• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Dirceu ataca Henrique Meirelles

Pelo que se sabe, Henrique Meirelles permaneceu na presidência do Banco Central a pedido do Presidente Lula.
Isso foi o que os jornais publicaram e nenhum dos dois procurou desmentir.
Meirelles não tinha condições de ser vice de Dilma Rousseff e, aparentemente, a candidatura ao Senado, pelo PMDB de Goiás, não o interessou.
Lula certamente não acertou a permanência de Meirelles, no BC, num eventual governo Dilma – a não ser que a própria candidata tenha feito um aceno.
Ou quem sabe o candidato José Serra…
           * * *
O fato é que o ex-ministro José Dirceu ataca hoje em seu blog, violentamente, o presidente Henrique Meirelles, que falou em dar uma tacada – para cima óbviamente – na taxa de juros, para não ter de aumentá-la, mês a mês, até as eleições.
Veja o que diz Dirceu:
“O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, ficou no governo, não quis ser candidato, mas se comporta como se fosse. Agora dá conselhos ao próximo governo. Previne que ele não deve manipular o câmbio – é, exatamente aquele que os tucanos mantiveram fixo até o Brasil quebrar.
Além disso, dr. Meirelles deita falação sobre gastos públicos – exato, aqueles que os tucanos nunca controlaram; sobre dívida pública, que os tucanos dobraram em seus oito anos de governo; e sobre poupança, que caiu sem parar no tucanato.
Dr. Meirelles continua o de sempre, agora fazendo coro com a oposição por corte de gastos públicos e aumento da poupança. Fala como se essa elevação fosse uma questão de vontade política e como se os tucanos tivessem praticada essa política no governo FHC. Na maior parte do seu tucanato, todos se lembram, era câmbio fixo, ausência de superávits e aumento da dívida pública, que comno eu disse acima, dobrou naqueles oito anos.
Mas como reduzir a relação dívida PIB e aumentar a poupança com aumento dos juros e da taxa Selic? Sim, porque é isso que ele e seus diretores no BC passaram para o jornalista Kennedy Alencar na Folha de S.Paulo, e para outros nos diversos jornais: quer dar uma ?paulada? nos juros, taxas que chegaram a 27,5% descontada a inflação no governo de FHC sob a regência de Gustavo Franco na presidência do BC.
Só espero que não seja uma paulada no governo Lula e no Brasil”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:08

Meirelles vai deixar Banco Central

Do repórter Kennedy Alencar, da ‘Folha’:
“O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pedirá hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para deixar o cargo a fim de concorrer nas eleições de outubro. Segundo a Folha apurou, Lula repetirá que prefere que ele fique, mas não imporá sua vontade.
Ou seja: a tendência é a saída. Nesse caso, o substituto mais provável é o atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini. A reportagem apurou, no entanto, que Lula ainda analisa a hipótese de optar por Luciano Coutinho, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Tombini seria um substituto para mandato-tampão até o final do atual governo. O desenvolvimentista Coutinho, não. Significaria uma sinalização de como seria o BC na hipótese de ser eleita como sucessora de Lula sua candidata, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Ao deixar o posto, Meirelles manteria abertas três possibilidades nas eleições. Ele alimenta o sonho de ser candidato a vice na chapa de Dilma. Também pode disputar o Senado por Goiás ou, menos provável, concorrer ao governo do Estado.
Também contribui para a saída de Meirelles a sinalização do Banco Central de que haverá aumento dos juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), nos dias 27 e 28 de abril.
O atual presidente do BC não gostaria de ser o pai de novo ciclo de alta dos juros justamente no ano eleitoral. A Selic está hoje em 8,75% ao ano.
Filiado ao PMDB, Meirelles já ouviu da cúpula do partido que o preferido da legenda para compor a chapa com Dilma é o presidente nacional da sigla, o deputado federal Michel Temer (SP). No entanto, Meirelles ainda pretende insistir.
Como o prazo para a oficialização das candidaturas é o final de junho, há tempo para Meirelles sonhar em ser vice”.

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