Marina critica ministério da Segurança

Do repóter Adauri Antunes Barbosa, de ‘O Globo’:
“A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva (AC), criticou ontem em São Paulo, durante debate sobre segurança pública promovido pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), a proposta do ex-governador José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência, de criar o Ministério da Segurança Pública na hipótese de ser eleito. Para ela, a criação do ministério exclusivo para a Segurança Pública seria um puxadinho ou um bolo sem cereja, pois não seria a solução para os problemas de violência do país, consequência de entraves enraizados na sociedade e que exigem uma reforma profunda do setor.
- Criar esse novo ministério é como fazer um puxadinho. Não vai resolver o problema da segurança pública. (…) A segurança no país exige uma reforma sistêmica, senão vamos criar instituições em cima de uma base que está deteriorada. Não basta colocar uma cereja, um ministério que seja, caso não tenha bolo criticou Marina.
De acordo com a pré-candidata do PV, a criação de um Ministério da Segurança Pública seria apenas um paliativo.
Ela disse que o uso das Forças Armadas em funções de segurança pública é um improviso do estado para lidar com um problema grave.
- As Forças Armadas não podem ser tratadas como um puxadinho. Isso só denuncia a gravidade do problema repetiu, afirmando ainda que algumas vezes o papel institucional das forças de segurança são confundidos diante de situações de emergência pelos governos federal e estaduais.
Antes de participar de um debate com especialistas da área de segurança pública, entre os quais o antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina disse que ainda não tem um programa de governo de campanha pronto para a área de segurança.
O tema, garantiu, está sendo discutido por sua equipe de campanha, que brevemente apresentará propostas sobre o assunto.
Falando ainda sobre a violência no campo, Marina disse que é preciso separar as ações de movimento sociais legítimos, como classificou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), do que chamou de jagunçagem.
- É preciso desmontar as quadrilhas que funcionam como eliminadoras de vidas defendeu, citando como exemplo bispos e lideranças dos movimentos sociais constantemente ameaçados de morte.
Marina Silva defendeu a reforma agrária e criticou a criminalização dos movimentos sociais”.