• Quinta-feira, 29 Julho 2010 / 10:23

Cesar Maia e a sardinha senatorial

    Do ex-prefeito Cesar Maia, em seu blog:
“1. As pesquisas de opinião, na eleição para o Senado com dois votos, têm algumas dificuldades para amarrar a intenção de voto duplo. A começar pela proporção de entrevistados que são registrados como tendo anulado o voto, votado em branco, ou não respondido. Vamos chamar a soma deles de Não Voto (NV). O NV pode ser dado nos dois votos ou apenas em um dos votos. É improvável que o entrevistado anule o primeiro voto e não anule o segundo. Ou seja, no total de NV a proporção no segundo voto é maior, mesmo que pouco maior, que no primeiro voto.
2. Com isso, a porcentagem de NV sobe a valores muito grandes, especialmente no início da campanha eleitoral. Lembre-se que o total de eleitores é de 200%, em função dos dois votos. Por exemplo: se forem 4 candidatos apenas e não houver NV, e cada um tiver 25% tanto no primeiro quanto no segundo voto, teremos 100% no primeiro e 100% no segundo.
3. Os Institutos perguntam sobre o primeiro voto e depois sobre o segundo. Deveriam publicar os resultados dessa forma. Uns fazem, mas outros não. É muito importante ter essa informação separada para efeito de análise. Afinal, no dia da eleição o TRE só informará o resultado somado.
4. Se o NV fosse igual no primeiro e no segundo votos, dever-se-ia dividi-lo ao meio. Mas não é assim, embora, por aproximação, se possa dizer que não deve ser tão diferente no primeiro e no segundo votos.
5. Vejamos o NV na última pesquisa Datafolha para o Senado. RJ 72% \ SP 70% \ BA 102% \ MG 56% \ PE 83% \ DF 91% \ PR 75 % \ RS 72%. Em nenhum caso a soma dos votos dados com o NV chega a 200%, e cada soma específica, incluindo os candidatos todos, dá um total diferente do outro por Estado.
6. Os Institutos -quando coincidem pesquisas para presidente, governador e senador num Estado- deixam o Senador para a última pergunta. E mais ainda se resolvem, depois de cada uma delas, perguntar sobre nível de conhecimento, etc. Aí Senador vai, na melhor hipótese, para a quinta pergunta e o segundo voto para a sexta.
7. Quando se testa colocar a pergunta para Senador como a primeira da entrevista, os números mudam muito nesta etapa da eleição. O NV cai a praticamente a metade. Num Estado determinado em que se fez este teste simultâneo houve uma queda de 36 pontos. Ou seja, foram mais ou menos 18 pontos a mais na primeira pergunta e 18 pontos a mais na segunda pergunta dados aos nomes apresentados.
8. Uma revisão das séries de pesquisas para o Senado em 2002 mostra que, menos de uma semana antes da eleição, 2 candidatos próximos do segundo passaram a quinto e sexto e os que estavam nessa posição passaram a terceiro e quarto. Uma subida/descida de dois lugares que não se justifica por mudança de voto naquele momento. Mas se explica pela dificuldade de pesquisar Senador em eleição com dois votos, começando a pesquisa para presidente, depois para governador, e só então para Senador.
9. É bom que nos Estados todos os candidatos ao Senado contratem suas pesquisas, começando pela de Senador. Para não terem surpresas depois (a favor ou contra)”.

                                               * * *

Tem muito candidato ao Senado que está coligado mas, às vésperas da eleição,  pregará o voto único. No Rio, a maior chance para que isso ocorra será na coligação de Sergio Cabral, que tem Jorge Picciani e Lindberg Farias. É óbvio que os dois não se elegem. E um deles – Lindberg ou Picciani – terá chance remotíssima de vitória , se conseguir destruir o outro.

  • Domingo, 25 Julho 2010 / 9:40

Datafolha: a maioria acredita em Dilma

    O Datafolha divulgou uma pesquisa onde Dilma Rousseff e José Serra estão empatados.
Agora vamos a duas curiosidades da mesma pesquisa:
1 – Para 41% dos eleitores, a vencedora da disputa será Dilma, contra 30% que acreditam em uma vitória de Serra. 
2 – O Datafolha quis saber também o grau de convicção dos entrevistados com relação ao voto. No caso de Dilma, 78% dos que a apoiam dizem estar “totalmente decididos”. Os eleitores de Serra são menos convictos: 67% dizem estar “totalmente decididos”.

  • Quarta-feira, 14 Julho 2010 / 4:07

Datafolha ameaça Sensus

Do deputado Brizola Neto em seu ‘Tijolaço‘:
“A Folha de S. Paulo, hoje, arreganha seus dentes, ameaçadora, contra o Instituto Sensus. Deixa claro que vai tentar desmoralizar qualquer resultado de pesquisa eleitoral que contradiga o diktat do Datafolha.
O que o PSBD não conseguiu com sua investida mentirosa contra a pesquisa que apontou empate entre Dilma e Serra, o jornal está fazendo, usando argumentos ?técnicos? para desmerecer não apenas o Sensus, mas todos os outros intitutos de pesquisa.
Hoje, na reportagem ?Sensus altera formulários de pesquisas?, que não está disponível na internet, o jornal deixa claro o mecanismo de pressão, repetindo o discurso do PSDB.
?O método de, no jargão do meio, ?esquentar? o entrevistado com, perguntas prévias, é motivo de controvérsia entre os institutos de pesquisa e foi questionado pelo PSDB (não foi, não, o PSDB questionou a distribuição da amostra e quebrou a cara, o médoto foi questionado pela Folha), que chegou a vistoriar, com autorização da Justiça, os questionários arquivados na sede do instituto?.
Aí vem o diretor do Datafolha, Marcos Paulino, dizendo que abordar outros assuntos antes da declaração de intenção de voto ?pode influenciar a resposta dos candidatos?.
O jornal porém, afirma que ?o Vox Populi e o Ibope também têm o costume de usar perguntas prévias antes de averiguar a intenção de voto?.
Ora, então temos que, dos quatro grandes institutos de pesquisas brasileiros só o Datafolha sustenta que poderia haver uma distorção por um questionário que começasse por perguntas mais gerais para chegar à especifica.
Ou seja, o Datafolha está certo e todos os outros errados.
Seria bom, também, o Datafolha revelar aos leitores que não faz entrevistas domiciliares, mas abordagens de rua, que não tem tanta possibilidade de serem checadas. Explico: os outros institutos entrevistam a pessoa da casa X, da rua A, do bairro tal, da cidade qual. O Datafolha aborda uma pessoa na rua e ao final pede o endereço e o telefone, que são declarados, sem checagem física.
Deixando claro que está pronto a invalidar qualquer resultado que não coincida com o do seu Datafolha, o jornal já avisa que, como o Sensus -  para evitar a campanha de que está sendo vítima-  mudou a ordem das perguntas na pesquisa que será divulgada segunda-feira pela Confederação Nacional de Transportes, ?pode ficar comprometida a comparação com o resultado anterior, já que os formulários são diferentes?.
Impressionante como o grupo Folha nem mesmo disfarça o uso do seu poder para coagir”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Ibope será o tira-teima

O Ibope tem pronta uma pesquisa sobre a sucessão presidencial.
Ela poderá por um fim a disputa entre os números do Sensus e do Datafolha.
No primeira, Serra e Dilma estão empatados.
No segunda, Serra tem 10 pontos na frente.
Noves fora,  o tucano poderia aparecer com à frente da petista.
E os dois institutos acabariam tendo razão.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:37

Datafolha: Serra continua líder

Da ‘Folha’:
 ”Pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 mostrou José Serra (PSDB) com 38% das intenções de voto entre 28% de Dilma Rousseff (PT). É a primeira enquete após o lançamento da candidatura tucana, no sábado passado. No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%. A oscilação está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.
Pela primeira vez Ciro Gomes (PSB) aparece numericamente atrás de Marina Silva (PV), embora do ponto de vista estatístico ambos estejam empatados.
Quando Ciro Gomes não figura no quadro de candidatos ? há ainda dúvidas se o PSB vai lançá-lo oficialmente-, a diferença entre Serra e Dilma se alarga um pouco. O tucano fica com 42% ante 30% da petista. Marina Silva vai a 12%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:32

PSDB processa o Sensus

  Do repórter Breno Costa, da ‘Folha’:
“O PSDB entrou ontem com representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a pesquisa do Instituto Sensus divulgada anteontem que apontou empate entre os pré-candidatos José Serra (32,7%), do PSDB, e Dilma Rousseff (32,4%), do PT.
Os advogados do PSDB, que pedem multa de R$ 100 mi ao Sensus, argumentam que o instituto não respeitou o prazo legal de cinco dias entre o registro da pesquisa no TSE e a divulgação dos resultados.
A Folha revelou que o sindicato que aparecia como responsável pelo registro não solicitara a pesquisa -só depois o Sintrapav passou a figurar como registrante”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:28

Dilma ainda precisa de Ciro

Pesquisa eleitoral, como políticos não cansam de ressaltar, é o retrato da hora.
Daqui uma semana o quadro poderá ser outro.
O fato é que, pela pesquisa Sensus – encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo – divulgada hoje, José Serra, do PSDB tem 32,7%, e Dilma Rousseff, do PT, está com 32,4%. Ou seja: estão empatados.
Se a eleição fosse hoje, Ciro Gomes (PSB) com seus 10,1%, levaria a eleição para o segundo turno.
Quando a pesquisa exclui Ciro, Serra sobre para 36,8% e Dilma para 34%.
Na nova pesquisa, Marina Silva, do PV, tem 8,1%. Brancos e nulos somam 9,1% e 9.5%, e a margem de erro é de 2,2 pontos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:22

Rio: os números de Cesar Maia

Do blog do ex-prefeito Cesar Maia:
Números das pesquisas eleitorais no Estado do Rio, divulgadas em 2010, fazendo uma média aproximada.
“1. Para governador, Cabral tem 37% das intenções de voto. Garotinho 23% e Gabeira 18%. Na Capital, Cabral tem 34%, Gabeira 30% e Garotinho 13%. Nos municípios metropolitanos, Cabral tem 37%, Garotinho 26% e Gabeira 15%. No Interior Cabral tem 33%, Garotinho 32% e Gabeira 11%.
2. Na Capital, do Centro à Barra da Tijuca, passando pela Zona Sul, Cabral tem 28%, Garotinho tem 6%, Gabeira tem 46%. Na Zona Norte, incluindo Jacarepaguá Cabral tem 36%, Garotinho tem 13% e Gabeira 30%. Na Zona Oeste, Cabral tem 38%, Garotinho 19% e Gabeira 10%.
3. Para senador, em dois votos, Crivella tem 39% das intenções de voto, Cesar Maia 35%, Lindberg 15%, Pr. Manoel Ferreira 11%, Picciani 9%, e os demais somados 10%. Na Capital Crivella tem 37%, Cesar Maia 35%, Lindberg 10%, Pr. Manoel Ferreira 9%, Picciani 7%, e os demais somados 13%. Nos municípios metropolitanos, Crivella tem 44%, Cesar Maia 34%, Lindberg 18%, Pr. Manoel Ferreira 11%, Picciani 10% e os demais 8%. No Interior, Crivella tem 35%, Cesar Maia tem 36%, Lindberg 13%, Pr. Manoel Ferreira 12%, Picciani 11% e os demais 7%.
4. Na Capital, do Centro à Barra da Tijuca, Crivella tem 24%, Cesar Maia 32%, Lindberg 12%, Pr. Manoel Ferreira 7%, Picciani 3% e os demais 16%. Na Zona Norte, incluindo Jacarepaguá, Crivella tem 40%, Cesar Maia tem 35%, Lindberg 9%, Pr. Manoel Ferreira 9%, Picciani 9%, e os demais 12%. Na Zona Oeste Crivella tem 45%, Cesar Maia 36%, Lindberg 11%, Pr. Manoel Ferreira 10%, Picciani 8%, e os demais 5%.
5. Intenção de Voto de Senador. Apenas o Primeiro Voto. Crivella 27%, Cesar Maia 21%, Lindberg 7%, Pr. Manoel Ferreira 5%, Picciani 5%, Demais somados 4%.
6. Intenção de voto de Senador. Alguns cruzamentos. Renda Até 5 SM: Crivella 45%, Cesar Maia 35%, Lindberg 9%, Pr. Manoel Ferreira 12%, Picciani 8%, demais 5%. Intenção de voto Senador mais que 5 SM. Crivella 27%, Cesar Maia 35%, Lindberg 11%, Pr. Manoel Ferreira 7%, Picciani 11%, Demais 14%.
7. Intenção de Voto de Senador, por nível de instrução. Até 2 grau incompleto: Crivella 45%, Cesar Maia 36%, Lindberg 9%, Pr. Manoel Ferreira 13%, Picciani 9%, demais 9%. 2 grau completo até nível superior: Crivella 28%, Cesar Maia 34%, Lindberg 11%, Pr. Manoel Ferreira 8%, Picciani 9%, Demais 13%.
8. Religião. Evangélicos: Crivella 56%, Cesar Maia 24%, Lindberg 10%, Pr. Manoel Ferreira 27%, Picciani 7%, Demais 9%. Católicos: Crivella 32%, Cesar Maia 41%, Lindberg 10%, Pr. Manoel Ferreira 4%, Picciani 11%, Demais 9%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:16

Vox: Dilma está na cola de Serra

 A nova pesquisa da  ’Vox Populi’ diminuiu a diferença de Dilma Rousseff para José Serra: agora seriam apenas de três pontos, enquanto a margem de erro é de 2.2 pontos.
O ex-governador Serra continua lider com 34% das preferencias, enquanto Dilma tem 31%.
O Datafolha havia dado, na semana passada, uma diferença de nove pontos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:16

As pesquisas brasileiras

Do sociólogo Marcos Coimba, presidente do Vox Populi, para o ‘Correio Braziliense’:
 ”Até agora, as eleições presidenciais de 2010 já bateram dois recordes: a) são as que mais cedo começaram em nossa história política e b) são, de todas as que fizemos, aquelas onde mais tivemos pesquisas. Desde sua largada, há mais de três anos, não deve ter havido um só mês em que pelo menos uma não tenha sido divulgada.
Daqui para frente, esse ritmo só tende a aumentar. De abril a junho, quando serão realizadas as convenções dos partidos, a frequência se intensificará, com periodicidade cada vez menor. Depois de julho e, especialmente, do dia 18 de agosto em diante, quando se inicia a propaganda eleitoral na televisão e no rádio, uma verdadeira enxurrada de números vai desabar sobre o eleitorado. Sem contar que as eleições nos estados também estarão quentes e merecerão as próprias pesquisas.
A maior parte das pessoas fica confusa com tantas porcentagens, tabelas, análises por segmento e cruzamentos de dados. O que parece claro a um estatístico ou especialista chega a ser incompreensível para o cidadão comum, a quem, em última instância, as pesquisas de divulgação pública se destinam.
Como são normais as variações entre as pesquisas, o quadro se complica. Os resultados do mesmo instituto podem variar de um levantamento para outro, nem sempre em sentido igual. Entre institutos, as oscilações de resultados são ainda mais comuns.
Quem torce por um candidato olha qualquer pesquisa em que ele não aparece bem como se tivesse sido deliberadamente falsificada. Assim, ora acha que um instituto é ótimo, ora péssimo, em função de como seu preferido se sai. Volta e meia, vê-se alguém tecer uma longa argumentação para provar que um instituto foi ?comprado? e ser desmentido a seguir, quando uma nova divulgação põe por terra sua hipótese conspiratória.
Parte dos problemas decorre do modo como algumas pesquisas são apresentadas. É o caso, tipicamente, das que são feitas por institutos ligados a veículos. Por interesse comercial ou solidariedade da redação com os colegas do departamento de pesquisa, seus levantamentos são divulgados pela empresa patrocinadora como se fossem melhores, mais verdadeiros que outros. Não o são, e o pior é que fingir que só um é ?bom? prejudica a credibilidade de todos.
Um dos mais importantes pesquisadores das pesquisas políticas no Brasil (senão o maior), o professor Marcus Figueiredo, do IUPERJ, do Rio de Janeiro, vem avaliando o desempenho do setor nos anos após a redemocratização. Seus estudos nos ajudam a visualizar melhor o que é o trabalho dos institutos e o que a opinião pública pode esperar deles.
A primeira coisa é que, de 1989 até agora, o desempenho médio dos principais institutos que se dedicam ao tema (Ibope, Vox Populi e Datafolha, até 2002, junto com a Sensus, daí em diante), nas eleições presidenciais, é melhor que dos congêneres americanos, entre 1956 e 1996. Nossa margem de acerto é significativamente melhor que a deles. A média das diferenças entre as intenções de voto estimadas pelos institutos para os candidatos e os resultados oficiais foi, no Brasil, nas cinco eleições que fizemos, de 1,4 ponto percentual, enquanto lá foi de 1,9. Eles foram bem, mas nós fomos muito bem.
Em segundo, que as variações de desempenho entre os institutos, nesse período, nas eleições para presidente, foram irrelevantes. Em 1989, a média das diferenças entre o que os três institutos previam, candidato a candidato, e o que aconteceu na urna foi de 1,6 ponto, sendo que nenhum dos três se afastou dessa média em mais que 0,8 ponto. Ou seja, todos previram a mesma coisa e todos tiveram o mesmo nível de acerto. Em 1994, a discrepância média foi ainda menos relevante, situando-se em 0,9 ponto percentual, com números quase idênticos para os três. E assim em 1998 (diferença média de 1,6 ponto), 2002 (de 1,1) e 2006 (de 1,9).
Não é fácil convencer pessoas apaixonadas de que o trabalho dos institutos é desapaixonado. Mas é certo que a opinião pública pode esperar deles, nas eleições de 2010, o mesmo que mostraram nas últimas: um trabalho bem feito, que ajuda o cidadão a saber como andam as intenções de voto a cada momento.
Serão muitos números, nenhum mais correto que outro, alguns até incoerentes. Mas todos pintando o mesmo quadro, o longo processo através do qual 135 milhões de pessoas formam suas escolhas a respeito de quem querem que governe o Brasil nos próximos anos”.

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