis Fichtner deu pra beber.
Na coluna de Ilimar Franco, ele afima:
“Um governador que não defende seu estado vai defender o Brasil se for presidente?”
Alguém imagina que Cabral um dia venha a disputar a Presidência? Se conseguir se reeleger no Rio já será um milagre.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:24

A verdade sobre as UPPs

Fernando Henrique Cardoso, Rubem Cesar Fernandes e Regis Fichtner

Fernando Henrique Cardoso, Rubem Cesar Fernandes e Regis Fichtner

A matéria está no Portal do Governo do Rio.
A ONG ‘Viva Rio’ realizou hoje, pela manhã, o III Encontro da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia com a presença de diversos convidados.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve lá, e disse que estava “muito bem impressionado com o que vi sobre essa policia pacificadora no Rio. É algo que merece ser acompanhado. São apenas algumas comunidades, num universo de mais de 300″ (na verdade, o universo é superior a mil), mas “temos de começar por algum lugar. Com a UPP, acaba-se o terror imposto por um grupo  mínimo de moradores vinculados ao tráfico de drogas. Não acaba o consumo porque este é um processo complicado de acabar”, disse ele.
No site do governo está dito:
“O secretário chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, representando o governador Sérgio Cabral, disse que a proposta do governo do estado, ao criar as UPPs, não é acabar com o tráfico de drogas, mas com o uso indiscriminado de armamento pesado, como o fuzil, e com o domínio territorial dessas comunidades carentes por grupos de criminosos”.
Então está ótimo. É o mesmo que esse blog sempre insistiu.
Nas favelas onde foram instaladas as UPPs, não existe mais guerra de quadrilhas – o que é muito bom e merece ser aplaudido.
Mas não é verdade que o tráfico tenha terminado. E, como Fichtner confessou e FHC constatou, não é proposta do governo  proibir a venda de drogas.
Mas o grave da história é que a polícia não ocupou, de surpresa, o Dona Marta, o Babilônia ou o Pavão-Pavãozinho. O próprio governador do Estado avisou que a polícia iria invadir cada um desses morros, e o fez com uma antecedencia de quatro ou cinco dias, tempo suficiente para que a bandidagem fugisse.
Por isso, onde existe uma UPP não houve desarmamento.
Eles apenas mudaram de favela.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:14

Pizza de Duque feita por Cabral

 A pizza que o senador Paulo Duque levará amanhã à Comissão de Ética, foi temperada pelo governador Sergio Cabral.
Paulo Duque, como bom suplente que é, só faz o que o chefe Cabral manda.
É isso que lhe garante o mandato.
Se deixar a receita desandar, Duque perde a cozinha e Regis Fichtner assume o forno.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:06

A coincidência com Daniel Dantas

Hoje, mais uma vez, nem uma única linha sobre o escândalo denunciado pela ?Carta Capital?.
Os jornais cariocas não estão interessados em ouvir o governador do Estado, sobre o fato do banqueiro Daniel Dantas ter comprado dois imóveis no Rio, dias antes deles serem desapropriados.
Como diz Régis Fichtner foi coincidência.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:06

De novo a censura?

  Na época da ditadura militar, os jornais eram censurados.
Os mais obedientes não tinham agentes nas redações, mas obedeciam aos bilhetes que a Polícia Federal mandava com regularidade, às vezes diáriamente.
Certa vez foi proibido noticiar um surto de meningite em São Paulo.
A moda, ao que parece, está de volta.
A gripe do porco, no Rio de Janeiro, quase que dobrou em um único dia. Ontem morreram sete pessoas, entre elas, três grávidas.
Mas o censor Sergio Cabral deve ter proibido estardalhaços com essas mortes.
O espaço dado pelo ‘Globo’ e pelo ‘Dia’ ao assunto é correto, mas a chamada de primeira página é desproporcional.
Ou, então, como diz o secretário Regis Fichtner, “é coincidência”.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:03

Paulo Duque faz o jogo de Cabral

Do jornalista Elio Gaspari hoje na ‘Folha’ e no ‘Globo’:
“Há uma explicação para a permanência do segundo suplente Paulo Duque na cadeira de senador que foi do governador Sérgio Cabral e que deveria ser ocupada por Regis Fichtner. Aquilo que Duque fizer pelo Planalto enquanto preside o chamado Conselho de Ética do Senado será devidamente creditado ao PMDB fluminense. Sérgio Cabral receberá uma mãozona, capaz de tirar do caminho de sua reeleição a candidatura do petista Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu. Como Duque não tem voto, nada tem a perder”.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:59

O fantasma de Paulo Duque

Quem não gostou das declarações dadas, até agora, pelo senador Paulo Duque, ainda não viu nada.
Ele é muito pior, e infinitamente mais despreparado, do que se mostrou.
Mas de uma coisa ele não pode ser acusado: a de ter o seu gabinete lotado, o que o obrigaria a nomear um fantasma para o Conselho de Ética.
Com exceção de seu chefe de gabinete e mais um assessor, todos os funcionários de seu gabinete - quase 40 - foram nomeados pelo ?padrinho? Sergio Cabral.
Quando Paulo Duque assumiu a cadeira de senador, quis saber quantos funcionários ele poderia nomear. Foi informado que nenhum, a não que ele os substituísse. O governador Cabral, com a sua conhecida sutileza, decretou que os cargos do gabinete pertenciam a ele. E se Paulo Duque não quisesse, ele mandaria Régis Fichtner assumir  o mandato. Paulo Duque, humilhado, aceitou.
Portanto, o único fantasma de Paulo Duque é o governador do Rio.
Fantasma de verdade, inclusive com a foice na mão para cortar sua cabeça caso seja necessário.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:52

Cabral e Renan são unha e carne

Existe mil razões para Sergio Cabral não mandar o secretário Regis Fichtner assumir sua cadeira no Senado, aposentando o senador Paulo Duque.
Mas uma única razão é suficiente para que o governador não alimente a idéia. Ele não pode contrariar o seu principal aliado no Congresso, o senador Renan Calheiros.
Em política, o governador pode fazer o que bem quiser da vida.
Menos aquilo que Renan não quiser que ele faça.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:51

“Duque de Cabral”

O jornalista Elio Gaspari matou a charada.
Se Sergio Cabral é contra a atuação de Paulo Duque como senador, bastaria que ele mandasse Regis Fichtner reassumiu a sua cadeira no Senado.
O comportamento seria o mesmo, mas com elegância, e sem o descaramento atual.
Paulo Duque é um despreparado oportunista que deveria estar sendo julgado pelo Conselho de Ética e não presidindo o órgão.
Eis o texto de Gaspari, que tem o título Duque de Cabral:
“Custaria pouco ao governador Sérgio Cabral chamar o pizzaiolo Paulo Duque, seu segundo suplente no Senado, para uma conversa no Laranjeiras. O comportamento de Duque não tem paralelo na história da bancada do Rio de Janeiro. Nessas cadeiras já estiveram Diogo Feijó, Quintino Bocayuva e Afonso Arinos de Mello Franco. Cada dia de permanência de Duque no Senado equivale a um choque de desordem do governo de Cabral, pois bastaria que Regis Fichtner, seu primeiro suplente, deixasse a Casa Civil do Palácio Guanabara e assumisse a cadeira do Rio”.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 19:22

Uma assessoria para Fitchner

Quando pediram para Regis Fichtner escrever sobre o Santos Dumont aconteceu o mesmo:  o pessoal que assessora o secretário é fraco, comete erros grosseiros e apresenta argumentos que beiram o ridículo.
Desta vez, fizeram com que Fitchner assumisse o fato de que ?o Rio de Janeiro tentou nos últimos anos conter o avanço dessas comunidades, colocando em algumas delas linhas demarcatórias, que foram completamente ignoradas e que, por ausência total de fiscalização, acabaram não surtindo efeito?.
Fitchner confessa a ?ausência total de fiscalização?. Confessa, ele mesmo, a falência do Estado.
Para ele, portanto, seria mais fácil construir um muro do que fiscalizar.
Dois parágrafos adiante ele diz que ?não podemos aceitar os argumentos dos derrotistas de plantão, aqueles que acham que nunca dará certo, que dizem que o Estado não fiscalizará o respeito a esses marcos delimitadores?.
E vai fiscalizar?
Mas ele já não havia confessado a derrota da fiscalização? Por que agora ela terá sucesso? Só porque antes era uma linha, e agora a linha subiu a três metros de altura?
Se ele promete fiscalizar, para que então gastar R$ 40 milhões com o muro? Se é que ele custará só R$ 40 milhões…
No final do artigo escrito pelos assessores de Fitchner é dito que ?a decisão de construir o muro é um sinal que o Estado está (…) cumprindo o seu dever de colocar em primeiro lugar a vida e a dignidade dos seus cidadãos?.
A quais cidadãos Fitchner se refere? Aos cidadãos moradores do lado de cá do muro, ou seriam os cidadãos moradores do lado de lá?
Com certeza deve ser os banda da lá. Afinal são cidadãos. Se fossem os de lá, seria o pessoal da comunidade.
Regis Fichtner merece uma assessoria melhor.

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