• Segunda-feira, 07 Fevereiro 2011 / 8:26

Paulo Melo, o ex-morador de rua

      Deu na ‘Folha’:
“Problemas na Justiça não foram empecilho para que pelo menos cinco presidentes de Assembleias Legislativas pelo país fossem escolhidos por seus pares para comandar as Casas.
Os novos presidentes respondem a processos por compra de votos e improbidade administrativa.
Um deles é o deputado estadual Paulo Melo (PMDB), eleito presidente da Assembleia do Rio de Janeiro na quarta-feira passada.
Em seu sexto mandato, ele vai comandar pela primeira vez a Assembleia, agora apoiado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB).
O Ministério Público Eleitoral o acusou de usar o cadastro de contribuintes da Prefeitura de Saquarema (100 km da capital), da qual sua mulher é prefeita, para fazer campanha. A ação ainda está em tramitação.
A assessoria do deputado Paulo Melo negou as acusações e afirmou que o deputado utiliza o procedimento de mala direta para se comunicar com os eleitores há 11 anos, antes da sua mulher entrar na política”.
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Se fosse só isso, será uma maravilha.
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Outra reportagem, assinada por Italo Nogueira, tem o seguinte título: ‘Agora milionário, ex-morador de rua comanda Legislativo’.
Eis o seu texto:
“Ex-morador de rua, o deputado estadual Paulo Melo (PMDB) vai comandar pela primeira vez a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com o apoio do governador Sérgio Cabral (PMDB). Melo foi eleito com 121 mil votos, para seu sexto mandato.
A ascensão do deputado chamou a atenção do Ministério Público. Promotores investigaram por três anos o crescimento de seu patrimônio. Atualmente seus bens somam R$ 3,4 milhões, incluindo 12 terrenos, dois prédios comerciais e apartamentos em Saquarema, na região dos Lagos, sua cidade natal.
O inquérito foi arquivado por falta de provas. Segundo ele, sua fortuna foi construída com um escritório de despachantes do Detran -”Cheguei a ter mais de 50 funcionários”- e empreendimentos imobiliários.
Filho de um pedreiro e uma parteira, Melo vendia cocada feita pela mãe e pedia esmolas a turistas para ajudar a família, na infância.
Aos 11, fugiu para a capital, dormiu na rua e fez bicos. Ele diz ter pernoitado na escadaria do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia. Acabou recolhido a um abrigo.
Melo se estabeleceu ao trabalhar numa concessionária de carros. Depois, passou a despachante do Detran.
Os contatos empresariais e o trabalho social que iniciava com crianças de rua o levaram à política. Em 1988, foi eleito vereador de Saquarema. Em 1990, deputado estadual pela primeira vez.
Em Saquarema, manteve por anos um centro social, que foi alvo da procuradoria.
O deputado foi acusado de improbidade administrativa por manter convênio de R$ 400 mil com a prefeitura quando a mulher dele, Franciane, era a vice-prefeita. O processo foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça.
Ao presidir a CPI do Propinoduto, na qual indiciou cinco fiscais de renda do Estado, foi acusado de poupar Anthony Garotinho.
“Conduzi no processo jurídico. Não perdoei ninguém. Seria teatro chamá-lo”, diz”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:36

Cabral: troca Picciani por Lindberg?

 De Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’:
“Como amigo de infância. É assim que o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), tem tratado o candidato ao Senado pelo PT fluminense, o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Os dois têm viajado para cima e para baixo no interior fazendo inaugurações ou prometendo obras, em plena campanha eleitoral. Só esta semana, Lindberg foi a Cabo Frio, Barra Mansa e Resende com o governador.
No evento de lançamento da nova linha de caminhões da MAN, ontem em Resende, diante de uma plateia de cerca de 500 funcionários e políticos da região, Cabral chamou Lindberg de “grande amigo e grande companheiro”, ao citar sua presença no evento. Depois, novamente chamou a atenção de Lindberg para os investimentos que a MAN ia gerar na região.
Cabral, chegou à fábrica com um grande séquito de políticos, entre eles o deputado federal e presidente do PT regional Luiz Sérgio e o deputado estadual Paulo Melo (PMDB-RJ). No entanto, os maiores elogios foram para o candidato a senador. Lindberg Farias que já foi adversário político do governado quando insistia, até as eleições regionais do PT do Rio, em ser o candidato próprio do PT. Seu grupo foi derrotado e o ex-prefeito mudou o discurso.
O preferido de Cabral e um de seus braços direitos na Assembleia Legislativa do Rio, o presidente da casa, Jorge Picciani (PMDB), fica de fora dos passeios. Lindberg que no início do mês enfrentou um bate-boca pelos jornais e rádios com o deputado estadual, agora diz que não quer mais entrar em polêmicas e os ânimos já se acalmaram.
Questionado sobre a ausência de Picciani, Lindberg ri e diz que não sabe o motivo da ausência. Mas conta que não o tem visto nas viagens. “O governador Cabral vai no lançamento da minha campanha e declarará apoio à candidatura ao Senado no fim de abril com a presença da ex-ministra e atual candidata à presidência da República, Dilma Rousseff. Falta só marcar a data, que vai depender da agenda dela”, acrescenta, com um largo sorriso.
No fim de março, quando tinha acabado de ganhar as prévias, Lindberg disse que Lula preferia apoiar o senador Marcelo Crivella (PRB) a Picciani e, quando deixou a prefeitura, há duas semanas, ainda acusou o deputado de incentivar por jornais uma campanha contra ele. Picciani reagiu em um programa de televisão, dizendo que o ex-prefeito seria bandido e teria que prestar contas à Justiça, se referindo a uma investigação do Ministério Público Federal sobre desvio de verbas durante sua gestão na prefeitura de Nova Iguaçu”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:24

Eles se merecem

A agenda do governador do Rio, mais uma vez, informa que ele não tem nada marcado.
Mas a coluna do Ancelmo diz que ‘Sergio Cabral homenageia Paulo Mello por seu aniversário, hoje, com um almoço no Palácio Laranjeiras”.
Será que a homenagem não foi publicada na agenda, por vergonha do governador, ou foi publicada no Ancelmo por descuido da assessoria?
Ao líder do Governo na Assembléia os nossos parabéns.
Ele merece!!!

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:04

“Nós vamos brincar separados”

O governador do Rio está inconsolável. 
Se não bastasse a prisão do amigo José Roberto Arruda, o Carnaval de Sergio Cabral está a beira do fracasso.
Além do perigo de ser vaiado pelos foliões, o Presidente Lula decidiu que não vem mais.
Madonna irá. Mas, ao que tudo indica, ela vai se dividir entre o camarote do governador e o da Brahma -  infinitamente mais animado. Já pensou assistir ao desfile ao lado de Jorge Picciani e Paulo Mello?
Como está sem sorte,  Cabral terá de aturar, no domingo, o ?carisma da nossa candidata” Dilma Rousseff.
Aliás, Madonna vai ao camarote de Cabral, não pelo anfitrião, mas para conhecer Dilma.
Há quem aposte que segunda-feira, o governador não aparecerá no Sambódromo…
… Nem que a vaca tussa.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:04

Zona Franca do Ancelmo

A melhor notícia do dia está hoje na coluna do Ancelmo Gois:
.”Até ontem Lula não havia confirmado sua ida a Sapucaí”.
Tomara que se confirme a sua informação.
Como esse blog já disse, há dias, não é possível expor o Presidente a um show de vaias.
O curioso é o título da nota: “Tempo de eleição”.
O que confirma esse temor.
. Além das vaias, Lula se livra da convivência com Jorge Picciani, Paulo Mello e a turma de Cabral.
. Aliás, com Lula e Madonna no mesmo camarote, a quem Cabral daria mais atenção?
. E a conversa que Cabral teria com Lula, durante o Carnaval, sobre o encontro de Dilma com Garotinho? O fanfarrão quis aproveitar sua viagem, sábado à Brasília, para tirar uma casquinha do Presidente, que não o recebeu. Disse que conversaria com o governador durante o  Carnaval.
Pelo jeito, o encontro ficou para a Quaresma.
. E as Mulatas do Gois, hein? Quem diria? São pura energia. E todas elas movidas a água.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:59

Picciani veta CPIs na Alerj

Reportagem de Cássio Bruno e Cláudio Motta hoje no ‘Globo’:
“O calor dos vagões do metrô, que ainda sofre com problemas de ar-condicionado e superlotação, não chegou à Assembleia Legislativa (Alerj). O presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), afirmou nesta quinta-feira que arquivará todos os pedidos de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Os deputados Alessandro Molon (PT) e Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) pedem a investigação de irregularidades no metrô, no trem e na agência do estado que regula os serviços, a Agetransp.
Picciani alega que os pedidos protocolados em 2010 – ambos com assinaturas acima do mínimo necessário, o que implicaria aprovação automática – estão prejudicados por conta de um outro pedido de abertura de CPI, feito em novembro de 2009 por Molon. Este primeiro requerimento será levado a plenário, onde haverá uma votação. No entanto, mesmo que seja aprovado pelos deputados, o presidente da Casa o vetará. De acordo com Picciani, não há fato que justifique a criação de comissão de inquérito:
- Não se pode, a qualquer custo, abrir uma CPI num momento em que o Rio vai recepcionar uma Copa do Mundo e as Olimpíadas. Os investidores não podem se sentir inseguros.
O parlamentar afirmou, ainda, que o metrô está se modernizando e que os investimentos estão sendo feitos. Picciani disse que vai transferir a investigação para a Comissão permanente de Transportes.
O presidente da Alerj também defendeu o governador Sergio Cabral, alegando que este foi o primeiro governo a investir nos últimos 15 anos, implantando o bilhete único e comprando mais vagões para metrô e trens, que só começarão a chegar em 2011.
Molon, por sua vez, afirmou que entrará na Justiça contra Picciani. Ele quer um mandado de segurança que o obrigue o presidente da Alerj a instalar a comissão parlamentar.
- O presidente não tem o direito de escolher os temas que vão ou não ser investigados. Só há duas CPIs em funcionamento na Casa, não há razão para impedir a investigação do caos que chegou ao metrô. A decisão do presidente é uma afronta ao sofrimento que a população vem experimentando no transporte metroviário e ferroviário – afirma o deputado.
O petista anunciou uma campanha a partir desta sexta-feira para recolher assinaturas de usuários do metrô que apoiem a instalação da CPI. Ele pretende passar o documento na porta das estações de trem e metrô.
Já Corrêa da Rocha, o primeiro a protocolar em 2010 um pedido de CPI, afirmou que a abertura de um novo ano legislativo abre a perspectiva de que não é necessário consultar pedidos anteriores. Tanto que ele colocou um assessor na fila desde o dia anterior, para garantir que o pedido dele seria o primeiro a ser protocolado.
- A CPI precisa ter objeto definido. Obedeci aos princípios: fato determinado existe. Em relação ao pedido de CPI de novembro de 2009, não li a justificativa, não sei como está escrito. Mas as questões todas são de ponto de vista, de discussões, faz parte das quedas de braço entre oposição e governo – disse o tucano”.
A seguir um trecho da música – sempre atual – “Apesar de Você”, do genial Chico Buarque de Hollanda: 
Essa é dedicada especialmente ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio, deputado Jorge Picciani:
“Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:59

Encontro Dilma com Garotinho

Do Globo Online, reportagem assinada por Cassio Bruno e Flavio Tabak. Apenas um detalhe: o título diz que a reunião de Dilma Rousseff com Garotinho foi secreta. O texto diz que foi reservada.
Segundo o Dicionário Aurélio, secreto que dizer “oculto, que está em segredo; ignorado, incógnito, não divulgado; escondido, encoberto, não revelado, não sabido, desconhecido, ignoto: missão secreta. / Retirado; solitário: refúgio secreto. / Que não é aparente, que não é visível: mal secreto”
Já reservado quer dizer: “Discreto, circunspecto: linguagem reservada. / Oculto, íntimo: pensamento reservado. / Discreto, calado, cauteloso, circunspecto”.
Vejam a reportagem:
“No mesmo dia em que participou, com o presidente Lula, de inaugurações ao lado do governador Sérgio Cabral (PMDB), no Rio , a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, teve um encontro reservado com o ex-governador Anthony Garotinho (PR), num apartamento em Copacabana. A reunião, no último dia 25, foi um pedido de Garotinho, que já foi um crítico feroz de Lula mas que negocia o apoio de seu governo. Ambos são pré-candidatos ao Palácio Guanabara e querem ter a petista no palanque nas eleições de outubro, já que seus partidos fazem parte da base do governo Lula. Cabral teria ficado irritado com o encontro, o que seus assessores negam.
Dilma, que estava acompanhada do ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, ouviu pedidos de reaproximação do ex-governador. Segundo um dos que participaram do encontro, Garotinho cobrou sinais de que ele e o governo “fazem parte do mesmo time”, já que as atenções do Planalto estão voltadas para Cabral, seu adversário político. 
“O encontro foi reservado. Não estou autorizado a falar”.
Como resposta, segundo participantes do encontro, a ministra disse que Garotinho estava certo ao lembrar de sua aliança com o governo Lula, mas ressaltou que seguirá a orientação do presidente. O convite aceito pela ministra, no entanto, foi visto como um bom sinal por aliados de Garotinho. A reunião durou cerca de uma hora, e Dilma interrompeu a conversa para atender a um telefonema da prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, ex-governadora e mulher de Garotinho. A ministra e o ex-governador também conversaram sobre casos da época em que militaram no PDT.
Garotinho apresentou pesquisas eleitorais mostrando supostas dificuldades que Cabral teria na campanha. Para um interlocutor da ministra, os pedidos não foram vistos como chantagem política. O ex-governador tem votos principalmente no interior do estado e, segundo pesquisas, estaria com mais de 20% dos votos.
- O encontro foi reservado. Não estou autorizado a falar – limitou-se a dizer Garotinho ontem”.
Na tentativa de neutralizar a aproximação entre Dilma e o ex-governador, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), um dos principais articuladores de Cabral, se encontrou nesta quinta com Garotinho. Apesar de não admitir a intenção de fazer com que ele desista de disputar a sucessão, Picciani disse que “as coisas vão se convergindo” e que “tudo acontecerá no tempo certo”:
- Não podemos descartar nenhuma possibilidade. Temos que conversar. Quanto maior o número de aliados, melhor. Quanto menor o número de adversários, melhor também.
O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, disse que a proximidade de Lula com Cabral não impede um encontro de Dilma e Garotinho:
- Lula tem uma relação intensa com Cabral, mas isso não significa que não é possível estabelecer outras relações para a campanha presidencial. Uma coisa é a (eleição) estadual e outra coisa é a presidencial.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, negou que o governador tenha ficado enfurecido:
- Ele não está nem aí, não passou recibo. A eleição hoje só interessa para quem está fora (do governo).
Já o líder do governo na Alerj, Paulo Melo (PMDB), minimizou o reunião entre Garotinho e Dilma.
- Quem é candidata à Presidência é ela (Dilma). Então, quem sabe o lado ou os lados nos quais vai ficar é somente ela. Mas um coisa é importante dizer: o candidato do presidente Lula no Rio é o governador Sérgio Cabral – disse ele”.
É dura a vida do governador.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:52

Explicação para o piripaque de Lula

A indisposição e o aumento de pressão que Lula sofreu, nessa madrugada, no Recife,  deve ter sido  conseqüência ainda da viagem que o Presidente fez ao Rio, na segunda-feira.
Vejam se isso é possível.
Na casa de Chico Buarque, onde o papo do anfitrião, por si só, já vale a visita,  Lula ficou apenas 60 minutos. E  olha que lá estavam a homenageada Memélia, e mais  Oscar Niemeyer, Frei Beto, Nelson Pereira dos Santos e um bando de gente interessante.
Depois, ele passou 90 minutos no Palácio das Laranjeiras com Sergio Cabral, Paulo Mello, Jorge Picciani, Eduardo Paes e um bando de gente como eles.
Tinha que dar que no deu.

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