• Quinta-feira, 01 Março 2012 / 16:36

Uma vela para Deus, outra…

                                                                                 Eliane Cantanhêde*

          Ao nomear Marcelo Crivella para o Ministério da Pesca, a presidente Dilma Rousseff tenta matar dois coelhos com uma cajadada só, ou melhor, com uma canetada só. Quer satisfazer o PRB e, ao mesmo tempo, acalmar os evangélicos, de olho no Congresso e na eleição para a Prefeitura de São Paulo.
Crivella é senador do PRB, partido que não tinha nenhum ministério até agora, coitado, e tem um nome para a prefeitura, Celso Russomanno, que lidera as pesquisas e pode tirar votos do candidato do PT, Fernando Haddad. Uma coisa -o ministério- pode compensar a outra -o fim da candidatura de Russomanno.
Mais que isso, Crivella é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e influente integrante da chamada “bancada evangélica”, que anda de mau humor com o Planalto e com Haddad por erros e por acertos do governo: a nomeação da ministra Eleonora Menicucci (Mulheres), defensora assumida do aborto; a convocação do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) para que as esquerdas travem uma “disputa ideológica” com as igrejas pela “nova classe média”; e o kit anti-homofobia do MEC à época de Haddad.
Colocados os dados políticos da escolha de Crivella, vem a pergunta que não quer calar: o que o senador evangélico entende de pesca?
Provavelmente, nada, o que não é nem mais nem menos do que seus antecessores no governo Dilma, os petistas Luiz Sérgio, que conseguiu a proeza de pescar duas demissões num único governo, e Ideli Salvatti, que virou ministra da articulação política e foi jogar o arrastão em águas mais profundas -no Congresso.
Essas escolhas apenas comprovam que o Ministério da Pesca é uma abstração e foi criado exatamente para isso: acomodar interesses e aliados políticos, além de justificar uma penca de emendas parlamentares. Poderia ser o ministério do frango, da soja, do gado de corte, do gado leiteiro, quem sabe das almas?
*Eliane Cantanhêde é colunista da ‘Folha’.

  • Quarta-feira, 29 Fevereiro 2012 / 13:07

Crivella é o novo ministro da Pesca

      O agora ex-ministro Luiz Sergio não serve mesmo para nada.
No início do governo, quando o chefe da Casa Civil era o poderoso Antonio Palocci, escolheram ele para ser o ministro da articulação política.
Era fraquíssimo, e por isso mesmo foi o escolhido.
Na pasta ficou conhecido como o ministro-garçom: “Só anoto os pedidos”, dizia ele.
Com a queda de Palocci, Luiz Sergio caiu junto, mas ficou com o ministério da Pesca.
Hoje, finalmente, foi defenestrado.
Não fará nenhuma falta.

  • Segunda-feira, 02 Janeiro 2012 / 11:34

O que faz o ministro Luiz Sergio?

      Passado um ano do governo Dilma, o que faz o ministro Luiz Sergio?
No início ele era apenas uma alegoria.
Cuidava do Ministério das Relações Institucionais, num governo onde o chefe da Casa Civil chamava-se Antonio Palocci.
Luiz Sergio era nada. Absolutamente nada.
Ele mesmo dizia que “só anotava os pedidos”.
Era uma espécie de ministro-garçom.
                          * * *
Com a queda de Palocci, Luiz Sergio foi deslocada para o Ministério da Pesca.
O que faz agora?
O mesmo dos que frenquetam seu ministério. Ou sua praia.
No caso os peixes… Nada.
                          * * *
Mas bem que poderia ser investigado, o que mudou na vida dos pescadores de Angra.
Seu reduto eleitoral.

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