• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

PP consegue rachar em 3 partes

O PP, de Francisco Dornelles, dá nó em pingo d’água. Eles conseguiram dividir o partido em três partes exatamente iguais. Por isso adiaram para junho sua decisão sobre a sucessão presidencial. Veja a reportagem da repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’:
“A candidata petista Dilma Rousseff teve apenas uma voz em sua defesa na primeira reunião que a Executiva Nacional do PP promoveu ontem, com a bancada federal do partido, para discutir a sucessão de 2010. O único pepista que defendeu a tese do “apoio já” ao PT na corrida presidencial foi o ex-líder na Câmara Mário Negromonte (BA).
Apesar do entusiasmo geral com o aceno do PSDB ao presidente do partido, senador Francisco Dornelles (RJ), cotado para vice na chapa presidencial de José Serra, ninguém defendeu o atrelamento imediato à candidatura tucana.
A Bahia de Negromonte e o Rio de Janeiro de Dornelles são dois dos nove Estados em que as regionais do PP apoiam a candidatura Dilma, segundo levantamento da direção partidária.
O mapa do PP na corrida eleitoral revela que o partido que comanda o poderoso Ministério das Cidades está rachado em três grupos rigorosamente do mesmo tamanho. Pepistas de outros nove Estados defendem o atrelamento à candidatura Serra e os nove restantes preferem a independência.
O partido definiu como prioridade ampliar a bancada da Câmara e a do Senado, que tem no senador Dornelles seu único representante.
Neste cenário de racha partidário, a executiva do PP tomou três decisões ontem, anunciadas ao final da reunião pelo próprio Dornelles.
Os Estados têm independência total para fazer alianças com quem bem entenderem. A Executiva Nacional pede apenas que todas as regionais se posicionem sobre a disputa presidencial até o fim de maio e informem à direção partidária.
Todos os militantes do PP têm o direito de conversar e discutir com quem bem entenderem sobre a disputa nacional, desde que deixem claro que a posição partidária será definida pela executiva nacional, em junho.
O PP é objeto de desejo do PT e do PSDB porque pode render ao presidenciável do partido mais 2 minutos e 40 segundos diários ao longo dos 45 dias de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É isso que, na avaliação do tucanato, vale a vice para o PP. “O convite do PSDB ao partido para ser ator principal na sucessão empolga, mas a decisão só será tomada lá na frente, e o partido cumprirá o compromisso de dar sustentação ao governo até o final”, disse o líder na Câmara, deputado João Pizzolatti (PR).

PARTIDO DIVIDIDO NOS ESTADOS

Levantamento interno feito pela direção do PP mostra que neste momento partido está rachado em três, o que reforçaria a tese da independência na disputa presidencial
Apoio a Dilma Rousseff
Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro
Apoio a José Serra
Rondônia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Onde apoio ainda está indefinido
Amazonas, Amapá, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Mato Grosso e São Paulo”.

  • Quarta-feira, 12 Maio 2010 / 4:03

Cabral descarta eleição de Crivella

Ainda de Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“Em conversa com Sérgio Cabral (PMDB-RJ) no sábado, Lula perguntou como o governador avaliava as chances de Marcelo Crivella (PRB) se reeleger ao Senado. Cabral, que apesar do desejo do presidente não dará lugar em sua chapa a Crivella, disse achar que, devido ao isolamento, ele terá pouca chance. Em tempo: hoje, Crivella lidera as pesquisas.
Na reunião com prefeitos, Dilma chegou acompanhada de Cabral e do presidente da Assembleia do Rio, Jorge Picciani (PMDB), postulante ao Senado com vaga prometida no palanque do governador. O outro candidato é o petista Lindberg Farias.
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Defensor quase solitário da aliança formal do PP com Dilma, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, prestigiou ontem o almoço da candidata com prefeitos da Baixada Fluminense. Apesar de crescer no partido a onda pró-Serra, Fortes afirma que a união com os petistas ainda não pode ser descartada. “É um jogo de pôquer. Uns blefam, e alguém paga pra ver.”
Sobre a possibilidade de o presidente do PP, Francisco Dornelles, ser vice de Serra, o ministro diz que, enquanto não chega um “convite formal”, o partido recebe afagos dos dois lados. “Este é o momento de sonhos, ilusões e negociações.”

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