• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:20

Costa: “Ou resolve, ou resolve”

O senador e ex-ministro Helio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas, falou com a repórter Andréia Sadi, do IG, sobre a declaração de Dilma Rousseff, que propôs uma dobradinha com o candidato do PSDB, Antonio Anastasia. Para Hélio Costa a questão da coligação do PMDB com o PT deve ser discutida na próxima semana: “Ou resolve, ou resolve. Não dá mais para esticar essa corda”.
Eis a entrevista ao IG:
- Senador, como o senhor viu a declaração da ministra Dilma sugerindo uma dobradinha com o tucano Anastasia, em Minas?
- Olha, me comprometi a não falar mais sobre isso. Tem dias que é melhor a gente não sair de casa. Ontem foi um dia desses. Não fiquei surpreso com a declaração dela, mas o PMDB está só observando. O nosso partido merece atenção da campanha e vamos discutir isso.
- Mas o senhor se comprometeu com quem?
- Comigo mesmo. Agora não é a hora de falar sobre isso.  A candidata é do PT, o problema é do PT, ele que resolva.
- Quando será a hora?
- Pedi ao PMDB aqui em Minas uma reunião amanhã (sexta-feira). Na semana que vem, terça ou quarta, vamos nos reunir em Brasília para definir a situação em Minas e falar sobre isso. Ou resolve ou resolve. Não dá mais para esticar esta questão.
- O PMDB pode vir a dar palanque para o candidato José Serra em Minas?
- Não vou mais me comprometer com isso. Agora, se o PT não quiser conversar com os aliados, que nos avise para que o PMDB tome outro rumo. O PT está falando e o PMDB está só observando. Acho que o PMDB merece um pouco mais de atenção da campanha da ministra.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:19

PMDB quer proteger Cabral

Dos repórteres Flávio Tabak, Alessandra Duarte e Gerson Camarotti, de ‘O Globo’:
“Um dia depois de a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ter chamado de parceiro o ex-governador Anthony Garotinho num evento do PR, integrantes do PMDB evitaram polêmicas públicas, mas repetiram, nos bastidores, que o partido exige tratamento de aliado preferencial ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que disputa a reeleição. A proximidade de Dilma com Garotinho só não gerou uma crise entre os peemedebistas porque o PT cancelou a presença da ex-ministra no lançamento da pré-candidatura de Garotinho, que deve ocorrer neste sábado.
Emissários do PMDB avisaram aos dirigentes do PT que é preciso estabelecer uma regra de convivência para evitar problemas na campanha do Rio, pois o partido espera que Cabral seja tratado como o candidato de Lula no estado.
O encontro reservado de Dilma e Garotinho causou certa contrariedade entre os integrantes da campanha de Cabral. Líder do PMDB na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), tentou contornar:
- O Sérgio Cabral está tranquilo. O que aconteceu é que a ministra Dilma recebeu o apoio de um partido da base e apoio não pode ser recusado. O que houve foi o apoio de Garotinho a Dilma. Agora temos que estabelecer regras de campanha.
O PMDB e o PT criaram um grupo de trabalho para elaborar as regras dos palanques que de Dilma Rousseff nos estados. Há cerca de duas semanas, dirigentes dos dois partidos participaram de uma reunião para discutir as alianças e a possível formação de palanques duplos em estados como Rio, Bahia e Minas Gerais.
O vice-presidente do PMDB no Rio, Wellington Moreira Franco, será um dos responsáveis por elaborar as regras, que devem ser apresentadas às duas legendas em dez dias.
- Ficamos eu e o José Eduardo Cardozo (PT-SP) responsáveis por fazer um texto que defina as regras para a operação de palanques duplos, não só na relação PT/PMDB, mas também com os outros partidos. Fiz uma minuta com o Zé Eduardo, e a expectativa é de que possamos definir uma regra validada por todos os partidos que compõem as alianças – disse Moreira Franco.
Ao comentar o encontro de Dilma e Garotinho anteontem, o líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e presidente do PMDB no Rio, deputado Paulo Melo, afirmou que Dilma Rousseff “deve saber que faz parte da política uma escolha de lados”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:16

Goldman não que discutir o passado

Das repórteres Christiane Samarco e Julia Duailibi, do ‘Estadão’:
“Na próxima segunda-feira, o Palácio dos Bandeirantes começa a funcionar mais cedo. O ex-comunista Alberto Goldman (PSDB), de 72 anos, que foi vice de José Serra por 39 meses, assume o comando do governo de São Paulo com um relógio algumas horas mais adiantado que o do antecessor e uma missão: manter a gestão paulista como a principal vitrine dos tucanos na campanha.
“Acho que a melhor forma de ajudar é fazer um bom final de governo. Tudo que for feito corretamente vai reverter em benefício dele. O que fizer de errado vai na contracorrente”, disse.
Eis a entrevista.
- Lula disse que nesta fase do governo é proibido inventar. É continuar o que está sendo feito. O que Serra recomendou?
 - Não houve recomendação nenhuma, até porque estamos trabalhando juntos há três anos e três meses. Tenho participado de todas as reuniões. As decisões de governo são decisões conjuntas das quais todos nós participamos. É dar continuidade a isso. Tudo o que puder inventar e criar, da mesma forma que Serra faria se estivesse aqui, devo fazê-lo.
- Pode então criar coisas novas?
- Serra criava coisas que entendia corretas. Da mesma forma, se tiverem coisas a serem pensadas e criadas, não vejo por que não fazer. Até porque uma das condições do governo no seu último ano de mandato é preparar o Estado para que quando venha o novo governo a velocidade das coisas se mantenha. Estamos aqui aquecidos, em velocidade de cruzeiro.
- Existem diferenças óbvias entre o senhor e Serra. Talvez as mais evidentes são de estilo. Haverá mudanças no governo?
- Não acho que vai haver grandes diferenças. Há uma diferença fundamental: ele é palmeirense, eu sou corintiano, e ele insiste muito na divisão futebolística. De resto, não há uma diferença de forma, de conduta. Ele é exigente, e eu sou exigente também. Dizer que ele é centralizador, acho que não é. A única diferença mais sensível é da pessoa física, no qual o meu horário é diferente do dele. O meu começa muito cedo e não termina tão tarde. O dele começa mais tarde e ia até muito mais avançado durante a noite. Outra coisa que eu acho que faz parte do meu DNA, talvez produto da minha herança paterna, é que sou pontual doentiamente. Deve ser uma doença, algo que eu mesmo não me dou conta. Não faço esforço para isso, é natural. A máquina funciona normalmente para que eu obedeça horários.
- Então sofreu nos últimos anos. – Sim, de fato. Ele tem uma característica diferente da minha. Eu também não vou conseguir ser tão rígido como gostaria. Tenho que reconhecer que a realidade de governador é totalmente diferente da de vice. A demanda aumenta e não vou conseguir fazer o mesmo que fazia.
- Então não haverá diferenças programáticas.
- São diferenças pessoais, não programáticas. Do ponto de vista de programas e ideias, ele é extremamente criativo e pouca gente pode competir com ele. A placa com o nome de todos os trabalhadores do Rodoanel foi ideia dele e agora pode ser pensada para outras obras. Não sei se vou ter o mesmo grau de criatividade.
- Serra disse que fez uma gestão “popular”. Isso deve ser colocado para o eleitor na campanha?
- Talvez isso seja a coisa mais importante para ser colocada numa campanha. Por isso que acho que muito daquilo que ele fez, e os valores que colocou são o que ele vai propor e implementar no nível federal.
- Como o sr. pretende ajudar Serra na campanha?
- Acho que a melhor forma que tenho é fazer um bom final de governo. Tudo que for feito corretamente vai reverter em benefício dele. O que fizer de errado vai na contracorrente.
- Tucanos citam como um exemplo a não ser seguido a gestão de Cláudio Lembo.
- O problema do Lembo foi que ele não teve com o Geraldo a intimidade que estou tendo com Serra e com o governo. Assumiu o governo com pouco conhecimento da estrutura da máquina. Além disso, teve alguns problemas que espero que eu não tenha. Foram situações conjunturais delicadas, como a revolta do PCC.
- Vai ter mudanças no secretariado nesses nove meses?
- Nenhuma mudança.
- O sr. tem carreira política. Não é frustrante ser governador e não concorrer à reeleição?
- Poderia ser candidato. Teria toda legitimidade e absoluta concordância com os principais pretendentes à candidatura, inclusive com o Geraldo. Neste período assumo com entusiasmo, honra, orgulho, tudo isso. Mas decidi que não quero assumir por mais quatro anos a responsabilidade que terei nestes nove meses. Quero ter outro tipo de vida. Vou completar 40 anos de vida pública. Cumpri um papel que para mim me satisfaz. Estou bem comigo mesmo, resolvido, como se diz aí na praça. Não quero ter quatro anos de obrigação determinada. Como não posso passar dois anos e dizer agora estou cansado, não quero ficar preso neste sentido.
- A sua decisão favoreceu unidade em torno de Alckmin. Mas o que parece paradoxal é que o sr. discorda dessa candidatura.
- Não discordo; tenho minhas opiniões. Parti de uma opinião, em um momento em que o Geraldo me disse, lá atrás, que não desejava ser governador. Essa condição dele mudou. Neste processo incorporei a ideia de outros nomes. Coloquei isso claramente para ele. Mas se é decisão majoritária do partido e a população vê nele um nome apropriado, concordo e participo intensamente.
- Qual avaliação que o sr. faz da gestão Alckmin? Muita gente no partido acha que foi uma gestão mediana.
- Alckmin é um homem honesto, correto, bem avaliado pela população. Portanto é muito bem quisto, bem avaliado. Absolutamente correto. É isso que eu posso dizer.
- A eleição será plebiscitária?
- Lula quer uma disputa entre ele e FHC, e não é isso que está posto. Isso é falso, é enganação. O embate real é entre Dilma e Serra. O povo tem que decidir em cima disso.
- Por que o PSDB esconde o ex-presidente FHC nesta eleição?
Como o Lula busca transformar a eleição em uma disputa entre ele e FHC, buscamos eliminar esta discussão. FHC não está em questão. Eles é que querem esconder a disputa real.
O sr. acha fundamental que o vice seja Aécio Neves?  – Essas coisas vão se  sedimentando, não tem que ter pressa. Até a convenção de junho, a gente tem tempo. Quando se tem uma candidatura forte como a do Serra, o vice tem importância menor do que se a candidatura fosse frágil.
- Esse raciocínio também vale para a candidata do PT?
- Você tem no Brasil uma realidade da legislação eleitoral. O vice da Dilma é alguém que vai agregar tempo de televisão, e só. É isso que o PT busca. O PMDB de cada Estado, de cada município, é uma entidade absolutamente autônoma. Não existe unidade, e sempre foi assim, mesmo quando o PMDB esteve conosco”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:15

Fogo amigo ameaça alianças

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“A pré-campanha no Rio já virou uma guerra. Mas não entre adversários.
Os dois principais nomes da disputa pelo governo do estado sofrem com fogo amigo.
De um lado, Fernando Gabeira (PV) ? muito criticado pelo até então aliado e presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia ? deverá anunciar, na próxima semana, o rompimento com o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), que concorreria ao Senado em sua chapa. Do outro, o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, tenta administrar o confronto pesado entre seus dois pré-candidatos ao Senado: o ex-prefeito Lindberg Farias (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB).
Gabeira já havia manifestado o desejo de excluir Cesar Maia da aliança por causa da rejeição ao ex-prefeito na classe média carioca. A intenção do verde, porém, provocou forte reação de Rodrigo Maia, que saiu em defesa do pai e pôs em risco a coligação formada por PV, DEM, PPS e PSDB. Segundo o presidente nacional do DEM, ?ou Gabeira tem o apoio de todos os partidos ou não tem de nenhum deles?.
E atacou: ?A rejeição a Cesar Maia só ocorre no Posto 9, na Praia de Ipanema, onde Gabeira toma sol?.
As últimas declarações de Rodrigo Maia, publicadas ontem no GLOBO, sacramentaram de vez a decisão de Gabeira, que, há três semanas, participou de um encontro do DEM. No evento, o verde declarou que Cesar Maia ?é o melhor candidato ao Senado?. O PV indicará a vereadora Aspásia Camargo para disputar uma vaga no Senado.
O presidente regional do PV, Alfredo Sirkis, inimigo político de Cesar, disse que, agora, o problema está resolvido.
? Eles (Rodrigo e Cesar) vão seguir a vida deles. É melhor assim. Com a saída do DEM, o tempo na propaganda eleitoral na TV não será problema.
Teremos três ou quatro minutos para fazer um bom programa. E é o suficiente.
Eles acham que estamos nos suicidando. Não estamos. Só não compensa o tempo de TV com o desgaste que teremos com Cesar junto à classe média ? afirmou Sirkis.
A intenção de Sirkis é manter a aliança com o PPS e o PSDB, como ocorreu nas eleições de 2008, quando Gabeira foi candidato a prefeito. No PSDB, porém, há divergências. O presidente regional do partido, José Camilo Zito, já disse que não apoia Gabeira.
E o presidente regional do PPS, deputado estadual Comte Bittencourt, afirmou que o partido ficará com Cesar Maia. O PPS deverá indicar Marcelo Cerqueira para o Senado.
? Anteciparam (a campanha) para fevereiro e março, o que deveria ocorrer somente em junho. O que há é um processo de discussão de alianças. Não há ruptura do que ainda não existe. Para manter as características de atuação do PV e do Gabeira, não cabia uma aliança com Cesar Maia ? disse Sirkis.
Gabeira disse que só vai se pronunciar sobre qualquer decisão dele e do PV depois da Semana Santa.
Na última quinta-feira, ao saber dos ataques de Rodrigo Maia, o pré-candidato evitou entrar em polêmica: ? É assim? Tudo bem. Eu não vou bater boca com ele pelo jornal. Se ele acha tudo isso, então, estamos conversados.
Anteontem, Rodrigo Maia ironizou a intenção de Gabeira de romper com o DEM: ? O Gabeira recebe meia dúzia de mensagens contra Cesar Maia na caixa postal do computador e entra em TPM.
O presidente do DEM voltou a criticar Gabeira ontem: ? É um problema deles (romper com Cesar e o DEM). O Sérgio Cabral vai ganhar a eleição com essa decisão do Gabeira ? disse.
Por e-mail, Cesar Maia atacou os aliados do pré-candidato. ?Gabeira é vítima dos seus, que, na verdade, querem usá-lo para se elegerem?, disparou o ex-prefeito. E completou: ?Para mim, aumenta a votação. Para ele (Gabeira), elimina a chance (de vencer Cabral)?. No Twitter, Cesar declarou apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.
Já Cabral terá de buscar o entendimento entre Lindberg e Picciani. Em entrevista a um programa de TV que irá ao ar amanhã, o presidente da Alerj ataca o petista. Segundo Picciani, ?Lindberg teve comportamento de criminoso? ao responsabilizá-lo pelo vazamento de informações à imprensa sobre a decisão da Justiça de quebrar o seu sigilo bancário e fiscal e o de sua família por suspeitas de desvios de verbas na prefeitura de Nova Iguaçu. E concluiu: ?Lindberg vai ter que explicar é à Justiça como ele e seus familiares criaram 12 empresas contratadas irregularmente pela prefeitura?.
Lindberg rebateu: ? Este senhor (Picciani) se acha o dono do Rio. Ameaça, chantageia, joga sujo. É baixo. Gosta de dizer que todos o temem. Mas eu não tenho medo dele e muito menos dos seus métodos. Vou processá-lo. Ele vai ter que provar tudo isso.
Em seguida, o petista atacou novamente Picciani: ? Em 1994, Picciani tinha um Corcel velho. Era assim que fazia campanha nos subúrbios do Rio.
Hoje é um grande fazendeiro, um dos maiores criadores de gado do Brasil. Se alguém tem que se explicar como enriqueceu, não sou eu.
Picciani respondeu por meio de sua assessoria: ?Os meus problemas foram enfrentados e resolvidos.
Espero que o Lindberg enfrente e resolva os dele?.
Cabral tem outra dor de cabeça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado o governador aliado a apoiar o senador Marcelo Crivella (PRB), que disputará novamente uma vaga no Senado. Lula atenderia a um pedido de seu vice, José Alencar (PRB). O presidente vem ao Rio na próxima terça-feira.
? Conversarei com Cabral sobre esses problemas e outros assuntos no domingo (hoje). Mas isso tudo é uma disputa de espaço natural. É uma coisa que vai se ajeitar ? minimizou o vice-governador, Luiz Fernando Pezão.
Em janeiro, Cabral ficou furioso com o encontro entre o pré-candidato ao governo do estado pelo PR, o ex-governador Anthony Garotinho (PR), e a pré-candidata à Presidência pelo PT, a ex-ministra Dilma Rousseff. Garotinho, a exemplo de Cabral, faz parte da base aliada de Lula, mas o governador não pretenderia ver os aliados petistas no palanque de seu adversário”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:46

Lula quer diálogo com a mídia

   Do jornalista Valdo Cruz, da ‘Folha’:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca um nome para ocupar o Ministério das Comunicações que possa estabelecer um “canal de diálogo” com os donos e diretores de empresas de comunicação.
O ministério ficará vago em abril com a saída do cargo de Hélio Costa (PMDB-MG) para disputar o governo mineiro.
Segundo um auxiliar de Lula, ele tem se queixado do que classifica de “atitude agressiva” de alguns setores da mídia e avalia nomear um ministro das Comunicações com “capacidade de interlocução” com a mídia.
A relação de Lula com a imprensa desde que chegou ao poder nunca foi amistosa. Ele costuma dizer que não lê jornais e chegou a afirmar que o “papel da imprensa não é o de fiscalizar, e sim de informar”.
Na semana passada, disse que, “neste país, eles [empresários da mídia] não estavam acostumados a ter um presidente da República que não precisa almoçar com eles, jantar com eles e tomar café com eles para governar este país.”
A ideia, segundo assessores de Lula, é que o sucessor de Hélio Costa seja alguém que faça uma “conexão com as TVs e jornais impressos” na busca não só de dialogar com os empresários mas também transmitir o pensamento do presidente acerca de críticas feitas pela mídia contra seu governo.
Lula está preocupado principalmente em defender sua candidata, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Sua equipe tem debatido estratégias para tentar melhorar a relação de Dilma com a imprensa.
Até agora, Lula ainda não citou nomes que poderiam se encaixar nesse perfil, mas já avisou a cúpula do PMDB, responsável pela indicação política para o Ministério das Comunicações, de sua intenção.
Segundo a Folha apurou, os peemedebistas vão tentar buscar um nome que agrade o presidente e possa exercer a função pretendida por Lula.
O presidente avalia que esse novo ministro poderia dividir com Franklin Martins (Comunicação Social) o trabalho de diálogo com a imprensa.
Deslocar Martins para o ministério de Hélio Costa está fora de cogitação, por ele hoje desempenhar também um papel de conselheiro político do presidente no Palácio do Planalto.
A intenção inicial do PMDB era apoiar a indicação do nome preferido do ministro Hélio Costa, que gostaria de fazer seu atual chefe de gabinete, José Artur Filardi, seu substituto à frente do ministério.
No discurso da semana passada, Lula também criticou os editoriais dos jornais. “De vez em quando é bom ler [editoriais de jornais] para a gente ver o comportamento de alguns falsos democratas, que dizem que são democratas, mas que agem querendo que o editorial deles seja a única voz pensante no mundo”, disse”.

          * * *
Já ?O Globo? informa que ?a substituição dos ministros candidatos, que terão de se desincompatibilizar do cargo até o dia 2 promete ser uma fonte de problemas, se depender de setores do PMDB. Embora o presidente Lula tenha dito que não pretende nomear ministros políticos para os últimos nove meses do mandato, o PMDB não parece disposto a se enquadrar. A bancada do PMDB no Senado detectou um movimento da turma da Câmara, ligada ao presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), para tentar emplacar o ex-deputado Moreira Franco (PMDB-RJ) no lugar do senador Hélio Costa (PMDB-RJ) no Ministério das Comunicações.
Os senadores do PMDB, por outro lado, já deram duas opções ao presidente Lula para a substituição de Hélio Costa: o chefe de gabinete do ministro, José Artur Filardi Leite; e Antonio Domingos Teixeira Bedran, conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:42

Jornal do ES censura Gaspari

Tem gente que reclama dos coronéis do Nordeste, e não conhecem os do Sudeste. No Rio, em pleno século XXI, temos o governador Sergio ‘Blindado’ Cabral, mau como um pica-pau. Ele domina a imprensa da antiga capital cultural do país. Pois não é o que seu parceiro do Espírito Santo, Paulo Hartung, do PMDB, faz o mesmo?
No domingo, o jornal ‘A Tribuna’, de Vitória, deixou de publicar o texto do jornalista Elio Gaspari, intitulado ‘As masmorras de Hartung aparecerão na ONU’, segundo o editor do jornal, Francisco Henrique Borges, por um “problema técnico”.
Alguém acredita nisso? É muita coincidência…
Lá, como aqui, a verba publicitária com certeza fala mais alto. Então nada de noticiar que Hartung terá de prestar esclarecimentos à ONU sobre a situação das carceragens no Estado, nada de falar de crimes hediondos entre os presos e muito menos apontar números de superlotação nos presídios capixabas.
Para informar os leitores do Espírito Santo, que não puderam ler o artigo, censurado que foi pela ‘A Tribuna’ aí vai o seu texto:

                                * * *

“Na segunda-feira, dia 15, o governador Paulo Hartung (PMDB-ES) tem um encontro marcado com o infortúnio. Depois de anos de negaças, o caso das ?masmorras capixabas? será discutido em Genebra, num painel paralelo à reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Hartung tem 52 anos, um diploma de economista e a biografia de um novo tipo de político. Esteve entre os reorganizadores do movimento estudantil no ocaso da ditadura. Filiou-se ao PSDB, ocupou uma diretoria do BNDES, elegeu-se deputado estadual, federal e senador.
Na reunião de Genebra estará disponível um ?Dossiê sobre a situação prisional do Espírito Santo?. Tem umas 30 páginas e oito fotografias que ficarão cravadas na história da administração de Hartung. Elas mostram os corpos esquartejados de três presos. Um, numa lata. Outro em caixas e uma cabeça dentro de um saco de plástico. Todos esses crimes ocorreram durante sua administração. Desde a denúncia da fervura de presos no Uzbequistão o mundo não vê coisa parecida.
As ?masmorras capixabas? são antigas, mas a denúncia teve que ser levada à ONU porque as organizações de defesa dos direitos humanos não conseguem providências do governo do Espírito Santo, nem do comissariado de eventos de Nosso Guia. Sérgio Salomão Checaira, presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, demitiuse em agosto do ano passado porque não teve apoio do Ministério da Justiça para reverter o quadro das prisões de Hartung. Há um mês, uma comitiva que visitava o presídio feminino de Tucum (630 presas numa instituição onde há 150 vagas) foi convidada a deixar o prédio.
Se quisessem, poderiam conversar com as prisioneiras pelas janelas.
O Espírito Santo tem sete mil presos espalhados em 26 cadeias, com uma superlotação de 1.800 pessoas. Há detentos guardados em contêineres sem banheiro (equipamento apelidado de ?micro-onda?). Celas projetadas para 36 presos são ocupadas por 235 desgraçados. Alguns deles ficam algemados pelos pés em salas e corredores.
Os governantes tendem a achar que os problemas vêm de seus antecessores, que as soluções demoram e que, em certos casos, não há a o que fazer. Esquecem-se que têm biografias.
O relatório com fotos dos esquartejados está no seguinte endereço: http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/crimesnobrasil_if_es.pdf Aviso: é barra muito, muito pesada”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:40

PT e PMDB, um namoro difícil

Das repórteres Denise Rothenburg e Flávia Foreque, no ‘Estado de Minas’:
“A desconfiança que se instala entre PT, PMDB e PSB  em alguns estados começa a provocar abalos no castelo de partidos que o presidente Lula pretende arregimentar para a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. No Pará, por exemplo, onde a governadora Ana Júlia Carepa (PT) é candidata à reeleição, o ex-deputado José Priante (PMDB-PA) resume assim a relação entre os dois partidos: ?É mais fácil um remista passar a torcer para o Paissandu, ou vice-versa, do que o PMDB apoiar a Ana Júlia?, afirma.
A declaração do peemedebista vem carregada pela pura desconfiança que cresce cada vez mais entre os dois partidos. Ana Júlia foi candidata porque em 2006 o deputado Jader Barbalho foi ao presidente Lula e disse que o pré-candidato do PT, Mário Cardozo, não venceria o PSDB. Lula e Barbalho combinaram então que Jader teria um candidato a governador, o PT lançaria Ana Júlia, e no segundo turno, eles estariam juntos.
Ao longo do governo de Ana Júlia, a relação com o PMDB se deteriorou. Há dois meses, no entanto, ela ofereceu a Jader uma das vagas ao Senado. Ocorre que Jader, depois de uma série de consultas ao PT, descobriu que os petistas planejam votar apenas no seu candidato ? o deputado Paulo Rocha, aquele que terminou fora do Congresso em 2006 por conta do escândalo do mensalão ? e, por causa dos antigos escândalos da Sudam, desidratar o candidato do PMDB.
A suspeita levou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a chamar Paulo Rocha e Priante para uma conversa em seu gabinete. Até o momento, o acordo não saiu e a perspectiva é de que não sairá.
No Maranhão, a situação não é diferente. PT e PMDB simplesmente não confiam um no outro. Lá, o PT decide no dia 27 se ficará com o aliado histórico, o PCdoB, que tem como candidato a governador o deputado Flávio Dino, ou apoiará a reeleição de Roseana Sarney (PMDB). A disputa será dura e, na hipótese de ficar com Dino, isso pode refletir na campanha presidencial, uma vez que Roseana estendeu o tapete vermelho para Dilma e fechou as portas para Marina Silva, do PV de Sarney Filho, irmão da governadora. Feito isso, agora o PMDB aguarda reciprocidade do PT local. Acredita que não terá.
Desconfiança No Piauí, o clima de desconfiança é entre PT e PSB. Os socialistas esperavam contar com o apoio do PT para eleger o vice-governador Wilson Martins, que ficará no comando do estado quando Wellington Dias deixar o governo para concorrer ao Senado. Ocorre que o PT pretende lançar Antônio José Medeiros, deputado federal, ao governo estadual. Nessa disputa estará ainda o senador João Claudino, outro que tem pretensões de ser governador. Dilma acabará com três palanques e, se pender para o do PT, como alguns acreditam que fará nos estados onde os petistas são candidatos, corre o risco de perder os outros dois.
A desconfiança entre PT e PMDB perdura ainda em Minas Gerais. O máximo que o comando nacional do partido conseguiu arrancar da Executiva Estadual foi um acordo de cavalheiros em que ficou definida a ?vontade política? de ter apenas um nome da base aliada a Lula na corrida pelo governo do estado. O PT insiste em candidatura própria e, no dia 22, abre prazo para que os pré-candidatos se apresentem. Até 5 de abril, quando termina o prazo de inscrição, o presidente do partido, Reginaldo Lopes, espera conseguir um acordo entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel para negociar com o PMDB de Hélio Costa”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:39

Lula enquadra PT de Minas

  De Valdo Cruz, da ‘Folha’:
“O presidente Lula avisou os petistas mineiros que, em nome do projeto de fazer Dilma Rousseff sua sucessora, irá apoiar a candidatura do ministro peemedebista Hélio Costa (Comunicações) ao governo.
Segundo a Folha apurou, Lula pediu aos dois pré-candidatos do PT em Minas, o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), que montem estratégia para fazer aliança com o PMDB mineiro, indicando o nome do vice na chapa de Hélio Costa.
Pimentel, favorito para ser um futuro candidato do PT no Estado, foi convocado recentemente para uma conversa com Lula. Na ocasião, o presidente disse que precisava dele na campanha da ministra Dilma e que ele deveria desistir da disputa pelo governo mineiro.
Em uma das conversas com o ex-prefeito, Lula chegou a dizer em tom de convocação: “Se você quiser jogar o Campeonato Mineiro, tudo bem, mas a Copa do Mundo é aqui”.
Pimentel e Patrus sabem, porém, que não podem simplesmente desistir da candidatura petista em Minas. Publicamente, vão continuar reafirmando que ainda são candidatos, mas o roteiro para a aliança com o PMDB já está traçado.
Os grupos dos dois já acertaram que farão uma escolha entre Pimentel e Patrus até o final de abril. O ministro prefere que a definição seja em março, com base em pesquisas. No caso, o ex-prefeito deve ser o escolhido, pois leva vantagem nas pesquisas de intenção de voto.
O segundo passo, então, seria o congresso petista em Minas, que definiria a posição do partido na eleição estadual. Ele já foi, estrategicamente, adiado de abril para maio.
Antes dele, PT e PMDB, seguindo determinação de Lula, vão sentar para definir uma aliança e quem seria o cabeça de chapa. Os dois partidos elaboraram um modelo, com base em dados de pesquisas, para definir o melhor candidato.
Segundo relato de petistas e peemedebistas ouvidos pela Folha, a tendência é que Pimentel e Hélio Costa fiquem empatados. Aí, caberia ao presidente Lula dar a palavra final. Decisão que já estaria tomada em favor do peemedebista.
Dentro do PT, ainda há uma última esperança de o presidente mudar de ideia e defender uma candidatura petista em Minas. Bastaria Dilma abrir uma diferença em relação a José Serra nas pesquisas para Lula ser convencido de que poderia forçar o PMDB a inverter o jogo: apoiar um petista em MG.
No comando da campanha de Dilma, porém, a desistência de Pimentel é dada como certa. Se dependesse somente dele, o ex-prefeito manteria sua candidatura. Mas reconheceu nos últimos dias a aliados que deve realmente optar por integrar a equipe de campanha.
Esse cenário já é dado como certo também no PSDB. O governador Aécio Neves disse nos últimos dias a interlocutores que foi informado de que Pimentel, seu aliado na última disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, não será candidato.
Para Aécio, essa é a melhor composição. Segundo ele, Pimentel seria um candidato mais forte, pois poderia se lançar com o apoio de Lula e Dilma, além de ter trânsito com os tucanos do Estado.
Dentro do PMDB, há quem defenda o nome de Patrus como vice, mas ele dificilmente aceitaria. Seu caminho deve ser a disputa pelo Senado, caso José Alencar não dispute a eleição, ou a permanência no ministério até o fim do governo. O deputado federal petista Virgílio Guimarães é citado como possível vice de Costa”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:28

Serra cai e não tem saída

De Renata Lo Prete, da ‘Folha’:
“O Datafolha que aponta estreitamento da diferença, já na vizinhança da margem de erro, entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) fatalmente aumentará a especulação sobre a perspectiva de desistência do governador paulista. Sua porta de saída, porém, tornou-se minúscula. Crescerá também a pressão tucana para que Aécio Neves aceite ser vice de Serra. Longe de microfones, até os petistas reconhecem que essa possibilidade é real, mas, numa direção ou em outra, não é assunto que vá se resolver agora.
Por fim, o resultado irá acelerar a retirada do oxigênio de Ciro Gomes (PSB). Os números desautorizam o discurso de que sua presença seria necessária para garantir a passagem de Dilma ao segundo turno.
Previsão de um cardeal petista: “O mais provável hoje é que Ciro não seja candidato nem a presidente nem a governador”.
Ao mesmo tempo em que caiu a intenção de voto espontânea em Lula e subiu a de Dilma, cresceu o percentual de eleitores indecisos na pergunta não estimulada: eles são hoje 58%, contra 47% no Datafolha anterior.
A maioria dos eleitores que declaram preferência partidária pelo PMDB, que negocia aliança com o PT em torno da candidatura de Dilma, opta por Serra (46%). A petista arrebata 20% nesse segmento.
Apesar do afunilamento da diferença entre Serra e Dilma no populoso Sudeste, é nessa região que a candidata de Lula atinge seu pico de rejeição: 27%. O recorde do tucano se dá no Norte e no Centro-Oeste: 29%.
Observação do círculo próximo da ministra: Dilma se solta mais nos compromissos de campanha quando não acompanhada por Lula. A presença do presidente no palanque, não obstante outros benefícios, ainda a intimida”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:23

Marina quer governar com PSDB e PT

Da repórter Ana Flor, da ‘Folha’:
“A pré-candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva (AC), afirmou ontem que pretende fazer um “realinhamento histórico”, no qual quer governar “com os melhores do PSDB e os melhores do PT”.
Marina participou da gravação do programa da Rede TV! “É Notícia”, do repórter da Folha Kennedy Alencar. A entrevista vai ao ar à 0h15 da próxima segunda-feira.
“Enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil uma governabilidade [...] Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: “Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade’”, disse.
A senadora criticou as alianças dos dois partidos com forças políticas mais à direita. “O presidente Fernando Henrique ganhou sozinho e, para governar, teve que ficar refém do Democratas; o presidente Lula [ficou refém], dos setores mais retrógrados do PMDB. Isso não é bom para o Brasil”, afirmou.
Marina disse ainda que sua candidatura representa um “leque de alianças sui generis”, que não é de partidos, mas tem base na sociedade.
No núcleo da campanha de Marina, há defensores da ideia de que o PT e o PSDB são muito mais próximos, em termos ideológicos, do que as alianças que deram sustentação aos governos FHC (1995-2002) -PSDB e DEM- e Lula (desde 2003)- PT e PMDB.
Ao falar do papel do Estado, a senadora defendeu um “Estado necessário”, que seja “eficiente, inteligente e transparente”. Fez, entretanto, críticas ao modelo estatizante, e pregou um Estado “que saia cada vez mais da visão de querer ser dono de tudo e ainda do resto”.
Marina fez críticas, às vezes veladas, em outros momentos escancaradas, à pré-candidata petista ao Planalto, a ministra Dilma Rousseff. Segundo ela, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), menina dos olhos de Dilma, “é uma colagem de vários empreendimentos”, nos quais Estados e municípios também têm méritos.
As maiores críticas foram sobre a atuação de Dilma na cúpula do clima, em Copenhague, e em sua visão desenvolvimentista, que deixaria o meio ambiente em segundo plano. Nesse ponto, sobraram críticas também a Lula.
Marina afirmou não saber se o gesto de reforçar políticas ambientais -como a adoção de metas para redução de emissão de gases-estufa-, foi “fruto de aprendizagem” ou de medidas “conjunturais, por causa da disputa eleitoral de 2010″.
Mesmo assim, elogiou Lula e seu governo diversas vezes durante a entrevista. Afirmou que o presidente foi “uma pessoa fundamental” na sua vida.
Marina fugiu de respostas objetivas mais de uma vez. Ao ser questionada se apoiava ou não a redução da jornada de trabalho para 40 horas, lembrou seu passado sindical, mas não confirmou. Também fugiu da palavra “ditadura”, quando a questão foi sobre o governo cubano, apesar de afirmar que não se pode “relevar” princípios como a democracia e liberdade de expressão.
A política internacional pareceu ser uma área de grande divergência de Marina com o atual governo. Além de criticar Cuba, Marina se disse preocupada com o apoio brasileiro ao governo do Irã”.

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