• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:46

Cesar critica ‘prévias’ do PSDB

  Cesar Maia critica hoje, em seu blog, as chamadas prévias do PSDB:
“1. O uso da expressão “prévias”, repercutido pela imprensa no caso da escolha do candidato do PSDB a presidente, é no mínimo inadequado. Na melhor hipótese, se houver, será uma convenção partidária antecipada, mais ou menos restrita. Nem cheiro de prévias ou primárias terá.               
2. Prévias ou primárias são eleições com base de votantes definida e ampliada sobre as convenções dos diretórios, em que os pré-candidatos apresentam suas ideias e programas, debatem em público e os divulgam amplamente, mesmo que o público alvo primário seja limitado.               
3. Nos EUA, as primárias vão aos meios de comunicação com os pré-candidatos, que inclusive usam os instrumentos de publicidade de uma campanha normal. Os debates são públicos, inclusive em TVs e Rádios, universidades e associações… Os Estados definem o escopo delas autonomamente. Em alguns, todos podem votar, sendo inscritos ou não em partidos, mas em apenas uma convenção. Com isso, as primárias abrem o processo eleitoral e já dão a conhecer os candidatos e suas ideias.   
4. Essa prática vem se generalizando. Por lei, a escolha dos candidatos a presidente no México, Uruguai e Chile é feita em primárias, com direito a voto de todos os militantes inscritos num partido. Às vezes até, no caso de coligação, com candidatos de dois partidos. Assim foi, por exemplo, na Argentina entre De La Rua e Gabriela, como no Chile, quando Lagos saiu candidato. Claro que quando há um só candidato se prescinde de prévias ou primárias.
5. Na cidade do México, em 1997, quando o PRD se decidiu por prévias, o debate ganhou tanta expressão que Cárdenas, vitorioso nas prévias, tendo aberto o processo bem atrás, terminou vitorioso. Para 2010, no Uruguai, o popular presidente Tabaré Vazquez não conseguiu emplacar seu candidato na Frente Ampla e perdeu para a oposição em seu partido. Da mesma forma, antes, no caso do México em que Calderón, do PAN, venceu o candidato do presidente Fox em primárias.        
6. Em todos os casos, o debate deu visibilidade aos nomes, apresentou suas ideias e programas e permitiu fortalecer o vitorioso junto à opinião pública e ajustar sua publicidade e suas propostas, se fosse o caso.                
7. Nesse sentido, o que se propõe fazer o PSDB, não é nem de longe, nem cheiro tem, de prévias. Mesmo sendo uma convenção, restrita e antecipada, não permite que os eleitores decidam por propostas, mas por pessoas, num sistema que reforça o personalismo e não a política”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:39

O exemplo do FMI

Para os fariseus que reclamam do abrigo dado, pelo governo brasileiro, ao presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada de Tegucigalpa, uma nova notícia.
Na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizado em Istambul, Honduras está sendo representada por Rebeca Santos, ministra da Fazenda do governo deposto. Ela foi a reunião, discutiu a situação de seu país, e sua resistência é feita por telefone, aparelho que ela utiliza para despachos diários com Zelaya.
Rebeca vive exilada no México, e todas as despesas com passagem e hospedagem, na Turquia, foram pagas pelo FMI.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 19:28

Guta por Maria Augusta VII

E você então parte para o exílio?
Sim. Tem um lance, aí. Quando os meninos descobriram que eu não sabia nada, foi quando a gente foi levado para uma sala que já era para entrar no ônibus. E aí eu disse assim: ?Para onde a gente está indo?? Dirceu olhou para minha cara e disse: ?Acho que para o Rio, né? Do Rio, a gente sai.? Eu disse: ?Sai para onde?? E Vladimir diz assim: ?Péra aí, você não sabe o que está acontecendo?? Eu disse: ?Não. A gente não vai morrer?? Foi aquela gargalhada geral. Paguei o maior mico! Contaram-me que tinha havido o seqüestro. E eu: ?Não acredito! Eu estava me preparando para morrer!? Mas, aí, veio aquela angústia porque a gente não sabia muito o que ia acontecer. A partir daí, fomos num avião da Aeronáutica de São Paulo para o Rio. E no Rio… não sei se vocês sabem a história… foi uma baixaria! Os caras nos deram porrada. Que raiva dos militares, pelo fato do nosso pessoal estar com o americano. Já tinham detectado a casa, já tinham fotografado o Franklin Martins ? grandão daquele jeito!. E não podiam fazer nada porque tinham recebido ordem de não invadir a casa. Mostravam as fotos para a gente. Diziam: ?Aqui, o Franklin, está lá.? Apavorante. Agora a gente morre mesmo! Mas terminou que… depois foi revelado o negócio: era o ministro das Relações Exteriores, o Magalhães Pinto, que interveio no sentido de proteger a vida do embaixador americano. E depois a gente veio a saber que havia um comando suicida da Aeronáutica. Foi um problema de trânsito que impediu que eles chegassem a tempo… estavam com tanto ódio que iam explodir junto com
a gente, mas não iam deixar a gente embarcar no avião de jeito nenhum. Ainda bem que eles não
chegaram. A gente embarcou e foi para o México. E fomos liberados no México. Aí termina esse capítulo. Você passou por vários países? Qual a grande marca do exílio para você? Aprendi muito lá fora, muito. Primeiro, a gente passou dois anos em Cuba. Fizemos um treinamento militar intenso. Foi muito bom. Eu que gosto, então, foi ótimo! Especializei-me em arma longa, que adoro. Não tem mais utilidade nenhuma, mas é bom para ficar na formação da gente. Fica no meu currículo. Cuba foi uma experiência muito interessante. Embora a gente estivesse vivendo uma situação um pouco à parte, meio privilegiada, fazíamos treinamento mesmo, militar, para voltar para luta armada. E participamos do corte de cana, da campanha dos 10 milhões, em 1971. E conheci um pouco de Cuba, aquela forma de organizar a sociedade que eles inventaram. Depois, saímos. Meu propósito era voltar até o Chile. [...] Cheguei no Chile, a organização já estava se esfacelando, já era chamada de MR-8. E Isso impediu a volta, o que foi uma frustração enorme para mim. Sempre achei que eu tinha sido tirada para alguma coisa, não para simplesmente sobreviver ?eu tinha que dar minha contribuição, minha parte. Não voltar foi uma frustração muito grande. E aí houve também um amadurecimento… porque foi uma frustração e, ao mesmo tempo,uma decisão consciente. A gente sabia que voltar em 73 era suicídio. Então, deu uma boa amadurecida na gente! Você ter que abrir mão de sonho que construiu e pelo qual sofreu tanto, é muito difícil. Aí foi quando fui para Suécia. Ainda fiz uma última tentativazinha porque, na época, eu estava com um companheiro que era argentino e comandante do Erpia argentino, então, o comando estava liberado. A gente tentou entrar no comando para participar da luta na Argentina. Mas quando chegamos ao Peru, a Isabelita caiu. Mais uma vez, me salvei por essas coincidências da vida. Acho que tenho uma sorte muito grande. Mas voltamos para
a Suécia… foi quando tive meu primeiro filho. Acho que essa vida me ajudou muito a segurar a barra. Meu filho nasceu com uma lesão cerebral muito grave e, aí eu digo que são os privilégios da vida que também é uma outra experiência, te ensina também a ver a vida de outra forma. Fiquei os últimos anos na Suécia, resolvi voltar a estudar… sempre gostei de estudar. Formei-me lá. Carlinhos voltou comigo já com dois anos e meio. Quinta-feira, ele faz 28. Obviamente, ele rompeu todos os prognósticos… de que não iria passar da primeira infância… depois, de que não ia passar da adolescência… passou tudo. É um cara super saudável… deficiente, tem as dificuldades dele, mas é um ser humano muito legal também. Tive mais dois aqui.Todos de pais diferentes, é óbvio! E continuo namoradeira. Acho que é uma vida muito legal, gosto muito.Tenho muito orgulho dela. Quero manter uma coerência. A minha preocupação, digamos, é não abrir mão desse sonho. A gente não tem nada que valha a pena, não tem nada material que você possa dizer assim…não tem. Nada pelo que valha a pena trocar esse sonho. E acho que dá para ser feliz, apesar das frustrações. Cada vez que acontece um revés eu sempre penso que a gente já viveu momentos piores e que nada é linear na vida da gente. Há os atalhos que você pega. Mas acho que é para voltar mais forte. Vejo assim. Quero continuar assim.
Você, que deu total apoio à criação deste projeto, como vê essa proposta de recuperar a memória do movimento estudantil no Brasil?
Acho que é fundamental. É uma parte da história que ficou pra trás. Tenho muita pena de não termos tido recursos para ter feito antes. Não é para você supervalorizar o momento ? todos os momentos da história deviam ter esses registros. A gente não teve, por que não fazer daqui para a frente? Acho que a gente deve fazer o mesmo com os caras-pintadas, por exemplo. [...] Olha só onde está o Lindberg Faria hoje! São pessoas que vão construindo suas histórias com essas experiências. Então, defendo com unhas e dentes. Temos de fazer esses registros. Particularmente, fiz isso nas escolas de meus filhos ? quando me convidavam para falar sobre essa época, quando ainda era moda falar de 1968, ia depor numa boa. Acho que é importante a gente contar a história, sempre.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 18:29

Obama com Chávez e Morales

Na próxima semana, os presidentes de 34 países do Continente se encontrarão, em Trinidad y Tobago, na Cúpula das Américas.
Se será possível ou não uma foto de Barack Obama, Hugo Chávez e Evo Morales, juntos, só depois da Páscoa é que saberemos.
Mas no Museu de Cera do México já se pode admirar os três unidos.
O museu está completando 30 anos e reúne, atualmente, esculturas de 200 personalidades.
Os três estão bem ruinzinhos.

  • Sexta-feira, 04 Dezembro 2009 / 1:22

Tolerância teve resultado zero

Cesar Maia descobriu, no YouTube, o vídeo de uma reportagem de TV sobre a atuação de Rudolph Giuliani como consultor  de segurança da Cidade do México.
Pelo trabalho, o ex-prefeito de Nova York recebeu 4 milhões de dólares, e os resultados de seu trabalho na Capital mexicana foram próximos de zero.
Agora, o governador Sergio Cabral anuncia a sua contratação, às vésperas das eleições do próximo ano.
Eis o vídeo:

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