• Quarta-feira, 18 Janeiro 2012 / 12:46

PT sonha com Paes e Cabral contra Picciani

      Dos repórteres Juliana Castro e Adauri Antunes Barbosa, no Globo Online:
       “A direção nacional do PT resolveu chamar para uma conversa o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, numa tentativa de colocar fim à crise com o PMDB no Rio. A convocação para o encontro será feita pelo
presidente nacional do PT, Rui Falcão, que na terça-feira recebeu o presidente do PT fluminense, Jorge Florêncio, e o senador Lindbergh Farias para tratar dos desentendimentos na formação de alianças no estado. Os petistas reclamam que apóiam os peeemedebistas, mas não há contrapartida na mesma medida.
- Será uma conversa com o governador e com o prefeito, junto com o Lindbergh e o Jorge Florêncio, para fazer uma avaliação de interesses estratégicos dos dois partidos no Rio de Janeiro, assim como vou fazer com dirigentes do PMDB em outros estados — anunciou Falcão, que prevê a reunião no Rio para os próximos 15 dias.
- Nós precisamos ouvir o que eles pensam. Cabral e Paes têm um peso muito grande nessa questão – completa Florêncio.
O PT vai excluir do encontro o presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, principal articulador das alianças peemedebistas deste ano no estado. Declarações de Picciani publicadas na imprensa pioraram a crise entre os partidos.
- Eu já falei com ele pessoalmente. Temos respeito por ele, mas ele tem sido muito intransigente – justifica o presidente regional do PT.
O clima da aliança esquentou depois que Picciani deu declarações desprezando as candidaturas colocadas pelo PT, entre as quais a de Rodrigo Neves, secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do governo Sérgio Cabral ou do deputado federal Chico D’Ângelo, à Prefeitura de Niterói.
Na segunda-feira, em nota oficial, o presidente do PT estadual disse esperar que Picciani “modifique o comportamento truculento e impróprio no trato com os aliados, que já lhe causou a derrota para o Senado em 2010 e, mais uma
vez, provoca uma situação constrangedora”.
O presidente estadual do PT é cauteloso ao falar que se a falta de entendimento pode acarretar na ruptura da aliança:
- O que não podemos é abrir mão dos nosso interesses – afirma, ressaltando que, caso não tenha uma solução no encontro, o PT pode levar o caso ao Diretório Nacional do PMDB.
Depois da reunião com Lindbergh e Jorge Florêncio, Rui Falcão lembrou de uma “pajelança”, um encontro que teve no primeiro semestre do ano passado com o prefeito do Rio e o “staff” do governador, que não participou porque fazia
uma viagem internacional com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Foi uma espécie de pajelança, na qual nos comprometemos a apoiar o Eduardo Paes. Com que protocolo? Nós queremos o vice, queremos reforçar algumas políticas públicas comuns e queremos, não como condição, mas a simpatia do PMDB, em outros municípios do Rio, particularmente Niterói – afirma Falcão.
Nessa reunião, que deve ser marcada para os últimos dias de janeiro ou os primeiros de fevereiro, Rui Falcão quer acertar com Cabral e Eduardo Paes “as áreas de interesse comum que temos no Rio”.
- Tem município que o PMDB pode nos apoiar, pode ser nosso vice, e há municípios que nós vamos apoiar o PMDB, até independente de ter a vice. Em alguns vamos ter a vice e em outros não — disse o presidente nacional do PT.
Com a entrada da direção nacional na negociação da aliança diretamente com Cabral e Eduardo Paes, sem a a presença de Picciani, os petistas esperam reverter o clima de tensão entre os dois partidos. De acordo com algumas
lideranças do PT, o PMDB está “indo pra cima”, desrespeitando candidaturas consolidadas em municípios como Niterói, Mesquita, Japeí e Maricá.
— Nós elegemos o PMDB como nosso principal aliado e o PMDB nos elegeu como o principal adversário. Há muita tensão porque eles estão indo para cima, contra a gente — disse uma liderança, que pediu para não ser identificada.
Florencio diz que o PT não quer impor nomes ou candidaturas, mas quer abrir negociação principalmente em cidades como Mesquita, Maricá, Belfort Roxo, Petrólis e Teresópolis, que citou, onde os candidatos do partido são “competitivos”.
— Onde o PMDB tem força é natural, mas onde não tem força, onde necessariamente não tem um candidato competitivo, cabe a gente do PT encabeçar”.

  • Domingo, 15 Janeiro 2012 / 22:56

Picciani, PT reclama do PT

     Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político do ‘Globo’:
     “Apesar de não terem gostado das declarações recentes do presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, dirigentes do PT também não aprovaram o tom da nota do partido para rebatê-las. Dizem que o texto foi escrito “com o fígado”.

  • Quarta-feira, 21 Julho 2010 / 20:43

PT do Rio no caminho certo

  Está no ‘Informe do Dia’:
“O PT-RJ adiou a definição sobre a distribuição da propaganda de TV. A cereja do bolo são as inserções ao longo da programação normal. Alguns defendem que o tempo vá apenas para quem é ou foi deputado. Os ameaçados de ficar de fora prometem fazer barulho”.
Faz todo o sentido.
O tempo de TV é pouco e não pode ser utilizados por cacarecos, sem a menor chance de vitória.
Ele deve ficar mesmo com os seis deputados federais, e mais Antonio Carlos Biscaia, Alessandro Molon, Benedita da Silva e Vladimir Palmeira.
Essa é a elite do partido.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:52

‘Ser-Ser’ quer reviver o ‘Jan-Jan’

Quando a candidatura de Jânio Quadros, à Presidência, foi lançada pelo pequenos partidos PTN e PDC, em 1960, ele foi aos poucos ganhando adesões, até que conseguiu o apoio da UDN, que viu em Jânio a possibilidade de chegar ao poder.
Na época, a eleição era totalmente descasada, e não havia vinculação nem mesmo com o candidato a vice.
Foi aí que surgiu o movimento Jan-Jan, o voto em Jânio pela UDN, e em Jango Goulart pelo PTB.
E eles foram a vitória.
                          * * *
Em Minas, nas últimas eleições, ocorreu movimento idêntico: o  Lulécio, que era o voto em Lula e em Aécio.
E tudo leva a crer que o fenômeno vai se repetir, lá nas Alterosas, com Dilma, do PT, e Anastasia, governador pelo PSDB.
Ao perguntarem a Dilma sobre a possibilidade da chapa Dilmasia, ela perguntou: “E por que não, Anastadilma?”
                          * * *
No Rio já existe um cidadão – misto de jornalista e publicitário – contratado, informalmente pelo PMDB, para dar assessoria na formação de pequenos movimentos que irão reviver o Jan-Jan de 1960.
No momento, existe uma discussão sobre o nome.
O mais provável é que seja Ser-Ser, mas há quem defenda o Serbral – o voto em Serra e Cabral.
José Serra, diga-se de passagem, nada tem a ver com isso, mas óbviamente que não irá reclamar.
Já Sergio Cabral, dizem seus companheiros, não moverá uma palha a favor de Dilma Rousseff, a não nos dias em que ela estiver ao seu lado.
Depois de tudo que Lula fez pelo Rio, o normal é que Dilma recebesse uma consagração, até mesmo porque Lula teve, em 2006,  mais votos que Cabral, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O lógico seria Dilma somar mais votos do que Lula.
Quanto a esperteza de Cabral, existem dúvidas se o PT do Rio irá denunciá-lo.
O jogo só ficará claro, de verdade, depois da Copa, na segunda quinzena de julho.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:12

Cabral quer distância de Bené

Mais uma de Ilimar Franco:
“O governador Sérgio Cabral quer que a secretária Benedita da Silva concorra a deputada federal. Mas ela quer ficar  na Secretaria de Assistência Social”.
                  * * *
Mas o que Sergio Cabral tem a ver com a chapa do PT?
Se ele não quiser mais Bené no seu governo, basta demiti-la.
Sonho que ele alimenta há pelo menos dois anos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:09

O futuro do PT

O PT do Rio tem uma bancada federal de apenas 5 deputados.
Luiz Sergio, Carlos Santana, Cida Diogo, Chico D’Angelo e Antonio Carlos Biscaia, sendo que esses dois últimos são suplentes e , na  próxima semana, devolverão suas cadeiras aos titulares Edson Santos e Jorge Bittar.
Nada leva a crer a bancada aumente, nas próximas eleições.
Wladimir Palmeira e Alessandro Molon serão candidatos a deputado federal, com eleição praticamente garantida.
Sobrarão então três cadeiras, para sete candidatos.
Se Carlos Minc fosse concorrer à Câmara, sobrariam duas e, se o chanceler Celso Amorim viesse para o Rio, restaria somente uma para ser disputada pelos demais.
Mas se todos fossem candidatos, seria possível até sonhar com um aumento da bancada federal e, quem sabe, ela chegasse a seis, sete ou mesmo oito deputados.
Mas o partido, no Rio, é a unica seção do país que não vingou, por motivos os mais diversos, sendo o que principal deles é a intervenção constante dos dirigentes nacionais nas coisas internas do Rio.
Assim foi com Vladimir, assim foi com Bené, assim foi com Molon, assim foi com Lindberg, e assim será na próxima eleição.
Seja quem fôr o candidato.

CORREÇÃO:

Fui alertado e corrigo: o deputado Biscaia  é o suplente do ministro Edson Santos, mas o suplente do secretário Bittar é Glauber Braga, do PSB, e não o deputado Chico D’Angelo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:09

Lindberg, e a “boquinha”

Justiça seja feita.
A vitória de Lindberg Farias derrotou todos os líderes do partido.
Sejam ele do Rio, ou fora dele.
Isso prova que:
1 – O PT do Rio é quase uma ficção.
2 – A maior parte dele, com honrosas exceções, transformou-o, definitivamente, no “partido na boquinha”. E Lindberg é hoje o seu principal personagem.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:09

Candidato sem projeto

Diz o prefeito Lindberg Farias, explicando sua vitória:
“As pessoas querem um PT altivo, que futuramente tenha um projeto de governo?.
Quer dizer então que, quando ele pensou em se candidatar a sucessão de Sergio Cabral, ele não tinha projeto algum?
É muita cara de pau.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:09

Vitória de Lindberg humilha Benedita

 ”Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’
Apesar de a apuração não ter sido encerrada oficialmente, o indicado do PT do Rio de Janeiro para disputar o Senado nas eleições de outubro será o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. O resultado das prévias foi anunciado ontem à noite pelo presidente do diretório regional fluminense, Luiz Sérgio, na sede do partido, no Centro. Até às 21h30m, dos 27.636 votos (99,9% do total), 18.546 (67,1%) foram para Lindberg. A secretária estadual de Assistência Social e de Direitos Humanos, Benedita da Silva, naquele horário, tinha 9.090 (32,9%). As parciais indicavam ainda 78 votos em branco e 73 nulos.
Todos as projeções indicam que vão votar quase 30 mil filiados. É uma demonstração de que a militância do PT está mobilizada para reconquistar uma cadeira no Senado.
Benedita da Silva só venceu na região Norte/Noroeste, que tem menor peso e pouco pode alterar. Extra-oficialmente, tudo indica que Lindberg é o vencedor dessas prévias disse Luiz Sérgio ao lado de Lindberg e de outros dirigentes petistas.
O resultado oficial será divulgado hoje. O prefeito de Nova Iguaçu comemorou a vitória, mas disse que ficou surpreso com o placar obtido sobre Benedita. A secretária não apareceu na entrevista coletiva na sede do PT. A assessoria de imprensa da secretária não retornou as ligações.
Eu não esperava uma diferença tão grande. O resultado me surpreendeu. Vamos trabalhar firme para unificar o PT. Tínhamos receio de deixar fraturas no partido (com as prévias).
Mas acho que tanto o meu comportamento quanto o de Benedita ajudaram muito. Encaro esse resultado com grande responsabilidade afirmou Lindberg, que deixará o cargo de prefeito na próxima quarta-feira.
Pela manhã, antes de votar, Lindberg revelou que as prévias desgastaram o PT após seis meses de disputa interna com Benedita. Com isso, segundo ele, o partido deixou de fortalecer a pré-candidatura à Presidência da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff: O processo foi longo e desgastante.
O pré-candidato ao Senado, porém, elogiou a adversária: Queria ressaltar meu respeito por ela (Benedita). Vou fazer de tudo para não ficar nenhum arranhão na nossa relação.
Mas tenho certeza que o PT do Rio está mais forte.
Petistas querem discutir chapa com Sergio Cabral Além de Lindberg, a chapa para o Senado do governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorrerá à reeleição, será formada ainda pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, insiste junto a Cabral para que ele apoie o senador Marcelo Crivella (PRB), postulante novamente ao cargo.
Pepino eu deixo para o Luiz Sérgio responder desconversou Lindberg.
O presidente regional do PT, por sua vez, disse que o partido vai propor aos coordenadores da pré-campanha de Cabral um debate sobre a composição da aliança com todos os partidos coligados.
Há o indicativo de apoio à candidatura de Sérgio Cabral.
Evidentemente condicionado ao apoio do PMDB nacional e estadual à candidatura da companheira Dilma Rousseff.
O nosso palanque é o de Cabral. Só que a composição da chapa majoritária é um processo de construção. Hoje, o PT e outros partidos não gostam de aderir. Todos querem construir um processo ressaltou Luiz Sérgio.
Lindberg viajou ontem mesmo para Brasília. Ele acompanhará o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) com o presidente Lula. O prefeito acredita que esse é o melhor momento para disputar o Senado.
É um bom momento do PT pela grande aprovação do governo Lula, pela a minha força na Baixada Fluminense e pela ideia de renovação política explicou o petista, que começa a viajar pelo interior do estado em 5 de abril”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:08

PT escolhe hoje entre Bené e Lindinho

Do repórter Rafael Galdo, de ‘O Globo’:
“Nas prévias petistas de hoje para a disputa pelo Senado no Rio,entre a atual secretária estadual de Assistência Social, Benedita daSilva, e o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, um tradicional eum novo PT medirão forças. Benedita joga suas fichas em sua história nopartido, que ajudou a fundar e pelo qual exerceu cargos como o desenadora e governadora.
Lindberg propõe mudanças visando uma candidatura ao governo do estado em 2014.
Em comum, no entanto, ambos exercem grande influência nas negociações dentro do PT e também com aliados políticos
Benedita diz que poderia puxar votos para Dilma Benedita tem ditoque as prévias de hoje transcendem a opção entre dois nomes, mas representam projetos políticos diferentes para o partido no Rio. No seu caso, o de continuidade de um processo, como ela diz, de fortalecimentodo PT, do qual participaria desde o início. E destaca seu papel no projeto nacional petista, reivindicando para si um contribuição significativa na eleição de Lula em 2002.
Minha experiênciae o papel que venho cumprindo no partido me credenciam nessa disputa.Não estou postulando ao cargo de senadora porque o PT hoje é governo federal. No momento, seria melhor que eu estivesse no palanque com a Dilma (Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência), puxando votos para ela. Estou disponível.
Lindberg, por sua vez, defende uma renovação no quadro de lideranças petistas no Rio. E propõe uma mudançana relação do partido com o governo estadual, caso Sérgio Cabral se reeleja, apoiado pela coligação com o PT. Ele questiona a atuação da legenda no atual governo Cabral, do qual Benedita é secretária. E dizque essa participação não tem identidade própria, principalmente no que diz respeito aos programas sociais do estado: Qual a marca do PT no governo Cabral? Tem uma participação frágil. Queremos mudar isso.Contribuir com um programa com a cara do PT, tão bem trabalhada no plano federal.
E não ser apenas subserviente.
Destaforma, estaremos pensando nas eleições municipais de 2012 e no pleitode 2014. Uma vitória nossa põe o PT a perspectiva de ter um candidato a governador em 2014.
Os dois chegam a esse embate apesar dos esforços da cúpula nacional petista para evitar as prévias. E, para manterem sua posição, ambos reclamaram de terem recuado de outras candidaturas.
Benedita recebeu o apoio do presidente do diretório estadual do partido, o deputado estadual Luiz Sergio de Oliveira. Mas cogitase que ela esteja usando a campanha para alavancar uma possível candidatura à deputada federal. Já Lindberg agregou adeptos pelo interior, em cidades como Volta Redonda e Barra Mansa. A definição sairá do voto dos filiados, que têm das 9h às 17h para opinar”.

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