• Quarta-feira, 25 Janeiro 2012 / 10:37

Rebimboca da parafuseta

   De Fábio Zambeli, no Painel da ‘Folha’
   “Na tentativa de recuperar sua CNH, Paulo Bernardo (Comunicações) acompanhava, no início do mês, aula sobre manutenção de carros. Uma aluna se irritou:
-Nós, mulheres, não conhecemos o assunto e somos constantemente enganadas pelos mecânicos…
O instrutor discordou, lembrando que o país é dirigido por uma mulher. Foi novamente interrompido:
-Mas duvido que a Dilma entenda de mecânica!
Todos olharam para o ministro, que brincou:
-Gente, eu não sei. Preciso consultar a presidente”.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 9:24

O ministério de José Dirceu

     De Lauro Jardim, na coluna Radar da ‘Veja’
“Em conversas privadas com correligionários, José Dirceu tem feito algumas previsões sobre o ministério de um eventual governo Dilma Rousseff. No tabuleiro de Dirceu, Antonio Palocci ficaria com a Saúde; Fernando Pimentel, com o Planejamento; e Paulo Bernardo, com a Casa Civil”
                       * * *
Que os três serão ministros não há dúvidas.
Se as pastas serão essas, isso são outros quinhentos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:39

O cardiologista da República

 De Tatiana Farah, de ‘O Globo’:
“Luiz Inácio Lula da Silva, José Alencar, Dilma Rousseff, José Sarney, Fernando Collor, Paulo Bernardo, Paulo Maluf e José Serra. A lista de pacientes de Roberto Kalil Filho tem segredos de três décadas da política brasileira, mas o cardiologista prefere ser visto como médico de família, à moda antiga, do que ser chamado de ?médico do poder?.
? É claro que tem um lado bom em ser o médico do presidente, mas há outro lado. Alguns pacientes pensaram ?agora ele vai ficar viajando o mundo inteiro e não terá mais tempo para mim?. Não é verdade. Eu atendo a todos e gosto de acompanhar cada caso. Se quebrou o pé, quero saber ? diz Kalil, que, para dar conta do recado, começa às 8h e só para à meia-noite.
Aos sete anos, Kalil ganhou um microscópio do pai. Agora, aos 50, já deu estetoscópios e aventais brancos, bordados com os nomes, para estimular nas filhas adolescentes algum gosto pela medicina.
? Elas têm duas opções, podem ser médicas ou médicas ? brinca o médico, que começou ao lado do tio, Fúlvio Pileggi, diretorgeral do Instituto do Coração (InCor) nos anos 80.
Foi com Pileggi que Kalil aprendeu a ser rigoroso e cobrar muito dos assistentes: ? Meu tio dizia: ?Não quer ficar 24 horas trabalhando? Está cansado? Então vá fazer balé, tricô, ficar em casa. Porque médico trabalha 24 horas?. Eu sou mais bonzinho que ele, pelo menos de madrugada, em emergência, eu não faço as assistentes correrem para o hospital. Venho eu mesmo, até porque eu gosto de ver o que está acontecendo com o meu paciente.
Diretor de Cardiologia do Hospital Sírio Libanês, médico e professor do Instituto do Coração, Kalil está arranjando tempo para se dedicar mais à pesquisa.
Quer desenvolver no Instituto do Câncer um trabalho sobre o efeito dos quimioterápicos sobre o coração e as artérias.
? Um médico não pode ficar sem fazer ciência muito tempo.
Este é meu plano para agora.
Para cumprir sua jornada de ?workaholic?, Kalil dispensa cinema, teatro, livros, passeios e férias. Em janeiro, ?arrastado? pela mulher, a médica Cláudia Cozer, e as filhas, foi esquiar nos Estados Unidos. Resultado: a mão e uma costela quebradas.
Mas não é de hoje que a agenda de Kalil é fechada para o lazer.
? Quando era criança, o melhor dia das férias era o de voltar para casa. Quando era moço e solteiro, nunca fui a uma boate.
Não gosto de festas, se fui ao cinema, fui umas três, quatro vezes na vida (uma delas para ver o filme ?Lula, O Filho do Brasil?).
Sou assim. Meu irmão, médico também, é um pouco diferente.
Kalil não para nem para conversar com colegas na lanchonete do hospital e, muitas vezes, passa reto, sem cumprimentar, com a cabeça ?a mil?.
? Falam que eu sou chato, mas eu não gosto, nunca gostei de festa, de muita conversa. É só o meu jeito ? admite.
O excesso de visibilidade em razão da agenda de pacientes famosos, principalmente do presidente Lula, incomoda um pouco Kalil. Para decidir dar a entrevista ao GLOBO, ele levou duas semanas.
Com a reportagem aguardando no hospital, ligou para o presidente do CRM (Conselho Regional de Medicina), para saber a opinião do órgão.
? Os médicos usam pouco o CRM e, lá, eles estão habilitados a nos orientar nessas questões éticas? justificou.
O melhor amigo de Kalil, também médico, é Lucio Rossini, especialista em endoscopia. Moram em São Paulo, mas passam mais de um ano sem se ver.
? É um amigo daqueles que, pode passar o tempo, será o seu melhor amigo. Devo muito a ele.
Quando começamos com um consultório, eu não tinha dinheiro, e abrimos juntos. Um atendia de manhã e o outro, à tarde.
Dinheiro e consultório hoje não são problema. Em um dos prédios ao lado do Hospital Sírio Libanês, os pacientes ficam cercados de sofisticação. No consultório que Kalil guarda o microscópio da infância e um ritual: sempre ter um vaso com rosas brancas.
? Sou espiritualizado.
Aprendi a acreditar quando vi minha mãe doente. Com fé e medicina ela se recuperou.
É a mesma receita de fé e medicina que Kalil vê como o sucesso do vice-presidente José Alencar na luta contra o câncer. Ele elogia o espírito otimista de Alencar e o jeito regrado de Maluf para cumprir os tratamentos médicos. Para o presidente Lula também sobram elogios, assim como histórias.
Kalil é seu cardiologista há quase 20 anos.
? Na eleição de 2002, o presidente, muito carinhoso, brincou com a minha filha: ?Você votou em mim?? Ela respondeu: ?não, votei no Serra?. Eu falei: ?Filha, como assim? Você não votou em ninguém, você não vota?.
E ela respondeu: ?Votei sim, fui votar com a minha mãe e apertei o 45 (número do PSDB)?.
Todos nós demos risada.
Mas política é um assunto que fica fora do consultório.
? Sou médico, não político.
Não tenho vontade de ser”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:13

Dilma aposta na estabilidade

Do repórter Gerson Camarotti, em ?O Globo?:
? Num contraponto às teses mais esquerdistas aprovadas ontem pelo 4oCongresso Nacional do PT, a ministra Dilma Rousseff assumirá o compromisso com a estabilidade econômica como fator fundamental para o crescimento do país no discurso que fará hoje no lançamento de sua pré-candidatura à sucessão presidencial. Segundo interlocutores que tiveram acesso ao discurso, será uma fala voltada para a sociedade, mas que terá também a função de tentar animar a militância petista.
O texto final foi fechado por Dilma no início da noite de ontem, depois de consultar assessores e integrantes da sua coordenação de campanha. Como agrado aos petistas e aliados, ela dirá que a política de desenvolvimento do governo Lula foi garantida pela estabilidade, e que o PT e partidos da base governista tiveram grande responsabilidade no sucesso da gestão ? sem ressaltar, claro, que a estabilidade começou no governo passado, do tucano Fernando Henrique.
Num dos pontos mais fortes do discurso, Dilma deve lembrar que o Brasil já começa a ser apontado, para um futuro próximo, como a quinta potência mundial. Mas ela vai dizer que o país só será de fato esta potência quando todos os 190 milhões de habitantes tiverem acesso à educação, à saúde e à segurança de qualidade, e participarem dos ganhos desse desenvolvimento.
Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o discurso terá um tom emocional e servirá ?para levantar a galera?.
? Vai falar para levantar a galera, colocar o pessoal na campanha.
Ela vai falar dos avanços do nosso governo e apontar outras coisas que deverão ser feitas ? disse Paulo Bernardo.
A pré-candidata petista deve exaltar ainda o esforço fiscal feito no primeiro mandato do governo Lula e acrescentar que foi isso que permitiu os avanços em várias áreas no segundo mandato. Fará uma defesa contundente do governo Lula e deve estabelecer a comparação com o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como parte da estratégia de fazer uma disputa plebiscitária. E assumirá o compromisso de continuar avançando nas políticas adotadas por Lula.
Ao falar de seus planos para o futuro, Dilma dará ênfase à necessidade de inserir todo o país na ?era do conhecimento?. Dirá que as crianças não são apenas o futuro, mas o presente. A inclusão social, inserindo cada vez mais pessoas, terá muito destaque em sua fala.
A chefe da Casa Civil dirá ainda que o crescimento sozinho não deve ser um bem em si, mas que o seu objetivo principal deve ser o de trazer melhorias para toda a sociedade. Nesse momento, a previsão é que a ministra fale que o país deve continuar apostando no mercado interno, que foi o que segurou o Brasil durante a crise financeira.
No momento político do discurso, ao falar dos 30 anos do PT, deve ressaltar a sua história na militância de esquerda e que seu comprometimento com a causa ocorreu durante toda sua vida ? ela era do PDT e só filiou ao PT há cerca de dez anos?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:03

Bernardo: “ninguém governa sozinho”

O ‘Estadão’ publica uma entrevista com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que defende a aliança do PT com o PMDB, sob o argumento de que “ninguém pode governar sozinho”. Ele rechaça comentários do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), para quem a coligação de apoio à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, padece de “frouxidão moral”.
“Bem-humorado, ele poupou Ciro, que não desistiu de disputar o Planalto, mas alfinetou a oposição. “Às vezes, o PSDB e o DEM tendem a achar que o mundo está dividido em duas partes: uma que apanha e outra que bate. Temos de mostrar que eles não vão ter vida fácil nessa campanha”, insistiu”.
- Em 30 anos de trajetória, é a primeira vez que o PT disputa a eleição presidencial sem o nome de Lula na cédula. Por que a ministra Dilma, cristã nova no PT, foi escolhida como herdeira do lulismo sem nunca ter disputado uma eleição?
- A Dilma foi uma ideia do presidente Lula, mas ela conquistou rapidamente a nossa militância. Tanto que não teve qualquer contestação. Ela se revelou uma grande gestora, com capacidade de coordenação.
- O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que Dilma foi escolhida porque havia um vazio de nomes no PT pós-crise do mensalão. O sr. concorda com ele?
- Não. Nós poderíamos ter feito um grande debate no partido e também ter chegado a Dilma. Mas o presidente vislumbrou o nome antes de todos nós.
- A ministra Dilma é mais à esquerda do que o presidente Lula. Isso não pode assustar o mercado? Na oposição, há quem diga que o PT quer a reestatização…
- Reestatização? (risos) Essas interpretações têm malícia e nós não vamos entrar nesse debate. O presidente Lula ouve todo mundo antes de tomar decisão e a Dilma, eleita, vai fazer isso também. Às vezes, o PSDB e o DEM tendem a achar que o mundo está dividido em duas partes: uma que apanha e outra que bate. Temos de mostrar que não vão ter vida fácil nessa campanha.
- Que garantia o PT tem de que não vai virar refém do PMDB em um eventual governo Dilma? Até o deputado Ciro Gomes afirma que a aliança entre o PT e o PMDB padece de “frouxidão moral”…
- Não vamos ficar refém de ninguém. É normal que um partido, quando apoia o governo, faça suas exigências. Nós respeitamos o Ciro, mas ninguém pode achar que vai governar sozinho com esse sistema político que temos. Precisamos ter voto dentro do Congresso. Vamos fazer o quê?
- Reportagem do Estado no domingo mostrou que a gestão Lula chegará ao fim com 100 mil servidores a mais. Isso não é inchaço da máquina pública?
- O número de funcionários aumentou em cerca de 57 mil servidores desde 2003. Criamos até agora 12 novas universidades, 214 escolas técnicas federais e 50% desse efetivo novo é para a área da educação. Inchamos a máquina? Nós colocamos professores, técnicos administrativos, reaparelhamos a Polícia Federal, os institutos de pesquisa… A verdade é que as pessoas querem um Estado que funcione. O funcionamento do Estado no governo Lula é muito melhor do que no governo FHC.
- O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Dilma não é líder, mas, sim, reflexo de um líder. É mentira?
- Dilma não pode ser considerada líder nacional, ainda. Mas é bom lembrar que, em 1993, o pessoal discutia se Fernando Henrique ia ser candidato a deputado ou o que ele seria. Temos de respeitá-lo porque foi presidente duas vezes. Mas o problema é que ele está lutando contra um moinho de vento. Quer demonstrar que o governo do PSDB beneficiou mais o povão, mas as pessoas não veem assim. Até os tucanos ficam quietos e escondidinhos quando ele fala”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:32

Frase do dia

“Não sou da ala incendiária, mas não podemos ser tutelados pelos militares a vida inteira? ? do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre o decreto dos direitos humanos.

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