• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Dirceu envenena o PT de Minas

O ministro José Dirceu está colocando lenha na fogueira no PT de Minas: contra Lula e Dilma, e a favor do partido – o que fortalece a sua posição.
Veja o que ele diz:
1. Enquanto o PMDB diz que tem pressa e ameaça adiar o encontro que indicaria Michel Temer,  Zé Dirceu diz que temos “no máximo 45 dias, até as convenções, para fechar as alianças e a chapa”. Ou seja, temos todo o tempo do mundo. 
2.  “O PMDB e seu candidato querem nosso apoio e nós queremos o apoio deles. Mas, somente as pesquisas dirão, nos próximos 30 dias, quem é o melhor candidato a governador entre Hélio (Costa) e (Fernando) Pimentel”. Essa é para o senador Helio Costa corta os pulsos.
3. O ex-ministro Patrus Ananias pode, se assim decidir, ser candidato a vice-governador ou a deputado federal, já que Pimentel, caso não seja o candidato a governador, como vencedor das prévias, pode ser candidato ao Senado. Vale o mesmo para Hélio Costa”. O único peemedebista que torce por isso é o ex-senador Wellington Salgado, o cabeludo do Senado, suplente de Hélio e que exerceu mais o mandato, do que o próprio titular.
4. Na nota seguinte, Dirceu fala da importância de Dilma vencer em Minas, lembra a performance de Lula no Estado e, por isso, “a decisão do PT não será fácil”. E faz uma advertencia ao dizer que “mesmo que o PT venha a apoiar Helio Costa, o PMDB não pode fazer de Minas o centro da aliaça do PT com a nossa candidata Dilma Rousseff. Inclusive, porque indicará o candidato a vice-presidente encabeçada por ela”.
5. José Dirceu que sempre foi enstusiasta da aliança com o PMDB, desde o primeiro governo Lula, dá um chega lá no partido:
- O PMDB já tem o nosso apoio em Estados como o Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que não nos apoia na eleição deste ano em Estados decisivos como São Paulo, por exemplo. Fora o fato de que disputa conosco no Acre, Bahia e, espero que não aconteça, no Pará onde não chegamos a um acordo ainda.
Em Sergipe e no Piauí, a tendência é de composição conosco, mas o processo ainda não terminou. Um detalhe: todos esses Estados são governados pelo PT. Temos ainda o dado de que não chegamos a um acordo com o PMDB nos Estados do Amazonas, Tocantins e Ceará, onde ainda não resolvemos a questão das candidaturas ao Senado. E, mais um ponto a ser considerado: em Pernambuco o PMDB é mais serrista que o próprio PSDB.
E concluiu que “são todos Estados decisivos para a vitória de Dilma e a partir dos quais podemos obter uma grande maioria na frente de Serra. Assim, o cenário para o acordo em Minas não pode se reduzir a si próprio, apenas as Geraes. Tem que levar em consideração o quadro nacional, para além da aliança mineira, mais do que necessária, e da vice-presidência já definida para o PMDB”.
                       * * *
Uma coisa é certa: ninguém acreditou que o PT mineiro iria promover uma prévia para escolher seu candidato ao Senado.
Seria mobilização demais para cargo de menos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:46

A força do PP e a crise de Itamar

 De Renata Lo Prete, do Painel, da ‘Folha’:
“Dono de pouco mais de um minuto e meio de tempo de televisão cobiçado tanto pelo PSDB quanto pelo PT, o PP consultou seus diretórios a respeito do alinhamento na disputa presidencial. Na aritmética, deu Dilma (21 dos 27 Estados se manifestaram a favor da candidata de Lula). O partido está com os tucanos em praças de peso, como Minas e Rio Grande do Sul.
Mais importante do que essas contas, porém, será o destino do presidente da sigla, Francisco Dornelles, senador pelo Rio de Janeiro. “Se ele virar vice na chapa de Serra, não há palanque regional que impeça a nossa aliança com o PSDB”, resume um dirigente.
Com o atual esboço de alianças, Dilma teria hoje uma vantagem de pouco mais de dois minutos sobre o tempo de TV de Serra. Com o PP, o tucano ficaria perto de equilibrar o jogo.
Em situação privilegiada, a campanha de Dilma vê menos importância em se aliar formalmente ao PP e mais em evitar que Serra o faça. O objetivo é o mesmo em relação ao PTB.
Consideradas as circunstâncias do PP e da campanha de Serra, a chance de Francisco Dornelles vir a ser vice do tucano está hoje na casa dos 20%. Não é muito, mas, descontada a opção dos sonhos Aécio Neves, nenhum dos nomes até agora cogitados reúne probabilidade maior do que essa. No caso de Itamar Franco (PPS-MG), a possibilidade é quase nula.
Itamar, que respirara aliviado com a retirada de José Alencar (PRB) do mercado eleitoral, voltou a se preocupar com sua candidatura ao Senado. Quem conhece o mapa dos votos em Minas acha que, se o PT lançar Fernando Pimentel, é grande o risco de o ex-presidente perder a cadeira para o ex-prefeito de BH. A outra, se Aécio quiser, é dele e ninguém tasca”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:09

PT de Minas insiste em candidatura

De Alessandra Mello e Daniela Almeida, do ‘Correio Braziliense”:
“O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel selaram a paz ontem durante posse do diretório do PT na capital. No encontro, foi aprovada por unanimidade uma resolução em defesa da candidatura própria do partido ao governo do estado e em prol da união dos dois em torno da escolha de um único nome para a disputa. Patrus e Pimentel estavam em litígio pela candidatura do partido ao Palácio da Liberdade.
Também foi criada uma comissão com seis representantes, três indicados por Patrus e três por Pimentel, para discutir os critérios que serão adotados para definir quem será o nome do partido ao governo de Minas. A intenção do PT é resolver esse imbróglio até quarta-feira. Se o candidato for Patrus, ele terá de deixar o cargo até sábado, prazo máximo para desincompatibilização dos ministros que pretendem disputar as eleições deste ano.
Ontem, com um discurso afinado em nome da unidade e de uma candidatura própria, os dois apareceram de última hora na posse do vice-prefeito Roberto Carvalho, aliado de Pimentel, no comando do diretório de Belo Horizonte, e posaram abraçados para as fotos. Foi um sinal claro da disposição do partido em marchar unido em torno de um candidato próprio, afirmou o vice-prefeito. Segundo ele, o encontro de ontem deixou evidente que as diferenças entre Patrus e Pimentel nessa fase de pré-campanha agora são apenas pontuais. Eles também destacaram que estarão unidos na candidatura própria, independente de quem seja o escolhido. Onde um estiver o outro também estará, comemorou Roberto Carvalho.
Sem prejuízo da definição da tática eleitoral nacional e do diálogo com os partidos da base aliada, o PT deve ter candidato próprio ao governo do estado e buscará construir um palanque ideológico e eleitoralmente forte que nos conduza a uma vitória histórica para governar Minas Gerais, diz um trecho da resolução aprovada ontem.
Enquanto o PT brigava, cresciam as articulações em defesa da candidatura do ministro Hélio Costa (PMDB) em detrimento de um nome do partido, inclusive com o apoio do Palácio do Planalto, mais interessado em garantir a adesão do PMDB à campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. O palanque duplo em Minas, segundo maior colégio eleitoral brasileiro, enfraquece a empreitada nacional petista por dividir as forças dos partidos aliados e colocá-los em campos opostos.
O presidente do PMDB mineiro, deputado federal Antônio Andrade, disse que ainda não perdeu a esperança de uma composição no estado. Queremos muito compor com o PT. É interessante tanto pra nós, porque nos ajudaria a definir as eleições em um primeiro turno, quanto para o PT, porque fortalece a candidatura nacional deles. Mas, para Andrade, só com a unificação petista em torno de um único nome será possível articular a chapa única tão sonhada pelo Planalto. O PT nacional quer composição nossa, isso é notório. O PT de Minas que ainda está dividido, afirmou o presidente do diretório mineiro
A única certeza para os peemedebistas, segundo Andrade, é a manutenção da campanha de Hélio Costa. Caso não haja acordo, vamos manter a candidatura do Hélio e tentar superar essa falta deles. Isso nos deixa mais livre para trabalharmos. Ainda não decidimos as vagas para vice e para o Senado porque ainda esperamos a composição. Não compondo, a gente vai se unir com os outros partidos, disse o petista de Minas.
O PT deve ter candidato próprio ao governo do estado e buscará construir um palanque ideológico e eleitoralmente forte que nos conduza a uma vitória histórica para governar Minas Gerais”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:39

Lula enquadra PT de Minas

  De Valdo Cruz, da ‘Folha’:
“O presidente Lula avisou os petistas mineiros que, em nome do projeto de fazer Dilma Rousseff sua sucessora, irá apoiar a candidatura do ministro peemedebista Hélio Costa (Comunicações) ao governo.
Segundo a Folha apurou, Lula pediu aos dois pré-candidatos do PT em Minas, o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), que montem estratégia para fazer aliança com o PMDB mineiro, indicando o nome do vice na chapa de Hélio Costa.
Pimentel, favorito para ser um futuro candidato do PT no Estado, foi convocado recentemente para uma conversa com Lula. Na ocasião, o presidente disse que precisava dele na campanha da ministra Dilma e que ele deveria desistir da disputa pelo governo mineiro.
Em uma das conversas com o ex-prefeito, Lula chegou a dizer em tom de convocação: “Se você quiser jogar o Campeonato Mineiro, tudo bem, mas a Copa do Mundo é aqui”.
Pimentel e Patrus sabem, porém, que não podem simplesmente desistir da candidatura petista em Minas. Publicamente, vão continuar reafirmando que ainda são candidatos, mas o roteiro para a aliança com o PMDB já está traçado.
Os grupos dos dois já acertaram que farão uma escolha entre Pimentel e Patrus até o final de abril. O ministro prefere que a definição seja em março, com base em pesquisas. No caso, o ex-prefeito deve ser o escolhido, pois leva vantagem nas pesquisas de intenção de voto.
O segundo passo, então, seria o congresso petista em Minas, que definiria a posição do partido na eleição estadual. Ele já foi, estrategicamente, adiado de abril para maio.
Antes dele, PT e PMDB, seguindo determinação de Lula, vão sentar para definir uma aliança e quem seria o cabeça de chapa. Os dois partidos elaboraram um modelo, com base em dados de pesquisas, para definir o melhor candidato.
Segundo relato de petistas e peemedebistas ouvidos pela Folha, a tendência é que Pimentel e Hélio Costa fiquem empatados. Aí, caberia ao presidente Lula dar a palavra final. Decisão que já estaria tomada em favor do peemedebista.
Dentro do PT, ainda há uma última esperança de o presidente mudar de ideia e defender uma candidatura petista em Minas. Bastaria Dilma abrir uma diferença em relação a José Serra nas pesquisas para Lula ser convencido de que poderia forçar o PMDB a inverter o jogo: apoiar um petista em MG.
No comando da campanha de Dilma, porém, a desistência de Pimentel é dada como certa. Se dependesse somente dele, o ex-prefeito manteria sua candidatura. Mas reconheceu nos últimos dias a aliados que deve realmente optar por integrar a equipe de campanha.
Esse cenário já é dado como certo também no PSDB. O governador Aécio Neves disse nos últimos dias a interlocutores que foi informado de que Pimentel, seu aliado na última disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, não será candidato.
Para Aécio, essa é a melhor composição. Segundo ele, Pimentel seria um candidato mais forte, pois poderia se lançar com o apoio de Lula e Dilma, além de ter trânsito com os tucanos do Estado.
Dentro do PMDB, há quem defenda o nome de Patrus como vice, mas ele dificilmente aceitaria. Seu caminho deve ser a disputa pelo Senado, caso José Alencar não dispute a eleição, ou a permanência no ministério até o fim do governo. O deputado federal petista Virgílio Guimarães é citado como possível vice de Costa”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

Zé Dirceu só olha pra SP

Político de São Paulo é danado. Eles só pensam neles.
Hoje, o ministro José Dirceu escreve um artigo, no seu blog, cujo título é: “Há algo errado no PT paulista”.
Mas só no PT paulista?
E no PT do Rio?
E no PT de Minas?
Isso para ficar apenas nos três maiores colégios eleitorais.
O PT do Rio, por exemplo, avacalhou-se de vez. E sempre com o apoio de seus dirigentes.
E tenham a certeza de que daqui pra frente será pior.
Vamos ver como os incompetentes de plantão resolverão, por exemplo, a questão do Senado, já que não tiveram coragem de enfrentar o governador do Rio, cuja principal obra é ter conqui$tado a imprensa.
Vejam aqui o choro do Zé:
“Algo de muito errado está acontecendo no PT paulista. Os militantes, filiados, simpatizantes e eleitores  petistas (mais de 30% dos 29 milhões de votantes do Estado, dos quais 8,2 milhões só na Capital) ficam sabendo das decisões ou indecisões de seus dirigentes, líderes e prováveis candidatos pela imprensa.
Dessa forma nunca é possível saber o que é informação, notícia, análise, previsão ou mesmo desejo seja dos envolvidos nas articulações, seja dos jornalistas. Até os informes mais simples sobre a disputa eleitoral e a coordenação da campanha de nossa pré-candidata à presidência Dilma Rousseff passaram a ser fornecidas via mídia, revistas, jornais…
Enquanto isso, no maior Estado da Federação e no mais difícil para a disputa de 2010, o PT prossegue não só sem candidato como sem estratégia. Continua incapaz de sustentar a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) a governador ou de apresentar um nome do partido.
Como o tempo voa – já estamos praticamente em fevereiro e temos pela frente a semana do carnaval – espero que quando as águas de março chegarem, o PT e seus dirigentes não se afoguem em suas próprias contradições e indecisões como vem acontecendo.
Como em função do desgoverno demotucano já sofremos a desolação de ver boa parte da população ameaçada de viver embaixo d’água – como pode a maior e mais rica cidade do país não resolver um simples problema de alagamento? – o único consolo que nos resta é que o PSDB também não vai bem.
A dupla governador José Serra (PSDB)/prefeito Gilberto Kassab (DEM-PSDB) não quer ouvir falar em candidatura Geraldo Alckmin (ex-governador tucano) e o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho, o candidato do coração de ambos para o Palácio dos Bandeirantes não cresce nas pesquisas”.

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