• Segunda-feira, 09 Abril 2012 / 13:14

Dilma dá cachaça para Obama

     Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
     “Dilma Rousseff entregará hoje ao presidente americano Barack Obama uma garrafa de cachaça brasileira (Velho Barreiro) cravejada de diamantes. O mimo, em edição limitada, custa R$ 212 mil. O presente será para brindar o reconhecimento da bebida, pelos americanos, como um produto genuinamente brasileiro.
Até agora, os rótulos das garrafas deveriam conter a expressão “Brazilian Rum”, o que dificultava a diferenciação e o marketing do produto. O reconhecimento garante que a cachaça será considerada um produto tradicional e exclusivo do Brasil -assim como um espumante só é denominado champanhe se tiver origem na região de mesmo nome, na França.
Em troca, o Brasil vai reconhecer como legitimamente americanos os uísques do tipo Bourbon e Tenessee.
O processo será iniciado com uma troca de cartas entre o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, e Ron Kirk, representante de comércio dos EUA.
De janeiro a novembro de 2011, foram exportados US$ 16 milhões de cachaça. Desse total, pouco mais de 10% foi vendido para os EUA”.

  • Sexta-feira, 30 Março 2012 / 3:14

Lula curado e a bomba de Hiroshima

      O ex-presidente Lula concedeu ontem uma entrevista as repórteres Cláudia Collucci e Mônica Bergamo, da ‘Folha’, e comparou a uma “bomba de Hiroshima” o tratamento que fez, com sessões de químio e radioterapia.
“Ele emocionou-se ao lembrar da luta do vice-presidente José Alencar (1931-2011), que morreu de câncer há exatamente um ano. “Hoje é que eu tenho noção do que o Zé Alencar passou.”
Quase 16 quilos mais magro e com a voz um pouco mais rouca que o normal, o ex-presidente ainda sente dor na garganta e diz que sonha com o dia em que poderá comer pão “com a casca dura”.
A entrevista foi acompanhada por Roberto Kalil, seu médico pessoal e “guru”, pelo fotógrafo Ricardo Stuckert e pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto”.
- Como o sr. está?
- O câncer está resolvido porque não existe mais aqui [aponta para a garganta]. Mas eu tenho que fazer tratamento por um tempo ainda. Tenho que manter a disciplina para evitar que aconteça alguma coisa. Aprendi que tanto quanto os médicos, tanto quanto as injeções, tanto quanto a quimioterapia, tanto quanto a radioterapia, a disciplina no tratamento, cumprir as normas que tem que cumprir, fazer as coisas corretamente, são condições básicas para a gente poder curar o câncer.
- Foi difícil abrir mão…
- Hoje é que eu tenho noção do que o Zé Alencar passou. [Fica com a voz embargada e os olhos marejados]. Eu, que convivi com ele tanto tempo, não tinha noção do que ele passou. A gente não sabe o que é pior, se a quimioterapia ou a radioterapia. Uns dizem que é a químio, outros que é a rádio. Para mim, os dois são um desastre. Um é uma bomba de Hiroshima e, o outro, eu nem sei que bomba é. Os dois são arrasadores.
- O sr. teve medo?
- A palavra correta não é medo. É um processo difícil de evitar, não tem uma única causa. As pessoas falam que é o cigarro [que causa a doença], falam que é um monte de coisa que dá, mas tá cheio de criancinha que nasce com câncer e não fuma.
- Qual é a palavra correta?
- A palavra correta… É uma doença que eu acho que é a mais delicada de todas. É avassaladora. Eu vim aqui com um tumor de 3 cm e de repente estava recebendo uma Hiroshima dentro de mim. [Em alguns momentos] Eu preferiria entrar em coma.
Kalil [interrompendo] – Pelo amor de Deus, presidente!
- Em coma?
- Eu falei para o Kalil: eu preferiria me trancar num freezer como um carpaccio. Sabe como se faz carpaccio? Você pega o contrafilé, tira a gordura, enrola a carne, amarra o barbante e coloca o contrafilé no freezer e, quando ele está congelado, você corta e faz o carpaccio. A minha vontade era me trancar no freezer e ficar congelado até…
- Sentia dor?
- Náusea, náusea. A boca não suporta nada, nada, nada, nada. A gente ouvindo as pessoas [que passam por um tratamento contra o câncer] falarem não tem dimensão do que estão sentindo.
- Teve medo de morrer?
- Eu tinha mais preocupação de perder a voz do que de morrer. Se eu perdesse a voz, estaria morto. Tem gente que fala que não tem medo de morrer, mas eu tenho. Se eu souber que a morte está na China, eu vou para a Bolívia.
- O sr. acredita que existe alguma coisa depois da morte?
- Eu acredito. Eu acredito que entre a vida que a gente conhece [e a morte] há muita coisa que ainda não compreendemos. Sou um homem que acredita que existam outras coisas que determinam a passagem nossa pela Terra. Sou um homem que acredita, que tem muita fé.
- Mesmo assim, teve um medo grande?
- Medo, medo, eu vivo com medo. Eu sou um medroso. Não venha me dizer: “Não tenha medo da morte”. Porque eu me quero vivo. Uma vez ouvi meu amigo [o escritor] Ariano Suassuna dizer que ele chama a morte de Caetana e que, quando vê a Caetana, ele corre dela. Eu não quero ver a Caetana nem…
- Qual foi o pior momento neste processo?
- Foi quando eu soube. Vim trazer a minha mulher para um exame e a Marisa e o Kalil armaram uma arapuca e me colocaram no tal de PET [aparelho que rastreia tumores]. Eu tinha passado pelo otorrino, o otorrino tinha visto a minha garganta inflamada. Eu já estava há 40 dias com a garganta inflamada e cada pessoa que eu encontrava me dava uma pastilha No Brasil, as pessoas têm o hábito de dar pastilha para a gente. Não tinha uma pessoa que eu encontrasse que não me desse uma pastilha: “Essa aqui é boa, maravilhosa, essa é melhor”. Eu já tava cansado de chupar pastilha. No dia do meu aniversário, eu disse: “Kalil, vou levar a Marisa para fazer uns exames”. E viemos para cá. O rapaz fez o exame, fez a endoscopia, disse que estava muito inflamada a minha garganta. Aí inventaram essa história de eu fazer o PET. Eu não queria fazer, eu não tinha nada, pô. Aí eu fui fazer depois de xingar muito o Kalil. Depois, fui para uma sala onde estava o Kalil e mais uns dez médicos. Eu senti um clima meio estranho. O Kalil estava com uma cara meio de chorar. Aí eu falei: “Sabe de uma coisa? Vocês já foram na casa de alguém para comunicar a morte? Eu já fui. Então falem o que aconteceu, digam!” Aí me contaram que eu tinha um tumor. E eu disse: “Então vamos tratar”.
- Existia a possibilidade de operar o tumor, em vez de fazer o tratamento que o senhor fez.
- Na realidade, isso nem foi discutido. Eles chegaram à conclusão de que tinha que fazer o que tinha que fazer para destruir o bicho [quimioterapia seguida de radioterapia], que era o mais certo. Eu disse: “Vamos fazer”. O meu papel, então, a partir dessa decisão, era cumprir, era obedecer, me submeter a todos os caprichos que a medicina exigia. Porque eu sabia que era assim. Não pode vacilar. Você não pode [dizer]: “Hoje eu não quero, não tô com vontade”.
- O senhor rezava, buscou ajuda espiritual?
- Eu rezo muito, eu rezo muito, independentemente de estar doente.
- Fez alguma promessa?
- Não.
- Existia também uma informação de que o senhor procurou ajuda do médium João de Deus.
- Eu não procurei porque não conhecia as pessoas, mas várias pessoas me procuraram e eu sou muito agradecido. Várias pessoas vieram aqui, ainda hoje há várias pessoas me procurando. E todas as que me procurarem eu vou atender, conversar, porque eu acho que isso ajuda.
- E como será a vida do sr. a partir de agora? Vai seguir com suas palestras?
- Eu não quero tomar nenhuma decisão maluca. Eu ainda estou com a garganta muito dolorida, não posso dizer que estou normal porque, para comer, ainda dói. Mas acho que entramos na fase em que, daqui a alguns dias, eu vou acordar e vou poder comer pão, sem fazer sopinha. Vou poder comer pão com aquela casca dura. Vai ser o dia! Eu vou tomando as decisões com o tempo. Uma coisa eu tenho a certeza: eu não farei a agenda que já fiz. Nunca mais eu irei fazer a agenda alucinante e maluca que eu fiz nesses dez meses desde que eu deixei o governo. O que eu trabalhei entre março e outubro de 2011… Nós visitamos 30 e poucos países.Eu não tenho mais vontade para isso, eu não vou fazer isso. Vou fazer menos coisas, com mais qualidade, participar das eleições de forma mais seletiva, ajudar a minha companheira Dilma [Rousseff] de forma mais seletiva, naquilo que ela entender que eu possa ajudar. Vou voltar mais tranquilo. O mundo não acaba na semana que vem.
- Quando é que o senhor começa a participar da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo?
- Eu acho o Fernando Haddad o melhor candidato. São Paulo não pode continuar na mesmice de tantas e tantas décadas. Eu acho que ele vai surpreender muita gente. E desse negócio de surpreender muita gente eu sei. Muita gente dizia que a Dilma era um poste, que eu estava louco, que eu não entendia de política. Com o Fernando Haddad será a mesma coisa.
- O senhor vai pedir à senadora Marta Suplicy para entrar na campanha dele também?
- Eu acho que a Marta é uma militante política, ela está na campanha.
- Tem falado com ela?
- Falei com ela faz uns 15 dias. Ela me ligou para saber da saúde. Eu disse que, quando eu sarar, a gente vai conversar um monte.
- E em 2014? O senhor volta a disputar a Presidência?
- Para mim não tem 2014, 2018, 2022. Deixa eu contar uma coisa para vocês: eu acabei de deixar a Presidência da República, tem apenas um ano e quatro meses que eu deixei a Presidência. Poucos brasileiros tiveram a sorte de passar pela Presidência da forma exitosa com que eu passei. E repetir o que eu fiz não será tarefa fácil. Eu sempre terei como adversário eu mesmo. Para que é que eu vou procurar sarna para me coçar se eu posso ajudar outras pessoas, posso trabalhar para outras pessoas? E depois é o seguinte: você precisa esperar o tempo passar. Essas coisas você não decide agora. Um belo dia você não quer uma coisa, de repente se apresenta uma chance, você participa.Mas a minha vontade agora é ajudar a minha companheira a ser a melhor presidenta, a trabalhar a reeleição dela. Eu digo sempre o seguinte: a Dilma só não será candidata à reeleição se ela não quiser. É direito dela, constitucional, de ser candidata a presidente da República. E eu terei imenso prazer de ser cabo eleitoral”.

  • Terça-feira, 20 Março 2012 / 19:51

O que Thor Batista não explicou

        

         O jovem Thor Batista, responsável pela morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, sábado à noite, na BR-040, na altura de Xerém, publicou a seguinte nota no Twitter:
       “Descia a BR-040 após um almoço com amigos, coisa que faço uma vez por mês. No restaurante Clube do Filet em Itaipava. Durante todo o trajeto, a velocidade do veiculo SLR McLaren permaneceu dentro dos limites da lei, realizei ultrapassagens.
Perto do local do acidente, não tem iluminação, por isso utilizava o farol alto, farol de milha e farol de neblina. Trafeguei por ali cerca de seis vezes dentro de 1 ano, estava consciente que frequentemente ciclistas atravessam a faixa dupla da autoestrada.
Vinha na faixa esquerda com muito cuidado, sem ao menos dialogar com o meu carona, repentinamente um ciclista atravessou do acostamento do lado direito até o meio da faixa da esquerda, onde trafegam veículos. Minha imediata reação foi aplicar forca total nos freios do carro, segurando o volante reto, mas infelizmente foi impossível evitar a colisão.
Me recordo que Wanderson empurrava a bicicleta com o pé esquerdo no chão.
Sentado, porém, no banco da bicicleta. A frenagem trouxe o carro de 100 km/h até 90 km/h até o momento da colisão apenas, infelizmente. Eu conduzo carros com transmissão automática com um pé no acelerador e outro no freio, o que possibilita uma reação muito mais rápida.
Após a colisão, a pressão no pedal do freio continuava, trazendo o veiculo ate 20 km/h. Meu dever era levar o veículo ate o acostamento. O forte impacto quebrou o para-brisa, provocando cortes no meu corpo e impossibilitando a minha visão. Abri, então, a porta do motorista, botei a cabeça para fora do carro e conduzi o veiculo até um local seguro, evitando outra colisão.
Estacionei o carro longe da colisão, diria que 200 metros de distância. Liguei o pisca alertas e com o auxílio de outros consegui sair. Estava com dores no corpo, com muito sangue no corpo, tremendo de nervosismo, traumatizado. Nunca tinha sofrido um acidente.
Por estes motivos, eu estava fisicamente, psicologicamente e emocionalmente INCAPACITADO de prestar socorro ao Wanderson. Outros motoristas vieram me auxiliar. Pedi para que os mesmos chamassem ambulância urgentemente e prestassem socorros, já que eu tive que ser levado urgentemente ao posto médico do pedágio a 3 km de distancia da colisão, pois sangrava muito e estava atordoado.
Ainda no carro a caminho do posto médico, liguei para uma das pessoas que se responsabilizou por prestar socorros a Wanderson. Pois queria muito saber o estado da vítima. Fui informado que a ambulância já estava no local da colisão e havia constatado, infelizmente que a Wanderson Pereira dos Santos havia falecido. Fiquei sem reação no momento.
Chegando no posto medico da CONCER, ao lado do pedágio, os enfermeiros me levaram para dentro de uma ambulância. Cuidaram primeiro do carona, que suspeitava ter fraturado a mão. Na minha vez, ele constatou que eu precisava ir até um hospital urgentemente.
Pedi ao menos para que o enfermeiro jogasse soro no meu braço direito, todo cortado, antes de partir
.”
                                * * *
1. É difícil imaginar que Thor estivesse dirigindo a uma velocidade de apenas 100km/h. Quem conhece a região, sabe que o local do acidente é o primeiro retão após a descida da Serra de Petrópolis. Se ele não gostasse de velocidade, por que então possuir um carro que alcança 334km/h e que consegue atingir os primeiros 100km/h em apenas 3,8 segundos? Aliás, todas as nove multas de Thor dizem respeito a excesso de velocidade.
2. Diz Thor que todo mes vai almoçar com os amigos e que, no ultimo ano, passou por ali seis vezes. Se foi 6 vezes em 12 meses, deveria ser mais preciso e dizer que sobe a serra a cada dois meses.
3. Segundo ele, “perto do local do acidente, não tem iluminação, por isso utilizava o farol alto, farol de milha e farol de neblina”. Com todos esses faróis acessos em um carro cujo valor supera os R$ 2,7 milhões, não se pode falar em escuridão. E pior. Diz ele: “Estava consciente que frequentemente ciclistas atravessam a faixa dupla da autoestrada”. Se isso é verdade, a velocidade por menor que fosse,  era excessiva, já que é normal que pedestres irresponsáveis, são capazes de cruzar a pista, mesmo quando avistam um bólido super iluminado.
4. Mas Thor declara que viu a vítima à distância, pois dá detalhes: “Me recordo que Wanderson empurrava a bicicleta com o pé esquerdo no chão. Sentado, porém, no banco da bicicleta…” Ora, quem está numa biclicleta com o pé no chão, não estava andando de bicicleta, está parado.
5. Diz ele: “A frenagem trouxe o carro de 100 km/h até 90 km/h até o momento da colisão apenas”. Então os freios não responderam?   “Após a colisão, a pressão no pedal do freio continuava, trazendo o veiculo até 20 km/h. Meu dever era levar o veículo até o acostamento. O forte impacto quebrou o para-brisa, provocando cortes no meu corpo e impossibilitando a minha visão. Abri, então, a porta do motorista, botei a cabeça para fora do carro e conduzi o veiculo até um local seguro, evitando outra colisão. Estacionei o carro longe da colisão, diria que 200 metros de distância”. Então quando se está a 100 km/h e se pisa forte do freio de uma Mercedes SLR McLaren, só se consegue reduzir a velocidade para 20km/h  200 metros mais adiante? É inacreditável. Outro detalhe: e se o para-brisa não tivesse quebado? O que Thor teria feito?
6. “Vinha na faixa esquerda com muito cuidado, sem ao menos dialogar com o meu carona”… O fato de não estar conversando com o amigo, não quer dizer que estivesse atento e muito menos respeitando o limite de velocidade. Isso que dizer apenas que ambos não tinham o que falar naquele momento. “Repentinamente um ciclista atravessou do acostamento do lado direito até o meio da faixa da esquerda, onde trafegam veículos”. Será possível acreditar que um sujeito, em uma bicicleta, com o pé no chão, praticamente a empurrado, seja veloz o suficiente para sair do acostamento a direita, atravessar a primeira pista e insistir em atravessar a segunda pista, mesmo vendo um carro com os faróis alto, de neblina e de milha acessos? Seria o ciclista um suicida?
7. O mais ridículo de toda a nota: “Eu conduzo carros com transmissão automática com um pé no acelerador e outro no freio, o que possibilita uma reação muito mais rápida”. Isso não é mentira. É ignorância. Carro automático dirige-se apenas com o pé direito, que serve tanto para o acelerador quanto para o freio. Quando se usa os dois, corre-se o risco de pisar em ambos ao mesmo tempo, principalmente num momento de horror pelo qual passou o jovem Thor. Se ele não tirou o pé do acelerador, o carro continuou em velocidade, tanto que se pode conduzi-lo com o freio de mão acionado. Se é verdade que ele dirige com os dois pés, isso é de um burrice infinita.
8. Diz Thor: “Eu estava fisicamente, psicologicamente e emocionalmente INCAPACITADO de prestar socorro ao Wanderson”, o que é normal. “Outros motoristas vieram me auxiliar. Pedi para que os mesmos chamassem ambulância urgentemente e prestassem socorros, já que eu tive que ser levado urgentemente ao posto médico do pedágio a 3 km de distancia da colisão, pois sangrava muito e estava atordoado”. Outros motoristas no caso eram os seus seguranças. Por que eles não foram antender o ciclista? É compreensivel Thor estivesse atordado. Mas e a vítima?
9. “Ainda no carro a caminho do posto médico, liguei para uma das pessoas que se responsabilizou por prestar socorros a Wanderson. Pois queria muito saber o estado da vítima. Fui informado que a ambulância já estava no local da colisão e havia constatado, infelizmente que a Wanderson Pereira dos Santos havia falecido”. Fica claro que Thor seguiu até o posto médico em um carro particular, e não em uma ambulância. E se telefonou para “uma das pessoas que se responsabilizou por prestar socorro” é porque conhecia o numero do telefone. Atordoado e sagrando não registraria telefone algum.
10. No posto do CONCER, “ele (o enfermeiro) constatou que eu precisava ir até um hospital urgentemente. Pedi ao menos para que o enfermeiro jogasse soro no meu braço direito, todo cortado, antes de partir”. Mas para onde Thor foi conduzido? Qual o hospital que o atendeu? O que ele conhece de primeiros socorros para pedir que lhe jogassem soro no braço cortado?
11. Por que Thor não foi a delegacia prestar depoimento?
12. Por que não foi realizado o exame de bafômetro?
13. Por que o carro foi liberado antes que fosse realizada a perícia?
                                          * * *
Uma curiosidade publicada hoje no blog Programa Conexão:
“A Mercedes Mclaren de R$ 2.7 milhões era o grande orgulho do bilionário e era tratado como obra de arte por Eike(…) tanto que o bilionário o guarda na sala de sua mansão, e não na garagem”.
                                           * * *
Agora duas pérolas de Eike Batista em entrevista a colunista Mônica Bergamo, da ‘Folha’:
“Me ligaram dizendo “aconteceu um acidente com o seu filho”. É horrível. Comentaram que tinha uma vítima.
Aí a gente fica mais apavorado. Tudo passa pela cabeça.
Você liga o dispositivo de administração de crise.
Começa a ligar, a se informar. Os seguranças do Thor me contaram o que tinha acontecido. Logo em seguida, ele me ligou. Aí foi um espetáculo, né?”
Tem mais:
“O triste é que as pessoas acham que a arma letal é o carro. O pedestre, no lugar errado, se torna a arma letal para quem está dentro do carro”.

  • Quarta-feira, 08 Fevereiro 2012 / 11:11

O valor da marca Corinthians

    Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
    “Depois de recusar “proposta de R$ 220 milhões”, o Corinthians estaria prestes a fechar negócio para que uma grande empresa explore os “naming rights”, ou o direito de batizar a arena do clube. Palavra de Andrés Sanchez, presidente licenciado do Timão. A oferta “bate nos R$ 400 milhões”, diz o cartola. A Ambev está no páreo.
O Corinthians lançou pontes também para outras empresas que, como a Ambev, patrocinam o futebol na TV Globo. Uma delas, o Itaú. Isso facilitaria acordo para que a emissora citasse o nome de quem batizasse a arena na transmissão dos jogos. O clube já decidiu que não fechará negócio com nenhuma empresa concorrente das que bancam as partidas na Globo. O Itaú não comenta.
E a Ambev iniciou investida para tomar o lugar da Heineken no patrocínio ao G-4, que reúne os grande clubes paulistas: Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos. Está fazendo oferta para investir em centros de treinamento, salas de troféus, vestiários e gramados.
O problema é que, para isso, o G-4 teria que descumprir contrato com a holandesa. A Ambev não comenta”.

  • Quarta-feira, 01 Fevereiro 2012 / 12:17

Fernando Morais x Yoani Sánchez

    Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
    “O escritor Fernando Morais, que disse no Fórum Social de Porto Alegre que não mexeria “um palito” para ajudar a blogueira cubana Yoani Sánchez a visitar o Brasil porque ela é “contra a revolução”, evita criticar o governo Dilma pela concessão de visto de turista para a oposicionista do regime dos irmãos Castro. “Não entro nessas  considerações.”
Morais diz que “é sabido que o blog dessa moça é mantido num servidor do dono de uma empresa alemã que contrata pugilistas cubanos que desertam mundo afora” -incluindo os que abandonaram a delegação do país no Pan de 2007, no Rio. “Quem está pagando a conta para traduzir o blog dela para 18 línguas?”
                                                   * * *
Uma retificação apenas.
O blog da Yoani não é mais traduzido para 18 idiomas.
Agora já são 20.
Haja dinheiro!!!

  • Quinta-feira, 26 Janeiro 2012 / 10:49

Cabral procura apoio de Temer

    Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
    “O governador do Rio, Sérgio Cabral, almoçará com o vice-presidente, Michel Temer, em Brasília, no dia 3. Vão discutir a aliança do PMDB com o PT nas cidades fluminenses para as eleições de outubro, que enfrenta resistências de grupos de ambas as legendas”.
                                * * *
Cabral, na verdade, vai conhecer o Jaburu, palácio que ele adoraria residir um dia, embora tudo leve a crer que ele não sairá nunca do Leblon.
Até que é um fim de carreira bastante aprazível.
O que Cabral fará no Jaburu, é buscar apoio do PMDB Nacional para a posição de Jorge Picciani, presidente do PMDB no Rio.
E isso não será difícil.
Na sua forma truculenta de ser, Picciani está defendendo o partido.

  • Sábado, 14 Janeiro 2012 / 12:00

Voz do dono, dono da voz

     Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
    ”Dez dias depois de começar o tratamento com radioterapia, a voz de Lula ainda não apresenta alterações. Pelo contrário: até melhorou graças aos exercícios de fonoaudiologia que ele está fazendo duas vezes ao dia”.

  • Quinta-feira, 12 Janeiro 2012 / 8:05

Estuprador condenado faz leilão

      Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
      “Condenado a 278 anos de prisão sob a acusação de estuprar pacientes, o médico Roger Abdelmassih, foragido da Justiça, deixou para trás uma série de móveis, utensílios e objetos de arte que estão sendo oferecidos à clientela amiga.
A liquidação estava sendo realizada havia seis meses na casa em que ele morava, nos Jardins. Mas agora os objetos foram reunidos num apartamento de dois quartos na rua da Consolação. A divulgação é no boca a boca. Só pessoas indicadas são atendidas por funcionárias que fornecem preços e selos de qualidade das coisas que estão à venda.
Há quadros do francês François Lemoyne (R$ 16 mil) e de Tikashi Fukushima (R$ 25 mil). “Tem um desconto, se for pagamento à vista”, diz uma das pessoas que organizam o bazar.
A família de Abdelmassih informa que não há risco de, no futuro, os quadros serem confiscados, já que a Justiça suspendeu o bloqueio de bens do médico. “Tanto que não tem mais quase nada. E ninguém sabe quem comprou. Etendeu? Ninguém sabe nada”, informa a mesma organizadora.
Em um aparador logo na entrada da sala, estão expostas taças de cristal da Hermès -o conjunto, de 72 peças, sai por R$ 5.800. As coloridas, da Saint Louis, custam R$ 396 cada uma. E o conjunto de cinco copos de uísque da marca tcheca Moser pode ser comprado por R$ 400. Tudo leva uma etiqueta com preços escritos à mão.
Sobre a mesa de jacarandá e mármore (à venda por R$ 18 mil), está exposta uma escultura de marfim e bronze em formato de bailarina, de Fournier (R$ 11.480). Perto dela reluz uma garrafa de cristal Baccarat com detalhes em ouro e, dentro dela, conhaque francês Rémy Martin Luís 13. Sem preço.
Todos os lustres pendurados no apartamento também estão no bazar. O plafon de estilo art déco Degué é vendido por R$ 13 mil. As arandelas custam R$ 18 mil.
Encalhado, o açucareiro baixou de R$ 240 para R$ 200. No fundo dele ainda dá para ver um pouco de açúcar grudado à prata”.

  • Quinta-feira, 05 Janeiro 2012 / 11:54

Moraes fará livro sobre Lula

     Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
     “O escritor Fernando Morais, autor de livros como “A Ilha” e “Chatô”, deposita nesta semana a última parcela do R$ 1,6 milhão que havia recebido do selo Benvirá, da Saraiva, para trocar de editora. Permanece, assim, na Companhia das Letras.
Deste total, R$ 1,2 milhão era de adiantamento de royalties e R$ 400 mil a fundo perdido. Morais diz que teve “certa paúra” quando, depois de assinar com a Saraiva, percebeu que ficaria preso a ela por contrato por mais dez anos, “até os meus 75 anos”.
Morais agora escreve um livro sobre Lula. Chegou a entrevistar o ex-presidente depois que ele começou o tratamento contra o câncer. Mas as conversas estão interrompidas até o petista terminar a radioterapia”.
                               * * *
Fernando Morais começou a escrever um perfil do ministro José Dirceu, logo depois que ele perdeu o mandando de deputado, mas sabe-se lá porque “abandonou” o projeto.
Ele tem outro livro pronto, há anos: um perfil do senador Antonio Carlos Magalhães.
O livro foi concluído há seis anos e ACM já morreu há quatro.
A obra certamente é um poço de revelações, mas Morais deve ter feito algum acordo com o líder baiano para que só o publicasse x anos após a sua morte.
Se forem 10 anos, ele irá às livrarias em 2017.

  • Segunda-feira, 02 Janeiro 2012 / 11:27

Teixeira não larga o osso

     De Monica Bergamo, na ‘Folha’:
     “Voltou a circular com força no fim da semana a informação de que Ricardo Teixeira pode deixar definitivamente a CBF. Faria isso na esteira da decisão da Justiça suíça de suspender o sigilo do dossiê ISL, o maior escândalo de corrupção da história da Fifa. O dossiê revelaria que Teixeira e João Havelange devolveram dinheiro de propinas após fazerem, junto com a entidade, acordo para encerrar sob sigilo investigação criminal, em 2010.
A CBF não se pronuncia oficialmente desde que o caso explodiu.
Interlocutores de Teixeira afirmam, no entanto, que ele não pretende se afastar da entidade”.

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