• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Tapioca diz que não tem culpa

O que faz o ministro do Esporte, Orlando Silva?
Nada.
Ao site do IG, o ministro – aquele que pagou uma tapioca com dinheiro público – disse que o governo nada tem a ver com o atraso na construção e/ou remodelação dos estádios para a Copa de 2014.
- A União não tem responsabilidade na construção das arenas, pois entrou apenas com o financiamento, por meio do BNDES. Isso é responsabilidade das cidades.
Ocorre que das 12 capitais, apenas três pediram empréstimo ao banco.
Será que o ministro da Tapioca não está interessado em saber por que as outras nove cidades não apresentaram seus projetos no BNDES?
Não cabe a ele, pressionar – ou animar – os estados para que o cronograma seja cumprido?

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Senado unânime derrota Nuzman

 Do repórter Afonso Morais, para o site ‘Congresso em Foco’:
“A decisão foi unânime. Nove senadores rejeitaram a proposta do presidente dos Comitês Olímpico Brasileiro (COB) e do Rio 2016 (CORio 2016), Carlos Arthur Nuzman, para alterar duas leis federais que regulamentam a proteção aos símbolos olímpicos. Como o Congresso em Foco publicou (dia 19), a intenção de Nuzman era aumentar de forma exagerada a lista de restrições, proibindo a utilização, mesmo que claramente não comercial, de termos como Olimpíadas e Jogos Olímpicos, a não ser com autorização expressa do COB e pagamento de royalties. Levada ao pé da letra, a restrição proposta do Nuzman poderia proibir mesmo a realização de Jogos Olímpicos escolares ou a já tradicional Olimpíada de Matemática. Além disso, o presidente do COB estendia a lista de palavras restritas, incluindo termos como “Rio”, “Rio de Janeiro”, “2016″ e até “medalhas” e “patrocinador”.
Durante audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, alguns parlamentares ironizaram a sugestão polêmica do COB para restringir o uso de palavras usadas no cotidiano. Ao final, a presidente da sessão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), comunicou que a Comissão de Educação enviará ofício ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), informando que a reunião foi realizada e que as alterações propostas nas Leis 12.035 (Ato Olímpico) e 9.615 (Lei Pelé) não foram aprovadas.(…)
O problema foi a forma utilizada por Nuzman – uma carta a Sarney – e a extensão exagerada das restrições que ele propunha. Durante a reunião, alguns senadores criticaram a maneira escolhida por Carlos Nuzman de encaminhar o documento. ?Foi atípica e inusitada a forma que o COB conduziu sua proposta para criar um projeto de lei?, reclamou Álvaro Dias (PSDB-PR).
E questionou a ausência do dirigente esportivo, que mandou um representante, o diretor de Marketing do COB, Leonardo Gryner, à audiência. ?É uma demonstração de desinteresse. Nuzman nem veio defender pessoalmente sua proposta. A carta que enviou ao presidente Sarney reiterava pedido de urgência, mas ele preferiu comparecer a outra comissão e hoje não apareceu na CE. A proposta deveria ser ignorada como ele ignorou a audiência?, atacou Álvaro Dias.  O ministro do Esporte, Orlando Silva, como Nuzman convidado para a audiência, também declinou do convite e nem mandou representante”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:43

Tapioca não tem tradução

Orlando Silva e Sergio Cabral não têm a mínima idéia porque estão rindo. Nuzman é espero o suficiente para não traduzir tudo o que ouve.

Orlando Silva e Sergio Cabral não têm a mínima idéia porque estão rindo. Nuzman é esperto o suficiente para não traduzir tudo o que ouve.

Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
“O ministro Orlando Silva, do Esporte, está fazendo curso de inglês para se preparar para a Copa 2014.
Ele se matriculou há alguns dias na escola Wizard.
                    * * *
Assim está explicada a presença do ministro da Tapioca no encontro promovido, em Londres, por Sergio Cabral, com o ex-Premier Tony Blair, que foi convidado a assessorar as Olimpíadas de 2016.
Ou seja: Orlando Silva não entendeu patavinas do que foi discutido, portanto está absolvido.
Cabral, que mal fala português, também não fala inglês.
Tanta um quanto o outro são incapazes de fazer um relato plausível sobre o que conversaram.
Esse é um segredo que ficará com Carlos Alberto Nuzman, presidente do COB, que acompanhou os dois patetas na reunião com Blair, e serviu de intérprete.
Ele é o único que conhece, com exatidão, a proposta feita ao inglês e a sua resposta.
                    * * *
O resto é como diz Monica Bergamo:
“My name is Orlando”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:13

O vídeo chat de Cesar Maia

O ex-prefeito  Cesar Maia participou, das 11 ao meio-dia, do primeiro vídeo chat da atual campanha eleitoral, embora ele tenha se apresentado sempre como pré-candidato ao Senado.
Quando ele iniciou o programa,  641 já  haviam passado pelo site, e terminou com 643 visitas, mas a média de audiência foi de apenas  80 pessoas.
Eis os principais trechos:
Nas pesquisas para o Senado, só levo em conta o primeiro voto. Esse é o voto firme. O segundo é frouxo. E pelas pesquisas estou bem. O Crivella tem 21, 20% no primeiro, e eu 20, 19%.
   * * *
O governador errou na questão dos royaltes, quando cuidou do assunto apenas com o Presidente da República. Ele achou que a Câmara dos Deputados se comportaria como a Assembléia Legislativa. E ao agredir a Câmara, ela decidiu retaliá-lo. O Senado pode consertar o erro, mas será preciso ter perfil baixo e incorporar a Câmara nesse debate, para quando o texto voltar, a Câmara possa respeitá-lo.
  * * *
Os senadores tem duas funções básicas:  representar o Estado e seus municípios, e a função partidária.  Portanto, seja qual for o governador, estarei no Senado para defender as idéias do governador e de todos os prefeitos.
  * * *
Em todos os estados existem conflitos nas candidaturas. Lindberg diz  que sua coligação será com Crivella.  Mas já recebeu o troco de Picciani.  No Brasil,  o eleitor  vota no candidato e não no partido. Isso não é bom, mas é a realidade, Assim, cada um cuidará de sua campanha, e o eleitor é que fará a sua coligação.
  * * *
É um equivoco  focar o governo só na capital. É preciso fortalecer o interior. Se não existe hospital na Baixada, por exemplo, esse doente virá para a capital. As UPPs são ótimas, mas elas precisam ir para Caxias, para Macaé, para Nova Iguaçu, para Volta Redonda, e não ficar apenas na capital., Quanto mais forte o interior, mais forte será a capital.
  * * *
É preciso investir no servidor, Quem dá aula é o professor, não o  computador.  Quem faz cirurgia é o médico, não o computador. Quem limpa as ruas são os garis, não o computador. Quem cuida da ordem pública é a guarda municipal, não o computador.
  * * *
O PAC 2 é uma tentativa de gerar entusiasmo eleitoral, apenas isso. E ele contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
  * * *
Minha contrariedade com a secretaria municipal de educação é de ordem filosófica. Desde 1870, a educação pública é estatal. Agora querem privatizá-la. A função da descola é ensinar, mas também tem a de inclusa social. A privatização não a torna universal, e atinge apenas  o primeiro objetivo.
  * * *
Se não tivesse acontecido o PAM, não teríamos as Olimpíadas de 2016.  De 2002 até agosto de 2006, só a prefeitura colocou dinheiro no PAM. Foram R$ 1,1 bilhão. O governo federal depois colocou R$ 800 milhões, e o estadual nada.
  * * *
Sou amigo de José Serra desde 1969,quando estivemos exilados no Chile.  Somos amigos e companheiros.  Estando no Senado, sei que terei as portas abertas em seu governo.
  * * * 
Eu torço pelo Rio. Eu moro aqui, meus filhos, meus netos. Mas o prefeito tem três defeitos. persegue o servidor publico, humilha os pobres e é a favor da especulação imobiliária. E isso a população não perdoa. Se ele não consertar esses erros, terá problemas em 2012.
  * * *
O PV tem mais acesso  a imprensa. Já o meu eleitorado é mais silencioso. Sou contra as drogas e contra o aborto, mas o próprio Fernando Gabeira  disse que essas questões não serão resolvidas nem a nível municipal, nem a nível estadual. Elas são federais. Eu sou cristão e isso gera conflitos.  Mas uma coligação é a união  diferentes. O que estranho é que quem mais me combate, Alfredo Sirkis, foi meu secretário nas três vezes em que fui prefeito.  E essa mesma coligação apoiou,  há quatro anos, Sirkis para o senado, e Denise Frossard  para o governo do Rio. E nunca houve problema. A  coligação é boa para todos, mas principalmente para o candidato  a governador.Se não houver coligação, Gabeira  sofrerá um dano muito grande, e nós tocaremos nossa candidatura. O povo vai decidir,
Servidor não é custo, é ativo, é investimento.
  * * *
O fato do Rio de Janeiro ter  recebido nota de grau para investimento  é muito, mas é inócuo do ponto de vista formal, pois ele precisará sempre do aval da União.  E a Prefeitura do Rio já possui isso desde 1995. Aliás fomos o primeiro a receber, juntamente com Curitiba e o Estado do Ceará.
  * * *
Minha relação com o Presidente Lula sempre foi amistosa. Certa vez fiz um oficio reconhecendo alguns de seus acertos e ele o utilizava em seus comícios. O desentendimento veio com a vaia que ele recebeu na abertura do PAM. Eu não tive a menor responsabilidade no episódio, mas o ministro do Esporte inventou ue eu a orquestrei. Acho que o Presidente não merecia as vaias.  Nem ele, nem nenhum outro Presidente mereceria.
  * * *
A tarifa de iluminação é uma tragédia. Sei que era obrigatória a sua apresentação, e eu a a fiz. Mas pedi a Câmara para que ela não tramitasse.  Apenas cumpri  a formalidade. E espero que a Justiça corrija esse equívoco.
  * * *
A Cidade da Música  custou R$ 480 milhões e é o mais importante complexo de música e  dança da América Latina. A reforma do Maracanã, que será a mudança de cadeiras, a reforma dos vestiários e um puxadinho no texto custará R$ 700 milhões.
  * * *
O DEM apóia Serra, independentemente dos conflitos regionais.  Não existe ninguém mais empenhado a eleger Serra do que o  DEM.
  * * * 
O Presidente deveria pagar a multa de R$ 10 mil ao TSE. Ele tem recursos para isso. E não permitir que um sindicato o faça. Poderia até dividir sua dividia em 40 vezes. Ou então passar um livro de outro para que seus militantes pagassem, Mas não com dinheiro do sindicato.
  * * *
A UPP é positiva, estava no meu programa de governo, só que começaria pelo corredor da Tijuca e pela Ilha do Governador. Mas não é possível  que ele fique funcionando o tempo todo com 150 PMs. Espero que depois de pacificada, esse número caia para 20 PMs. Hoje em quatro favelas existem 600 PMs para 20 mil pessoas, enquanto um batalhão que atende a diversos bairros tem apenas 400 homens.
  * * *
As UPAS são um equívoco. Nenhuma funciona 24 horas. E está tirando pessoal dos hospitais, ou então terceirizando serviços. Aumentou o número de prédios e o atendimento diminuiu.
  * * *
Tanto o mensalão do PT quanto o do DEM foram horrorosos, A diferença foi como cada partido o enfrentou:  o DEM expulsou seu governador e o vice,  e puniu os demais. Os do PT estão todos aí…
      * * 
Do ponto de vista político, a internet será muito importante, desde que o político tenha a habilidade de sincronizá-la com a televisão. Essa sinergia é que fará a diferença.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:51

Tapioca deu uma baianada no Rio

Dia 15, segunda-feira, Ancelmo Gois publicou a seguinte nota:
“Orlando Silva avisou a Cabral que vai participar da passeata quarta-feira, contra decisão da Câmara que tungou os royaltes do Rio.
O ministro dos Esportes nasceu na Bahia, fez política em São Paulo pelo PCdoB, e vem morar no Rio para ajudar na realização da Olimpíada de 2016″.
Mas o ministro da Tapioca não apareceu.
Ele pensou melhor e ficou em Brasília.
Antes, a Bahia era o quinto Estado que mais lucrava com os royaltes do petróleo, enquanto o Rio era o líder.
Agora, a Bahia ocupa a primeira colocação, enquanto o Rio ficou em 22º lugar.
O rei da boquinha achou melhor não contrariar seus conterrâneos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:20

Leci Brandão faz o que ministro evita

Com o título “Morro tem Vez”, informa a jornalista Monica Bergamo, na ‘Folha’:
“A cantora Leci Brandão deve anunciar nos próximos dias sua pré-candidatura a deputada estadual pelo PC do B de São Paulo. Leci tem uma reunião com representantes do partido amanhã para tirar dúvidas sobre como conciliar a carreira e a campanha. Segundo o empresário da cantora, Leci, que é comentarista do Carnaval da Globo, estava esperando o Carnaval passar para “não parecer que estava usando a mídia” de forma inadequada”.
Já o ministro do Esporte, Orlando Silva, também do PCdoB de São Paulo, prefere a boquinha olímpica, ao invés de suar a camisa para ajudar o partido a crescer.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:09

PCdoB não tem opinião sobre Blair

Quem acompanha esse blog sabe que, no dia 1º de fevereiro, enviei oito perguntas ao ministro do Esporte, Orlando Silva, referentes ao encontro que ele teve com Tony Blair, em Londres, quando assistiu ao convite feito pelo governador Sergio Cabral para que o ex-primeiro-ministro britânico fosse consultor das Olimpíadas do Rio.
O blog nunca obteve resposta.

                                   * * *
No dia 7 de fevereiro, um email foi enviado ao presidente do PCdoB, Renato Rabelo.
Nele, foi dito que ?na segunda-feira passada, dia 1º, publiquei uma relação de oito perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, filiado ao PCdoB.
O tema central da entrevista era o convite feito pelo governador do Rio, Sergio Cabral, a Tony Blair, para que ele desse uma consultoria as Olimpíadas de 2016.
Orlando Silva esteve presente a esse encontro, mas até hoje não houve resposta.
Gostaria de saber, por gentileza:
1 – O ministro Orlando Silva comunicou, com antecedência, a direção do PCdoB, de que participaria de uma reunião com Tony Blair?
2 – O partido está de acordo com comportamento do ministro, que apoiou, com a sua presença, o convite feito pelo governador do Rio para que Blair desse uma consultoria aos organizadores das Olimpíadas de 2016?
3 – Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair??.
                                     * * *
O PCdoB teve toda a semana, anterior ao Carnaval, para responder a esse blog. Mas preferiu não fazê-lo.
No dia 18, finalmente  – 11 dias após a primeira mensagem ? esse blog recebeu, do presidente do PCdoB, às 14h18m,  o seguinte email:
?O Ministro Orlando Silva Júnior dispõe de assessoria de imprensa que poderá resolver esta sua solicitação. Ao mesmo tempo, desejo lhe informar que o Ministro tem plena autonomia ao exercício de suas funções de Estado.
Do ponto de vista da Presidência do Partido, coloco-me à disposição para eventuais solicitações.
Grato.
Renato Rabelo?
Ás 14h37m, respondi:
 ?Sr. Presidente,
 Certamente devido ao enorme volume de trabalho que ocorre em anos eleitorais, a resposta ao meu email demorou 11 dias.
Entendo que “o Ministro tem plena autonomia ao exercício de suas funções de Estado”, e isso invalida duas das três perguntas que enviei a essa presidência.
Mas a terceira indagação nada tem a ver com o Ministro, e sim com a direção do PCdoB. Por isso insisto nela.
“Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair?”
Fico grato por sua resposta.
Cordialmente?
Ás 17h45m, nova mensagem do presidente nacional do PCdoB:
?Caro Dacio Malta,
 Como jornalista experiente que é – torna-se necessário contextualizar a pergunta ou pelo menos colocá-la no plano histórico concreto.
 A questão que me colocas a respeito de Tony Blair só tem sentido prático se está relacionada a algum fato objetivo. Já me pronunciei a respeito de encontros realizados pelo Ministro do Esporte no exercício de suas funções de Estado.
Agora se a pergunta se coloca em um contexto mais amplo sobre a situação política na Inglaterra de hoje — com a proximidade de eleições gerais marcadas para o dia 3 de junho próximo ? aí então a pergunta ganha sentido.
Coloco-me sempre à sua disposição.
Renato Rabelo?.
Às 18h13m, encaminhei ao PCdoB:
?Presidente,
 A pergunta que enviei foi muito simples:
“Qual a opinião do PCdoB sobre o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair?”
Apenas isso.
Já entendi a posição do partido com relação ao ministro Orlando Silva.
Acredito que não seja necessário contextualizar absolutamente nada.
Nem sobre o passado de Blair, nem sobre a situação atual da Inglaterra e, muito menos, sobre a posição de Blair diante das eleições marcadas para o dia 3 de junho, quando, a seu juízo, “a pergunta ganha sentido”.
Insisto que a pergunta é simples. Ou, talvez, simplória ao extremo para os senhores.
Mas fique essa presidência à vontade para não respondê-la, se acreditar que é necessário, de fato, contextualizá-la para que eu possa obter uma resposta.
Muito obrigado por sua atenção?.
                                   * * *
Hoje é dia 1º de março.
O email inicial ao ministro completa um mês sem resposta, embora o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, acredite que o ministro de seu partido “dispõe de assessoria de imprensa que poderá resolver essa sua solicitação”.
É verdade que ele dispõe, mas é pena que ela não resolva.
A troca de emails entre esse blog e o presidente do PCdoB foi no dia 18 de fevereiro. Passados onze dias, pode-se afirmar, com absoluta segurança, que o Partido Comunista do Brasil não sabe, ou melhor, não tem opinião sobre o ex-primeiro-ministro Tony Blair.
Já não se fazem comunistas como antigamente.
  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:09

Tapioca voadora e os Jogos de Inverno

Informa o jornalista Claudio Humberto em seu blog:
“O ministro Orlando Silva (Esporte) vai com dois assessores assistir aos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, Canadá. Embarcam na quarta (24) e só voltam em 2 de março. Esquiando que é uma beleza”.
Como se sabe, felizmente ou infelizmente, no Brasil – apesar de suas dimensões continentais – não neva. Portanto, não existe possibilidade de qualquer cidade brasileira sediar, algum dia, os Jogos Olímpicos de Inverno.
O que prova que Orlando Silva, o ministro da Tapioca, quer apenas fazer mais uma viagem internacional.
E haja cartão corporativo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:54

Qual será a posição do ministro?

Esse blog enviou, essa manhã, as assessoras de imprensa do ministro Orlando Silva –  Maria José Mundin e Marcia Oliveira Gomes  - as seguintes perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte:

1.     O que o senhor achou da contratação do ex-premier Tony Blair para ser consultor das Olimpíadas de 2016?

2.     Qual a sua opinião sobre o ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha?

3.     Quando o senhor embarcou para Londres, já sabia dessa agenda com Tony Blair, ou foi surpreendido?

4.     O senhor comunicou ao seu chefe, o Presidente Lula, de que participaria desse encontro?

5.     Os dirigentes de seu partido, o PCdoB , foram informados previamente?

6.     O sucesso das Olimpíadas depende da consultoria de Blair?

7.     Pelo o que diz o governador Cabral, um grupo de empresários pagará as despesas dessa assessoria. Não existe nenhum outro item mais relevante, no orçamento, que poderia se pago por esse grupo de empresários?

8.     O senhor não seria mais útil às Olimpíadas de 2016 se fosse detentor de um mandato popular, como o de deputado federal, já que seria na Câmara o porta-voz natural dos interesses olímpicos do país?

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 21:27

A “coletiva” de Paes e Cabral

Sergio Cabral e Eduardo Paes concederam, há pouco, uma ?entrevista coletiva? em Lausanne.
O interesse da  imprensa foi tamanho, que  compareceram dois repórteres: um da assessoria tercerizada de Sergio Cabral, e outro da assessoria de Eduardo Paes, cada um deles com o seu fotógrafo.
Embora a delegação brasileira na reunião do COI tenha outros dois importantes integrantes  -  o ministro do Esporte e o presidente do COB - que trabalhavam efetivamente para a candidatura do Rio, nada lhes foi indagado. Afinal, os funcionários de Cabral e Paes não estão lá para botar azeitona na empada dos outros.
Outra curiosidade é que os dois jornalistas, por preguiça ou por recomendação dos chefes, escreveram um único texto, cuja íntegra foi postada no Portal do Governo do Rio e no Portal da Prefeitura da Cidade. A matéria é exatamente a mesma.  A única mudança é a seguinte:
A assessora do governador escreveu que ?o governador e o prefeito…?
Já o assessor do prefeito disse que  ?o prefeito e o governador…?
O restante é tudo igual.
Os dois fanfarrões anunciaram importantes investimentos na área do meio ambiente para despoluição das bacias de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e baía de Guanabara.
Quanto dará cada um? Zero.
Todo o dinheiro virá do Governo Federal, através da Caixa, que promete liberar até julho R$ 650 milhões.
Como falam, falam, e nada fazem de concreto, o símbolo da campanha Rio 2016 ainda não pode ser visto nem no site do Governo, nem no site da Prefeitura.
A candidatura do Rio, e sua campanha, tem toda a cara de ser clandestina.

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