• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:02

FHC parece não acreditar em Serra

Fernando Henrique Cardoso foi o entrevistado do excelente ‘É Notícia’, de Kennedy Alencar, na Rede TV.
O ex-presidente previu difuldades para José Serra, em caso de vitória, por achar que o governo não tem tomado medidas para conter gastos públicos e regular o câmbio.
             * * *
É por essas e outras que Serra quer distância de FHC.
Parece até que o ex-governador de São Paulo não é competente o suficiente para corrigir o rumo do país, caso vença as eleições, e encontre dificuldades.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:57

Kennedy Alencar entrevista Chávez

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Ciro Gomes, imperdível!!!

O deputado Ciro Gomes, que hoje será defenestrado da candidatura à Presidência da República pelos covardes do PSB, deu na madrugada de domingo para segunda-feira, uma entrevista de pouco mais de uma hora ao excelente repórter Kennedy Alencar, no programa ‘É Notícia’, da Rede TV.
Ciro é hoje, sem dúvida alguma, o político mais transparente do país, e fala o que bem entende. Por isso é o único personagem que consegue unir tucanos e petistas: ambos preferem que ele não seja candidato.
O programa está dividido em três blocos:

 

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:23

Marta se desculpa com Kassab

Da ‘Folha’:
“Em entrevista ao programa “É Notícia”, da Rede TV!, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) pediu desculpas públicas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pela propaganda de sua campanha na disputa pela prefeitura paulistana em 2008.
“Desculpa, Kassab, não foi legal o que foi feito”, disse ela, após ser instigada a se desculpar pelo apresentador do programa e repórter da Folha, Kennedy Alencar.
A peça publicitária foi ao ar no segundo turno das eleições para a prefeitura de São Paulo em 2008. Nela, a vida pessoal de Kassab era abordada, questionando se ele era casado e se tinha filhos.
A polêmica se deveu à percepção de que houve insinuação de homossexualismo na propaganda. Marta acabou perdendo as eleições para Kassab.
Na gravação, Marta disse não ter nada contra homossexuais (minoria que historicamente defendeu) e disse só ver problemas em “quem não sai do armário” (referindo-se às pessoas que não assumem sua homossexualidade).
A ex-prefeita falou também sobre sua candidatura ao Senado, neste ano. O programa irá ao ar às 24h deste domingo”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:23

Marina quer governar com PSDB e PT

Da repórter Ana Flor, da ‘Folha’:
“A pré-candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva (AC), afirmou ontem que pretende fazer um “realinhamento histórico”, no qual quer governar “com os melhores do PSDB e os melhores do PT”.
Marina participou da gravação do programa da Rede TV! “É Notícia”, do repórter da Folha Kennedy Alencar. A entrevista vai ao ar à 0h15 da próxima segunda-feira.
“Enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil uma governabilidade [...] Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: “Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade’”, disse.
A senadora criticou as alianças dos dois partidos com forças políticas mais à direita. “O presidente Fernando Henrique ganhou sozinho e, para governar, teve que ficar refém do Democratas; o presidente Lula [ficou refém], dos setores mais retrógrados do PMDB. Isso não é bom para o Brasil”, afirmou.
Marina disse ainda que sua candidatura representa um “leque de alianças sui generis”, que não é de partidos, mas tem base na sociedade.
No núcleo da campanha de Marina, há defensores da ideia de que o PT e o PSDB são muito mais próximos, em termos ideológicos, do que as alianças que deram sustentação aos governos FHC (1995-2002) -PSDB e DEM- e Lula (desde 2003)- PT e PMDB.
Ao falar do papel do Estado, a senadora defendeu um “Estado necessário”, que seja “eficiente, inteligente e transparente”. Fez, entretanto, críticas ao modelo estatizante, e pregou um Estado “que saia cada vez mais da visão de querer ser dono de tudo e ainda do resto”.
Marina fez críticas, às vezes veladas, em outros momentos escancaradas, à pré-candidata petista ao Planalto, a ministra Dilma Rousseff. Segundo ela, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), menina dos olhos de Dilma, “é uma colagem de vários empreendimentos”, nos quais Estados e municípios também têm méritos.
As maiores críticas foram sobre a atuação de Dilma na cúpula do clima, em Copenhague, e em sua visão desenvolvimentista, que deixaria o meio ambiente em segundo plano. Nesse ponto, sobraram críticas também a Lula.
Marina afirmou não saber se o gesto de reforçar políticas ambientais -como a adoção de metas para redução de emissão de gases-estufa-, foi “fruto de aprendizagem” ou de medidas “conjunturais, por causa da disputa eleitoral de 2010″.
Mesmo assim, elogiou Lula e seu governo diversas vezes durante a entrevista. Afirmou que o presidente foi “uma pessoa fundamental” na sua vida.
Marina fugiu de respostas objetivas mais de uma vez. Ao ser questionada se apoiava ou não a redução da jornada de trabalho para 40 horas, lembrou seu passado sindical, mas não confirmou. Também fugiu da palavra “ditadura”, quando a questão foi sobre o governo cubano, apesar de afirmar que não se pode “relevar” princípios como a democracia e liberdade de expressão.
A política internacional pareceu ser uma área de grande divergência de Marina com o atual governo. Além de criticar Cuba, Marina se disse preocupada com o apoio brasileiro ao governo do Irã”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:19

A verdade sobre o painel do Senado

No dia 1º de novembro, o governador José Roberto Arruda deu uma entrevista ao repórter Kennedy Alencar, para o programa ?É Notícia?, da Rede TV.
Revendo o terceiro bloco do programa, no site da emissora, é espantoso como Arruda ? dizendo que a mentira o incomodava ? continua mentindo.
E o pior. Mente, e deixa a entender que o criminoso foi um morto: o senador Antonio Carlos Magalhães.
Vamos aos fatos.
Em 2001, o  senador e empresário Luiz Estevão sofria um processo de cassação no Senado, pois sua empresa era a construtora do prédio super faturado onde funcionaria a Justiça do Trabalho, em São Paulo, presidida pelo famoso juiz Lalau.
A punição contra o juiz era ponto de honra para ACM, que estava numa cruzada contra a corrupção. E a punição de Estevão era do maior interesse de Arruda, pois os dois disputavam votos na mesma cidade e eram antigos rivais.
Arruda, engenheiro de profissão, foi quem sugeriu a ACM a violação do painel. Não fez sozinho, pois necessitava do aval do presidente do Senado para solicitar a ilegalidade aos funcionários da Casa.
Portanto, a idéia foi de Arruda, e as providências foram tomadas por ele. Tanto que o envelope, com o voto de cada um dos senadores, foi entregue a ele, e não a ACM. Ele mesmo confessa que leu o relatório primeiro e, depois, foi ao gabinete do presidente.
Portanto, seu crime não foi apenas o de ler um papel que deveria ser sigiloso. Ele foi o arquiteto do crime, e mentiu durante cinco dias dizendo que nada sabia sobre o assunto.
Arruda é homem bastante inteligente e a violação do painel do Senado, na verdade, foi um golpe de mestre.
Ele queria ter apenas uma certeza: a de que Luiz Estevão seria cassado.
E por isso violou o painel.
Estevão era poderoso, articulado e temido por todos, além de pertencer a maior bancada do Senado. Portanto, tinha chances, através do voto secreto, de livrar-se da cassação.
Se Estevão fosse absolvido, Arruda subiria a tribuna, com a relação dos votantes, e diria que recebeu o envelope de um anônimo em seu gabinete.
Ao exibir os votos, estaria provada a violação do painel, e a absolvição de Estevão seria anulada.
Nova votação seria marcada, com tempo suficiente para pressionar, politicamente, aqueles que votaram com Estevão.
Como o senador foi cassado, Arruda perdeu o interesse pelo voto de cada um, já que seu intento já havia sido alcançado.
Por isso, levou o papel imediatamente ao presidente Antonio Carlos Magalhães, político experiente, mas que adorava um fuxico.
Foi a indiscrição do todo poderoso ACM que fez o caldo entornar.
O poder de Antonio Carlos não o bastava. Era preciso exibi-lo. E durante meses ele fez comentários sobre aquela votação.
E Arruda, que mentiu descaradamente durante dias sobre o assunto, acabou – junto com ACM – tendo de renunciar ao mandato de senador, onde era líder do governo FHC, para evitar a cassação por seus pares.
Portanto, o crime de violação do painel foi idealizado, solicitado, e recebido por um único homem: José Roberto Arruda.
Na época ele mentiu, em parte. Hoje, com ACM morto, sua mentira foi ampliada.
Mentir para ele é fácil.
Chorar também.
O difícil será conquistar um novo mandato.
Arruda simboliza hoje o que existe de pior na política brasileira.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:16

Arruda e o recordar é viver

No dia 1º de novembro, o governador José Roberto Arruda foi entrevistado para o programa ‘É Notícia’, da Rede TV, pelos jornalista Kennedy Alencar.
Eis alguns pontos:
1. Arruda nasceu em Itajubá, Minas Gerais, É o segundo dos cinco filhos de uma família modesta cujo chefe da casa, seu pai, era  ferroviário. Lá ele formou-se na Faculdade de Engenharia ? a única da cidade. Para conseguir se inscrever no vestibular,  vendeu uma bicicleta, mas como faltavam 40 ou 50 cruzeiros para a inscrição, ele foi a delegacia da cidade, junto com o pai, e conseguiu um Atestado de Pobreza, o que o isentou da taxa de matrícula. Na época aquilo foi, para ele, ?uma grande humilhação?.
2. Seu primeiro emprego, ainda com 17 anos, foi de professor de Matemática em um  cursinho pré-vestibular. Ou seja: Arruda é bom de fazer conta.
3. Ele chegou a rodoviária de Brasília  levando apenas “uma mala de papelão e um alma repleta de sonhos”.
4. ”Eu já vivi momentos muitos difíceis, tanto na vida pessoal, quanto na profissional. E tenho testemunho pessoal que há uma energia superior ? cada um chame como quiser – mas acredito muito na força da oração (…) As vezes você tem um problema e, por mais que você se considere inteligente, estudioso, você não vê saída no campo racional. Quando você se eleva para o plano superior, como que por mágica, como que por encanto, as circunstâncias mudam, assim como mudam o formato das nuvens. E aí aparece uma saída e os problemas se resolvem”. É o que Arruda deve estar procurando no momento.
5. ?Eu acredito cada vez menos no poder, no dinheiro, nos bens materiais, na vaidade. E acredito muito no plano superior. Existe uma passagem na Bíblia que diz o seguinte: “A quem muito é dado, muito será cobrado”. Eu planto o bem pois quero colher o bem”.
6. ”Cuido muito da alimentação e faço exercícios físicos todos os dias. Parto do princípio de quem é careca não pode ser barrigudo”.
7. ?Brasília deveria ter uma placa na entrada da principal da cidade com os dizeres: ?Aqui é proibido se pensar pequeno?.
8. “Vou construir um arena multiuso e o custo será em torno de R$ 500 milhões. Na verdade, não vou reformar o estádio Mané Garrincha. Vou destruí-lo e construir um novo”.
9. “O que me levou a mentir (no episódio da violação do painel do Senado em 2001) foi ser igual a todos os políticos brasileiros. Eu estava ali inoculado por esse virus que ataca a classe política?.
10. ?Eu me recuperei porque admiti o meu erro. E disse: ?Eu errei, e não quero ser igual a todos os políticos que vivem mentindo”. Meu erro não foi de corrupção, nem de desvio de dinheiro público?.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 18:41

Vale a pena ver de novo

Kennedy Alencar, competente repórter político da ?Folha de S.Paulo?, comanda atualmente o melhor programa de entrevistas da televisão brasileira.
A fórmula é super simples: ele só convida gente com biografia, que tenha revelações a fazer – mesmo que não faça -  e que esteja meio abandonado pelos jornais. Para se ter uma idéia, os últimos três entrevistados do  ?É Notícia? foram Ciro Gomes, Márcio Thomaz Bastos e José Dirceu. Cada entrevista melhor que a outra.
A emissora Rede TV não é lá grande coisa, e o horário que o programa vai ao ar também não ajuda. Mas o tempo de  duração das entrevistas é mais do que generoso. Leva quase uma hora e meia.
Os programas bem que mereciam ser comercializadas em DVD.

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