• Sábado, 24 Julho 2010 / 8:39

PR: Richa tem leve vantagem

    Da ‘Folha’:
“A disputa pelo governo do Paraná começa com empate técnico na liderança entre os candidatos Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Segundo o Datafolha, o tucano tem 43% das intenções de voto, e o pedetista, 38%.
Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível afirmar que um dos concorrentes esteja isolado na frente.
O candidato do PV, Paulo Salamuni, aparece com 1%, e os demais não pontuaram. Não sabem quem escolher 14% dos eleitores, e outros 3% dizem que pretendem votar nulo ou em branco.
O levantamento mostra que o Paraná está dividido geograficamente entre os principais candidatos ao governo. Em Curitiba e na região metropolitana, Richa lidera a disputa por 65% a 22%. A situação se inverte no interior, onde Osmar venceria por 45% a 35%.
O tucano tem melhor desempenho entre os eleitores com maiores índices de renda e escolaridade. Nas famílias com rendimentos acima de dez salários mínimos, por exemplo, ele lidera por 61% a 32%. A disputa está equilibrada entre os mais pobres e os que estudaram menos.
Os dois principais concorrentes apresentam índices baixos de rejeição. Dos eleitores ouvidos pelo Datafolha, 15% dizem que não votariam de jeito nenhum em Osmar, e 12%, em Richa”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:56

Senadores da base reclamam de Cabral

O Presidente Lula reuniu-se hoje à noite com nove senadores de oito partidos da base, e pediu aos governistas que encontrem uma saída negociada que evite as perdas impostas aos estados produtores, como é o caso do Rio de Janeiro, que perde com a emenda Ibsen Pinheiro cerca de R$ 7 bilhões.
Ao final do encontro, o líder do PDT, Osmar Dias disse ao ‘Globo’ que a orientação é para que se altere a emenda. Mas ele pontuou que a tarefa não é fácil:
- O assunto já tomou conta dos estados. Há pressão não só nos estados produtores mas nos demais. Só o bom senso pode tirar o calor da disputa – afirmou o senador paranaense. “O Rio exagerou. O governador do Rio exagerou por ser um ano eleitoral. Esta opinião é quase unânime entre os senadores”.

  • Quarta-feira, 30 Junho 2010 / 4:33

Caim e Abel; Álvaro e Osmar

  • Quarta-feira, 30 Junho 2010 / 4:32

Álvaro Dias ameaça explodir

Viúva Porcina está uma pilha de nervos:
- Eu acho que eu fui usado para confirmar a candidatura do Osmar Dias, (seu irmão, para o governo do Paraná, em uma coligação que apoia Dilma Rousseff)

  • Quarta-feira, 30 Junho 2010 / 4:31

Porcina já era

Aconteceu o que tinha de acontecer.

                         * * *

Do repórter Gerson Camarotti, no Globo Online:
“O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) não será mais o vice na chapa encabeçada pelo tucano José Serra. A decisão foi tomada nesta madrugada depois que o senador Osmar Dias, irmão de Álvaro Dias, anunciou que iria se candidatar ao governo do Paraná. Com isso, os tucanos perderam seu principal argumento para a escolha de Dias.
Nesta madrugada, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e Serra ficaram reunidos em São Paulo até as 5h. Há uma forte possibilidade do vice ser indicado pelo DEM, mas o nome só será definido em outra reunião no final desta manhã”.

  • Terça-feira, 29 Junho 2010 / 4:31

Viúva Porcina deixará a vice

A Viúva Porcina vive os trâmites por findos.
DEM e PSDB precisam decidir a vice de Serra ainda nesta madrugada.
Alvaro Dias que, como Porcina, foi sem nunca ter sido, está mais próximo da porta da rua, principalmente depois que seu irmão, Osmar, confirmou a candidatura ao governo do Paraná.

  • Terça-feira, 29 Junho 2010 / 4:31

Dias: “Só falta o DEM concordar”

   O senador Álvaro Dias, vice de José Serra, deu uma entrevista a repórter Eugênia Lopes do ‘Estadão’:
– O senhor teme sequelas na campanha de José Serra depois de sua escolha para vice ter desencadeado uma crise entre PSDB e DEM?
- O DEM tem deixado claro que não é resistência ao meu nome. É natural que o partido postule o cargo; nada mais compreensível. Afinal, o DEM ocupou duas vezes a vice-presidência no governo de Fernando Henrique Cardoso e também, em 2006, quando o Geraldo Alckmin disputou a Presidência da República. Mas não entendo que isso possa deixar sequelas. Essa turbulência é passageira. O final será do entendimento.
- Um dos argumentos usados pelo ex-governador Aécio Neves para não ser vice na chapa presidencial tucana foi o de que o nome dele não agregaria votos à candidatura de Serra. Seu nome vai aumentar o número de votos em Serra?
- Acho que sou a pessoa menos indicada para falar sobre isso até porque não advogo em causa própria. Houve uma avaliação cuidadosa, que concluiu pelo meu convite. Agora, quem ganha eleição é o candidato a presidente. O vice é coadjuvante. Quero ser um coadjuvante eficiente e leal ao candidato. Quero ser um divulgador de suas qualidades e mostrar que ele é a melhor alternativa. Não posso fazer uma avaliação a respeito da dimensão do meu apoio. Mas, no Paraná, são 7,5 milhões de eleitores, o que pode ser decisivo na eleição.
- O senador Osmar Dias, seu irmão, vai retirar a candidatura ao governo do Paraná?
- Se a minha candidatura como vice-presidente for homologada, não há como nós dois nos confrontarmos. Ele anunciou que sairá candidato ao Senado. Ele avalia que o projeto nacional é prioritário. Se eventualmente no dia 30 a minha candidatura não for homologada, ele será candidato ao governo do Paraná. Para a homologação do meu nome como vice, só falta o DEM concordar. Quando isso ocorrer, eu vou ser anunciado oficialmente.
- Essa vinculação entre sua indicação a vice-presidente e a retirada da candidatura de seu irmão ao governo paranaense não é chantagem?
- Não existe essa vinculação. O senador Sérgio Guerra (presidente nacional do PSDB) deixou isso muito claro. Não era uma decisão do Paraná e sim uma decisão nacional. Não há essa vinculação. Nem eles colocaram isso como exigência, nem isso foi recebido de nossa parte dessa forma. Sempre estivemos juntos.
- O Serra já disse que não queria um vice que “aporrinhasse”. O senhor será um vice que não vai incomodar? – Acho que sou um colaborador leal e fiel. Serei um coadjuvante obediente sem criar problemas. O PSDB me convocou. Aceitei de forma irrevogável. Trata-se de uma missão do partido.
- A divulgação de seu nome como vice no Twitter foi desastrosa para a campanha?
- Não foi por desejo do senador Sérgio Guerra. Isso ocorre. É difícil não vazar uma notícia como essa”.

  • Sábado, 12 Junho 2010 / 4:29

Comando de Serra, o barata tonta

De Renata Lo Prete, no Painel da Folha:
“Não bastassem a dianteira assumida por Dilma Rousseff e o caos instalado na escolha do vice de José Serra, uma outra preocupação ronda o comando tucano: os tão sonhados “embates diretos” com a candidata de Lula, instrumento para produzir o “confronto de biografias”, podem no final ser bem poucos.
O QG dilmista assumiu o compromisso de levá-la a quatro debates de televisão. Mais um de internet. E chega. Toda a ênfase será colocada na propaganda e em entrevistas, nas quais ela estará livre da presença do adversário. Há quem tema que Serra tenha apostado alto num recurso do qual pouco poderá se utilizar.
Com o pandemônio produzido pelo anúncio de que Álvaro Dias (PSDB) seria seu companheiro de chapa, Serra conseguiu algo que há muito não se via no DEM: consenso. Contra ele.
Convencido de que seria escolhido, Álvaro circulava pelo Senado, na semana passada, dizendo a quem quisesse ouvir que o vice não seria do DEM, porque este é um “partido de mensaleiros”. Que agora ameaça deixar a aliança.
A ideia, propagada pela cúpula do PSDB, de que a presença de Álvaro na vice viabilizaria um desempenho do tipo “arrasa quarteirão” no Paraná, dado que estarão na chapa também seu irmão, Osmar Dias (PDT), e o tucano Beto Richa, não leva em conta uma realidade amplamente conhecida pelo eleitorado local: os três não se bicam”.

  • Quinta-feira, 13 Maio 2010 / 4:05

Serra: “Lula é muito simpático”

Do ‘Globo’:
“Levado ao palco ao som de “Besame Mucho”, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ao participar ao vivo do Programa do Ratinho, no SBT, ontem, disse que o presidente Lula é um “homem muito simpático” e que Dilma Rousseff, sua principal adversária na disputa sucessória, e Marina Silva, do PV, são “mulheres de valor”. Lançados os elogios, o tucano partiu para o confronto. Disse que, se for preciso, pretende discutir mudanças na Constituição para que o governo seja responsável pela segurança pública em todo o país. Hoje, cada estado estabelece uma política para o setor.
Com a ressalva de que, em princípio, não considera a medida necessária, o tucano destacou que o governo precisa, no mínimo, aumentar a fiscalização nos estados onde cresce a criminalidade. E deu como exemplo a Bahia, onde, segundo ele, a taxa de criminalidade é 50% mais alta do que a média nacional. Após o programa, confrontado com o aumento dos homicídios em São Paulo, disse:
- Mas caíram vários outros. Não pode levar (em consideração) um trimestre para raciocinar, tem que se ver a tendência.
Serra também revelou que tem conversado com o senador Osmar Dias (PDT-PR). O PSDB procura desarticular o palanque de Dilma no Paraná, uma vez que o PT tenta obter o apoio de Dias na disputa local. Os tucanos pressionam para que Dias componha chapa com Beto Richa, que disputará o governo paranaense.
Num momento descontraído, Serra respondeu com frases curtas a um questionário. Foi ali que elogiou Lula e Dilma, disse que corrupção “é um câncer” e que a imprensa “é necessária”. E surpreendeu quando perguntado sobre o que pensava da política e dos políticos. A resposta foi a mesma: “um mal necessário”. Depois, emendou: “Mas há exceções”.

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