• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

Dutra: ‘Imprensa tem má vontade”

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, é o entrevistado da ‘Veja’. Aos repórteres Otávio Cabral e Daniel Pereira, Dutra disse que acha “errado produzir uma Dilma artificial. O problema são as inevitáveis comparações com o Lula”. Mas admite que é difícil encontrar uma marca para Dilma Rousseff. Na entrevista, ele reclama da má vontade da imprensa com relação a candidata do PT.
Eis a entrevista:
“- O ex-governador José Serra propõe fazer mais, acelerar os avanços, e a ex-ministra Dilma Rousseff adota um discurso agressivo. A campanha presidencial não começou com os papéis invertidos?
- Nós, dirigentes do PT, não temos adotado nenhuma postura agressiva em relação ao candidato José Serra. As principais lideranças da oposição é que estão muito agressivas. Vêm tentando desqualificar a Dilma. É só ver as entrevistas do presidente do PSDB. Por outro lado, a oposição descrevia o governo Lula há até pouco tempo como uma tragédia para o Brasil. Como estava trombando com a realidade, seu candidato tenta agora atenuar esse discurso beligerante dizendo que vai continuar o que é bom e corrigir o que está ruim. Se o governo está tão bom, se deve ser tão elogiado, por que mudar, por que eleger alguém da oposição? Vamos eleger alguém do governo que assumidamente é a continuidade desse projeto.
- A campanha tende a ser agressiva e com baixaria?
- Espero que não, mas vamos dançar de acordo com a música. O que me preocupa é a postura das principais lideranças do PSDB, do DEM, do PPS contra a Dilma. É uma postura agressiva, desqualificadora, preconceituosa, atrasada. E isso acaba contaminando a militância. Quando um dirigente partidário chama a Dilma de terrorista, dá margem à militância e ao pessoal de baixo para radicalizar ainda mais. Nosso site já foi invadido. É claro que não foi a mando da direção do PSDB. Mas foi invadido por pessoas no mínimo simpatizantes do partido. Vamos lembrar que, em 2006, na reta final da campanha, uma eleitora do Alckmin arrancou o dedo de uma eleitora do Lula em um bar no Leblon. Preocupa-me as coisas já estarem tão acirradas, porque isso pode levar a um ponto em que você não tem mais controle.
- O PT acredita mesmo em uma conspiração da imprensa contra a ex-ministra Dilma Rousseff a ponto de fazer propaganda subliminar?
- Há uma profunda má vontade de setores da imprensa contra a Dilma. Existem articulistas que transformaram suas colunas em libelos contra a nossa candidatura. Mas há uma coisa da qual a gente não pode fugir: a Globo está fazendo 45 anos, e 45 é o número do PSDB. Quando vi a propaganda, naturalmente me veio uma associação entre a campanha da Globo e a do Serra que a própria Globo acabou admitindo, tanto é que tirou a campanha do ar para evitar maiores polêmicas. Não acho que tenha havido uma associação intencional. Com relação à imprensa, da mesma forma que somos criticados, queremos ter o direito de responder a manifestações que considerarmos preconceituosas, que nos ataquem ou sejam inadmissíveis do ponto de vista de uma relação civilizada. Não vamos fazer nenhuma ação contra a imprensa em geral, mas vamos responder aos ataques que recebermos.
- Políticos têm dito que as novas regras eleitorais, como o fim da doação oculta, tornam o caixa dois quase obrigatório.
- Não acho que as novas regras vão incentivar ou diminuir o caixa dois. Acho, inclusive, que não haverá caixa dois nas eleições presidenciais. As ações do Ministério Público e da Polícia Federal estão inibindo o caixa dois. Então, as empresas e os candidatos vão pensar cinco vezes antes de operar doações por fora. Eu posso garantir que na nossa campanha presidencial receberemos todas as doações absolutamente dentro da lei. A tesouraria do PT estima que a campanha presidencial custará entre 150 milhões e 200 milhões de reais. Ainda não tenho elementos para aferir se é isso mesmo.
- Até o episódio do mensalão, o PT se escorava no discurso da ética e do combate à corrupção. Hoje não se viu ainda a ex-ministra Dilma tocar nesse assunto.
- O mensalão foi uma grife que pegou como toda grife. Mas o mensalão, nos termos em que foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, não houve. Por que cargas-dágua o ex-deputado Roberto Brant (DEM) recebeu dinheiro lá no Banco Rural se ele nunca votou com o governo? Por que o Professor Luizinho, que era líder do governo, receberia 20 000 para votar? Por que o João Paulo Cunha, que era presidente da Câmara e nunca votava, iria receber dinheiro?
- Por quê?
- Era caixa dois. É público e notório. O que houve foi crime eleitoral. Não estou atenuando, não estou tirando a gravidade de que é crime também. Agora, o mensalão, nos termos em que foi colocado, volto a repetir, não existiu.
- Mas caixa dois do quê, se todos eles já estavam eleitos?
- Não era ano eleitoral parlamentar, mas esse dinheiro foi usado para saldar dívidas das campanhas municipais do ano anterior de candidatos ligados aos deputados.
- Mas o fato é que o discurso sumiu…
- O escândalo serviu para atenuar a postura udenista do PT, de achar que a ética é um objetivo, quando na verdade tem de ser uma obrigação de toda atividade política. Serviu também para mostrar que não somos um conjunto de freiras franciscanas dentro de um bordel. A ética é uma obrigação. Deixa de ser o palanque principal. Ela tem de ser um alicerce da campanha, e não aquilo que está em cima.
- É confortável fazer uma campanha em companhia de José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho?
- Já tivemos alianças com essas pessoas em eleições anteriores. É um processo que naturalmente tem de ser levado em consideração num país como o Brasil. E que vale para nós como vale para a oposição. Até porque todos esses personagens estavam no governo do Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Para os críticos, agora, essas pessoas são ruins. Quando elas estavam do lado deles, eram boas. Tudo o que eles, da oposição, gostariam é que nós disséssemos: “Não, nós não queremos o PMDB”. Com certeza, no dia seguinte eles estariam tentando se aliar a ele.
- Ciro Gomes foi alijado da campanha presidencial e saiu atirando no PT e até elogiando José Serra.
- Depois da primeira declaração, ele já se corrigiu dizendo que o Serra seria nefasto para o Brasil. Essas declarações refletem um estado de espírito perfeitamente natural de alguém que acreditava que podia ser presidente e cujo projeto não se consolidou. A culpa não é do PT nem da Dilma. Espero que o Ciro, depois de baixar a poeira, siga as recomendações do partido e se engaje na campanha da Dilma.
- Duda Mendonça, ex-publicitário do PT, considera um erro tentar construir uma imagem diferente para Dilma. O senhor concorda?
- Nós não estamos tentando construir uma imagem diferente. Também acho errado produzir uma Dilma artificial. O problema são as inevitáveis comparações com o Lula. Qualquer que fosse o candidato, quando comparado com o Lula na comunicação e no carisma, estaria em desvantagem. A Dilma tem de ser ela mesma. O eleitor percebe quando o candidato é artificial. Por isso não temos de construir uma nova Dilma. Este período está servindo para ela pegar traquejo de candidata, não para se transformar.
- Como será para o PT disputar a primeira eleição sem o Lula?
- Não vamos disputar eleição sem o Lula. O Lula estará na campanha. Dentro da lei, será nosso principal militante e cabo eleitoral da Dilma. Nos horários de folga, fim de semana, programas de TV, ele estará presente. A partir da propaganda de TV, vamos ampliar o conhecimento da nossa candidata, o conhecimento da população de que a Dilma é a candidata do governo, é a candidata do Lula. E não há dúvida de que hoje nós contamos com o cabo eleitoral mais decisivo na eleição, que é o apoio que o governo e o Lula têm. O Lula vai eleger a Dilma.
- Qual deve ser a marca de Dilma para que ela não fique parecendo apenas um sub-Lula?
- É difícil. A marca da campanha é continuidade com avanço. Mas transformar isso em um tema legível para o eleitor comum é difícil, terá de ser construído pelos profissionais. Temos de ter claro que o eleitor vota no candidato. Mas, ao escolher, também analisa como está a vida dele. Essa é a vantagem da Dilma. Hoje a marca dela é representar o governo do Lula, que ela ajudou a construir. O Lula é o principal cabo eleitoral. Aliás, cabo não. É um general eleitoral. Isso é bom para nós. A oposição adoraria que o Lula estivesse do lado deles. Tanto é que faz um esforço danado para que esqueçam o que eles disseram sobre o Lula desde o início do governo.
- O PT critica a privatização, principalmente de serviços públicos. Existe alguma coisa estatizável no Brasil?
- Não, o estado tem de ficar do tamanho que está. Não é preciso estatizar mais nada, nem privatizar. Nós vamos fortalecer os instrumentos estatais de que dispomos, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica. São instrumentos que se revelaram essenciais na crise e na retomada do crescimento. A oposição, por seu lado, diz que esse programa é chavista e que nem na China o estado é tão grande. Não quero fazer um sofisma, mas quem é contra fortalecer os instrumentos estatais dá margem a dizer que vai enfraquecer. É a oposição que precisa explicar o que quer do estado.
- Os banqueiros já foram tratados pelos petistas como os grandes vilões da sociedade. O que mudou?
- Quando a economia cresce, os bancos também crescem. A diferença é que no governo Lula não foram só os bancos que cresceram. Outras empresas cresceram. Os trabalhadores tiveram aumentos acima da inflação. Não queremos que ninguém perca. Mas também não queremos que só um setor ganhe, como acontecia anteriormente.
- A política do MST de pregar a reforma agrária pela força ainda conta com a simpatia do PT?
- O MST teve o mérito de colocar a luta pela reforma agrária na agenda nacional. Mas o PT sempre foi crítico de ações do movimento, como ocupação de prédios públicos, de terras produtivas, de destruição de patrimônio. É a posição histórica do partido. O MST reclama do governo Lula, dizendo que podia ter avançado mais. Só que metade de tudo o que foi feito em reforma agrária na história ocorreu no governo Lula. Não há do que reclamar.
- O PT ainda se considera um partido de esquerda?
- Atualmente, o que move a esquerda é entender que o mercado não pode ser o regulador das relações entre as pessoas, instituições e países. É entender que o estado não pode ser idolatrado nem demonizado. É lutar contra a injustiça e a desigualdade social. É combater qualquer discriminação de raça, sexo ou cor. É saber que a democracia é um valor estratégico permanente, não só tático ou instrumental. São conceitos universais de posições à esquerda na política. Todos encontram abrigo no PT.
- O governo Lula abrigou todos esses conceitos?
- O governo Lula é de coalizão, de centro-esquerda. Abriga partidos de esquerda, de centro, como o PMDB, e até de centro-direita, caso do PP.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:47

PT com Picciani, contra Crivella

De Janes Rocha, do ‘Valor Econômico’:
“O deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deverá ser o candidato do PT para a segunda vaga do partido ao Senado pelo Estado. A primeira é do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias.
A informação é do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Em uma rápida entrevista ao Valor ontem, Dutra explicou que o apoio a Picciani é coerente com a posição definida pelo partido em seu encontro estadual deste domingo, na quadra da escola de samba Portela, na Zona Norte do Rio. Com a presença da pré-candidata do PT à Presidência Dilma Rousseff, o partido sacramentou a aliança com o PMDB no Estado e o apoio à reeleição do governador Sérgio Cabral, além da candidatura de Lindberg.
“No Rio, o partido vai apoiar o candidato do (governador) Sérgio Cabral”, reiterou Dutra. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido o apoio do partido ao senador e cantor gospel Marcelo Crivella, candidato do PRB.
Questionado sobre esta contradição, Dutra respondeu que o presidente Lula tem “liberdade” para fazer suas declarações e manifestar suas preferências. “Não podemos enquadrar o presidente da República”, respondeu Dutra, frisando, entretanto, o compromisso assumido pelo partido no Estado com o PMDB. “O presidente [Lula] tem demonstrado simpatia pelo Crivella, mas da mesma forma que o PT espera o apoio do PMDB [para a candidatura de Dilma à Presidência] temos o compromisso de apoiar o candidato do PMDB aqui”, disse Dutra”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:07

Dutra: “O PT é pragmático”

Do novo presidente do PT,  José Eduardo Dutra:
- O PT é um partido pragmático. E a campanha de Dilma também será pragmática.
Para bom entendedor, meia palavra basta.

  • Quinta-feira, 20 Maio 2010 / 4:11

Dutra: “Dilma só pedirá por ela”

De ‘O Globo’:
“O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, reiterou ontem que o partido deseja o apoio do ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato do PR ao governo do Rio, à campanha de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência da República. Confirmado o apoio, Dutra afirmou que a ex-ministra subirá no palanque de Garotinho e do governador Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição, mas que ela não pedirá votos para um nem para outro: Vai subir no palanque dos dois. Mas claro que não tem que pedir voto para um ou outro. Vai pedir para ela.
Desde que lançou sua précandidatura, mês passado, Garotinho vem tentando impor condições ao apoio a Dilma, e ensaia uma aproximação com José Serra, presidenciável do PSDB. Já a possibilidade de Dilma apoiar Garotinho também estaria provocando reações de Cabral. Dutra brincou: Na política, todo mundo é ciumento. Ciúme de política é pior do que ciúme de mulher.
Cabral, por meio de sua assessoria, não quis comentar”.
                    * * *
Assim nem Sergio Cabral vai querer o apoio de Dilma.
Não por ela subir no palanque de Garotinho.
Mas não tem sentido a candidata pedir só por ela.
Aliás, a dificuldade do palanque duplo está exatamente nesse ponto: como pedir votos para dois candidatos?
Se Dilma fizer só a própria campanha, não há porque alguém fazer a campanha dela.

  • Quarta-feira, 19 Maio 2010 / 4:08

Lula só volta se Dilma perder

O blog do jornalista Ricardo Noblat fez mais uma entrevista pelo Twitter, onde cada pergunta e resposta deveria ter um máximo de 140 toques. Dessa vez o entrevista foi o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Eis o seu texto:
- O senhor está feliz com o resultado da pesquisa Vox Populi que põe Dilma na frente de Serra?
- Pesquisa não se comemora. Ela serve apenas para orientar a campanha. Pelo jeito estamos no caminho certo.
- Pelas projeções do comando da campanha de Dilma, quando isso deveria ocorrer?
- Eu sempre trabalhei com um cenário em que no dia 05/07, data do inicio da campanha oficial, haveria um empate. Talvez estejamos na frente.
- A que o senhor atribui a ultrapassagem de Serra por Dilma na pesquisa Vox Populi?
- Sem dúvida ao fato dela estar se tornando mais conhecida. O povo ao descobrir que ela é a candidata do Lula, passa a dizer que vota nela.
- A ultrapassagem se deve, pois, mais aos méritos de Lula do que dela ou do PT?
- Lula, Dilma e o PT são indissociáveis. O fato de o nosso governo ser bem avaliado, e a participação dela no governo lhe credencia a continuar.
- A diferença deverá aumentar ou o senhor trabalha com a hipótese de que Serra retome a dianteira?
- Nesse momento só quem está dando atenção a eleição é militante e jornalista. Quando a campanha começa é que o voto se consolida.
- Isso significa então que a situação pode mudar e Dilma ficar para trás?
- Esta hipótese não pode ser descartada. Mas, é claro, que vamos torcer e trabalhar para evitá-la.
- O Instituto Vox Populi faz pesquisas para o PT?
- O PT, ao longo da sua história, já contratou todos os institutos que fazem pesquisas para partidos. Inclusive o Vox Populi.
- Acha razoável que um instituto trabalhe para partidos e também para veículos de comunicação?
- Isso depende de cada instituto. Como presidente de um partido, não me cabe opinar. De qualquer forma, cabe a eles preservar a credibilidade.
- Se Lula tivesse dito simplesmente ao PT: Escolha o candidato a presidente. O PT teria escolhido Dilma ou outro nome?
- Dilma se credenciou como candidata pelo seu trabalho e competência. Mas é claro que a opinião do Lula também pesou. Seria hipocrisia negar isso.
- Não haveria nome mais forte do PT para disputar a sucessão de Lula?
- Não adianta discutir hipóteses que não temos como testar. O fato é que a oposição dizia que teríamos um Plano B. E agora estão atrás.
- Se Lula não se engajasse tanto na campanha de Dilma ela poderia vencer mesmo assim?
- Como diria Max Weber, na história não existe “se”. O Lula é militante do PT e vai estar de corpo e alma na campanha.
- Lula poderá se licenciar do cargo para se dedicar mais à campanha de Dilma?
- Lula vai presidir o país até o último dia do seu mandato, sem licenças. Ele vai fazer campanha fora do horário de trabalho, como manda a lei.
- Vale o PT ceder tanto espaço nos Estados para um monte de aliados desde que eles apóiem Dilma? O partido não sairá mais fraco da eleição?
- O partido vai sair mais forte. Vamos lançar candidatos onde somos competitivos. E vamos aumentar as bancadas na Câmara e Senado.
- Marina Silva acha que o PT se aliou ao que há de pior no PMDB para tentar eleger Dilma. O senhor concorda com ela?
- Respeito muito a Marina, mas não concordo. Todos os nossos adversários querem que a gente brigue com o PMDB para que possam se aliar a ele.
- O PT sempre defendeu a ética. Parece-lhe razoável o PT se juntar a Sarney, Collor e Renan para eleger Dilma?
- Eles já estiveram conosco na reeleição do Lula e isso, de forma alguma, mudou o nosso projeto. Vamos continuar mudando o Brasil.
- Se eleito, Serra disse que tentará governar com o PT. É possível?
- Factóide de candidato. Se perdermos a eleição vamos respeitar a decisão do povo e fazer oposição. Assim como eles fazem.
- O senhor considera Serra e o PSDB piores do que o PMDB de Renan, Sarney e Romero Jucá, por exemplo?
- Não se trata de melhor ou pior. Todos eles estiveram juntos do PSDB no governo de FHC. Governar é também fazer alianças.
- O que de fato distingue tanto o PT do PSDB e aproxima o PT do PMDB?
- O que distingue o nosso projeto do PSDB é que, no nosso governo, provamos ser possível crescer e distribuir renda ao mesmo tempo.
- Mas o governo Lula só enfrentou uma crise – ou marolinha. O de FHC foi assolado por várias. A economia mundial cresceu nos últimos oito anos.
- As crises que FHC enfrentou afetaram países da periferia do capitalismo. E quebramos. Nós enfrentamos, e superamos, a maior crise desde 1929.
- Lula disse que vença quem vencer não haverá retrocesso. Isso significa que ele avaliza a eleição de qualquer um, embora prefira Dilma. Ou não?
- Lula, como democrata, respeitará a decisão soberana do povo. Mas sabe que Dilma é melhor para o país e trabalhará para que ela Vença.
- Lula e o PT já foram punidos pela Justiça eleitoral por fazer propaganda antecipada de Dilma. Valeu a pena mesmo assim?
- Com juiz não se discute. Vamos cumprir, mas não abrimos mão do direito de discordar.
- Ao governador Sérgio Cabral, Lula admitiu em conversa por telefone que quer voltar à presidência em 2014. O PT conta com isso?
- Se Dilma ganhar, ela é candidata natural à reeleição. Não acredito que Lula pense em voltar. Agora, se perdermos…
- Última pergunta: o PT do Maranhão será obrigado a apoiar a reeleição de Roseana Sarney?
- O PT do Maranhão está literalmente rachado ao meio. Vamos ter que decidir no Diretório Nacional.

  • Domingo, 16 Maio 2010 / 4:07

PT reconhece êrro na omissão

“Foi um erro não termos ido à Justiça, no ano passado, quando o PSDB dividiu seu programa de propaganda na TV entre José Serra e Aécio Neves”. De José Eduardo Dutra, presidente do PT.

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