• Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 19:59

Sonhar… não custa nada

     Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 8:45

Wagner vence na Bahia

     Da ‘Folha’:
“Com 44% das intenções de voto, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), seria reeleito no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Somados, os seus adversários alcançam 37%.
De acordo com o Datafolha, o petista lidera a disputa com 21 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Paulo Souto (DEM), que tem 23%. Em terceiro lugar aparece Geddel Vieira Lima (PMDB), com 12%.
Os candidatos Luiz Bassuma (PV) e Professor Carlos (PSTU) têm 1% cada um. Marcos Mendes (PSOL) e Sandro Santa Bárbara (PCB) não pontuaram. Não opinaram 13% dos eleitores, e outros 6% disseram que votarão nulo ou em branco.
Esta é a primeira eleição para o governo da Bahia após a morte do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (1997-2007). Herdeiro do carlismo, Souto lidera o ranking de rejeição: 30% dos eleitores dizem não votar nele de jeito nenhum. Outros 20% rejeitam Geddel, e 16% não admitem votar em Wagner.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor não vê a lista de candidatos, o governador tem vantagem ainda maior sobre os oponentes. Wagner é citado por 26% dos entrevistados. Souto tem 7%, e Geddel, 4% das menções.
O petista amplia a liderança entre os mais ricos. Dos entrevistados com renda familiar acima de cinco salários mínimos, 58% dizem que votarão nele. Na mesma faixa, Souto aparece com 16%, e Geddel, com 7%.
Na faixa abaixo dos dois salários mínimos, Wagner recua para 42%. Souto tem 24%, e Geddel, 12%.
O governador também apresenta vantagem maior entre os baianos mais jovens. Ele alcança 53% no eleitorado de 16 a 24 anos de idade. Entre os jovens, Souto cai para 19%, e Geddel, para 12%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:32

Serra, na Bahia, apoia transposição

Da repórter Cristine Prestes, do ‘Valor Econômico’:
“O ex-governador José Serra (PSDB-SP), candidato tucano à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou ontem sua campanha eleitoral enfatizando a manutenção do Bolsa Família e a continuidade da transposição do Rio São Francisco em seu governo, caso seja eleito presidente da República. O tucano esteve ontem em Salvador na primeira viagem de sua agenda eleitoral após o lançamento de sua pre-candidatura às eleições deste ano.
Serra visitou ontem à tarde o Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce, acompanhado de políticos do PSDB e do DEM, que compõem a base aliada dos tucanos, como o candidato ao governo da Bahia Paulo Souto, presidente estadual do partido, e o deputado federal ACM Neto. Em entrevista a jornalistas no Memorial Irmã Dulce, Serra fez questão de garantir que o principal programa social do governo Lula – o Bolsa Família – será mantido e reforçado com outras iniciativas além da transferência de renda associada à manutenção de crianças na escola, como emprego e saúde.
O tucano disse estar feliz em ver que o hospital, fruto da obra de caridade da freira Irmã Dulce, realiza implantes cocleares (chamados de “ouvido biônico”) em crianças com surdez, procedimento que afirma ter incluído entre os realizados quando foi ministro da Saúde entre 1998 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, quando teria aumentado em 100% os repasses destinados à saúde ao Estado da Bahia. Serra afirmou que “a questão da saúde no Brasil precisa melhorar muito”, pois não teria avançado nos últimos anos, principalmente no primeiro mandato de Lula. “Tenho muito respeito por José Gomes Temporão (atual ministro da Saúde), mas não depende dele”, disse.
Outro programa do atual governo que, segundo Serra, será mantido é a transposição do São Francisco, que prevê a transferência de águas do rio que corta o Nordeste do país para outras bacias hidrográficas da região. “A transposição continua, mas temos que olhar outros canais onde o rio não passa e não tem água, e isso é o mais importante no que se refere à Bahia”, disse. O tucano também afirmou que, além da saúde, a segurança pública precisa dar um salto de qualidade no Brasil.
A visita de Serra à Bahia ocorre em um momento de revés ao governador do Estado, Jaques Wagner (PT-BA). No domingo, o senador César Borges (PR-BA) decidiu fechar com o PMDB do candidato ao governo baiano Geddel Vieira Lima e interrompeu as negociações com o petista, que disputará a reeleição. Tucanos consideram a coligação uma vitoria, pois fortalece a candidatura de Geddel e pode levar ao segundo turno a disputa pelo governo da Bahia, onde Wagner lidera com cerca de 40% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas – o que dá chances ao candidato aliado Paulo Souto. A decisão de Borges também é avaliada pelos tucanos como um aumento do conflito na campanha de Dilma Roussef, candidata petista à Presidência, que terá dois palanques na Bahia – de Wagner e de Geddel, por conta da aliança nacional entre PT e PMDB”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

PR-BA troca Wagner por Geddel

De Renata Lo Prete, no ‘Painel’:
‘Jacques Wagner (PT) chegou a afirmar em entrevista que estava “fechado” o apoio do PR à sua reeleição na Bahia. No mesmo dia, o partido anunciou que disputará o Senado, com César Borges, na chapa que terá Geddel Vieira Lima (PMDB) como candidato a governador.
Ao PR interessava aliança na chapa proporcional, mas o PT não queria. Borges também achava que os petistas pretendiam atrapalhar sua reeleição ao Senado colocando outro nome de peso na chapa. “Não venham com Waldir Pires pra cima de mim”, avisou a Wagner.
Já robustecido pelo tempo de TV do PR, Geddel está perto de arrastar também o PPS, para ira do PSDB, que na Bahia apoiará o candidato do DEM, Paulo Souto”.

  • Terça-feira, 08 Junho 2010 / 4:24

Serra: perdendo com estratégia

A repórter Malu Delgado, do ‘Estadão’, informa que o candidato José Serra reviu sua estratégia e, terá agora a sua disposição, os palanques de Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos, Paulo Souto, Teotônio Vilela, João Alves e Jackson Lago, que o “ajudarão a reduzir a vantagem de Dilma Rousseff na região”.
                  * * *
Já que é assim, podem tomar nota.
Serra perderá as eleições no Ceará de Tasso, em Pernambuco de Jarbas, na Bahia de Souto, em Alagoas de Teotônio, em Sergipe de João Alves, e no Maranhão de Jackson Lago.
Aguardem outubro…

  • Terça-feira, 08 Junho 2010 / 4:24

Vice de Serra vira o Wally

Informa Ilimar Franco, no ‘Panorama Político’, que a “a chapa de José Serra (PSDB) à Presidência não terá um vice até a convenção de sábado, em Salvador.
Nem o candidato do DEM ao governo da Bahia, Paulo Souto, será lançado no evento do fim de semana.
A cúpula da campanha da oposição se reuniu e concluiu que o vice e Souto poderiam dividir o espaço na mídia com Serra. Sobretudo porque esse espaço já será disputado com a convenção do PMDB, também no sábado, e a convenção do PT no domingo”.
                  * * *
Alguém acredita nisso?
O que falta é quem queira ser vice de Serra.
Quem tem voto quer distância…

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