• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:28

Dia do Beijo

Hoje é o Dia Mundial do Beijo.
Para comemorá-lo, a célebre foto “Le baiser de L´Hotel de Ville?, que eternizou seus personagens, Françoise Bornet  e Jacques Carteaud, através das lentes de Robert Doisneau, em 1950, em Paris.
Doisneau, que começou a carreira fotografando carros, como funcionário da Renault, vendeu mais de 500 mil cópias do mais famoso beijo do mundo.
A identidade do casal foi descoberta, em 1992, por meio do número 21.039, que identificava a foto do beijo nos arquivo do fotógrafo.
Foi aí que Doisneau revelou sua história.
Ele estava tomando café, em um bar parisiense,  quando avistou o casal. Na conversa, descobriu que eram atores amadores, e pediu a eles que posassem para a foto.
Ao revelar os personagens, ele enviou a Françoise Bornet uma cópia do beijo com um agradecimento. Ela agradeceu e, em seguida, reclamou os direitos de imagem. Ganhou 200 mil dólares.
Robert Doisneau morreu em 1994, e o negativo foi arrematado em um leilão, em abril de 2005, por 155 mil euros.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:34

Cabral, do descaso à empulhação

De Élio Gaspari hoje na ‘Folha’ e em ‘O Globo’, com o título “O choque de ordem de Maria Moita”:
“O Rio de Janeiro precisa de um choque de ordem. Em pouco mais de 24 horas o governador Sérgio Cabral passou do descaso à empulhação e assumiu uma postura de dragão de festa chinesa para rebater as críticas de que sumira diante das tragédias de Angra dos Reis e da Ilha Grande.
Cabral anunciara que passaria a última noite de 2009 em sua casa de Mangaratiba. Dispondo de acesso a uma marina, estava a 40 minutos da praia do Bananal ou da encosta da Carioca. Por terra, são 57 quilômetros, lembrou o repórter Ricardo Noblat, que passou o dia 1º procurando-o.
O tempo consumido por Cabral para chegar a Angra seria justificável se os desmoronamentos tivessem ocorrido em abril passado, quando estava de férias em Paris. Caso tivesse recebido a notícia no hotel (o George 5º, apreciado por Greta Garbo) no início da manhã, teria como pousar no Galeão no meio da madrugada seguinte, debaixo de aplausos.
Sempre que um governante entra atrasado na cronologia de uma catástrofe, procura oferecer uma explicação racional. George Bush está explicando até hoje por que acordou tarde no episódio do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005. Cabral justificou-se com uma aula de ciência política autocongratulatória:
- Tenho discernimento e seriedade. Em uma situação de crise, quem tem que estar no local são as autoridades que de fato podem assumir o comando do problema. Você jamais vai me ver fazendo demagogia. No momento de crise, estavam aqui os dois secretários da pasta. Qualquer exploração política a respeito chega a ser um deboche com a população. Isso é ridículo.
Ridículo é pagar impostos para ouvir coisas desse tipo. Se não havia o que fazer na região do desastre na quarta-feira, por que ele foi lá na quinta? Discernimento? Seriedade? Demagogia? Pode-se dizer o que se queira do marechal-presidente Castello Branco (1964-1967), menos que ele fosse bonito ou demagogo. Pois na enchente de 1966 ele foi à rua de Laranjeiras onde desabara um edifício.
Cabral saiu do ar na quarta-feira, dia 31. Às 15h daquele dia estavam confirmadas as mortes de 19 pessoas na Baixada Fluminense e em Jacarepaguá, com pelo menos 600 desabrigados. (No dia seguinte seriam 4.000.)
Admita-se que as visitas a locais de desastres (todas, inclusive as do papa) são gestos simbólicos, pois o que conta é a qualidade da gestão.
Nesse aspecto, a de Cabral é pré-diluviana. Em 2009 seu Orçamento tinha R$ 152,7 milhões alocados para obras de controle de inundações.
Numa conta, de seus técnicos, gastou 67% desse valor. Noutra conta, gastou nada.
Se não fez o que devia, o que não devia fez. Em junho, o governador afrouxou as normas de proteção ambiental da região do litoral e das ilhas de Angra, beneficiando sobretudo o andar de cima e seu mercado imobiliário. O Ministério Público entrou na briga e o caso está na mesa do procurador-geral Roberto Gurgel.
O choque de ordem de marquetagem que Cabral, seu prefeito e sua polícia aplicam espetaculosamente no Rio de Janeiro vale de cima para baixo. Pega mijões, camelôs e barraqueiros. O alvo é sempre o “outro”.
Um dia, virá o choque de Maria Moita, trazido por Vinicius de Moraes e Carlos Lyra:
“Pôr pra trabalhar Gente que nunca trabalhou”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:17

Rio e a farra das diárias

 ’O Globo’ de hoje publica uma reportagem assinada por Fabio Vasconcellos, cujo título é “Estado gasta mais de R$ 2 milhões em viagens no exterior”. Diz a abertura da matéria.
 ”A decisão do governador Sergio Cabral de visitar outros países a trabalho caiu no gosto dos servidores do Estado. Os gastos do governo com ?diárias no exterior? ? que não incluem despesas com passagens aéreas, mas apenas hospedagem e alimentação ? subiram 224% nos últimos três anos. No primeiro ano do atual governo, 2007, foram gastos R$ 669 mil com esse item. Esse ano, as despesas já chegam a R$ 2,2 milhões.
A soma dos últimos três anos ultrapassa R$ 4 milhões, sem contar os R$ 2 milhões gastos pela PM. A Polícia Civil gastou R$ 860 mil com diárias, em três anos, mandando 98 servidores para congressos e cursos. O subsecretário administrativo, Rodolfo Waldeck, por exemplo, recebeu R$ 28 mil  para passar 40 dias em El Salvador, num curso de gestão de informação”.
 Segundo um infográfico anexo, Adriana Pinto, subsecretária do Cerimonial do governo do Rio, recebeu nesses três anos, só de diárias, R$ 111 mil. Em segundo lugar, vem a secretaria de Turismo e Esportes, Marcia Lins, com R$ 91 mil, seguida do próprio governador que ganhou R$ 81 mil.Seu ajudante de ordem, Pedro de Miranda, embolsou R$ 77 mil e Ernesto Otto Rubarth, ex-subscretário de relações internacionais do governo R$ 74 mil.
A reportagem é, na verdade, apenas o fio da meada.
Só uma das viagens de férias que o governador fez a Paris, com a esposa, os cinco filhos e as duas babás, embora não estejam computados na reportagem, foi certamente o mesmo que o governo informa que Cabral recebeu, como ajuda de custos, nos ultimos tres anos.
Sem falar da viagem a ilha de San Barth.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:54

Volta ao mundo

  Para comemorar os 120 anos de um dos monumentos mais visitados no mundo, todas as noites até 31 de dezembro, um show de cores e luzes vai iluminar a Torre Eiffel, em Paris.
Advinhe quem não perderá, por nada, este espetáculo?
A aposta agora é para ver quando ele embarca…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:32

Tranquilidade

 Sergio Cabral acordou hoje de bom humor.
Em princípio, não existe nenhuma vaia a vista.
A não que os passageiros do avião que o levará, para mais um final de semana em Paris, resolvam fazê-lo

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:22

Upgrade para Cabral

Se Sergio Cabral quiser, poderá desembarcar no Rio, vindo de Paris, com uma comenda mais valiosa do que ganhou.
Na boutique do Museu da Legião de Honra, a medalha de Comandante está custando só 400 euros.
E a Grã-Cruz está saindo por 693,50 euros.
É excelente idéia para quando ele fôr pedir votos no interior do Estado.
Ele acredita que esse pessoal adora admirar uma honraria.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:22

C’est magnifique!

O Cerimonial do Palácio Guanabara está enviando mensagens a uma infinidade de puxa-sacos do governador do Rio,  para que confirme presença, em Paris, no dia 14 de setembro, quando Sergio Cabral  será agraciado com a Legião de Honra, no grau de Oficial ? a penúltima honraria da classe.
É como se ele fosse um Sargento da Legião de Honra.
A comenda teve grande importância durante as guerras que a França participou: as duas mundiais, e mais a da Indochina e da Argélia.
Como era distribuída aos borbotões, chegou a ter, em 1962, mais de 300 mil condecorados.
De Gaulle decidiu então que o século XX haveria de acabar com apenas 125 mil pessoas.
Hoje, ganhar uma medalha dessas é bem mais difícil. São apenas 93 mil medalhados.
E Sergio Cabral tem o orgulho, a satisfação e a honra de ser um desses 93 mil.
Certamente, ela foi obtida graças a um gesto singelo: o governo do Rio encomendou uma missa para as vítimas do vôo da Air France, e aqui esteve o presidente do Senado da França que, ao invés de enfrentar as águas turbulentas de Fernando de Noronha, preferiu jogou flores na Baía de Guanabara.
Vamos ver quem estará em Paris com Cabral.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:37

Paris em chamas

O corpo do economista brasileiro Gabriel Buchmann, de 28, que morreu de hipotermina no Monte Mulanje,em Malawi, chega hoje ao Rio.
Já os 11 bombeiros que iriam resgatá-los na África, mas estacionaram em Paris há sete dias, continuam na capital francesa.
Deve ser um prêmio que a Secretário de Saude do Rio, Sergio Côrtes, decidiu conceder aos bravos soldados pelo trabalho não realizado.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:24

O Rio e a África

O governador Sergio Cabral tem toda a razão em jogar duro com os médicos do Estado, e ameaçar de demissão aqueles que aderirem à paralisação de 48 horas em meio a pandemia da gripe suína. A população entende as reivindicações da classe, mas não aplaudiria um movimento desse porte numa hora tão grave.
Mas Cabral poderia tomar outra providência. E mais do que urgente.
Lamentavelmente , durante duas semanas, um brasileiro de 28 anos ficou desaparecido cerca de 20 dias em uma monte no Malawi, país do centro-sul da África, que faz fronteira com Moçambique e Tanzânia.
Gabriel Buchmann era homem estudioso e visitou 60 países no último ano, buscando subsídios para sua tese de doutorado. Quis escalar o monte sozinho, sem o auxílio do guia. E sumiu. Ontem seu corpo foi encontrado por populares, e a autópsia constatou que ele morreu de hipotermia.
Sábado passado, o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sergio Côrtes, a quem está subordinado o Corpo de Bombeiros – por pura vaidade -  armou um circo para apresentar 11 voluntários que viajariam naquela noite para Malawi em busca de Buchmann. Eles chegaram a Paris no domingo e, por uma questão qualquer ? talvez até mesmo falta de conexão ? não seguiram viagem.
Ontem, o corpo foi encontrado, e eles não têm mais o que fazer.
Mas continuam em Paris.
Poderiam ter voltado ontem à noite, ou hoje pela manhã, ou ainda hoje à noite. Mas estão discutindo se prosseguem ou não a viagem até a África, agora com o objetivo de acompanhar o corpo.
Mas pra que?
São amigos?
Buchmann era bombeiro?
O que eles fazem em Paris?
É sabido que o governador gosta muito da cidade, mas não é possível que seu exemplo sirva para que 11 voluntários, acostumados a disciplina militar, fiquem indefinidamente na Cidade Luz, fazendo sabe-se lá o que, e ganhando diárias do povo do Rio de Janeiro.
A ida de 11 voluntários já era ato duvidoso.
Os bombeiros atualmente trabalham para a Saúde. E a crise nesse setor é grave. São eles, por exemplo, que estão nos aeroportos fazendo as entrevistas com passageiros que aqui desembarcam. São eles, em seus quartéis, que distribuem o Tamiflu.
É lamentável que Buchmann esteja morto, mas isso é mais uma razão para que os bombeiros retomem suas atividades no Rio de Janeiro.
No momento, a África é aqui.
E eles nem na África estão…

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:03

O governador cara de pau

‘O Globo’ mandou a nata de seus repórteres entrevistar o governador Sergio Cabral. Pergunta daqui, pergunta dali, e nada.
Novidade mesmo, só a próxima viagem.
Para onde viajará o governador Cabral em setembro?
Claro, Paris.
Ele diz que é preciso estar com o empresário face a face, olho no olho.
Por isso ele viaja tanto.
Indagado se a internet não substituiria essas reuniões no exterior, Cabral respondeu: “A internet ajuda para governar a distância”.
Ele é mesmo um fanfarrão!

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