• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

Gabeira confirma hoje candidatura

O pré-candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira, do PV, deu ontem, no final da tarde, uma entrevista ao jornalista Ricardo Noblat pelo Twitter. Por limitações da ferramenta utilizada, nenhuma pergunta e nenhuma resposta, tem mais de 140 toques. Veja a entrevista:
“- Boa tarde, deputado Fernando Gabeira. Depois de idas e vindas, o senhor será mesmo candidato ao governo do Rio?
- Boa tarde. Depois de idas e vindas, sou candidato ao governo do Rio.
- O que lhe faz achar que merece ser eleito governador?
- Creio que adquiri experiência política e conhecimento para responder aos desafios do Rio.
- O senhor se acha mais capaz do que Sérgio Cabral e Garotinho, por exemplo?
- Pelo governo que fizeram, creio que tenho condições de realizar muito mais e com outra concepção política.
- Por que o senhor não queria o ex-prefeito Cesar Maia em sua chapa para o Senado e agora quer?
- Fizemos ampla consulta aos apoiadores capital e interior. Preferem união para termos chances de vitoria.
- Mas antes o senhor imaginou que sem união com o DEM de Cesar Maia poderia vencer?
- Antes estava disposto a seguir caminho sem grandes conflitos. Não há resposta científica sobre a fórmula vencedora.
- Que conflitos o senhor pensa que enfrentará por se juntar com o DEM?
- Conflitos na coligação e com parte dos eleitores. Só aceito coligar se todos se sentirem confortáveis. Creio que haverá paz.
- “Só aceito coligar se todos…” Quer dizer que ainda não se bateu o martelo sobre a coligação com o DEM?
- Creio que isso será feito amanhã. O critério para coligar é a aceitação do projeto ficha limpa.
- E quem ainda resiste a aceitar o projeto ficha limpa? O DEM? O PSDB? Quem?
- Todos os partidos da coligação aceitam, com base no projeto original. Vamos oficializar essa decisão amanhã.
- Quem mudou para que se possa imaginar o senhor e Cesar Maia juntos? Mudou o senhor ou Cesar Maia?
- O que muda é a situação do país e do estado. O sistema de dominação do PMDB é profundo e muito forte. Só a união vencerá.
- Quem mudou? Gabeira ou o PT, partido ao qual o senhor já pertenceu?
- Nós todos mudamos no caminho. O PT mudou de uma forma que nos separou. Consegui crescer sozinho, fora de um governo popular.
- O senhor acha possível fazer um governo popular junto com o DEM e o PSDB? Ou esse não é o seu objetivo?
- O objetivo é um governo com a sociedade. O governo popular tem boa políticas econômica e social, mas loteou cargos com partidos.
- O senhor não dará cargos a pessoas indicadas pelos partidos que o apóiam caso se eleja?
- Sim, desde que sejam pessoas honradas e com competência especifica para os cargos.
- Acho que Lula teria respondido da mesma forma antes de lotear cargos com os partidos que o apoiam…
- Isto não é uma pergunta. Quando Lula descumpriu o prometido, sai do PT.
- Para quem o senhor pedirá votos – Marina ou Serra?
- Pedirei votos para Marina, mas tenho admiração pelo Serra. Ambos me apoiam.
- Haverá lugar para Serra no seu programa de propaganda no rádio e na televisão?
- Está combinado que Serra aparece me dando apoio.O vice, do PSDB, vai apoiá-lo.
- Quando Serra for ao Rio fazer comícios o senhor estará ao lado dele?
- De um modo geral não faço mais comícios. Posso encontrá-lo na rua, pois nela encontro até adversários.
- Por que o senhor acha Marina e Serra mais preparados para governar do que Dilma?
- Ambos passaram por crivos eleitorais, Marina venceu a pobreza e eleições, Serra governou São Paulo.
- Em um eventual segundo turno entre Serra e Dilma, o senhor então irá de Serra?
- Sim, num eventual segundo turno apoio Serra.
- Existe alguma chance de composição entre Serra e Marina ainda no primeiro turno?
- Não creio. Marina quer falar de sustentabilidade e acha que seu papel é singular.
- Que lição (ou lições) extraiu de sua derrota para prefeito do Rio?
- Estou nisso desde 82 e cometo erros até hoje. Meu principal erro foi não deter o feriado na Justiça.
(De O Globo: A ausência de 927.250 eleitores cariocas (20,24% do total), em meio ao feriado prolongado decretado pelo governador Sérgio Cabral, pode ter influenciado o resultado da eleição, na opinião de cientistas políticos.
As maiores abstenções registradas foram nas zonas eleitorais do Centro (26,34%), da Zona Sul (26,11%) e da Grande Tijuca (22,14%), três regiões que registraram o melhor desempenho do candidato derrotado , Fernando Gabeira (PV).
Os números são superiores aos registrados no primeiro turno, que teve 17,91% de abstenção, e acima da média nacional, que ficou em 18,09%, bem próximo dos 17,29% registrados no segundo turno de 2004. Na ponta do lápis, isso representou uma perda de mais 107.157 votos em relação ao primeiro turno.
Na Zona Sul faltaram 143.714 eleitores, justamente onde Gabeira teve seu melhor desempenho. O fato reforça a polêmica sobre o feriadão decretado pelo governador Sérgio Cabral, que antecipou de terça-feira para esta segunda o Dia do Servidor Público).

- De 0 a 10, que nota dá à administração do prefeito Eduardo Paes?
- Não dou notas, mas aprecio a decisão de recuperar o porto do Rio, um dos projetos centrais de minha campanha.
- O que o governador Sérgio Cabral está fazendo que o senhor não faria?
- Proponho plano de segurança para todo o estado, saúde não apenas para emergência, e romper com a cumplicidade com empresas transporte.
- Em um eventual segundo turno contra Cabral o senhor pediria o apoio de Garotinho?
- Meu grande esforço é ir para o segundo turno. Quando estiver lá, tomarei as decisões do momento.
- O que acha da política de segurança pública de Cabral? E mais especificamente das UPPs?
- Defendi esta politica em 2008. Sou beneficiado por ela, mas pergunto sempre: e os outros? É preciso pensar Rio como estado.
- Qual será o papel do RJ na discussão da partilha de royalties caso o senhor se eleja?
- O Rio tem de lutar pelos royalties. Veja o desastre agora em Lousiana. São riscos ambientais e encargos sociais com o petróleo.
- Últimas perguntas. Qual é exatamente sua posição sobre o comércio de drogas consideradas ilícitas?
- Minha proposta é reformar a polícia. Sem boa polícia não há politica de repressão ou discriminação. É uma ponte entre extremos.
- O que pensa da concessão do titulo de propriedade definitivo aos atuais moradores de favelas?
- Sou favorável, desde que em áreas seguras. Com o título, as pessoas têm emprestimos, há dinamismo econômico.
- Última pergunta: O que fará para impedir a edificação em áreas de risco? E a ocupação ilegal de terra pública?
- De um modo geral é tarefa de prefeito. Poderei ajudar [fazendo] convênio com Google, monitorando on line”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

PSDB pagou encontro evangélico

Do repórter Graciliano Rocha, da ‘Folha’:
“O encontro religioso em que pastores da Assembleia de Deus pediram orações pela eleição de José Serra (PSDB) e o saudaram como “futuro presidente”, no sábado, em Santa Catarina, recebeu dinheiro de administrações do PSDB.
Juntos, o governo de Santa Catarina e a Prefeitura de Camboriú (84 km de Florianópolis), ambos administrados por correligionários de Serra, destinaram R$ 540 mil para a realização do 28º Congresso Internacional de Missões.
O patrocínio das administrações tucanas representou dois terços dos R$ 800 mil orçados para o encontro -que, segundo os organizadores, reuniu 160 mil pessoas em dez dias.
O governador tucano Leonel Pavan repassou R$ 300 mil ao evento através de um fundo de fomento ao turismo do Estado. Também convidado a discursar, Pavan, que tenta viabilizar sua candidatura à reeleição em Santa Catarina, foi aplaudido no sábado quando anunciou o repasse feito pelo governo do Estado à organização do congresso evangélico.
A prefeita de Camboriú, Luzia Coppi (PSDB), bancou R$ 240 mil dos gastos do encontro religioso. A administração custeou instalação de banheiros químicos, climatização do ginásio, aluguel de cadeiras e propagandas na mídia local. Além disso, o município arcará com a despesa de energia elétrica resultante do evento religioso.
Governo e prefeitura negam que o fato de Pavan e Coppi serem do PSDB tenha relação com a liberação de dinheiro público (leia texto abaixo).
Promovido pela ONG (organização não governamental) Gideões Missionários, que é ligada à igreja pentecostal Assembleia de Deus, o encontro reservou ao pré-candidato do PSDB à Presidência um tratamento de convidado de honra.
No sábado à noite, Serra falou para mais de 10 mil pessoas que lotaram um ginásio em Camboriú -a PM não fez estimativa sobre o número de participantes no evento.
Seu discurso de 12 minutos foi replicado em telões do lado de fora do evento -onde uma multidão se aglomerava- e transmitido para um pool de rádios pelo país e até para o exterior controladas pela Assembleia de Deus ou que mantêm programação evangélica.
Segundo a organização, 180 emissoras evangélicas transmitiram a fala de Serra.
Citando a Bíblia, o tucano pediu aos religiosos que rezassem para que ele tivesse “sabedoria para enfrentar as lutas e desafios daqui por diante”, mas não pediu votos abertamente.
Pastores presentes ao ato foram mais explícitos e trataram o pré-candidato várias vezes como “futuro presidente”. Um deles conclamou os fiéis a orar pela eleição de Serra para a Presidência. “Esse povo não só ora como vota, haverá um rebuliço no país”, disse o pastor Reuel Bernardino, no evento.
A aparição de Serra diante do público evangélico ocorreu no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) foram a festas do 1º de Maio promovidas por centrais sindicais em São Paulo com patrocínio de estatais federais -o que foi criticado pela oposição como uso da máquina na pré-campanha da petista.
Indagado sobre as manifestações de apoio dos pastores na noite de sábado, o pré-candidato foi lacônico: “Só faltaria eu dizer que não estou de acordo. O contrário. Todos os votos positivos eu acolho”.
Muito assediado por fieis da igreja pentecostal que gritavam seu nome e queriam fotografá-lo quando deixava o congresso, Serra ergueu os dois braços e fez o “V” de vitória.
O convite a Serra partiu do pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC e um dos líderes da Assembleia de Deus. Da base lulista no Congresso, a sigla deverá apoiar o tucano neste ano”.
ONG garante que verba do PSDB não teve influência

“A ONG Gideões Missionários da Última Hora, que promoveu o 28º Congresso Internacional de Missões, negou que o patrocínio que recebeu de administrações tucanas tenha influenciado o convite ao pré-candidato tucano José Serra para discursar no evento.
A entidade, dirigida por pastores da Assembleia de Deus, afirmou ter convidado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e as pré-candidatas à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), que é evangélica. “Se a Dilma tivesse vindo, teria sido tratada da mesma forma. Os pastores pediriam orações para o sucesso dela”, disse Calebe Moreno, designado pela organização para responder às perguntas da Folha.
Ele afirmou que a senadora Ideli Salvatti (PT), pré-candidata ao governo catarinense, foi ao evento como representante de Lula. Indagado sobre as referências a “futuro presidente” feitas a Serra no evento, o porta-voz da ONG declarou que foram “manifestações pessoais” dos pastores e que a igreja e a ONG não definiram apoio a nenhuma pré-candidatura.
A assessoria de imprensa de Serra informou que o ex-governador de São Paulo participou do evento a convite dos missionários e que, se houve repasse de dinheiro das administrações tucanas para a realização do evento, ele não sabia.
Por meio de sua assessoria, o governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB), argumentou que o governo patrocina o encontro em Camboriú desde 2003.
De acordo com a assessoria, o governador “não tinha como evitar as manifestações” dos pastores no encontro.
Já o secretário de Administração da Prefeitura de Camboriú, John Lenon Teodoro, o repasse foi autorizado pela Câmara Municipal e não tem relação com o fato de Serra e a prefeita serem do mesmo partido. Segundo o secretário, o evento é importante para o município, pois o turismo evangélico é fonte de renda.
Luciano Zica, coordenador da agenda de Marina Silva na pré-campanha, disse que a senadora licenciada não foi convidada para o encontro realizado em Camboriú. A Folha não localizou a assessoria da pré-campanha de Dilma para confirmar se ela foi convidada para o evento”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Garotinho acena para José Serra

Da ‘Folha’
“Já que ele está sem palanque no Rio e aguardamos uma decisão que não chega de Dilma [Rousseff], nosso propósito é viabilizar o palanque para ele (José Serra)”, disse o pré-candidato ao Senado na chapa de Garotinho (PR), bispo Manoel Ferreira (PR), que preside corrente da Assembleia de Deus.

Serra pede oração a evangélicos

Do repórter Graciliano Rocha, da ‘Folha’:
“O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez um discurso repleto de referências bíblicas diante de uma plateia de missionários evangélicos e foi saudado como “futuro presidente” por pastores da Assembleia de Deus, ontem à noite em Camboriú (SC).
“Orem, rezem a Deus, por mim no sentido de eu ter mais sabedoria para enfrentar as batalhas e as lutas que nós temos daqui por diante”, discursou, aludindo a uma passagem do Velho Testamento em que o rei Salomão pede a Deus sabedoria para governar.
Na discurso, o católico Serra vinculou passagens da Bíblia à sua atuação como ministro da Saúde e governador. Citando trecho do Evangelho de João, sobre Cristo ter vindo à Terra para dar “vida abundante”, o tucano lembrou que propôs legislação restritiva ao cigarro em São Paulo para dar “qualidade de vida” à população.
Serra falou para um auditório lotado com cerca de 10 mil pessoas, segundo pastores da Assembleia de Deus.
Líderes da igreja pentecostal afirmaram que o discurso foi ouvido por 160 mil pessoas que participaram do encontro 28º Encontro Internacional de Missões dos Gideões Missionários, espalhados em um parque de Camboriú. A Polícia Militar não fez estimativa de público.
O palanque evangélico de Serra foi articulado pelo pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC (Partido Social Cristão), sigla aliada de Lula no Congresso e que deverá apoiar o tucano na eleição. A Assembleia de Deus é a igreja da pré-candidata Marina Silva (PV).
Pastores trataram Serra várias vezes como “futuro presidente”. Durante sua oração, o pastor Cezino Cavalcante pediu que os fieis rezassem para que o presidenciável se elegesse e conclamou o ex-governador a voltar ao encontro em 2011 como presidente. O pré-candidato disse “amém”.
O pastor Reuel Bernardino incentivou a ovação a Serra: “Esse povo não só ora como vota, haverá um rebuliço no país”.
Após ganhar uma Bíblia de Cezino, Serra concedeu uma rápida entrevista em que defendeu o trabalho missionário das igrejas e negou ter ido a Santa Catarina apenas em busca do voto evangélico.
Ao sair do ginásio, diante de uma multidão que gritava seu nome, Serra fez o V de vitória”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Serão 13 candidatos à Presidência

Da repórter Maria Clara Cabral, da ‘Folha’:
“A eleição presidencial deste ano deve ter o maior número de candidatos em 21 anos. Pelo atual cenário, são 13 postulantes, quase o dobro do último pleito (sete). Só não há mais nomes do que em 1989, quando 22 concorreram ao Planalto na primeira eleição pós-redemocratização.
Na lista dos pré-candidatos, estão os três conhecidos nacionalmente -Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV)- e mais dez de pouca expressão. O quarto nome que poderia se apresentar era o de Ciro Gomes (PSB), mas sua candidatura foi sepultada na semana passada pelo seu partido.
Entre os pré-candidatos, popularmente chamados de nanicos, a maioria apresenta propostas que podem ser classificados, no mínimo, como polêmicas.
José Maria Eymael (PSDC), conhecido pelo bordão “um democrata cristão”, tem como principal tema de campanha a “difusão da felicidade”. Já Levy Fidélix (PRTB) insiste na construção do Aerotrem e propõe “o fim dos impostos de dez produtos de consumo popular”.
Outro veterano é José Maria de Almeida (PSTU), que deve manter seu lema: “Contra burguês, vote 16″.
Entre os postulantes há ainda os novatos Oscar Silva (PHS), que quer acabar com o Imposto de Renda e o IPI para substituí-los por um imposto único; Mário de Oliveira (PT do B), que se autoclassifica como conservador e quer acabar com o MST; e Américo de Souza (PSL), que defende “privatização geral”.
Além deles, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Ivan Pinheiro (PCB), Rui Pimenta (PCO) e Ciro Moura (PTC) também devem concorrer.
Os candidatos nanicos podem contribuir para levar a eleição ao segundo turno. Em 1998, somaram mais que 4% dos votos válidos.
No Datafolha divulgado no final do mês passado, só Mario de Oliveira conseguiu pontuar 1%. Todos os demais estão abaixo desse patamar.
Antonio Augusto de Queiroz, analista político do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), diz que os nanicos podem ser usados como “laranjas” de partidos maiores. “Seguramente deve haver candidatos que serão lançados como linha auxiliar de uma candidatura, só para acusar algum dos candidatos que tenham potencial de ganhar as eleições”, disse.
O número de candidatos à Presidência ainda pode mudar. Pela lei eleitoral, e as inscrições de candidaturas devem ocorrer até 5 de julho”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

Cabral irá a debate na TV?

A Band já marcou os seus primeiros debates.
No dia 5 de agosto, teremos o duelo Serra e Dilma, além de Marina.
No dia 12 de agosto, será a vez dos Estados.
No Rio, Gabeira e Garotinho certamente marcarão presença. Sergio Cabral será dúvida.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:48

Marina sonha com apoio de Ciro

De Bernardo Mello Franco, da ‘Folha’:
“A pré-candidata do PV, Marina Silva, vai pedir o apoio do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida presidencial. Ela deve procurá-lo para uma primeira conversa nos próximos dias.
Os verdes apostam numa rebelião de Ciro contra o próprio partido, que rifou sua candidatura para embarcar na campanha de Dilma Rousseff (PT).
A operação será deflagrada assim que o PSB oficializar que não terá candidato próprio à sucessão do presidente Lula. “O apoio de Ciro nos interessa. Em tempo hábil, a Marina vai procurá-lo”, confirmou à Folha, de Washington, por telefone, o coordenador da campanha do PV, Alfredo Sirkis.
Aliados da senadora avaliam que Ciro demonstrou ressentimento com a cúpula do PSB, que barrou sua candidatura para negociar alianças regionais. Eles interpretaram as críticas a Dilma como um sinal de que o deputado pode boicotar a aliança do partido com o PT.
“Ciro ficou numa situação muito delicada. Apoiar a Marina seria uma boa saída para ele”, diz o ex-deputado Luciano Zica, da Executiva Nacional do PV. “Ele pode ser um parceiro, quem sabe até um colaborador da campanha.”
Marina volta hoje dos Estados Unidos. Antes de viajar, ela divulgou nota chamando a decisão do PSB de “retrocesso” e “intolerância democrática”. “A Marina gosta muito do Ciro. E o eleitorado é dele, não do PSB”, afirma Zica.
A direção do PV agora discute uma forma de iniciar o diálogo sem melindrar o deputado, que está com o orgulho ferido e se sentiu abandonado pelo próprio partido. A ideia é que Marina o procure para marcar uma conversa cara a cara.
“Temos que dar um tempo a ele para deixar a poeira baixar”, disse Sirkis. “A turma da Dilma já está urubuzando o Ciro. Não vamos fazer isso. Vamos tratá-lo com respeito e seriedade.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:47

O futuro de Garotinho

O PT e Dilma Rousseff estão enganados com Anthony Garotinho.
Ele não tem porque fazer a campanha da candidata do PT se ela o  repele.
Quando os dois apareceram, juntos, na convenção do PR, em Brasília, os jornais cariocas a atacaram.
Mas ela acredita que a mídia lhe dará melhor tratamento caso fique exclusivamente com Sergio Cabral?
Só se a candidata for muito infantil.
Não existe a possibilidade do ex-governador ficar isolado.
Senão vejamos.
Será que sua candidatura não interessa ao ex-prefeito Cesar Maia, rejeitado pelo deputado Fernando Gabeira?  Afinal o candidato do PR só tem, até agora, um único candidato ao Senado, o Pastor Manoel Ferreira. A segunda vaga continua em aberto, assim como a candidatura a vice-governador.
É óbvio que Cesar Maia só se aliaria a Garotinho, se esse apoiasse José Serra. E porque não ele não o apoiaria? Na última eleição Garotinho pediu votos para Geraldo Alckmin, do mesmo PSDB.
Nesse caso, como se posicionarão os jornais cariocas? Qual deles condenará José Serra? Eles ficarão contra a candidatura do ex-governador de São Paulo? 
            * * *
Em política não existe o impossível, mas é cada dia mais improvável o apoio de Garotinho a Dilma.
Ele já sinalizou isso no encontro do PR, e ela fez o mesmo ontem no Rio.
O noivado pode acabar em rompimento, embora tanto para ela, quanto para o PT,  o interessante é que os dois continuassem noivos até outubro. Mas sem casamento.
Seria uma espécie do que antes era chamado de amizade colorida.
O candidato do PR é evangélico, e tem a família como uma de suas bandeiras. Por isso não quer ‘ficar’. Ele prefere compromisso sério.
            * * *
Garotinho tem hoje dois caminhos.
1 – Aderir a Serra, desde que Serra também o apoie. O namoro não é de todo estapafúrdio. A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, esteve, no ano passado, pelo menos duas vezes com Serra, no Palácio dos Bandeirantes, sempre a convite do então governador de São Paulo. E certamente Serra não o chamou para uma conversa sobre o pré-sal. O fato é que o candidato do PSDB não tem palanque, no Rio,  para o primeiro turno. Na melhor das hipóteses, seu candidato preferencial, Fernando Gabeira, ficará com Marina Silva e , no segundo turno, trabalhará para Serra. E se não houver segundo turno para Presidente? Para que servirá o palanque de Gabeira? E mais: e se Gabeira não for para o segundo turno? Qual será sua contribuição?
2 – Garotinho pode assumir o discurso de que a prioridade é derrotar Sergio Cabral e companhia, já que o Rio  precisa de diversos choques: de moralidade, de administração e de carinho com o Estado. Tipo “prefiro o Rio à Paris”. No discurso, Garotinho diria que o país está resolvido, e em boas mãos, seja quem for o eleito: Dilma, Serra ou Marina, assim como também estaria bem nas mãos de Ciro Gomes, caso ele fosse candidato. Como são pessoas honradas – e Garotinho se dá bem com todos -  ele não precisaria canalizar esforços nessa disputa. Por isso cuidaria apenas do combate a Sergio Cabral, independentemente de quem o eleitor votar para Presidente. E se transformaria no único anti-Cabral, já que Gabeira tem que atender também a outros interesses.
Até o início da próxima semana, o quadro deverá ficar mais claro.
O DEM deu um prazo a Fernando Gabeira para que ele se defina até o dia 30 desse mês.
Até lá, continuarão, aparentemente, empurrando os impasses com a barriga.
Mas todos continuarão conversando.
Quem tiver o que conversar. E a oferecer.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:46

Gabeira se acha insubstituível

De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O PV do Rio vai insistir com a candidatura da vereadora Aspásia Camargo ao Senado. Os verdes consideram que estão com a faca e o queijo na mão. O deputado Fernando Gabeira (foto), candidato ao governo, não pode ser descartado pelo PSDB ou pelo DEM. A avaliação é que, além de Gabeira ser o nome mais competitivo da oposição, tirá-lo da disputa criaria um problema político para quem pretende ter o apoio da senadora Marina Silva em caso de segundo turno na eleição presidencial”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Ciro: Marina reclama de retrocesso

Do ‘Globo’;
“Em seu blog, a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou que o ?expurgo? de Ciro Gomes (PSB) da disputa é um retrocesso democrático.
Sem citar nomes ou partidos, afirma que o processo eleitoral está sendo instrumentalizado para ?impedir abalos na manutenção de projetos de poder?.
?É particularmente perverso que esse processo, que está no cerne da democracia, seja instrumentalizado para impedir abalos na manutenção de projetos de poder.
Não é admissível que se queira manipular o direito de escolha por meio da redução forçada do leque de opções?, escreveu Marina. ?Assistimos agora, com o veto à candidatura de Ciro Gomes, a uma expressão exemplar desse tipo de intolerância democrática.
É fácil prever que os mesmos grupos que trabalharam para tirar Ciro da disputa presidencial tentarão agora assimilá-lo?.
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, preferiu não comentar ontem a artilharia de Ciro:
? Não vou fazer nenhuma declaração a esse respeito. Não costumo comentar questões de outras possíveis candidaturas.
Em outra frente, o PT de São Bernardo do Campo ingressou ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com duas representações contra Serra, alegando que o tucano fez propaganda eleitoral antecipada durante inauguração do Rodoanel”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Gabeira ainda procura saída

Da repórter Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’:
“Enquanto o DEM bate o pé, o PV continua a tentar uma alternativa para que o deputado federal Fernando Gabeira (PV) seja o candidato a governo do Estado e dê ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, o tão desejado palanque no Estado do Rio. O presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, colocou em seu site uma nova proposta de coligação que tenta evitar a necessidade de aprovação do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o vereador, ” a geometria é simples porque se tratam de duas eleições majoritárias: uma estadual, de governador, e outra federal, na qual o eleitor deve votar para dois poderes, o Legislativo, senador, e o Executivo, para presidente ” . Com isso seriam permitidas as diferentes coligações, na primeira, entre PV, PSDB e PPS e, na segunda, PSDB; DEM e PPS. Para ele, nesta composição, apenas Gabeira perderia tempo de televisão. ” Mas será o ônus que teremos que pagar”.
O deputado federal e presidente do DEM, Rodrigo Maia, nem quer ouvir falar na proposta. Segundo Maia, a nova tentativa está sendo feita para evitar uma possível derrota na Justiça Eleitoral. ” Eles vão perder, é claro ” , afirma o deputado. Para Maia, não há mais negociação possível. O DEM quer uma coligação completa que inclua em todos os horários de TV o ex-prefeito Cesar Maia como candidato da coligação ao Senado. ” Não há como ceder mais.”
Desde a semana passada. Gabeira disse que poderia novamente desistir de se candidatar ao governo do Estado porque seus eleitores não aprovavam a união de seu nome com a do ex-prefeito Cesar Maia, tese defendida por Sirkis desde o início das negociações. Gabeira chegou a dizer que voltaria a se candidatar a deputado federal se não tivesse tempo suficiente de televisão para tentar concorrer com a máquina do atual governador Sérgio Cabral.
Ontem, na inaguração da exposição em comemoração ao centenário de Tancredo Neves; no Museu Histórico Nacional, no Rio, com a presença do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e do candidato José Serra, Rodrigo Maia marcou presença junto a políticos do PSDB. Nem Gabeira nem Sirkis compareceram. Do PV apenas a vereadora Aspásia Camargo, virtual candidata ao senado pelo partido, caso o nó político não seja desfeito.
Apesar da intransigência, Rodrigo Maia disse que o ex-deputado Márcio Fortes (PSDB) e candidato a vice-governador na chapa é quem está negociando com Gabeira uma solução para o problema. ” O que o Márcio Fortes conseguir, vamos negociar ” , afirmou. Sirkis também afirmou, por telefone, que a decisão está nas mãos de Gabeira e que vai apoiá-lo seja ela qual for.
Caso a coligação saia, a vereadora Aspásia Camargo ainda sonha com a candidatura ao senado. Ela diz que a legislação permite que o partido tenha um candidato avulso. ” A Marina (Marina Silva, candidata à presidência pelo PV) precisa de um candidato ao Senado. Não pode ficar sem ninguém ” , acredita.
No evento no Museu Histórico Nacional, tanto José Serra como Aécio Neves não quiseram falar de política. Em curta entrevista, depois de conhecer a exposição rapidamente, sempre acompanhado do ex-governador mineiro José Serra se limitou a dizer que Tancredo o inspirava muito. Os dois ficaram lado a lado durante toda a visitação, que durou cerca de meia hora”.

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