• Segunda-feira, 30 Janeiro 2012 / 9:53

Garotinho quer voltar ao Governo

     O deputado Anthony Garotinho concedeu uma entrevista ao ‘Dia’ nesse final de semana, quando revelou sua intenção de concorrer ao governo do Rio em 2014. Para ele, a eleição municipal desse ano, será uma prévia para ele atingir sua meta.
Eis a entrevista concedida a repórter Rozane Monteiro.
- O que levou o senhor a se aproximar do ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e anunciar no ano passado a intenção de lançar seus filhos (Clarissa Garotinho e Rodrigo Maia) como uma opção para montar uma chapa adversária ao prefeito Eduardo Paes (PMDB) nas eleições deste ano?
– Nós organizamos o PR para disputar eleição de uma forma competitiva no Estado. Fora o partido do governador (PMDB), nenhum outro partido tem a competitividade que o nosso tem. Eu digo ‘partido do governador’ porque ele não tem partido. Ele tem partido porque está no governo, senão ele não conseguiria montar candidaturas. Restaram duas estruturas fortes no estado — a do governo, que só é o que é porque é governo — e a nossa. Então, nós procuramos não disputar esta eleição isolados.
- Por que não teriam força?
- Porque, do outro lado, existe um grupo enorme de partidos que foram cooptados por empregos, por favores, por negócios… dinheiro, né? Então, nós não podíamos disputar uma eleição dessas sem tempo de televisão, que é fundamental para nossos candidatos.
- Mas os senhores já foram adversários ferrenhos. A política é assim?
- Eu e Cesar Maia temos diferenças, temos sim. Nós não escondemos isso, não. Continuamos tendo. Veja bem, na política, a gente tem que superar as diferenças que existem com os nossos adversários em função dos momentos históricos que nós vivemos. Por exemplo, veja a grandeza de (Luiz Carlos) Prestes, num momento da História, depois de ter tido um problema seriíssimo com o (presidente Getúlio) Vargas, que foi a questão da mulher (Olga Benario Prestes). Em nome do interesse maior do povo brasileiro, ficaram juntos. [Depois de ver sua mulher, judia, ser entregue por Vargas ao governo alemão na década de 1930, Prestes apoia sua campanha a eleição para presidente em 1950 ].
- O senhor acha bonito o Prestes ter ficado do lado do Vargas depois de o presidente ter entregado a mulher dele aos alemães?
- Não. Mas o Prestes entendeu que, naquele momento, era importante para o Brasil a união dele com Vargas. Então, eu continuo entendendo que o Cesar Maia tem uma posição mais liberal que a minha. Eu não sou um liberal.
- Falamos de economia?
- Não. Liberal, como uma posição política. Eu não sou. Sou um trabalhista, um nacionalista. Ele não é. Ele é um liberal. Mas isso não é algo que seja maior do que a necessidade de banir do Rio de Janeiro essa coisa oca, sem conteúdo que é um conjunto de gente interesseira, negociante, que vem tratando a coisa pública do estado e no município como se fosse uma coisa sua, pessoal.
- Quando o senhor fala “negociantes”, o senhor está se referindo a quê?
- A tudo. Por exemplo: os carros da polícia terceirizados com preços superfaturados; o aluguel de ar-condicionado para as escolas estaduais, absurdo; o aluguel de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)… Eu poderia citar aqui pelo menos 10, 15 exemplos de grandes negociatas feitas no governo do estado por esse grupo que está aí…
- Como provar?
- Está mais do que provado. Está tudo provado.
- O povo tem a percepção disso?
- Não. Com raríssimas exceções, Cabral comprou a mídia do Rio de Janeiro.
- Não me inclua, por favor. Mas, voltando aos “jornalistas comprados”, eu — que não sou “comprada” —, pergunto ao senhor : como provar esta afirmação?
- Imagine que qualquer outro político tenha dito que as mulheres que moram na Rocinha são fábricas de marginais, que os médicos são vagabundos; que tivesse mandado prender 439 bombeiros de uma vez só, o que nem a ditadura fez… O que teria acontecido com esse político? Estaria execrado.
- Voltando ao DEM… O senhor falou que seria interessante ter tempo na TV. Com a aliança, em quanto aumenta esse tempo?
- Dobra. Passa de dois e pouco para quase cinco minutos.
- Como foi essa aproximação com o DEM?
- Um tempo atrás, o Rodrigo (Maia) me procurou em Brasília, almoçamos, e ele disse: “Olha, a visão do papai é a seguinte: que a gente, sem estar unido, vai ser muito difícil derrubar essa máquina que envolve dinheiro, poder, mídia, e que ele achava muito importante e necessário que nós sentássemos para conversar.” Falei: “Marca dia e hora.” Então, Cesar Maia marcou um encontro na casa dele e perguntou se eu iria lá. Eu disse: “Não sou uma pessoa intransigente de não sentar para conversar com ele.” Sentei na casa dele. Aí, o Cesar fez uma análise e falou: “O nosso partido está muito fragmentado no interior, ao contrário do seu grupo político. Então, a nossa proposta é a seguinte: a gente indica a cabeça de chapa na capital e mais um ou outro município, mas muito pouco. E vocês ficam com o resto do estado todo.” Eu achei que, para os nossos candidatos — várias cidades têm televisão como Volta Redonda, Campos, Macaé e outras regiões importantes do estado —, ter um partido onde a gente poderia montar uma boa nominata de vereadores e ainda ter tempo de televisão era uma boa. Mas eu fiz questão de perguntar: “E o projeto para frente?” Ele perguntou: “Para frente como?” Eu respondi: “Depois dessa eleição. Eu posso ser candidato a governador, né? Não estou dizendo que vou ser, é uma hipótese bem provável.” “Bom, se você for candidato a governador, nós estaremos com você”. “Está bom. Está fechado?” “Está fechado.” Passamos um primeiro momento, as coisas foram evoluindo, tivemos várias reuniões. Mas eu ainda acho que, melhor que a candidatura do Rodrigo, é a candidatura do Cesar Maia.
- A vereador?
- A prefeito. Eu defendo que ele (Cesar) seja candidato a prefeito. Ele ainda está resistente, mas acho que, no final, a disputa no Rio vai ser entre quatro candidatos: Eduardo Paes, Fernando Gabeira (PV), Cesar Maia e Marcelo Freixo (PSOL). Esses quatro candidatos vão fazer uma eleição disputadíssima na cidade do Rio de Janeiro. Aquilo que hoje o PMDB tenta passar como uma barbada vai ser uma eleição muito difícil. Quando você faz uma pesquisa e coloca Eduardo Paes com o cenário do Rodrigo Maia, (o deputado federal do PSDB) Otávio Leite e (o senador do PRB, Marcello) Crivella, ele dá 36%. Quando você faz uma pesquisa e coloca Eduardo Paes, Cesar Maia, Gabeira e Marcelo Freixo, ele dá 25%, Gabeira, 20%; Cesar Maia, 15%; Marcelo Freixo, 12%.
- Com o DEM, no cenário de agora, há uma chance de minar Eduardo Paes?
- Eu tenho absoluta certeza de que neste quadro de candidaturas — Eduardo Paes, Cesar Maia, Fernando Gabeira e Marcelo Freixo —, o Eduardo Paes vai para o segundo turno com um dos três e perde.
- Então, essa história de Rodrigo com Clarissa contra o Paes é balão de ensaio?
- Isso é o que está posto hoje. Mas a eleição não é hoje. A definição de candidatura também não é hoje. Eu vou continuar trabalhando dentro daquilo que eu acredito ser o melhor para a nossa visão política.
- Isso é uma preparação para a candidatura de Cesar Maia?
- O que eu estou te dizendo é que eu vou sensibilizá-lo e tenho certeza de que o próprio Gabeira, ao não sair do PV, acompanhando a Marina (Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata à Presidência da República pelo PV), deixou uma porta aberta para ser candidato. Se o Cesar Maia e o Gabeira forem candidatos, o PMDB perde a eleição no Rio.
- Qual o Calcanhar de Aquiles do Paes?
- Saúde. A saúde do governo dele está na CTI.
- O povo percebe isso?
- Percebe. Porque este fato é, assim, muito visível. É muita gente nesse embate diário, batendo na porta de pronto-socorro que não tem remédio, médico, atendimento… Eu acho assim: nós nos preparamos para fazer com nosso grupo 30 prefeituras no estado. Achamos que o PMDB vai começar a diminuir e voltar para o seu tamanho normal, que é, nesse primeiro momento, em torno de 30, para depois encolher e voltar para o seu leito natural. Eu acho que o PMDB vai encolhendo, vai perdendo espaço. Eles vão voltar a ser um partido pequeno no estado. Sabe por quê? Porque tudo que não tem consistência desmancha no ar. A farsa vai ser revelada a partir desta eleição municipal.
- Há algum município do Estado do Rio em que o PR esteja liberado para fazer aliança com o PMDB?
- Nós não vamos apoiar o PMDB em cidade nenhuma.
- Esse quadro não muda de jeito nenhum?
- Não muda.
- A campanha de 2012 é para preparar o PR para a disputa pela sucessão do governador Sérgio Cabral?
- A campanha de 2012, na verdade, vai consolidar o processo de reestruturação do PR no Rio de Janeiro. Este ano vai servir para pavimentar essa consolidação do partido em um âmbito estadual. Vamos poder aparecer na TV, falando de projetos já realizados pelo partido e por mim, como governador e como deputado federal, também saindo em defesa dos candidatos que a gente entende como sendo os melhores para a população. Então, a campanha de 2012 pavimenta, consolida a reestruturação do PR como uma legenda importante no estado. É uma campanha muito importante, sobretudo em função das eleições de 2014.
- Depois do tempo que o senhor passou no comando deste estado, o que ficou no imaginário do cidadão fluminense com relação ao senhor?
- Olha, eu saí do governo do estado para ser candidato a presidente. Tive quase 16 milhões de votos. Ganhei no Rio de Janeiro, tive mais voto do que o Lula. Rosinha (Garotinho, mulher do deputado) foi eleita (governadora, em 2002) no primeiro turno. Bom, como é que eu posso ter sido mau governador se o povo votou maciçamente em mim para presidente e elegeu a minha candidata — minha esposa — no primeiro turno? Claro, depois, foi feito todo um processo de massacre, de lavagem cerebral na cabeça da população para jogar parte da população contra mim. Por quê? Porque eu não sou um político que faça o jogo das elites políticas. Eu não sou um político, assim, confiável ao controle das elites. Se, numa eleição para deputado federal, eu faço 700 mil votos — a maior votação que um deputado federal já teve na História do Rio de janeiro —, as pessoas dizendo que não adiantava votar em mim, que o voto não ia valer, me acusando de tudo o que se pudesse imaginar, tem uma parte expressiva da população que não engoliu isso.
- O senhor seria candidato a presidente da República de novo?
- Sou professor de escola bíblica. A Bíblia manda a gente viver um dia de cada vez. Então, vamos viver o dia de hoje.
- Isso é sim ou não?
- Nem sim, nem não.
- Quem seria o vice no caso de o senhor ser candidato a governador?
- É muito prematuro isso. Agora é hora de organizar o partido e ganhar as eleições municipais. Consolidadas as eleições municipais, vamos partir para a eleição estadual. Mas primeiro temos que viver este momento.
- No início do ano, em entrevista a O DIA, ao comentar sua aliança com o Cesar Maia, o prefeito Eduardo Paes respondeu: “Eu não perco um minuto da minha vida com nenhum dos dois.” O que o senhor tem a dizer sobre isso?
- É uma frase de efeito e nada mais. Eu, se fosse ele, perdia um pouco de tempo comigo porque eu fui o deputado federal mais votado na cidade do Rio de Janeiro. Eu tive 177 mil votos na cidade, o dobro do candidato que ele apoiou que foi o secretário (Casa Civil) dele, o Pedro Paulo. Se você não quer perder um minuto com o deputado federal mais votado da cidade que você governa, no mínimo, você é mau político.
- Sobre o que é o livro que o senhor está acabando?
- É um livro de mensagens. Eu pego um versículo bíblico e desenvolvo, faço uma mensagem para a pessoa. O livro é isso. Em cima de cada mensagem, eu conto uma história. Por exemplo, tem o versículo “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Aí, eu falo o que é a verdade. No fim, ilustro com uma história.
- Falando nisso, o senhor teria um versículo para o prefeito nesta eleição?
- Um versículo bíblico?
- Sim.
- Para o Eduardo Paes?
- Claro.
- “A soberba precede a ruína.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:08

Gabeira ataca Cabral na Baixada

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em ritmo de campanha, o deputado federal Fernando Gabeira lançou ontem, em Nova Iguaçu, a sua pré-candidatura ao governo do Rio pelo PV na Baixada Fluminense, região composta por 13 cidades e com cerca de 3,5 milhões de eleitores. No evento organizado por aliados da coligação PV/DEM/PPS/PSDB , Gabeira atacou o adversário e governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorrerá à reeleição em outubro.
Há um governador que vai para Paris e que não vem à Baixada Fluminense.Eu não preciso ir para Paris, já vivi muito por lá. Eu vou estar na Baixada, com vocês prometeu o deputado, que esteve na capital francesa durante a ditadura militar.
O encontro foi realizado no estacionamento de uma casa de festas e contou com a presença de pelo menos 500 pessoas, que exibiam camisetas e bandeiras com as inscrições Vem ser Gabeira. Movimento Nova Iguaçu abraça Gabeira.
No discurso, o pré-candidato destacou que a Baixada será decisiva para eleger o novo governador fluminense.
Estamos iniciando um momento de campanha eleitoral em que o poder vai ser julgado.
E qual é o fiel da balança? Onde vão se ganhar e perder as eleições? Na Baixada Fluminense. Quem conseguir a admiração, o apoio e a confiança da Baixada vence as eleições. Mas não se conquista isso para depois dar as costas.
Tem que ter compromisso com esse povo afirmou.
Gabeira lembrou a polêmica envolvendo a Emenda Ibsen, que retira do Rio uma arrecadação, oriunda da exploração do petróleo, de R$ 7 bilhões: O governo do estado está lutando, e eu também, mas queremos transparência. Queremos saber onde está sendo gasto (os royalties).
Deputado fará reunião hoje para minimizar crise. Participaram do ato os deputados estaduais do PSDB, Luiz Paulo Correa da Rocha e Mario Marques, e o deputado federal Otávio Leite, do mesmo partido, além dedirigentes do PV e do PPS da Baixada e do interior do estado.
O evento contou ainda com aliados do deputado federal e ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier, do PMDB de Sergio Cabral, entre eles o ex-vice-prefeito Eduardo Gonçalves.
No fim, a jornalistas, Gabeira disse que terá hoje um encontro com integrantes da coligação que resistem a sua aproximação com o ex-prefeito do Rio Cesar Maia(DEM), pré-candidato ao Senado. O objetivo da reunião será tentar minimizar a crise”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:42

1º de maio, Gabeira candidato

De Maiá Menezes, de ?O Globo?:
?Uma reunião ontem à tarde, na casa do ex-governador Marcello Alencar, definiu que DEM e PPS indicarão os candidatos ao Senado na chapa encabeçada pelo deputado federal Fernando Gabeira (PV) ao governo do estado. O PPS vai lançar o ex-deputado Marcelo Cerqueira e o DEM mantém o nome do ex-prefeito Cesar Maia.
O PV aguarda consulta feita à Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de lançar um terceiro nome ao Senado e aposta na vereadora Aspásia Camargo para a vaga.
? A coligação está firme. As divergências em relação ao Senado parecem estar superadas, pelo menos em termos de clima ? disse Gabeira.
O PV, em especial o vereador Alfredo Sirkis, presidente estadual do partido, resistia ao nome de Cesar Maia. O ex-prefeito disse que ?não há nenhuma aresta? na coligação em relação à candidatura ao Senado.
? Nunca houve isso. O que há é uma dúvida jurídica se o PV pode ter candidato a senador fora da coligação ? disse o ex-prefeito, que avaliou que a reunião foi ?nota 10?.
O encontro, com a presença, entre outros, de Cesar Maia, de Fernando Gabeira e do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) e do deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), definiu ainda um cronograma para a pré-campanha de Gabeira. O lançamento oficial da pré-candidatura será no dia 1° de maio.
Antes disso, no entanto, as viagens ao interior do estado começam. Gabeira disse que a partir do dia 18 de março fará a primeira, para Macaé.
A agenda do pré-candidato será definida por integrantes de todos os partidos da coligação?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:43

Gabeira quer desatar nós

Da repórter Catia Seabra, hoje, na ‘Folha’:
“Apesar da aprovação da pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva (AC), e da torcida do governador de São Paulo, José Serra, o PSDB tem ainda que desatar um emaranhado de nós para a consolidação do palanque de Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio.
A avaliação é do próprio Gabeira: “Há uma série de nós pelo caminho”, admitiu.
Além de uma delicada engenharia para acomodação de Serra e Marina num só palanque, um dos imbróglios está na difícil relação entre o presidente estadual do PV, Alfredo Sirkis, e o ex-prefeito e candidato ao Senado, Cesar Maia (DEM).
“O PV não tem como apoiar a candidatura de Cesar Maia”, avisa Sirkis, defendendo que cada um dos partidos da coligação -PSDB, DEM, PPS e PV- lance candidato ao Senado.
Maia diz desconhecer por que Sirkis -seu “secretário por dez anos”- impõe restrições.
“Mas é natural que no inicio de negociações os partidos se posicionem em seus limites para avançar”, afirmou Maia, que, na terça, conversou com Serra pelo telefone. “Estávamos ambos satisfeitos pela decisão dele [Gabeira]“, relatou.
Outro foco de discórdia será a edição de chapa de deputados. O PV resiste à coligação. Mas o PSDB alega que os verdes seriam únicos beneficiários do tempo concedido a Gabeira.
“Vamos usar nosso tempo para repetir “vote em Gabeira, 43″. Então, o PV se coligar obedece à lógica justa e racional”, disse o tucano Otávio Leite.
Assunto da conversa entre Maia e Serra, outro desafio da coligação é convencer Denise Frossard (PPS) a assumir papel ativo na campanha.
Lembrando a eleição do ex-governador Jorge Vianna (PT) -eleito no Acre graças à aliança entre PT e PSDB- a pré-candidata do PV à Presidência disse que a candidatura de Gabeira é uma das principais apostas do PV, mas alertou para a necessidade de não se fragilizar um projeto nacional.
“É uma construção delicada. É possível fazer um arranjo em que haja autonomia?”, perguntou Marina.
Para verdes, PSDB e PV terão de sentar agora para fixar critérios de distribuição de tempo e de material de campanha. Para tucanos, o ideal seria postergar o debate para depois da oficialização da aliança”.

“.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:34

José Serra precisa de Cesar

Cesar Maia está precisando ouvir um apelo.
Assim como apelam para que Aécio Neves seja o vice de Serra, é preciso que o governador de São Paulo apele a Cesar Maia para que ele dispute o governo do Rio.
Não tem sentido o PSDB ficar procurando candidatos fracos entre seus filiados, e dispensar a força eleitoral de Cesar Maia.
Serra precisa de um palanque forte no Rio, e não é com Otavio Leite, Andréa Gouvêa Vieira, Zito, ou seja lá quem fôr, que isso será possível.
Serra precisa de Cesar, e a tucanada tem de ser enquadrada.
Sem exceções.

 

  • Quarta-feira, 07 Julho 2010 / 4:39

Vamos nos denfender!

                                                                 Carlos Lyra*

     É de se espantar que membros da classe musical se manifestem a favor da intervenção do estado no Ecad, num momento em que estamos ameaçados de perder nossos direitos tão duramente conquistados ao longo de anos. Estou me referindo à Lei do Direito Autoral que, embora não seja perfeita e tenha que ser ajustada para acompanhar as novas mídias, tem garantido nossa remuneração pelo nosso trabalho. Nossa classe não tem jornada, não tem férias, não tem final de semana, não tem 13º nem aposentadoria. Quando um autor chega a uma idade mais avançada, em que não tem tanta energia para se desdobrar em mil projetos, o que garante sua subsistência é a arrecadação dos seus direitos autorais.
O Ecad, assim como toda democracia, precisa reavaliar seus modelos de tempos em tempos para se adequar à realidade e tentar ser o mais justo possível. É exatamente neste momento que estamos. Nossa arrecadação e distribuição de direitos é uma (senão a mais) das mais organizadas e melhores do mundo, e não por isso, injusta em alguns casos. No caso dos direitos autorais de veiculação em cinemas, sabemos que o valor é embutido no ingresso e que o Ecad travou uma grande batalha para receber o devido dos exibidores e que, mesmo ganhando a causa, não a levou pois o valor era tão alto que um grande exibidor declarou que teria que fechar suas salas de exibição se fosse obrigado a pagar essa dívida. Se ficou nisso, não sei, pois só acompanhei pelos jornais, mas a guerra jurídica no Brasil, com recursos sucessivos, possibilita a quem perde não pagar.
Com a estabilidade econômica do Plano Real, que possibilitou às classes menos favorecidas o acesso a tocadores de CD, a veiculação, nas rádios, dos artistas mais populares cresceu numa ordem geométrica (graças ao jabá), fazendo as gravadoras investirem nesse tipo de veiculação e conseguindo um aumento de vendas assustador.
Com os custos altos, sem falar dos impostos, vimos um aumento desenfreado da pirataria que permite o acesso desse público a suas músicas favoritas e, com isso, os grandes problemas financeiros das gravadoras, que não conseguem um retorno do dinheiro investido nas produções. É uma bola de neve e todo esforço conjunto contra a pirataria não leva a nada quando um povo não tem conscientização. Mas isso é outro problema que perdurará enquanto não houver incentivo real à educação nesse país. E, voltando aos nossos direitos, o deputado Otávio Leite vem batalhando uma proposta de sua autoria, a “PEC da Música”, que concebe isenção tributária à produção brasileira, em qualquer suporte, para viabilizar um valor menor do produto, fazendo frente aos piratas.
Desde novembro de 2009, o pleito se encontra parado no Ministério da Fazenda. A PEC entrou em pauta de votação da Câmara por três vezes, em outubro de 2009, e acabou não sendo apreciada por intervenção do governo. É esse o governo que quer intervir no Ecad? É esse o governo que quer intervir no nosso direito autoral? Qual a intenção? Usar música para fazer propaganda para uma empresa do governo sem pagar ao autor?
Quanto ao Ecad, seus modelos devem ser revistos, pois, enquanto os artistas mais veiculados na rádio recebem uma boa percentagem da bolada do Ecad, aqueles “não populares”, executados em redutos da classe média, como bares, restaurantes, hotéis e pequenas casas de shows, seguem prejudicados nos repasses, pois não aparecem no ranking. Quando um artista faz show, é enviado ao Ecad o repertório, e os 10% arrecadados na bilheteria são repassados para os autores incluídos no repertório. Já os estabelecimentos citados acima pagam mensalmente ao Ecad, sem apresentar o repertório.
Esses estabelecimentos encontram-se por todo o Brasil. Autores de música mais sofisticada são vastamente executados, todas as noites, em vários estabelecimentos, em várias cidades de vários estados brasileiros. Mas, como não fazem parte deste ranking, não vêem o fruto de seu trabalho. Esses modelos têm que ser revistos, assim como as novas mídias, de uma maneira transparente que venha a distribuir mais criteriosamente os royalties a quem de direito. Mas somos perfeitamente capazes de resolver esses problemas sem precisar que o Estado intervenha, à revelia, em órgãos e entidades criados com o objetivo de proteger unicamente os nossos interesses. O Ecad é uma conquista nossa. O importante é melhorar e não acabar com ele. Vamos nos unir e defender nossos direitos!
* Carlos Lyra é músico e compositor.

  • Sábado, 22 Maio 2010 / 4:13

Autoridade pública e moralidade olímpica

De Leandro Mazinni, no ‘Jornal do Brasil’:
“Os tucanos não querem saber de o cargo de Autoridade Pública Olímpica ficar nas mãos de apadrinhado de Lula até 2016. O deputado federal Otávio Leite apresentou emenda à MP que cria o órgão, para que o mandato dure até dezembro deste ano”.

                                                   * * *

O ministro do Esporte, Orlando Silva, deixou de concorrer a uma cadeira na Câmara, pelo PCdoB, acreditando que poderá manter a boquinha das Olimpíadas nos próximos seis anos. Se conseguir o seu intento, o ministro da Tapioca – como é conhecido - não terá de prestar contas a ninguém.

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.