• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:39

Guerra: “Eleição será plebiscitária”

 Os repórteres Gerson Camarotti e Maria Lima, de ‘O Globo’, entrevistaram o presidente nacional do PSDB, senador Sergio Guerra (PE):
“- Quais foram o principal acerto e o principal erro do pré-candidato tucano José Serra até agora?
- O principal acerto foi o encontro dos partidos em Brasília, em que ele fez o melhor discurso dos últimos tempos. Muitas perguntas que estavam no ar foram integralmente respondidas por ele. E vamos, de fato, iniciar a précampanha em Minas.
- Minas é uma forma de neutralizar a tentativa da pré-candidata Dilma Rousseff de conquistar o mineiro?
- Tudo que a Dilma está fazendo não está dando certo. Pode ser que, no futuro, ela acerte.
- Tucanos e aliados reclamaram da demora de Serra em se lançar. Foi o principal erro?
- Se antes estava errado, terminou dando tudo certo. Então, prefiro não discutir este assunto. Acho que começamos com pé direito essa précampanha. Olhar para trás para saber se deveríamos ter começado antes? Eu não consigo responder a essa pergunta.
- Mas essa demora de Serra não permitiu a Dilma crescer nas pesquisas?
- Eu não conheço qualquer eleitor de Dilma. Conheço gente que vota nela porque é a candidata do Lula.
- E quais o acerto e o erro da campanha de Dilma?
- Não posso dizer que o PT é incapaz de desenvolver campanha. Pelo contrário. O PT é extremamente competente na realização de campanhas. O presidente da República é um comunicador de primeiríssima qualidade. Agora, na primeira volta sem Lula, ela não ajudou. Como disse Roberto Jefferson, agora que tiraram as rodinhas da bicicleta dela, Dilma não consegue andar direito. A ministra foi muito orientada. Imagino que a orientação foi boa, e a execução da tarefa foi ruim. Porque o resultado é péssimo.
- Como assim?
- Ela não tem liderança. O tom agressivo da ministra não foi inventado agora. As pessoas que trabalharam junto com ela sabem que Dilma é autoritária. Ela não consegue disfarçar. Quando se tem natureza autoritária, é difícil alterar esse comportamento. Ao primeiro gesto de democracia, ela fica irritada. Eleita presidente, será alguém com vocação autoritária e governo fraco.
- O PSDB vai ter caixa para fazer campanha milionária?
- Campanhas de presidente não se resolvem com mais ou menos dinheiro. A logística de campanha custa caro. Mas é preferível gastar menos. Porque a população não gosta da exuberância, do exagero. A notícia de que o PT tem duas, três, quatro casas alugadas no Lago Sul guarda distância imensa de uma campanha que quer ser a dos pobres. É uma ostentação exagerada.
- O PSDB tem enfrentado muitas dificuldades nos palanques regionais, no Ceará, no Amazonas, no Rio…
- Os palanques têm a própria lógica dos estados. Temos problemas que qualquer partido tem. O PT tem uma aliança muito ampla, o que deve dificultar as alianças locais. O PT tem condições de resolver as confusões dele porque tem o poder, o governo. As nossas, temos que resolver com cabeça, trabalho e esforço.
- A eleição será plebiscitária?
- Há sinais de que a campanha está caminhando para ser plebiscitária. A candidatura Marina Silva não tem crescido. Ciro não tem apoio partidário. A maioria dos votos de Ciro já está com Dilma. E os votos residuais dele podem ir para Serra. Por enquanto, a disputa é entre Serra e sua biografia e Lula com sua candidata. Quando começar a disputa, a eleição será entre Dilma e Serra.
- Qual o desafio de uma campanha plebiscitária?
- Eleição entre dois candidatos simplifica o julgamento. A população terá que considerar duas propostas e duas hipóteses de governo. Nessa comparação, nós levamos imensa vantagem.
- Mas o PT quer comparar o governo Lula com o governo Fernando Henrique…
- Isso é conversa de elefante. Essa é a agenda deles, não a agenda da população. As pessoas vão pensar no Brasil que está pela frente.
- Um vice errado pode derrubar uma candidatura?
- Seguramente, um vice errado prejudica e derruba uma candidatura. Agora, não é certo dizer que o vice elege um candidato. Defendo que não devemos alimentar a expectativa de Aécio Neves como vice. A gente não pode pendurar a candidatura do Serra nessa dependência. Se Aécio for o vice, melhor. Se não for, vai ser bom também”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

Tucano babaca: ser ou não ser

Lula disse que o senador Sergio Guerra é um ?babaca?.
Taí uma boa discussão. Nos próximos dias, os jornais condenarão Lula por ter utilizado o termo, durante uma reunião com seus ministros.
Sergio Guerra é presidente nacional do maior partido de oposição do país ? o PSDB. Ele é tucano de bico grande e  muita plumagem.
Se em outubro, Guerra for reeleito para o Senado, Lula terá de engolir a ofensa.
Se Sergio perder a guerra, ficará provado que é mesmo um ?babaca?.

  • Segunda-feira, 28 Junho 2010 / 4:30

Tucanos erram mas não recuam

Do presidente do PSDB, senador Sergio Guerra, sobre a escolha de Álvaro Dias para vice de José Serra:
- Temo que tenhamos neste episódio atuado para comprometer a nossa vitória.
Se teme, por que não volta atrás?

  • Segunda-feira, 24 Maio 2010 / 4:15

Escondendo o sol com a peneira

Pela pesquisa do Datafolha, Dilma Rousseff cresceu em todas as regiões do país. E José Serra caiu em todas, menos no Nordeste, onde segue com seus 33%.
No Sudeste, o tucano lidera com 40% contra 33% da petista, mas em abril a vantagem era de 45% a 26%.
No Norte e no Centro-Oeste, regiões agrupadas pela pesquisa, Dilma assumiu a liderança pela primeira vez e tem 40% das intenções, contra 34% de Serra. No Sul, há empate técnico: 38% para o tucano e 35% para a petista.
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O que o Datafolha descobriu, já havia sido revelado pelo Vox populi três dias antes.
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O presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha de José Serra, senador Sérgio Guerra (PE), acredita que os resultados regionais da pesquisa Datafolha “não podem ser considerados na avaliação do cenário eleitoral. Eles não conferem com os números que nós temos”.
Então está ótimo.
Não há com que se preocupar.
É vida que segue.

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