• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:49

Panetone é tema de bloco no DF

O bloco carnavalesco brasiliense ?Nós Que Nos Amamos Tanto?, grupo idealizado pelo jornalista Ilimar Franco,  que desfila na Capital da República, no próximo dia 6, a partir do Bar Brahma, na 202 Sul, em frente a Polícia Federal, escolheu no início da noite de hoje o seu samba.
A folia desse ano é dedicada aos 50 anos da Capital, e a roubalheira comandada por seu governador: “Dos traços do arquiteto ao panetone: apogeu e glória em meio século de alegria candanga”.
Segundo o enredo, ?vanguarda não só do Brasil, mas do mundo, Brasília dita moda – e a comemoração de seu meio século não poderia ser diferente! Vamos assoprar as velinhas do quadradinho colocadas sobre um panetone! Vamos todos, com as meias de nossos corações cheias de amor pra dar, inspirados nos traços do arquiteto, celebrar a vida, as superquadras e a seca!?
O samba vencedor ? ?Apogeu e glória em meio século de alegria candanga” ? é de autoria de Fernando, Paulo, Ricardo, Robson e Ricardo M . É a seguinte a letra do samba:

Oh meu Deus
Protegei nós que roubamos
Nós Que Nos Amamos Tanto, em 2010
Brasília faz 50 anos

Tudo começou num avião
De Lucio Costa e Niemeyer
Tesourinhas, superquadras e palácios
Os candangos em todos os traços
Mas o projeto era superfaturado
Nem Juscelino segurou a malandragem
E agora que já é cidade feita
Veio o Durval e entregou toda a receita

Tem uva passa, fruta seca e propina
É o panetone do Arruda em Brasília
Tem uva passa, fruta seca e propina
É o panetone do Arruda em Brasília

Regeneração,
No GDF não existe
Tem caixa 2, tem cueca, mensalão
Não tem ladrão que fique triste
Democrata Arruda,
Reza, chora e nunca muda
Depois do painel, embolsou 50 mil,
E vai torrar lá na Papuda

Grana na meia, mas que catinga
Até o Roriz pode acabar no Buritinga
Grana na meia, mas que catinga
Até o Roriz pode acabar no Buritinga

O samba é super  otimista, já que prevê não só a punição dos mensaleiros do DEM, mas também a de Joaquim Roriz, governador por quatro vezes do Distrito Federal e mentor de todos os envolvidos.
Ele será cantado dia 6, na exibição única do bloco pré-carnavalesco, criado há 5 anos, mas que se intitula centenário, pois foi fundado pelos índios avá canoeiros, habitantes ancestrais do planalto central e que vivem dramático processo de extinção.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:23

Frases do dia

  ?Se não aumentarmos a punição para essa gente (os políticos e servidores públicos corruptos), vamos continuar enchendo as cadeias de pobres  (…)  Corrupção é uma coisa difícil de descobrir. Às vezes o corrupto é o que tem a cara de anjo. É aquele cara que mais fala contra a corrupção, que mais denuncia, porque ele acha que não vai ser pego. Esse é o problema da bandidagem (…) Como presidente da República, eu prefiro que saia manchete para a gente poder investigar, do que não sair nada e a gente continuar sendo roubado? – Presidente Lula durante comemoração ao Dia Internacional de Combate à Corrupção, quando assinou o projeto de lei que torna hediondo, sem direito a fiança, os crimes de corrupção praticados por políticos e servidores públicos.
E, no final, brincando com os presentes:
?Aproveitem o Natal! Comprem todos os panetones que quiserem, e voltem felizes para trabalhar em 2010?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:20

O panetone está mudo

 Com o título “Ah, se meu panetone falasse”, o jornalista Élio Gaspari publica hoje o seguinte artigo:
“É sempre a mesma história.
Apanhado, o magano chantageia seus pares ameaçando contar o que sabe. O tempo passa, ele mede as consequências, sai de fininho, e restabelece-se a paz no andar de cima. (Se for o caso, o DEM, ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL, muda de nome.) Em 2001, quando foi apanhado no episódio da violação do sigilo do painel eletrônico do Senado, José Roberto Arruda ameaçou contar o que sabia caso fosse deixado ao relento. À época ele era um quadro do PSDB e líder do governo de Fernando Henrique Cardoso no Senado.
Arruda recebeu a visita de dois grãotucanos, renunciou ao mandato de senador, escapou da cassação e foi cuidar da vida.
Ah, se o Arruda falasse? Em 2001 ele poderia ter contado como se formaram as maiorias parlamentares do tucanato. Algumas, como a da reforma da previdência, nasceram da troca de favores, outras, como a que permitiu a reeleição dos presidentes, governadores e prefeitos, precisaram de mais alavancagem. É verdade que Arruda nunca soube tanto quanto o ministro Sérgio Motta, mas soube bastante.
A crise dos pacotes de dinheiro nas meias de um deputado, na cueca de um dono de jornal e na bolsa de uma educadora transformou Arruda num ativo tóxico. Ele e o senador Eduardo Azeredo, denunciado pelo caixa dois do tucanato mineiro, tornaram-se fiéis depositários do patrimônio de maus costumes da oposição. Às pizzas da nação petista, José Roberto Arruda contrapôs os panetones.
Arruda sabe que as versões apresentadas por seus advogados e pelos seus colegas são pouco mais que um exercício de escárnio. Esse foi um estilo consagrado pelos petistas quando criaram a figura dos ?recursos não contabilizados?. Quatro anos depois do estouro do mensalão, os companheiros estão protegidos, alguns com mandato, outros com posições na direção partidária, todos com acesso a gestores de fundos capazes de se comover com uma história de abandono.
Arruda, com as meias e as cuecas de seus aliados, é uma conta que deve ir para o DEM, respingando nos seus tradicionais parceiros do tucanato. Não é justo falar em mensalão numa hora dessas, mas a sorte pregou uma peça ao novo presidente do PT, o comissário José Eduardo Dutra. No mesmo dia em que as bandalheiras de Brasília chegavam ao café da manhã da choldra, ele deu uma entrevista à repórter Vera Rosa e disse o seguinte: ?Em toda eleição há o risco de você ter desvios, caixa dois. É inerente ao modelo.? Dutra acha que essa inerência do modelo só será resolvida instituindo-se o financiamento público nas campanhas eleitorais.
(Será que o companheiro acha que com financiamento público a rapaziada de Brasília estaria saciada?) Em 2001 Arruda tinha a rota de fuga da renúncia. Agora essa porta perdeu a funcionalidade, pois, se for posto para fora do DEM, não participa da próxima eleição. Se o Ministério Público e a Polícia Federal conseguirem a colaboração de mais um ou dois deputados distritais, os doutores (inclusive Arruda) terão motivos para temer a cadeia.
O desembaraço dos mensaleiros de todos os partidos não será inibido por reformas políticas. A única coisa de que bandido tem algum medo é da cadeia. Esse nobre sentimento pode levar alguns sabiás a gorjear diante dos procuradores ou dos delegados”.

  • Quinta-feira, 07 Janeiro 2010 / 1:37

O funk do Arruda

Surgiu ontem, no YouTube, um bem humorado e indignado funk intitulado ‘Folha de Arruda não espanta o mau olhado’, postado por um “Desabafo Brasiliense não associado a qualquer grupo ou partido político, somente mais um cidadão puto pra caralho”.

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