• Quinta-feira, 02 Fevereiro 2012 / 7:06

Dilma escolhe secretária das Cidades

    Da colunista Renata Lo Prete, do Painel, da ‘Folha’:
    “Seja qual for o representante do PP colocado nas Cidades, o Planalto trabalha para alçar Inês Magalhães, atual secretária de Habitação, ao segundo posto na hierarquia do ministério. A petista, que na prática carregou a pasta durante a longa agonia de Mário Negromonte, daria maior segurança ao palácio na condição de secretária-executiva. O PP já decidiu que, se for esse o desejo de Dilma Rousseff, não oporá resistência.
Uma saída dada como certa na cúpula do ministério é a do secretário de Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno, herança do deputado pepista José Janene, expoente do mensalão que morreu em 2010.
Prestes a virar ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PB) conseguiu fechar o nome do aliado Arthur de Lira (AL) para substituí-lo na liderança da bancada do PP na Câmara”.

  • Quinta-feira, 19 Janeiro 2012 / 12:16

Negromonte garante que Fortes não volta

      Mario Negromonte, ministro das Cidades, apontado como o próximo a ser substituído pela
presidente Dilma Rousseff na reforma ministerial, concedeu uma entrevista ao repórter Gerson
Camararotti, do ‘Globo’. Ao mesmo tempo em que disse que está “mais firme do que as pirâmides do Egito”, afirmou:
- Se estou numa festa, e está todo mundo de cara feia para mim, vou embora.
- Há forte movimento no Palácio do Planalto pela sua substituição. E um boato crescente no meio político de que o senhor entregará o cargo. O senhor vai pedir demissão?
- Não vou pedir demissão. Estou mais firme do que as pirâmides do Egito. Não tem nada disso.
- Mas o indicativo no Palácio do Planalto é que há preferência da presidente Dilma pelo ex-ministro Márcio Fortes…
- Essa especulação só vai desgastar Márcio Fortes. A bancada do PP não aceita ele (sic). Ele tem forte rejeição na bancada. Quando era ministro, quem defendia o Márcio Fortes era eu. Toda a bancada pediu a cabeça dele.
- Por isso ele não continuou ministro?
- Na virada de governo (da gestão Lula para Dilma), ele queria ficar. Se tivesse condições políticas, teria ficado no cargo. O Márcio Fortes escolheu o partido errado porque, quando foi ministro, atendia mais o PT do que o PP.
- Essas especulações não deixam o senhor desanimado?
- Estou preparando os dados do ministério para a reunião setorial de domingo. Trabalho no documento que será apresentado na reunião ministerial de segunda-feira. Estou fazendo várias reuniões. Vamos estabelecer metas para a pasta, como pediu a presidente Dilma. Falei hoje com o líder do PP, Aguinaldo Ribeiro. Ele esteve no Planalto e disse que estava tudo bem.
- Para o senhor, qual a origem da informação sobre sua substituição?
- Isso tudo é plantado. Tem muita gente interessada nesse ministério. Isso é fogo amigo. Perguntei ao (ministro) Gilberto Carvalho, que é meu amigo, sobre isso. Ele falou que, se tiver alguma coisa, serei o primeiro a saber. A presidente não governa pela imprensa.
- Mas o senhor não sente a pressão para deixar o cargo?
- Se eu sentir qualquer coisinha, vou no Palácio do Planalto e entrego o cargo. Se me sentir indesejado, vou embora. Se estou numa festa, e está todo mundo de cara feia para mim, vou embora. Agora, se tiver que sair por vontade da presidente Dilma, por vontade minha, ou da bancada, duvido que o Márcio Fortes volte para o ministério. A bancada não deixará.
- Como está sua relação com a presidente Dilma Rousseff?
- Ela sempre é afável comigo. Sempre que me encontra, a presidente me elogia. Estive com ela recentemente em São Paulo (no lançamento do Minha Casa, Minha Vida). Agora, sou “flex”.
- Como flex?
- Sou flexível. Não tenho apego ao cargo. Estou aqui para cumprir uma missão.

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.