• Quarta-feira, 23 Novembro 2011 / 22:44

Quem pode… pode

     O ministro José Dirceu está em Madrid.
Ele foi comemorar os 60 anos da amiga Christina Oiticica, mulher do escritor Paulo Coelho.
Mas não perdeu de vista o resultado das eleições na Espanha, onde a direita venceu sem ter ganho.
Ontem, Dirceu passou a tarde conversando com a direção do jornal ‘El País’, o mais influente periódico do país.
Hoje ele almoça com Felipe Gonzalez.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:56

Para Cabral, Blair é o maior do mundo

 Deu hoje no ‘Globo’:
“O governador Sergio Cabral, que está em viagem no exterior, defendeu ontem a participação do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair como consultor do estado na preparação dos Jogos Olímpicos de 2016. Anteontem o escritor Paulo Coelho criticou a escolha do ex-ministro e iniciou um protesto na internet. Coelho é contra a participação de Blair porque ele foi favorável à guerra no Iraque.
Para Cabral, ter a ajuda do ex-ministro é uma prova de que o Rio está sintonizado com as experiências internacionais.
O governador afirmou ainda que Blair foi o maior responsável pela organização dos Jogos em Londres: ? O ex-primeiro-ministro foi o grande responsável não só pela conquista dos Jogos Olímpicos em Londres em 2012, mas sobretudo pela estruturação da excepcional organização para as Olimpíadas de 2012, que a delegação do Rio acabou de verificar mais uma vez em missão oficial a Londres ? afirmou.
Cabral defendeu ainda o exministro como um dos mais importantes líderes mundiais.
?Tony Blair tem sido solicitado no mundo inteiro para palestras e responsabilidades, como no caso do Oriente Médio, que lhe foi conferida pelo G-8. Ele é uma personalidade respeitada e um dos mais importantes chefes de estado dos últimos 25 anos em todo o mundo ? disse Cabral, que ontem estava em Madri.
Em seu protesto, Paulo Coelho disse que sentiu vergonha ao ver Blair com a camisa da seleção brasileira numa foto ao lado do governador”.
Até maio o governador joga a toalha.
Quem viver, verá.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:54

Cabral presenteia assassino

 Do compositor, escritor e acadêmico Paulo Coelho ao ‘Globo”, ao comentar a foto em que, às gargalhadas, o fanfarrão Sergio Cabral, acompanhado de sua trupe, entrega a camisa de número 10, da Seleção Brasileira, que já pertenceu a Pelé, ao mentiroso e assassino Tony Blair:
- Senti vergonha como brasileiro, quando vi uma camisa tão simbólica como a camisa 10 sendo entregue a um criminoso de guerra.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:42

Eike, acertos e fracassos

Ainda na ?Folha?, uma outra reportagem sobre Eike tem o título: ?Acertos milionários ocultam um vasto número de fracassos?.
Eis o texto:
?Assim como é ilusória eventual veleidade mística do escritor Paulo Coelho no uso de roupas pretas -viajante frequente, evita que a sujeira apareça-, as camisetas da mesma cor habituais em Eike Batista têm propósito pragmático: o médico indicou-as para, sob a camisa, protegê-lo de gripes.
Ele cumpriu a ordem, e a saúde melhorou. Essa disciplina, disseminada na atividade empresarial, contrasta com a imagem de aventureiro que céticos no seu futuro lhe atribuem. Um deles, sob condição de se manter anônimo, provoca: você entregaria o seu FGTS para um negócio de Eike?
A sucessão de acertos que alçou o bilionário ao topo dos ricos brasileiros ofusca vasto inventário de fracassos: empresas de jipes, cosméticos, correio e outras.
Deu-se bem no atacado, as grandes apostas, e mal no varejo. A depender do ângulo, a fotografia do grupo X sai em branco ou preto. Levantamento da Economática mostra que em geral as ações de suas empresas se valorizaram, desde o lançamento, mais que o Ibovespa (veja quadro ao lado).
Na contramão, a consultoria identificou três empresas de Eike entre as dez com maior Ebitda negativo entre 254 da Bolsa. O palavrão Ebitda é a sigla inglesa para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação.
O resultado decorre do fato de que a receita das empresas é pequena ou nula. A OGX valia R$ 49,8 bilhões no dia 2, mas ainda não produziu uma gota de óleo. As ações se tonificam porque há expectativa de que se encontre petróleo -na bacia de Campos, confirmou-se.
A despeito do glamour da fortuna, trata-se de investimento de risco agudo. Em novembro, a OGX valia apenas o que tinha em caixa. O passe de Eike não representava um centavo. Cada ação chegou a custar R$ 254, mas a empresa manteve os investimentos. Anteontem, fechou a R$ 1.690.
Eis o modelo de negócios: começar do zero, a partir de uma ideia; investir do próprio bolso na largada, recrutando especialistas de empresas vitoriosas; captar dinheiro no mercado, especialmente na Bolsa; desenvolver o projeto até a produção ou vendê-lo antes.
É comum ouvir de concorrentes nos segmentos de mineração, petróleo e gás -seus antagonistas- que ele vende vento ou sonhos.
No ano passado, contudo, a mineradora Anglo American topou pagar US$ 5,5 bilhões pela fração majoritária da MMX, bom negócio para os acionistas, entre os quais Eike é o maior.
Seus negócios se concentram em recursos minerais e infraestrutura. A riqueza se multiplicou em um cenário favorável: alta liquidez mundial (dinheiro sobrando); disparada das cotações dos metais; e mercado de capitais mais forte.
Em caixa, o grupo informa ter US$ 9 bilhões. De 2009 a 2012, o investimento previsto é de US$ 10,2 bilhões.
Para a OGX, Eike buscou um ex-presidente da Petrobras, Francisco Gros, hoje afastado por doença. Da estatal levou 60 técnicos e executivos.
Os bônus por desempenho, pagos em ações do próprio Eike, bateram, para uma pessoa, em mais de US$ 80 milhões na venda de parte da MMX.
Alguns executivos, cansados, têm deixado o grupo. De acordo com Eike, seus resultados corresponderam ao bônus de US$ 40 milhões nos últimos anos -para cada um. “Já engordei muito gato, muito Garfield.”
São proverbiais suas exigências. Ele preconiza um “corridor management”, a gestão com cobranças até no corredor. Telefona de madrugada. “A fila aqui anda de Porsche.”
Antecipa que investirá em tecnologia da informação. Critica o que julga aversão do empresário brasileiro a risco e o encanto por negócios com garantia do Estado.
Para o Ministério Público Federal, Eike Batista está longe de encarnar um empresário exemplar. Há acusações de crime ambiental e corrupção.
No Rio, a Procuradoria da República move processo devido ao que seria devastação da natureza nas obras do porto do Açu, no norte fluminense.
No ano passado, a Polícia Federal fez operação de busca e apreensão na casa do empresário. Motivo: no Amapá, ele foi apontado pela PF como “mentor intelectual” de fraude na licitação de ferrovia de complexo minerador.
Em Mato Grosso do Sul, o Ibama aplicou multa de R$ 29,4 milhões por alegado emprego, em siderúrgica, de carvão vegetal fruto de desmatamento irregular. Logo, Eike doou R$ 11,4 milhões para preservação do Pantanal, Lençóis Maranhenses e Fernando de Noronha.
Ele nega as acusações, que aguardam decisão judicial definitiva. Diplomático, enaltece o papel do Ministério Público.
No Rio, onde depende de licenças do Estado para tocar dois portos em construção, destina R$ 28 milhões para a despoluição da lagoa Rodrigo de Freitas, em torno da qual costuma correr acompanhado por seguranças.
Emprestou avião para o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes viajarem a Copenhague para a escolha de 2016. A concessão da Marina da Glória, aquisição de Eike, é emitida pela Prefeitura do Rio.
Negócios seus como o navio de passeio Pink Fleet estão longe de se pagar. “Adoro o conceito americano de você ter que devolver para a sociedade.”
Quando cria um projeto, diz que é um “MPI – Mata Paulista de Inveja”. Exemplifica com o Mr. Lam. “Como a cultura dos paulistas é sempre fazer as coisas muito benfeitas, eu quis começar a fazer coisas no Rio com o padrão paulista.”
Na semana passada, suas ações se valorizaram na Bolsa de Valores. Do país onde há 40 milhões de trabalhadores vivendo com até um salário mínimo mensal, periga sair o homem mais rico do mundo”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:37

Qual o salário deles?

Já foi dito várias vezes, principalmente pela imprensa estrangeira, que as contas mais nebulosas das cidades que disputam as Olímpiadas é justamente a do Brasil.
Aqui, não se sabe quanto foi arrecadado, quanto foi gasto, qual o salário de seus dirigentes, não se sabe absolutamente nada.
Espera-se que a partir de amanhã, o COB revele, entre outras coisas, qual foi o cachê pago a Pelé, a Paulo Coelho, a Cesar Cielo, etc., etc., etc.
Eles são todos patriotas. Mas nenhum deles trabalha de graça.

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