3 perguntas para Fernando Peregrino

          Na quarta-feira, à noite, esse blog enviou três perguntas aos principais candidatos ao governo do Rio:  Sergio Cabral, Fernando Gabeira e Fernando Peregrino.
Na quinta pela manhã, chegaram as respostas de Peregrino, do PR.
A idéia era publicar todas as respostas no mesmo dia. Mas, até o momento, passadas mais de 72 horas, Cabral e Gabeira não acusaram nem mesmo o recebimento das perguntas.
Assim, segue a entrevista com Peregrino.

       
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- O senhor acha possível que o ex-governador Garotinho consiga transferir, para a sua candidatura, os mais de dois milhões de votos que ele já havia conquistado em sua pré-campanha?
- Sim, afinal foi ele quem transferiu praticamente 100% de seus votos para Lula no segundo turno de 2002. Transferiu seus votos e aprovação para Rosinha, também em 2002, elegendo-a no primeiro turno. Porém – no meu caso – isso vai acontecer em massa quando o horário eleitoral começar, assim como os debates pela TV. Afinal o padrão “global” de comportamento da maior parte da mídia, tem impedido a simples menção de meu nome, o que represento e minhas propostas.

- Em que o senhor se diferencia de Cabral e Gabeira?
- Cabral interrompeu uma trajetória de desenvolvimento economico e social que o nosso estado vinha tendo com os governos Garotinho e Rosinha. Vou portanto puxar o fio da meada dessa trajetória, recuperado suas políticas de sucesso, que levou o Rio a ser a segunda renda per capita do país, e mantido os seus royalties – agora perdidos por Cabral e seu PMDB. Cabral é um exemplo de político da Velha República: coronelista,  cooptador de instituições e eliminador de adversários. Não cumpriu compromissos que firmou com funcionários públicos e com o povo. Gabeira é outra coisa, porém é inexperiente como administrador público, comunga com políticas liberais de privatização, e não representa a oposição ao atual governo, além de não ter propostas sociais e econômicas para o nosso Estado. Eu as tenho, vou retomar o programa dos Cieps de horário integral nas escolas, para tirar o Rio de Janeiro da 26ª posiçao no IDEB ( 2007 a 2009), vou construir 100 mil unidades de casas populares, vou dar incentivos fiscais para a geraçao do primeiro emprego para os jovens, vou transformas as UPPs em Centro de Defesa da Cidadania, com servicos sociais, jurídicos e policiamento comunitário, vou acabar com a promiscuidade entre o público e o privado, como no caso do Metrô, Supervia, etc.

- O senhor tem a certeza de que Garotinho não o substituirá, mais à frente, como candidato ao governo do Rio?
- Tenho sim. Nosso projeto é esse que está ai: ele deputado federal e eu Governador como uma terceria via, trabalhista e popular. Aliás, temos certeza que  penetraremos mais em camadas da sociedade que tem preconceito contra ele e que comigo não tem. Sou oriundo da comunidade científica, com serviços prestados ao meu Estado. Foi em minha gestão de presidente da FAPERJ, no Governo Brizola, que a internet foi implantada. Participei diretamente da coordenação e implantação de vários projetos vencedores, no Governo Garotinho e Rosinha, como o da Delegacia Legal, o Restaurante Popular, as primeiras experiencias com o Biodiesel, etc. Isso para não falar no papel que exerci como Secretário Chefe de Gabinete da Governadora. Tenho 42 anos de política. E não me prestaria a um papel de esquentar a cadeira.