• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

A candidatura de Gabeira

Da ‘Folha’:
“O deputado e pré-candidato do PV ao governo do Estado disse que o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) será o candidato ao Senado na chapa composta por PSDB, DEM, PPS e PV. A outra vaga para o Senado ficará com Aspásia Camargo (PV). A reunião para oficializar a chapa deve acontecer na próxima segunda. O Estado era apontado como um dos mais problemáticos para um palanque viável para Serra, pré-candidato à Presidência. Ontem, Maia disse em seu blog que conta com o apoio do PV”.
          * * *
Na curta nota da ‘Folha’, não há referência a candidatura ao Senado do advogado Marcello Cerqueira, pelo PPS, embora ele continue candidato.
          * * *
Se Aspásia Camargo fôr mesmo candidata ao Senado, a aliaça formal do PV será apenas com o PSDB, que apresentará o nome de Marcio Fortes para Vice?.
Mas e o tempo de TV? 
Gabeira terá os minutos do DEM?
Se tiver ele pedirá votos para Cesar?
Eles prometem anunciar o acordo na próxima segunda-feira. Cesar Maia garante que PSDB, DEM e PPS vão marchar juntos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:47

Gabeira coloca a viola no saco

Da repórter Alessandra Duarte, de ‘O Globo’:
“Após tanta polêmica, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) deve mesmo ser candidato ao governo do Rio pela coligação inicial dos verdes com PSDB, PPS e o DEM de Cesar Maia. Gabeira havia afastado essa opção depois de críticas de aliados, que temem a rejeição que o nome do ex-prefeito do Rio poderia provocar. Segundo Gabeira, a coligação com Cesar ?é a proposta que vamos manter?:
? A gente encerrou a fase de consultas a diretórios e eleitores pelo Estado do Rio. O que ficou claro é que a única alternativa com mais unanimidade é esta.
Os partidos da coligação do verde haviam consultado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se poderiam apresentar mais de dois candidatos ao Senado. Segundo Gabeira, mesmo sem o TSE ter respondido, será essa a configuração das candidaturas a serem lançadas:
? Dois candidatos pela coligação: o Cesar e o do PPS, Marcelo Cerqueira; e, por fora, a Aspásia Camargo (PV).
Quando o TSE responder, se não puder haver três ao Senado, a Aspásia sairia ? diz o verde.
? Temos de valorizar o que nos une, acabar com a dominação do PMDB.
E minimizar o que nos separa, a questão (da rejeição) do Cesar.
Outro motivo para a decisão é a necessidade de palanque no Rio para a candidatura presidencial de José Serra (PSDB).
? Nada no Rio é dissociado da candidatura Serra ? diz o deputado Luiz Paulo (PSDB).
? Serra aguarda uma solução ? afirma Márcio Fortes (PSDB), cotado para vice de Gabeira.
O anúncio oficial da decisão sai até sexta, após Alfredo Sirkis, presidente do PV-Rio, voltar de Washington”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Gabeira ainda procura saída

Da repórter Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’:
“Enquanto o DEM bate o pé, o PV continua a tentar uma alternativa para que o deputado federal Fernando Gabeira (PV) seja o candidato a governo do Estado e dê ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, o tão desejado palanque no Estado do Rio. O presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, colocou em seu site uma nova proposta de coligação que tenta evitar a necessidade de aprovação do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o vereador, ” a geometria é simples porque se tratam de duas eleições majoritárias: uma estadual, de governador, e outra federal, na qual o eleitor deve votar para dois poderes, o Legislativo, senador, e o Executivo, para presidente ” . Com isso seriam permitidas as diferentes coligações, na primeira, entre PV, PSDB e PPS e, na segunda, PSDB; DEM e PPS. Para ele, nesta composição, apenas Gabeira perderia tempo de televisão. ” Mas será o ônus que teremos que pagar”.
O deputado federal e presidente do DEM, Rodrigo Maia, nem quer ouvir falar na proposta. Segundo Maia, a nova tentativa está sendo feita para evitar uma possível derrota na Justiça Eleitoral. ” Eles vão perder, é claro ” , afirma o deputado. Para Maia, não há mais negociação possível. O DEM quer uma coligação completa que inclua em todos os horários de TV o ex-prefeito Cesar Maia como candidato da coligação ao Senado. ” Não há como ceder mais.”
Desde a semana passada. Gabeira disse que poderia novamente desistir de se candidatar ao governo do Estado porque seus eleitores não aprovavam a união de seu nome com a do ex-prefeito Cesar Maia, tese defendida por Sirkis desde o início das negociações. Gabeira chegou a dizer que voltaria a se candidatar a deputado federal se não tivesse tempo suficiente de televisão para tentar concorrer com a máquina do atual governador Sérgio Cabral.
Ontem, na inaguração da exposição em comemoração ao centenário de Tancredo Neves; no Museu Histórico Nacional, no Rio, com a presença do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e do candidato José Serra, Rodrigo Maia marcou presença junto a políticos do PSDB. Nem Gabeira nem Sirkis compareceram. Do PV apenas a vereadora Aspásia Camargo, virtual candidata ao senado pelo partido, caso o nó político não seja desfeito.
Apesar da intransigência, Rodrigo Maia disse que o ex-deputado Márcio Fortes (PSDB) e candidato a vice-governador na chapa é quem está negociando com Gabeira uma solução para o problema. ” O que o Márcio Fortes conseguir, vamos negociar ” , afirmou. Sirkis também afirmou, por telefone, que a decisão está nas mãos de Gabeira e que vai apoiá-lo seja ela qual for.
Caso a coligação saia, a vereadora Aspásia Camargo ainda sonha com a candidatura ao senado. Ela diz que a legislação permite que o partido tenha um candidato avulso. ” A Marina (Marina Silva, candidata à presidência pelo PV) precisa de um candidato ao Senado. Não pode ficar sem ninguém ” , acredita.
No evento no Museu Histórico Nacional, tanto José Serra como Aécio Neves não quiseram falar de política. Em curta entrevista, depois de conhecer a exposição rapidamente, sempre acompanhado do ex-governador mineiro José Serra se limitou a dizer que Tancredo o inspirava muito. Os dois ficaram lado a lado durante toda a visitação, que durou cerca de meia hora”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:39

Três momentos de Gabeira

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“- Não saio.
De Fernando Gabeira (PV), negando a hipótese de abdicar da candidatura no Rio em virtude das dificuldades de acomodação em sua aliança:
- Quem gostaria que eu desistisse é o governador, que aí poderia sair em viagem e nem fazer campanha”.
                            * * *
De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O cerco está se fechando em torno do candidato do PV ao governo do Rio. A cúpula nacional do PSDB recebeu um ultimato do DEM: para apoiar Gabeira para governador, ele tem que aceitar a candidatura de Cesar Maia ao Senado. Os tucanos estão convencidos de que não podem abrir mão de um candidato majoritário que pedirá votos para José Serra em favor de um candidato que fará campanha para Marina Silva”.
                           * * *
De Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Braziliense’:
“Desde a eleição de 1989, quando o ex-governador Leonel Brizola apoiou a candidatura de Lula contra Collor de Mello, o Rio de Janeiro tem simpatia pelo ?sapo barbudo?. Não foi à toa que o governador Sérgio Cabral (PMDB) engoliu cobras e lagartos para manter sua aliança com o PT. A ponto de andar de braços dados com o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Faria, seu ex-desafeto, e se agastar com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), velho aliado de Cabral que vive às turras com o petista e também é candidato ao Senado.
Já a oposição precisa desenterrar uma caveira de burro. Não consegue erguer o seu palanque no Rio de Janeiro. O candidato do PV, Fernando Gabeira, que fez bonito na disputa pela Prefeitura carioca, dá sinais evidentes de que está com um pé fora da disputa. Criou caso com César Maia (DEM), por causa do índice de rejeição do ex-prefeito, mas isso pode ser apenas um pretexto para não correr o risco de ficar sem mandato. Gabeira sabe que é complicado para o PSDB e o PPS excluírem Maia da coalizão.
Refém de Gabeira, os caciques da oposição estudam alternativas caso fiquem sem o candidato a governador. Mas não conseguem encontrar alguém para enfrentar o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho(PR). A ex-juíza Denise Frossard (PPS), amiga dos Maia, não quer nem ouvir falar do assunto”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:33

Gabeira diz ter opção secreta

Dos repórteres Isabel Braga e Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“A tentativa do PV de contornar os problemas da coligação em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) ao governo do Rio, com o lançamento de mais de dois candidatos ao Senado na mesma chapa, deverá render novo debate no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O entendimento de especialistas é que essa dúvida tornou-se procedente a partir do fim da regra da verticalização nas alianças partidárias.
O TSE terá de dizer se a emenda que acabou com a verticalização liberou totalmente a possibilidade de coligações eleitorais ou se ainda vale a regra prevista no artigo 6º da lei eleitoral ( Lei 9.504/ 97). Este artigo faculta aos partidos, dentro da mesma circunscrição ( no caso do Rio, o estado), celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, “ou para ambas”. E estabelece que, no caso das proporcionais, é permitido fazer subcoligações, desde que formadas por partidos que integram a coligação na eleição majoritária.
Ou seja, se quatro partidos se unem para tentar eleger um governador, eles podem, no caso de eleição de deputados, fazer coligações menores. No entendimento de especialistas, isso não se estenderia à eleição de senadores, mas caberá ao TSE esclarecer.
O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), relator da minirreforma eleitoral do ano passado, diz acreditar que o TSE manterá o entendimento de que não é possível subcoligações no caso de eleições majoritárias nos estados.
- Entendo que cada partido pode se coligar para o governo e apresentar, sozinho, seu candidato ao Senado. Mas não pode haver, para o Senado, subcoligações entre os partidos que formam a chapa para o governo.
Para o advogado eleitoral do PSDB, Afonso Ribeiro, a lei é mais restritiva e só permite que uma coligação para o governo lance dois candidatos ao Senado. O PV entrou com consulta indagando justamente se cada partido pode lançar individualmente seu candidato ao Senado. E também perguntAlou se é possível sub coligações. O PV quer lançar Aspásia Camargo ao Senado, e os nomes de Marcelo Cerqueira (PPS) e Cesar Maia (DEM) seriam lançados pelos demais partidos. A consulta ainda não foi respondida.
Gabeira disse ontem que sua maior preocupação é a de garantir um candidato da oposição que seja competitivo.
- Essa proposta (de lançar quatro candidatos ao Senado) foi feita para acomodar as divergências. Estamos também pensando em outras opções, mas não posso adiantar ainda – disse Gabeira. – Existe uma dominação do PMDB no estado, que pode ser ameaçada por uma candidatura de oposição. Podemos nos unir porque o mais importante é ter um candidato de oposição competitivo.
A crise na coligação PV/PSDB/DEM/PPS no Rio, provocada pela resistência de parte dos verdes e dos tucanos a Cesar Maia, pode atingir as pretensões do pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, de ter um palanque no estado.
Gabeira está sendo pressionado por aliados, que temem desgaste se o deputado fizer dobradinha com Cesar Maia, que vai disputar uma vaga no Senado pelo DEM. Gabeira e Serra devem se encontrar ainda esta semana para tentar solucionar o impasse.
Ontem, o presidente regional do PV no Rio, Alfredo Sirkis, admitiu que a situação na coligação está tensa:
- A hipótese (da desistência de Gabeira) tem que ser considerada. Ele (Gabeira) está preocupado e impaciente. Mas temos até junho, na convenção, para resolver.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, disse que o partido seguirá as orientações de Serra, independentemente de Gabeira ser ou não candidato ao governo do Rio:
- Faremos o que Serra mandar para beneficiá-lo no palanque do Rio.
Há quase duas semanas, Rodrigo Maia centrou ataques em Gabeira, dizendo que “ele recebe meia dúzia de mensagens contra Cesar Maia e entra em TPM”.
Ontem, por e-mail, Cesar Maia foi mais cauteloso:
- Acho que o Rio deixaria de contar com um vetor alternativo, o que prejudicaria muito a decisão do eleitor. Espero que isso (a desistência de Gabeira) não ocorra”.
                       * * *
O deputado Fernando Gabeira foi engolido pelos aloprados de sua coligação e, agora, finge que a questão depende do TSE.
É claro que não depende.
O TSE poderá responder a consulta da maneira que bem entender.
O que se discute não é o fim da verticalização, já que o impasse não é jurídico, e ele sabe disso.
O impasse é político.
Não faz sentido o DEM e o PSDB abrirem mão de seu tempo na TV, para o candidato ao governo, e esse não ser leal àqueles que lhe proporcionam esse espaço.
                       * * *
Coligação é para unir simpatizantes e, às vezes, até contrários.
Correligionários estão sempre no mesmo partido.
O que não parece ser o caso do PV.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

PR-BA troca Wagner por Geddel

De Renata Lo Prete, no ‘Painel’:
‘Jacques Wagner (PT) chegou a afirmar em entrevista que estava “fechado” o apoio do PR à sua reeleição na Bahia. No mesmo dia, o partido anunciou que disputará o Senado, com César Borges, na chapa que terá Geddel Vieira Lima (PMDB) como candidato a governador.
Ao PR interessava aliança na chapa proporcional, mas o PT não queria. Borges também achava que os petistas pretendiam atrapalhar sua reeleição ao Senado colocando outro nome de peso na chapa. “Não venham com Waldir Pires pra cima de mim”, avisou a Wagner.
Já robustecido pelo tempo de TV do PR, Geddel está perto de arrastar também o PPS, para ira do PSDB, que na Bahia apoiará o candidato do DEM, Paulo Souto”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

Coligação no Rio preocupa Serra

Da repórter Raquel Ulhôa, do ‘Valor Econômico’:
“Com a pré-candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência formalizada no sábado, a coordenação da campanha já recebeu convites para que o ex-governador visite quase todos os Estados. Nas últimas 48 horas, foram mais de 20. É um alívio para o PSDB e seus aliados (DEM e PPS), que, por conta de resistências locais, enfrentaram dificuldades para que o próprio Serra, em 2002, e Geraldo Alckmin, em 2006, fossem recebidos nos Estados.
Desta vez, com Serra liderando as pesquisas de intenção de voto, o problema do tucano é administrar uma agenda que evite constrangimentos entre os aliados locais. Um dos Estados que mais preocupam é o Rio de Janeiro, onde a aliança entre PSDB, DEM, PPS e PV – em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV) para governador – está ameaçada.
Enquanto buscam uma solução para a resistência de setores do PV à participação do ex-prefeito Cesar Maia (DEM) na chapa de Gabeira, como candidato ao Senado, os organizadores da campanha presidencial tucana decidiram adiar por pelo menos 15 dias o anúncio da coligação no Rio. Estava prevista uma grande reunião logo depois do lançamento da pré-candidatura de Serra, para anunciar as candidaturas no Estado.
“Nós adiamos qualquer decisão sobre o assunto para depois que tivermos uma maturidade que se conquista conversando, ouvindo, falando”, disse o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ). Segundo ele, a coligação (PV, PSDB, DEM e PPS) será mantida e necessita apenas de “ajustes”. Para Fortes, o desafio do grupo que negocia a aliança é conversar muito e convencer o eleitorado a votar em Gabeira para governador e em Maia para senador. Enquanto a pacificação não se der, Serra não deve ir ao Estado.
Além de tentar evitar Estados em que os aliados estejam divididos, a coordenação da campanha pretende que Serra não participe de eventos de caráter político-partidário. “A ideia é interagir com setores da sociedade, andar com a população, com naturalidade, informalidade. Reunir com populares, também. Os eventos não podem ter o carimbo político-eleitoral”, definiu o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), coordenador-geral da campanha. O objetivo é fugir de encontros entre pessoas que já votam em Serra. Seria “contraproducente”, avaliou um aliado.
Ontem à noite, Guerra definiria a agenda inicial de viagens de Serra. Embora o ex-governador Aécio Neves (MG) tenha feito convite para que Serra inicie sua pré-campanha por Minas, em evento na próxima segunda-feira, os tucanos preferem não esperar tanto. Visitas a Goiás ou Paraíba nesta semana estavam sendo cogitadas. A coordenação da campanha também analisava convite para um evento em Santa Catarina, onde a histórica aliança entre PSDB, DEM e PMDB está, por enquanto, dividida em três palanques diferentes.
Restabelecer a coligação entre os três partidos é um dos desafios da coordenação da campanha de Serra. O Estado está sendo governador por Leonel Pavan (PSDB), que assumiu o cargo com a licença de Luiz Henrique (PMDB). Embora enfraquecido por denúncias de irregularidades, Pavan tem mantido disposição de disputar a reeleição. O PMDB realizou prévia e lançou a pré-candidatura de Eduardo Moreira. O DEM também está na disputa, com o senador Raimundo Colombo.
No Estado, ainda concorrem ao governo a senadora Ideli Salvatti (PT) e a ex-prefeita Ângela Amin (PP), por enquanto líder das pesquisas. Analistas políticos acreditam que essas candidaturas serão mantidas por mais dois meses, pelo menos, até que as pesquisas indiquem a posição de Serra e da petista Dilma Rousseff na corrida presidencial. O que estiver na frente poderá atrair tanto o PP quanto o PMDB.
Um Estado em que Serra está sem palanque e no qual o PSDB não quer se envolver em negociações de alianças, por enquanto, é o Distrito Federal. Um escândalo tirou do cargo o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) e comprometeu vários políticos locais. O PSDB teme que outros políticos sejam envolvidos e, por isso, prefere esperar que o quadro fique mais claro. O partido de Serra negocia com o PSC participação na aliança nacional, mas evita comprometer-se com a candidatura local do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
A cúpula tucana comemora a formação de palanques para Serra em quase todos os Estados. Deve ter candidato próprio em 15 (Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins), apoiar candidatos do DEM em pelo menos três – Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe, com possibilidade de aliança em Santa Catarina -, do PMDB em Mato Grosso do Sul e Pernambuco, e do PSB em dois (Amazonas e Paraíba). No Ceará, Serra contará com o palanque do senador Tasso Jereissati (PSDB), candidato à reeleição. No Amazonas, onde se negocia aliança com o PSB, o mais importante para os tucanos é encontrar uma forma de neutralizar a imagem de Serra como adversário da Zona Franca de Manaus”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

Gabeira desanimado ameaça renunciar

Da repórter Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’:
“Desanimado com a falta de acordo entre PV e DEM e convicto de que a união de seu nome ao do ex-prefeito Cesar Maia, candidato ao Senado pelo DEM, seria prejudicial à sua campanha a governador, o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) ameaça desistir da candidatura ao governo do Rio e tentar nova vaga na Câmara. A possível desistência pode atrapalhar a candidatura do pré-candidato à Presidência da República do PSDB, José Serra, no Estado. “Tenho dado boas contribuições lá. Já participei do programa de Aids, quebra do monopólio das teles e fui relator para Kioto. Posso continuar a trabalhar em Brasília, apesar de não ser um dos melhores lugares do mundo”, disse Gabeira. O PV fez acordo com PSDB, DEM e PPS, mas o PV fluminense guarda resistência com o DEM, especialmente com Maia. O PSDB nacional, porém quer o DEM aliado em todos os Estados do país.
Nesta semana, depois de ouvir sobre a rejeição de seu nome pela base eleitoral de Gabeira, Maia publicou em seu blog que a coligação seria mais necessária à Gabeira que a ele próprio. Maia afirmou ainda que o deputado do PV não seria mais essencial à campanha de Serra, pois sem Ciro Gomes e com poucas chances de vitória da candidata a presidente do PV, Marina Silva, Serra poderia ganhar a eleição já no primeiro turno. Segundo o ex-prefeito, a solução seria lançar candidatura própria do PSDB no Rio.
Mesmo com 18% dos votos nas pesquisas, Gabeira diz que faria a campanha com pouco dinheiro e tempo curto na televisão. O deputado está em terceiro lugar nas sondagens eleitorais, próximo a Anthony Garotinho (PR), com 23%. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), tem 37%. “Estou lutando com todas as máquinas, a da prefeitura, a do Estado, a federal e a Universal [Igreja Universal], não posso me dar ao luxo de perder contato com parte do eleitorado. Tenho que manter minha trincheira”, afirmou.
O deputado estadual tucano Luiz Paulo Corrêa da Rocha diz que os ânimos estão muito acirrados e que o tempo apaziguará as diferenças. “Não fizemos nenhuma conversa coletiva sobre a coligação. Por enquanto, só há muita conversa individual. O que temos acordado são dois senadores, um do DEM e outro do PPS, e o Gabeira para governador”, disse. “Deixa todo mundo se acalmar. Nosso desejo é pela manutenção do que foi acordado, mesmo porque é o eleitor quem vai decidir.”
A possibilidade de Gabeira desistir da candidatura a governador causou surpresa no PPS. “Tivemos hoje (ontem) uma reunião no diretório regional e o que nos foi passado é que o problema vai ser resolvido pelas direções dos partidos. Esta possibilidade não nos foi informada ainda”, disse o vereador Paulo Pinheiro (PPS). “A coligação está acertada e nós daremos um dos candidatos a senador”, referindo-se ao ex-deputado federal Marcelo Cerqueira.
Procurado através de e-mail, por onde se comunica com a imprensa, o ex-prefeito César Maia não respondeu se desistiu da coligação. Na última semana, divulgou em seu blog números com a média de pesquisas eleitorais ao Senado, onde aparece em segundo lugar, com 35%, atrás do senador Marcelo Crivella (PRB), com 39%. Na terceira colocação, viria o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT), com 15%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:21

Serra já tem núcleo político

Das repórteres Ana Paula Scinocca e Carol Pires, do Estadão’:
“O núcleo da pré-campanha do PSDB à Presidência definiu ontem um grupo de políticos que vai atuar como interlocutores de José Serra nesta fase.
Em conversas com o presidente do partido, o senador Sérgio Guerra (PE), ficaram definidos nomes de políticos do próprio PSDB e dos aliados DEM e PPS. Falarão pelo DEM os deputados José Carlos Aleluia (BA) e Paulo Bornhausen (SC).
Líder do PSDB na Câmara, o deputado João Almeida (BA) já foi escalado. Pelo PPS, o deputado Fernando Coruja (SC) também foi convocado. Outros nomes serão definidos nos próximos dias pelos presidentes do PSDB, do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e do PPS, Roberto Freire. Senadores dos três partidos devem completar a equipe.
A missão dos interlocutores será responder a eventuais críticas dos adversários, defender discursos do candidato e divulgar a campanha para toda a sociedade. Eles também vão dar entrevistas à imprensa, de maneira a desafogar o trabalho, hoje praticamente exclusivo, de Sérgio Guerra. A ordem dada a todos foi a de não deixar nenhum ataque da campanha adversária Dilma Rousseff (PT) sem resposta.
Ofensiva. José Serra anunciará a pré-candidatura amanhã, em evento da coligação, que já conta com três partidos. O PSDB também iniciou uma forte ofensiva para tentar trazer o PP para a campanha tucana, embora a legenda tenha cargo no governo Lula – o Ministério da Cidades com Márcio Fortes.
O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) é um dos nomes cotados para a vice-presidência da chapa de Serra, caso o PP decida formalizar a coligação com o PSDB. Os pepistas, no entanto, esperam maior definição do cenário eleitoral nos Estados antes de bater o martelo em favor da aliança com os tucanos ou petistas. Segundo o Estado apurou, parte do PP defende neutralidade nas eleições de outubro, o que liberaria os integrantes do partido para coligações diversas nos Estados.
O PSDB tem pressa para definir ainda a vinda dos nanicos PSC e PMN para a chapa de Serra. Os tucanos têm interesse nas duas siglas, de olho no tempo de TV. A preocupação da campanha tucana é arregimentar o maior número de aliados para contrapor ao tempo de TV que o PMDB vai agregar à campanha governista Dilma Rousseff. A festa de lançamento da pré-candidatura de Serra está marcada para amanhã, a partir das 9 horas no espaço Brasil XXI, em Brasília”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:17

Gabeira precisa do DEM

Dos repórteres Alessandra Duarte e Cássio Bruno, do ‘Globo’:
“O deputado Fernando Gabeira (PV) acha que o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) “é o melhor candidato para o Senado”, como ele afirmou mês passado num evento do DEM, ou não quer saber do ex-prefeito em seu palanque na campanha a governador do Rio, como disse o PV em seguida? Para cientistas políticos, o vaivém da relação do pré-candidato verde com Cesar Maia já teria feito com que as imagens dos dois comecem a ser associadas. Os analistas também acreditam que a necessidade de um palanque forte para o tucano José Serra no Rio vai pressionar Gabeira a aceitar o DEM de Cesar, aliado do PSDB. Ontem, na Câmara de Vereadores do Rio, nenhum vereador do DEM compareceu a um evento organizado por Gabeira para falar das eleições deste ano.
Para o professor Ricardo Ismael, coordenador do curso de ciências sociais da PUC do Rio, “o copo d”água já entornou”:
- Houve falta de habilidade política por parte do Gabeira. Ele não podia ter ido a público elogiar Cesar Maia se havia a possibilidade de voltar atrás depois. Isso causou estranhamento tanto aos eleitores do Gabeira, quando ele o apoiou, quanto aos eleitores mais próximos do Cesar, mais conservadores, quando voltou atrás – afirma Ismael, para quem o fato também serviu para relembrar o apoio dado por Cesar a Gabeira no segundo turno das eleições municipais de 2008. – Ali, o Gabeira não levou o apoio do Cesar Maia à TV, mas também não falou mal dele. E o (então candidato) Eduardo Paes utilizou isso contra o Gabeira. Houve folhetos com fotos dos dois juntos…
A aproximação entre Gabeira e Cesar é criticada por nomes do PV como o presidente regional, Alfredo Sirkis. Um dos motivos seria o temor de que a rejeição a Cesar na classe média carioca seja transferida para Gabeira.
- Qualquer que seja o desfecho, vai ficar registrada a aproximação dos dois – diz Ismael. – Mas o estrago será menor se ele aceitar de vez o DEM. O PV tem pouco tempo de TV, depende do DEM e do PSDB. Ele não pode pensar que será como campanha a prefeito. O PV não tem estrutura fora da capital, não é a parte mais forte da chapa. Se o Gabeira acha que pode, sem aliados, quebrar a força de Cabral e Garotinho no interior do estado, engana-se. O Zito (presidente estadual do PSDB) não gosta dele; e ele (Gabeira) nega os aliados que pode ter?
Ismael lembra ainda o fator nacional nesse imbróglio: para ele, o DEM “tem bala na agulha” para exigir que o PSDB pressione o PV a apoiar Cesar, já que o PSDB precisaria do DEM no Rio para a campanha de Serra. O professor Eurico Figueiredo, coordenador de pós-graduação em ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), também acredita que a campanha nacional do PSDB afetará as alianças no Rio.
- O Sirkis tem importância local. Nacionalmente, é dez vezes menos importante que o Cesar, assim como o PV é menos importante nacionalmente do que o DEM. O que der respaldo a uma frente de oposição e à candidatura Serra será o parâmetro – diz Figueiredo.
Ontem, um evento organizado por Gabeira na Câmara do Rio teve como público metade dos 300 inscritos – por causa da chuva, alegou o verde. Dos 17 vereadores da coligação de apoio a Gabeira, quatro compareceram, nenhum deles do DEM. Segundo Gabeira, ele não teria convidado nenhum vereador. No evento, o pré-candidato elogiou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do governo Cabral, ressalvando que a segurança não pode ser “só para a Zona Sul”. Mas criticou o transporte público no estado (“o que o Metrô fez para receber uma renovação de concessão de mais 20 anos?”), além das viagens de Cabral e do gasto do governo com propaganda:
- Um gasto de R$180 milhões foi o que o Obama transferiu para o Haiti”.

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.