• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:29

A Cedae e os peixes da Lagoa

Os 500 quilos de peixes que morreriam na Lagoa Rodrigo de Freitas, segundo previsão da secretária de Meio Ambiente do Estado, Marilene Ramos, até ontem já somavam 77 toneladas.
A diferença é 154 vezes maior do que ela imaginava.
Quatro dias após o início da mortandade, a secretária continua sem nenhuma explicação para o fenômeno.
Quem entende do assunto, garante que a culpa é da Nova Cedae, presidida pelo marqueteiro Wagner Victer.
O biológo Mario Moscatelli disse, ao ‘Globo’, que a abertura das comportas no canal da rua Visconde de Albuaquerque, com o lançamento de fezes, no mar do Leblon, deve ser a responsável. Mas Marilene, que não tem a mínima idéia sobre o motivo do desastre, garante que não foi isso – só para salvar o parceiro Victer.
Moscatelli insiste na tese. “Se não foi isso, então houve uma coincidencia profundamente infeliz”.
Já o oceanógrafo David Zee diz que “as grandes quantidades de sujeira, esgoto e gordura, lançadas irregularmente na rede pluvial, e levadas a Lagoa durante as chuvas, deve ter sido a causa”. Pode ter havido um refluxo do esgoto  e uma invasão de detritos pelo canal da rua General Garzon.
Todas as investigações levam a Cedae.
Assim, é possivel que, nessa semana, Wagner Victer venha a culpar a Light, a companhia de Gás Natural, o Metrô, a Net ou, quem sabe, o bondinho que leva ao Corcovado.
O  importante é livrar-se da acusação. E  Victer tem, para isso, o apoio incondiconal da doutora Marilene Ramos.
A última grande mortandade foi em 2002, quando a Comlurb retirou 94 toneladas de peixes.
Hoje ainda tinha peixe boiando.
Faltam 22 toneladas para o desastre bater a marca de 2002.
Com a política de mãos dadas, de Sergio Cabral e Eduardo Paes, é possível que a Comlurb pare de pesar o que for recolhido nas próximas horas.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:22

Cabral pode estar depressivo

 Logo após o Carnaval, o governador do Rio viajou com a família para o sul da Bahia, onde foi descansar dos festejos de Momo.
Ele voltou na segunda-feira, mas passou todos esses dias sem agenda.
Hoje, finalmente, sua agenda informava que às 10 horas, ele participaria da cerimônia de  entrega de máquinas e equipamentos à Emater-Rio, para a implementação do Programa Estradas da Produção.
A festa foi na  Escola de Bombeiros Coronel Sarmento, em Guadalupe, mas o  governador não apareceu.
Ele foi representado pelo incansável Pezão e pelo secretário de Agricultura, Christino Áureo.
Gente próxima ao governador diz que está com depressão, e hoje acordou ainda pior, depois que leu o noticiário sobre a SuperVia e o Metrô, e mais o jornal ?Extra? ? que exibiu a bandidagem agindo no Jacarezinho.
Caso seu estado depressivo seja verdadeiro, a tendência será piorar, já que nenhum desses problemas terá qualquer solução a curto ou mesmo médio prazo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:00

Transportes no Rio é enganação

Do jornalista Elio Gaspari:
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) está coletando assinaturas para instalar uma CPI destinada a abrir a caixa-preta da Agetransp, a agência reguladora dos serviços do Metrô, dos trens da SuperVia e das barcas do Rio de Janeiro. Grande ideia, mas ficou faltando interesse pela mãe de todas as caixas, a das companhias de ônibus municipais. Em geral, as CPIs dão em nada, quando não resultam em coisa pior, mas nem isso a bancada do governador Sérgio Cabral aceita. Seu anjo de guarda, o deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa, anuncia que vetará a iniciativa.
O Metrô do Rio tem transportecas arrogantes que mexem nos ramais sem se preocupar com o suplício que impõem aos clientes. A SuperVia tem trem que sai por aí sem maquinista e seguranças que chicoteiam os passageiros. As companhias de ônibus têm mais: cultivam um política extorsiva de tarifas e, com a cumplicidade dos prefeitos, bloqueiam a implantação do Bilhete Único, prometido por Cabral em 2007 e pelo seu prefeito, Eduardo Paes, em 2008, quando pedia votos.
Governadores, prefeitos, amigo$ e caixa$ de campanhas colocaram o Rio numa situação socialmente humilhante. Até 2004, quando a prefeita Marta Suplicy instituiu o Bilhete Único em São Paulo, as duas cidades estavam num mesmo patamar de desgraça no transporte público. Hoje, 50% dos paulistanos avaliam que os serviços de ônibus e de trens estão entre bom e ótimo. O Metrô vai a 82%. No Rio, esse índice de satisfação talvez não seja atingido nem entre os diretores das concessionárias.
O vexame não é consequência da herança escravocrata, do patrimonialismo ibérico ou da mudança da capital para Brasília. É obra de governos demófobos. Quem fez a diferença em São Paulo foram administradores petistas e tucanos que decidiram tirar o transporte público da vala.
Basta comparar a situação nas duas cidades.
O paulistano paga R$ 2,70 pelo seu Bilhete Único, tem direito a quatro viagens de ônibus num intervalo de três horas. O novo bilhete intermunicipal do Rio custa R$ 4,40, com direito a duas viagens de ônibus, trem ou metrô, por duas horas.
O Bilhete Único de São Paulo atende a todo o município e é usado em 12 milhões de viagens/dia. No Rio essa tarifa só existe para percursos intermunicipais. Estima-se que venha a atender 1,5 milhão de viagens/dia.
Desde ontem, com a nova tarifa municipal de R$ 2,35, um trabalhador que toma dois ônibus para chegar ao trabalho, mais outros dois na volta para casa (ao longo de 25 dias), gasta R$ 235. O de São Paulo gasta R$ 135. Com a diferença de R$ 100, tem direito a sete refeições de R$ 13,75 no carro-chefe do Mc Donald’s (BigMac, batatas fritas na porção média, e um refrigerante médio). Para ele, almoço grátis existe.
(Na comparação com o bilhete intermunicipal do Rio, a diferença cai para seis refeições.)
O sistema de transportes públicos do Rio fez uma opção preferencial pela tunga dos passageiros dos ônibus. Antes da criação do bilhete intermunicipal de R$ 4,40, o cidadão que fazia duas viagens sobre trilhos pagava, e continuará pagando, R$ 3,80. Noutra modalidade de integração, passageiros de quatro cidades da Baixada Fluminense pagam R$ 4,00 pelo percurso ônibus-metrô. Os dois sistemas, privados e lucrativos, atendem cerca de 20 mil passageiros/dia.
A política de tarifas dos ônibus, do Metrô e dos trens do Rio é paleolítica. Nenhum concessionário dá desconto de fidelidade aos usuários. Em São Paulo a passagem de Metrô custa R$ 2,65. Se o cliente compra 50, fica por R$ 2,33. (Sobram R$ 16 para o McDonald’s.) O Metrô do Rio prometeu esse tipo de desconto e quem acreditou fez papel de paspalho (inclusive o signatário). A Fetranspor carioca, que administra os altos interesses das empresas de ônibus, criou um RioCard, prometeu o programa de descontos e bobo foi quem acreditou (inclusive, de novo, o signatário)”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:51

Doutora Adriana precisa falar

 O governador Sergio Cabral está hoje sem agenda.
Provavelmente viajou. Ou então está cuidando da defesa de sua esposa, a  primeira-dama do Estado, a doutora Adriana Ancelmo, que nessa semana tem sido insistentemente citada em reportagens de jornais que a deixam,  no mínimo, em situação pouco confortável.
Primeiro foram três matérias no ?Estadão? ? a primeira revelava  que seu escritório defendia  os interesses do  Metrô ? empresa que, no governo Sergio Cabral,  viu prorrogada sua concessão por mais 20 anos,  11 anos antes que terminasse o prazo para que houvesse nova licitação.
Na edição de hoje de  ?O Globo?, nova revelação, quase um escândalo: no primeiro ano do governo do marido, o escritório da doutora Adriana cresceu quase 2.000%. Das 506 causas que o escritório contabilizava, eles pularam para 9.800. Um dos sócios, diz que deve ter havido erro de digitação. Mas se eles cresceram de 5.600 para 9.800, também é um feito e tanto. É mesmo de assombrar.
Antes de Cabral assumir o governo, o escritório era tocado pelos três sócios. No primeiro ano de governo, eles contrataram mais 23 advogados e, em 2008, abrigavam 30 associados, segundo informa ‘O Globo’.
Alguns aspectos justificam uma explicação pormenorizada. Por isso, Sergio ?Wally? Cabral poderia aproveitar o dia de folga,  para ajudar a doutora a responder a algumas das indagações que, mais cedo ou mais tarde, ela terá de responder:
1 ? Tudo leva a crer que a doutora seja uma sócia ausente.  O governador viaja muito ? isso é fato notório – e ela está sempre ao seu lado, o que é perfeitamente normal. Mas isso quer dizer que o avanço do escritório deve-se ao  trabalho realizado pelos sócios e não por ela? Qual a função da doutora? Ela funcionaria apenas como um chamariz para o escritório?
2 ? Quando eles sublocavam uma sala acanhada, no coração do Saara, que tipo de causas defendiam?  Como, por que e em que época eles mudaram o perfil do escritório? Em que data trocaram a salinha do Saara por um andar inteiro na Avenida Rio Branco esquina com a rua Sete de Setembro? Quantos advogados trabalham hoje nesse escritório?
3 ? Um dos sócios da doutora é seu ex-marido. Sabe-se que a Receita Federal trabalha sempre com indícios aparentes de riqueza. Onde residia o ex-marido em 2006 e onde ele mora hoje?
4 ? Tudo o que foi publicado e o que se procura saber,  pode ser apenas um imenso mal entendido. Mas é preciso que a doutora Adriana Ancelmo tome a iniciativa de convocar uma entrevista coletiva,  para dar explicações a opinião pública. O governador e sua esposa continuam morando no mesmo apartamento do Leblon, onde residiam antes da sua eleição. Dizem as más línguas, que o apartamento está em nome da doutora. Se isso fôr verdade, a  história de que ela só passou a ganhar muito dinheiro depois da posse do marido não passa de uma lorota. Afinal, quando eles se mudaram para o Leblon, a doutora ainda trabalhava na salinha do Saara.
5 ? Em política, histórias de sucesso sempre são suspeitas e, na maioria das vezes, condenadas. Exemplo  recente é a do deputado Edmar Moreira, que viu-se obrigado a renunciar a corregedoria da Câmara, depois que descobriram que ele havia construído um castelo de 7 mil metros quadrados,  8 torres, 36 suítes, 18 salas, piscinas, cascatas, fontes, espelhos d?água e 275 janelas, no interior de Minas. É possível, embora seja pouco provável, que a doutora Adriana Ancelmo tenha argumentos convincentes que expliquem como pôde crescer 2.000% em um ano. Se conseguir a façanha, é  justo que ela revele a receita para que jovens advogados, como ela,  também possam descobrir o caminho das pedras.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:40

O sonho olímpico

  A escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 não deverá dar um único voto ao governador Sergio Cabral.
Já as promessas que ele vem fazendo em consequencia dessa escolha, poderá fazer brilhar os olhos de muita gente.
1 – Segundo ele, as obras para levar o metrô até a Barra começam em dezembro desse ano. Se elas prosseguirão, ou não, isso é outra conversa.
2 – A promessa de pacificar mais 43 favelas até 2010. É claro que isso é muito pouco em relação as 1.020 comunidades do Rio. Mas pular de quatro para 43, em um ano, seria um enorme feito.
O sonho está funcionando bem. Vamos aguardar a realidade.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:38

“Projeto sem pé nem cabeça”

A melhor reportagem, até agora, sobre o futuro das Olimpíadas no Rio, está publicado na edição de hoje de ?O Globo?, na entrevista que o arquiteto e urbanista  Sergio Magalhães, professor da UFRJ, concedeu a repórter Selma Schmidt. Ele defende mudanças no projeto do Rio 2016, critica a concentração de equipamentos na Barra, condena o metrô para a Barra ? ?é do interesse da construtora e não da população? ? e defende a construção da Vila Olímpica e de Imprensa na zona portuária.
Veja a entrevista:
- Pelo projeto Rio 2016, a Barra concentrará a maior parte dos equipamentos esportivos e a própria Vila Olímpica. Isso pode significar que o restante da cidade, especialmente os bairros do subúrbio, onde estão os maiores problemas de infraestrutura, poderão continuar como os grandes esquecidos pelo poder público, apesar das Olimpíadas?
- Os recursos serão muito importantes.Mas, se forem dirigidos prioritariamente para a Barra, a cidade vai sofrer muito. E a grande mudança que uma Olimpíada pode trazer vai ser minimizada porque o conjunto da população terá menos oportunidades do que teria, por exemplo, se os Jogos Olímpicos se concentrassem na área portuária. O Porto, agora, está disponível. Quando as Olimpíadas foram programadas, não havia o acordo entre os três níveis de governo. Os terrenos do Porto estavam impossíveis.
Isso mudou.
- O que poderia ser construído na área portuária? A Vila Olímpica?
- A Vila Olímpica e um grande número de equipamentos. A própria Vila de Imprensa. O prefeito Eduardo Paes disse que a construção da Vila de Imprensa deveria ser antecipada para poder ser útil durante a Copa de 2014. A Copa será no Maracanã. Se a Vila de Imprensa for na Barra, ficará mal localizada. Já, se ficar no Porto, seria perfeito.
- Ainda há tempo de mudar, mesmo o projeto já tendo sido apresentado ao COI?
- Claro! Inclusive porque vamos economizar tempo e dinheiro. O aproveitamento do Porto é mais barato.
A área é central e haverá a valorização de toda a Região Metropolitana porque o sistema de transportes melhora. A construção da Vila Olímpica também vai estimular a habitação e novos edifícios de serviços e escritórios no Centro. O que Barcelona fez foi pegar a área degradada e investir nela.A cidade toda se beneficiou.Nós pegamos a área que o setor imobiliário está querendo (Barra) e, neste caso, os investimentos ficarão só lá.
- Por que os subúrbios e a Zona Norte como um todo seriam beneficiados se o Porto fosse o local com mais equipamentos olímpicos?
- Os subúrbios e a Zona Norte têm equipamentos que serão usados. O Maracanã fica na Zona Norte. O Engenhão, no Engenho de Dentro.E tem Deodoro. Em todo esse corredor, o trem tem de virar metrô de qualidade (de superfície).Essa conexão passa a ser mais privilegiada do que a da Zona Sul para a Barra. O metrô para a Barra vai ter pouca gente e muita obra. É do interesse da construtora e não da população.Ao passo que o metrô nas linhas do subúrbio é a redenção da Zona Norte.
- Então, se tivéssemos a maioria dos equipamentos no Porto, em vez de na Barra, a melhoria da infraestrutura seria irradiada para a Zona Norte?
- Além de ser muito mais barato e efetivo no tempo para resolver tudo. Ganha a cidade como um todo, em termos de investimento.Vamos ter a Olimpíada que transformará para melhor o conjunto da cidade. E não tem nenhuma contradição em relação ao que foi proposto ao COI porque, na ocasião em que o projeto foi apresentado, isso não seria viável. Seria difícil prever que haveria um acordo tão efetivo entre os governos federal, estadual e municipal. A tal ponto que o prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula já assinaram um acordo em relação às terras da área portuária. No Porto tem terreno suficiente para tudo o que se quiser. Deixamos alguns equipamentos na Barra por que já estão construídos.Mas não se constrói mais. O núcleo fica na área portuária. Mas tem ainda o gasômetro, um terreno enorme junto à antiga Leopoldina e a área do Complexo Penitenciário da Frei Caneca.
- Como ficaria o projeto de levar o metrô até a Barra?
- É um investimento sem pé nem cabeça, em termos de prioridade, por causa do custo-benefício. Será um investimento para obra. Não é para passageiros. Depois, a Linha 4 foi licitada para ser concessão.Não faz sentido botar dinheiro público naquilo que foi licitado para ser concessão.
- Na área de transportes, além de transformar o trem suburbano em metrô de superfície, o que mais deveria ser feito para ficar de legado das Olimpíadas?
- Transformar o trem em metrô deve ser a grande prioridade. As outras coisas que forem feitas, ótimo.Se tivermos as duas linhas de metrô existentes articuladas com as três linhas de trem, transformadas em metrô, toda a parte olímpica fica com excelente padrão de qualidade de transporte. A Vila Olímpica fica no vértice de dois vetores.Uma linha é Centro, Aterro, Copacabana e Lagoa, onde estão previstas competições. A outra linha é Centro, Maracanã, Engenhão e Deodoro. As vilas Olímpica e de Imprensa nesse vértice, voltadas para o mar, serão show de bola.
 - E, na área ambiental, que legados não podem deixar de ficar para a cidade?
- A despoluição da Baía de Guanabara é vital.Depois, é melhorar muito o saneamento.Temos ainda que continuar com a urbanização das favelas. Se oferecermos um transporte de qualidade para o subúrbio, chegando até a Baixada Fluminense, aliviaremos a pressão em relação à moradia e permitiremos que novas construções sejam feitas com um bom sistema de transporte coletivo. Isso vai enfraquecer a pressão sobre as favelas. Hoje, pelo que está programado, a área a ser beneficiada é exageradamente grande. Do Centro à Barra são 40 quilômetros. Não tem nenhuma cidade olímpica no mundo que tenha chegado a esse exagero. Barcelona, por exemplo, é uma área que cabe no Centro e na Zona Sul.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:16

Só pode ser notícia falsa

O  ex-governador Garotinho publica hoje, em seu blog, uma notícia que, em jornalismo,  é chamada de ?barriga? -  isso é, uma falsa notícia.
Garotinho não costuma fazer isso, mas não é possível que a notaícia seja verdadeira.
A Câmara dos Vereadores decidiu, por maioria simples, autorizar o prefeito a vender todos os 75 terrenos, que lhe pertencem, e que nos anos 70 foram desapropriados para a construção do metrô.
Com isso, será demolido o primeiro CIEP do Rio, no Catete, que recebeu o nome de Tancredo Neves.
Só pode ser um engano.

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