• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:57

‘O Globo’ errou

Do blog do Planalto:
“A reportagem do jornal O Globo se confundiu na edição de hoje (4/5) ao publicar que a primeira-dama, Marisa Letícia, ?usou um avião da Presidência para ir a um encontro da Associação das Mulheres Rurais (Amur) de Uberaba na 1ª ExpoZebu?. Conforme informado ao repórter Jailton Carvalho pelo secretário de Imprensa da Presidência, Nelson Breve, D. Marisa foi a Uberaba representando oficialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da 76ª ExpoZebu, inclusive sendo portadora de uma carta dele justificando sua ausência ao presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), José Olavo Borges Mendes (foto abaixo).

D.Marisa Letícia entrega carta do presidente Lula ao presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, José Olavo Borges Mendes, durante a 76ª ExpoZebu.

D.Marisa Letícia entrega carta do presidente Lula ao presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, José Olavo Borges Mendes, durante a 76ª ExpoZebu.

 Complementando a informação, foi dito ao repórter do Globo e a outros jornalistas que acompanhavam o evento que ela também participaria de um encontro com lideranças femininas, promovido pela primeira-dama do município, Ângela Mairink, onde estaria acompanhada da ex-ministra Dilma Rousseff, e que almoçaria na Fazenda Mata Velha, onde tradicionalmente o vice-presidente da ABCZ, Jonas Barcelos, oferece uma feijoada no dia de abertura da feira.
O Globo briga com os fatos que confrontam suas teses. Não é uma boa prática de jornalismo. Quem perde com isso são seus leitores, que têm o direito de receber informações corretas, bem apuradas e que reproduzam com fidelidade os fatos que seus sentidos não podem captar e interpretar diretamente”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:21

Lula respeita o luto do Rio

De Sonia Racy, na coluna ‘Direto da fonte’:
“Lula suspendeu a festa surpresa que faria para o níver de D. Marisa anteontem.
Motivo: as chuvas no Rio”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:17

Dra. Adriana advoga para a Supervia

Do repórter Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Ao ordenar a prorrogação do contrato de concessão da empresa que explora os serviços ferroviários do Rio, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) vai beneficiar mais um cliente do escritório de advocacia de sua mulher, Adriana Ancelmo Cabral.
Levantamento feito pelo Estado no Tribunal Regional do Trabalho identificou pelo menos 83 processos em que integrantes do Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados defendem a Supervia Concessionária de Transportes Ferroviários S.A. em litígios trabalhistas.
Previsto para ser oficializado esta semana, o acordo com o governo do Rio ampliará até 2048 o direito de a empresa operar o serviço. A Supervia é citada por repetidos problemas de superlotação, atrasos, sucateamento de maquinário e até agressões a usuários.
Além da Supervia, o governador também determinou a prorrogação do contrato da Metrô Rio até 2038. A medida foi tomada em 2007, primeiro ano de seu mandato. Na época, a empresa contratou os serviços do Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados ? conforme o Estado revelou em janeiro. A Procuradoria-Geral de Justiça já abriu investigação, a pedido de deputados do PT e do PSOL, para apurar o caso.
No Rio, os serviços de metrô e trens foram privatizados na década de 90. Com isso, os clientes do escritório da primeira-dama têm de ser fiscalizados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp), cujos conselheiros são indicados por Cabral.
Foi a Agetransp que autorizou o governador a prorrogar o contrato da Supervia, na semana passada. A mesma autarquia havia imposto, há duas semanas, multa de R$ 1 milhão à empresa pelo episódio conhecido como “trem da chibata”. Em 15 de abril do ano passado, passageiros que embarcavam na estação de Madureira foram agredidos com socos, pontapés e até chicotadas por seguranças contratados pela concessionária que agora terá seu contrato prorrogado.
A prorrogação autorizada pela Agetransp ocorre 13 anos antes do fim do atual contrato. O governo do Rio divulgou que o acordo prevê o investimento de R$ 2,3 bilhões na modernização do sistema, que ficará a cargo da concessionária, e na compra de novos trens ? nesse caso, bancada pelo Tesouro estadual.
Sem restrição. O escritório da primeira-dama disse que não há nenhuma norma legal que o impeça de atuar em qualquer tipo de causa. O sócio e ex-marido de Adriana, Sérgio Coelho e Silva Pereira, disse que não daria mais declarações. É ele quem atua diretamente na maior parte dos processos localizados.
Procurado, o governador Sérgio Cabral não quis se manifestar. Sua assessoria divulgou nota em que também afirma não haver impedimento legal para a atuação de Adriana. “Mesmo não tendo impedimento para atuar em causas contra o Estado, a primeira-dama não participa de ações dessa natureza”, conclui a nota do Palácio Guanabara.
A Supervia não quis se pronunciar sobre a prorrogação do prazo de concessão. “Esse tipo de assunto não se comenta”, disse o assessor de comunicação da empresa, Thiago Nehrer.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:16

A primeira-dama de São Paulo

De Monica Bergamo, da ‘Folha’:
“A nova primeira-dama de SP, Deuzeni Goldman, 58, a Deuza, que toma posse na terça, cuida de filhos, netos e enteados, escolhe as roupas do marido, faz dança, piano, inglês, ginástica e -ufa!- medita duas vezes por dia para relaxar.
Faltam duas horas para que o helicóptero do governo de São Paulo levante voo levando Deuzeni Goldman, a Deuza, pelos céus da cidade rumo a sua mais nova missão: estar ao lado do marido no cargo de primeira-dama de São Paulo.
Sua antecessora, Monica Serra, é morena. Deuza é loira. Monica é tímida; Deuza, exuberante. A mulher continuou morando em sua casa, em Pinheiros, e Serra foi sozinho para o Palácio dos Bandeirantes. Já Deuza e Alberto Goldman, que assume o governo na terça, são “grudados. A gente ainda namora no cinema”. “São 32 anos de casados, acredita? Nem eu acredito que estou há tanto tempo com esse meu maridinho.”
Deuza se senta à mesa para o almoço em seu apartamento, em Higienópolis. “Então, eu tava te falando… eu tava numa fase bem mãezona. Faz cinco anos que tô aposentada [é ex-decoradora], pra curtir a vida, os filhos. Faço dança de salão, piano, inglês, tenho professora de ginástica três vezes por semana. Sempre fiz mil coisas. Vou ter que me reorganizar.”
Ela interrompe: “Paula… tá aparecendo a alça do sutiã vermelho, filha.” Aos 31 anos, a jovem, que veio de Londres, onde mora, se arruma para ir com a mãe à cerimônia, no Bandeirantes, em que Serra se despedirá do governo. “Sou virginiana, perfeccionista”, diz Deuza.
Ela cataloga as fotografias de família por assuntos (“Eu e Meu Amor”, “Amigas”, “Crianças”), datas “e até o nome da rua em que a gente estava”, diz Paula. Divide as roupas em armários por décadas: anos 70, 80 e 90. O Le Lis Blanc de seda que veste para a despedida de Serra “tem cinco anos”, diz. A bolsa, Dior, “mais de 20. Tenho várias. Comprei quando não custavam essa fortuna”. “Ela tem um brechó em casa”, afirma Paula. E escolhe as roupas que o marido usa.
Deuza derruba suco de uva na mesa. “Nervosa? Não, eu estou até calma! Eu agora faço meditação duas vezes por dia.” Quem ensinou a ela a técnica foi o enteado, André. “Cada sessão tem 20 minutos.” Olhos fechados, Deuza passa as mãos em várias partes do corpo enquanto explica: “Você pensa nos cabelos, relaxa. Pensa nas orelhas, relaxa. No dorso… até que não percebe mais o corpo. Aí, pensa numa paisagem bonita e “fica” lá. Tem gente que até levita!”. Deuza não chega a tanto. Mas está “mais relaxada”.
Ela conta que está escrevendo um livro. “Eu tenho muita coisa pra contar, né? São 32 anos [com o marido]. Vai se chamar “História e Estórias”, e o subtítulo é… ai, gente, é tão pitoresco… mas não consigo me lembrar!”. E Paula: “Cê já escreveu muita coisa? Queima esse livro, mãe!”. Por quê? “Ah, sei lá, agora tem campanha eleitoral… vai ter espião petista em tudo quanto é lugar.”
Nascida em Tupã, interior de SP, ela é a mais velha de três irmãos. A mãe , Deuza, e o pai, Zenite, juntaram os nomes e a chamaram Deuzeni. Depois de fazer o clássico e o magistério, Deuza se mudou para a capital. Tinha 18 anos.
Em 1972, aos 20, conheceu Goldman. Ele tinha 34, já era deputado e sócio de uma construtora. “Eu era secretária da secretária dele”, diz Deuza. “Ele já tinha, assim, um casamento bem falido, né?”. E os dois começaram a namorar. “Ficamos seis anos nesse chove, não molha.” Até que Goldman decidiu se separar. “Ele sempre disse pra mim que eu nunca fui a causa, e sim a consequência [da separação da primeira mulher, Sara].”
Mas Deuza continuava “naquela indecisão.” “Eu era uma menina superjovem, tinha um monte de paqueras que me assediavam. Ele era mais velho, já tinha três filhos (Cláudio, Marcelo e André), era político, judeu. Tinha tudo para dar errado.” “E ainda quebrou!”, diz Paula. Deuza explica: “Quando a gente se casou, ele fechou a construtora. Eu era secretária, fazia o Imposto de Renda dele, sabia de tudo o que tinha. Nunca me impressionei. Eu sempre brinco que conheci o Alberto rico e casei com ele pobre.”
Deuza interrompe a conversa, preocupada com perguntas pessoais: “Como sou loira, tenho cabelão, as pessoas acham que eu sou uma dondoca, um nada. E eu não sou isso”. A cunhada Antonieta Spargoli, a Toty, diz: “A Deuza não tem culpa de ser alta, magra e loira”. Fez apenas uma plástica, suave, no rosto, há muitos anos.
A primeira-dama explica que tem “um lado intelectual muito forte.” Assina várias revistas (além das semanais de informação, “Casa Claudia” e “Vogue”) e está lendo “três livros ao mesmo tempo” -um deles, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, do sueco Stieg Larsson. Gostou “demais” da biografia de Hillary Clinton -em especial quando ela conta que perdoou as traições do marido, Bill Clinton, “por amor”.
“Tenho aversão. Mas não quero falar sobre isso”, diz Deuza quando questionada sobre o governo Lula. “O Serra não gosta”, explica. “Falo o que penso”, mas, na posição em que está, precisa “ser cuidadosa”. Sobre primeiras-damas, diz apenas que “a Ruth Cardoso, sim, foi um modelo. Discreta, atuante, eficiente”.
Crítica de programas como o Bolsa Família, ela diz acreditar que os projetos do Fundo de Solidariedade, que comandará, têm outro caráter. “O Bolsa Família dá dinheiro mensal para a pessoa se acomodar. A campanha do agasalho é emergencial, para a pessoa não passar frio.”
Depois da despedida de Serra, Deuza volta para Higienópolis, onde o casal continuará morando mesmo depois da posse. No carro, fala dos planos. “Mil amigas já estão me ligando.” São mulheres de deputados, de secretários, que “querem ajudar e não sabem como. Vou mobilizar todo esse pessoal”. Seu principal projeto é revitalizar o parque da Água Branca, onde fica a sede do Fundo. Ela quer incrementar o paisagismo e catalogar todas as árvores, colocando placas para que as crianças possam identificá-las. “O parque tem história, meus filhos iam lá quando eram pequenos”, diz.
Já em casa, Deuza se prepara para jantar fora com o marido e os dois filhos do casal, Paula e Flávio. Se deixarem, o governador só vai a restaurantes como a pizzaria Speranza, no Bixiga, e o Filé do Moraes. Mas, em casa, quem manda é a primeira-dama. Ou melhor, “toda a família manda nele”, segundo Paula. Deuza considera que os três filhos mais velhos e as três netas de Goldman, “na realidade, são meus também, entendeu?”.
A família agora tem várias coisas para resolver. Um dos filhos de Goldman, por exemplo, vendeu o carro “para não poluir o mundo”. E, embora a lei determine, não quer andar de ônibus com um segurança na cola.
O celular toca. É um dos enteados, André. “Que pena que você não veio com a gente [na despedida de Serra], meu amor!”, diz Deuza. Na posse, na terça, afirma ela, ninguém pode faltar. “O papai quer todo mundo lá. Vem aqui que eu boto uma gravata em você.”

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